Rotina (s)



Têm sido várias, e em diversas situações, as pessoas que me dizem que não gostam de rotinas, de fazer todos os dias as mesmas coisas, que não se podem imaginar em movimentos repetitivos, que as cansam.

Ave rara (uma vez mais) me confesso. Serei a única pessoa que (além de não ter facebook, o que por si só já é atestado de extra-terrestrismo) gosta particularmente de rotinas? Gosto de fazer as mesmas coisas diariamente, dos meus rituais rotineiros, das tarefas de sempre, de as fazer pela mesma ordem, muitas vezes às mesmas horas. Dá-me uma espécie de calma, de segurança.

Assim sendo, escolho a roupa de véspera, acordo todos os dias à mesma hora (às vezes, com alguma variação nos minutos, mas não sei se isso conta); tomo um banho, óleo hidratante; visto-me, abro a janela do quarto, quando passo pela cozinha, para colocar a toalha a secar, ligo a máquina do café; penteio o cabelo, dobro o pijama; tomo o pequeno-almoço que é sempre uma maça, cereais a café; faço a cama, arrumo a roupa do dia anterior; creme hidratante e pozinhos de perlimpimpim; às onze tomo sempre o segundo (que às vezes é terceiro) café da manhã; todas as quintas e terças almoço às 13.00 h. sopa e pão com queijo fresco, de sobremesa uma laranja, nos outros dias começo com sopa; a meio da tarde como sempre uma maça, uma pêra ou banana com um iogurte e só à noite, janto o que calha, mas nunca como nada antes de dormir; no ginásio corro na mesma bicicleta desde o primeiro dia e estaciono o carro no mesmo lugar; a primeira tarefa da manhã é abrir a agenda (em papel, claro), ver o e-mail e o jornal e podia continuar mais um bocadinho, mas se calhar começa a ficar estranho. 

Depois vem o fim de semana e, mantendo alguns pequenos rituais, altero outros, quase todos na verdade. Almoçamos quando temos fome, jantamos quando calhar e nem me lembro do roteiro diário. Mas à semana, volta tudo à linha e sigo o plano. Sem querer que isto pareça uma lei escrita em pedra, há dias em que as coisas correm de forma diferente (e nem tão pouco o posso controlar). Mas são a excepção.

Não sei que segurança é esta, que vem das coisas certas, mas não me aborrece, não me incomoda, nunca me dá vontade de a alterar. É tão certa e tão minha, que se calhar é por isso que a sinto tão confortável. Espero não sofrer de nenhum desequilíbrio emocional (ou doença do foro psíquico, para não estar cá com eufemismo), mas é assim que me sinto melhor. Organizada.

Dia 23 - 31.05.2012



Dia um de parque.
Notas mentais para a próxima sessão: levar relógio (a boa notícia é que corri trinta minutos sem saber), ajustar a bolsa do mp3 (os braços t-rex são muito pequenos e cai) e pensar (ver vídeos no youtube?) em formas de fazer abdominais eficientes (ao invés da tentativa frustrada de coisa que hoje fiz).

Quanto ao resto, fez-me falta um contador de tempo, ritmo e calorias e o aparelhinho dos abdominais. Comecei por dar uma volta a passo, depois duas voltas a correr, uns psedo-abmonais e mais duas voltas a correr. Quer-me parecer que cada volta tem 700 metros mas hei-de confirmar. Em todo o caso, há um outro percurso, de cerca de 1500 metros, na parte superior do parque, onde hoje não pus os pés. Andei somente pela parte inferior, com o percurso mais pequeno e para primeiro dia talvez não esteja assim tão mal. 

Depois, foi engraçado ver que algumas coisas se mantém exactamente na mesma. O ano passado, talvez em Março, iniciei o movimento de exercício físico e praticava-o sempre neste parque. Costumava ir três vezes por semana e lá estava sempre um grupo que, começando por ser de três ou quatro pessoas, depressa chegava às nove ou dez, que de forma sincronizada corria durante horas (se calhar não, mas era o que parecia). Mantém-se igual. Lá os vi hoje. Quando cheguei estavam três e quando vim embora eram cinco, sempre em conjunto, às voltas pelo parque. Deixei de ir o ano passado, em Junho talvez, mas é bom ver que passado quase um ano, ainda se juntam os amigos para correr. A estratégia é no entanto diferente da que usava no ginásio; o exercício é de resistência e não esforço. Correm uma hora em ritmo lento em vez de meia hora em modo mais rápido. Hoje corri também em modo mais lento, mas durante mais tempo. Não sei o que trará maiores resultados. Mas ao vir para casa defini um novo objectivo. Quero porque quero chegar ao fim do verão a aguentar uma hora seguida a correr, sem uma única pausa. (Se calhar isto não é tão fantástico como soou na minha cabeça mas..) Está prometido!

Quanto aos abdominais, preciso de ajuda. Tentei fazer alguns, deitando-me numa plataforma de madeira com umas barras que julgo ser exactamente para esse efeito, mas não aconteceu nada. Não consigo realizar o movimento de forma correcta. Ou seja, tenho de aprender a fazer abdominais sem a bengala que uso no ginásio. You tube, aqui vou eu!

No geral, não foi uma experiência tão custosa como me lembrava. Aprendi entretanto a controlar a respiração e isso faz toda a diferença na corrida ao ar livre. Faço-o agora de forma controlada, a pensar no que estou a fazer (e nem pensar em distrair-me com coisas como encolher a barriga, porque lá se vai o ritmo da respiração - sou estranha, eu sei) e desta vez, por muito que me tivesse custado, deixei os óculos de sol em casa que, sendo uma grande ajuda a manter os olhos bem abertos (e não semi-cerrados por força da claridade), apertam ligeiramente o nariz e dificultam muito a respiração. É estranho mas só recentemente me apercebi disso. Sempre que corria ao ar livre, aguentava muito pouco tempo porque me faltava o ar. Até que comecei a fazê-lo na passadeira (dentro de portas, portanto, e sem necessidade de óculos de sol) e percebi a causa: a falta de ar vinha dos óculos, mais precisamente daquelas pequenas peçinhas que ficam apoiadas no nariz e que, não apertando, fazem uma certa pressão e impedem a passagem do ar. Hoje portanto, respirei que foi uma maravilha. E pude finalmente ser uma pessoa normal que corre no parque sem abafar! Venham mais dias!

As frases da minha carteira


Próximo fim-de-semana

Finalmente dois dias de uma das minhas ocupações preferidas: praia! Amanhã lá vou eu, para um fim-de-semana de muito sol, praia e mar, descanso, leitura, uma ou outra corrida, quem sabe, uns passeios de bicicleta. Adoro a minha cidade de praia, adoro aquele ambiente, aquela casa. Depois do sítio onde vivo, este é o outro lugar onde mais me sinto em casa e onde já não vou há demasiado tempo. Mas amanhã lá estarei. "Benzá'Deus!


When Harry met Sally

Não sei o que se passou por aqui mas no fim de jantar, estava a arrumar umas pastas no computador e encontrei-os. "Vou só ver cinco minutos." 
Afinal estava errada. Pareceram cinco minutos mas foi na verdade o filme todo. Mais uma vez.


Dia 22 - 29.05.2012


Esta noite fiz uma coisa que adoro e me faz um bem imenso: uma pequena cura de sono de nove horas seguidas. Por isso, quando o despertador tocou, saltei da cama que foi um mimo e pés a caminho do ginásio.

O exercício em si não foi lá essas coisas. Corri apenas uns 15 minutos (a 10 Km./h. e uma parte a 10,2), voltei à máquina de braços, agachamentos com bola (que descobri ser a responsável pela tensão em baixo), 10 minutos de step, duas máquinas de pernas e abdominais, no fim.
Quando passei na recepção e perguntei o plafond ainda disponível no cartão, a resposta foi "zero". Assim sendo, amanhã, se conseguir encontrar uns pózinhos de coragem, a corrida segue para o parque. Faltam-me no entanto as máquinas. Mas vou tentar correr e no entretanto penso numa solução para os abdominais, já que no ginásio conto com o precioso auxílio (indisponível no parque) de um aparelho próprio para o efeito. Em compensação, há sol! Por isso, se a coisa não correr pelo melhor, posso sempre deitar-me na relva e morenar.

Se este fosse um blog sobre... (2)

Ainda no capítulo beleza, mais dois vícios diários.


Desmaquilhante, em creme, e tónico de limpeza, ambos da L'oreal.

Eu que sei pouco sobre este assunto e que produtos usar para isto e para aquilo, uso há vários anos estes dois, desconhecendo se são sucedâneos de outros bem melhores ou se serão razoáveis. A minha pele não se tem queixado, e são várias as embalagens que por aqui passaram, por isso talvez não esteja assim tão mal.

Quanto ao tónico de limpeza, cuja função real, além de refrescar, nem sei bem qual é, utilizo-o todos os dias uns minutos antes do creme hidratante (havemos de falar sobre ele, também amigo de vários anos). Dá-me uma sensação de frescura e limpeza, que a lavagem da cara com água por si só nem sempre proporciona e aproveita ainda para eliminar resquícios de maquilhagem do dia anterior. Para mim, é esta a função que cumpre, e fá-lo muitíssimo bem. Mas por certo, se perguntarem a especialistas na matéria, deve cumprir muitas outras de hidratação, redução da oleosidade, qualquer coisa dos poros, luminosidade e outros conceitos que desconheço. Não é bem a minha área, como já perceberam.

O desmaquilhante, não sendo lá essas coisas (para dias de olhos mais carregados, dou uma ajudinha com o da Diadermine), vai retirando a quantidade de maquilhagem que utilizo, que não é muita. É o último produto do género que coloco na pele antes de dormir (salvo água fria, logo de seguida) já que ainda não iniciei o movimento de creme de noite. Mas se souberem de algum dos bons, contem-me tudo.

Devaneios de dias à noite (4)



Esperamos cinco dias para contar. Cinco dias que em face de uma notícia tão importante pareceram uma eternidade. Claro que alguns sabiam. Há pessoas que sabem sempre. Mas aquelas que não tinham como saber, esperaram cinco dias, pelos quais não deram passar, até àquele dia.
Escolhemos um importante, de aniversário, para dar a novidade, convencidos que para eles seria tão enorme como para nós. O jantar decorreu com normalidade, eu em entusiasmo crescente mas a tentar manter a calma. Na sobremesa contamos finalmente. Eu com um enorme sorriso e sensação de ter libertado uma bomba. Mas não tivemos reacções. Ninguém se manifestou, ninguém ficou particularmente feliz, ninguém se levantou para dar os parabéns. Todos permaneceram sentados e quietos, como se aquela revelação se tivesse traduzido apenas num "há mousse de chocolate lá dentro." Esta foi a primeira demonstração de que não devo esperar tanto das pessoas, que as minhas expectativas sem sempre são correspondidas e o que é importante para mim, mesmo sendo grande, pode não ter importância para mais ninguém. Foi neste momento que eu me arrependi de ter guardado aquilo por cinco dias, de ter feito um esforço para o impacto ser maior, de ter escolhido um dia que não era igual aos outros, de pensar que ia fazer alguma diferença. Não devo esperar de mais, mas é o que acabo sempre por fazer. Defeito de carácter. Quem foi que disse que as pessoas valem a pena?

Tim Burton


Fotografias da exposição Tim Burton que vi no MoMa, em 2010.


Começou na terça-feira passada (dia 22) a colecção Tim Burton, do Público, composta por oito filmes, no valor de € 5,95 cada.

O Vol. I foi Eduardo Mãos de Tesoura e seguem-se:

     Vol. II: Sweeney Todd - O terrível barbeiro de Fleet Street (hoje)
     Vol. III: Charlie e a Fábrica de chocolate (5 de Junho)
     Vol. IV: A lenda do cavaleiro sem cabeça (12 de Junho)
     Vol. V: O grande peixe (19 de Junho)
     Vol. VI: A noiva cadáver (26 de Junho)
     Vol. VII: Marta ataca! (3 de Julho)
     Vol. VIII: Planeta dos Macacos (10 de Julho)

Já sou a feliz proprietária dos dois primeiros.

Bom dia, mundo!


Acordada desde as 07.14 h.!

Já fiz a reserva. Só falta ir




Somos duros de roer

Na sexta-feira à noite estava a dar na RTP 1 o programa Portugueses pelo Mundo e uma das histórias era sobre João Soeiro (27 anos),  estudante de piano na Academia de Música Gnessin, em Moscovo.
Foi para a Rússia viver em busca do sonho de estudar música. As condições em que vive, num pequeno quarto que partilha com dois colegas, não são no entanto as mais agradáveis, o que, aliado à exigência e disciplina do curso, torna toda a experiência muito mais díficil. O facto de as condições de vida nem sempre serem as melhores, leva várias pessoas a abandonar a escola, a meio do curso, por ser demasiada a pressão. 

Sobre isto, disse:

     - Não será o meu caso porque.. eu sou português. Sou duro de roer.


Achei esta declaração fantástica.
É exactamente assim que nos vejo, duros, fortes, resistentes. Podemos perfeitamente com todas as adversidades e não somos de desistir. O que se passa em torno da situação actual só se explica por um desânimo generalizado, por um momento de maior fraqueza, que por certo passará. Oxalá possamos todos recuperar as forças e seguir em frente, com a energia e a determinação que nos caracteriza, que é a nossa marca lá fora e que já vem sendo hora de ser também cá dentro. Não desistimos porque somos portugueses. Porque já lutamos batalhas mais duras que estas e saímos vencedores. Porque também agora venceremos e diremos ao mundo que nós, somos duros de roer. Acredito nesta nação e vejo uma garra escondida atrás da máscara do desalento. Vai vencer. Tenho a certeza que vencerá, e também isto acabará por passar.

Descendo ao particular, e em resposta ao pânico manifestado em posts anteriores, espero também uma manifestação de bravura da minha parte, um murro do espírito, um soltar de alma. Uma força escondida que se revele implacável para suportar este momento, que é difícil, exigente, assustador. Uma energia a triplicar, que me dê um novo impulso neste esforço quase final. Vou conseguir. E quando cruzar a meta, vitoriosa, e me perguntarem como consegui, direi tão só "sou dura de roer."

Não é nenhum dia mas... - 25.05.2012


Vamos começar com as más notícias, para despachar já isto. Não fui ao ginásio, como deveria, mas em minha defesa alego uma noite de sono péssima, praticamente em branco. O pouco tempo que dormi foi povoado de pesadelos, por isso quando o despertador tocou, logo após adormecer finalmente em paz, achei que uma hora de sono me ia fazer melhor do que uma de exercício, por isso fiquei a dormir até às 08.14 h., altura em que já era tarde. Duas pauladas nas costas para mim, portanto.

A boa notícia!
Decidi-me hoje a ir para cima da balança, o que já não acontecia há mais de um mês. De referir em todo o caso que isto não é nada normal, que religiosamente me pesava todas as sextas-feiras. Tive hoje a coragem necessária para enfrentar eventuais maus resultados, mas a balança deu-me um grande sorriso de menos 1,5 Kg. E fiquei feliz. Entrei este ano no ginásio no dia 12 de Março e dois meses e meio passados apareceu hoje a primeira boa notícia. Bem sei que não fui tantas vezes como devia (fazendo três treinos por semana poderia ter ido trinta e três vezes, sendo que fui apenas vinte e uma) e nem sempre me alimentei tão bem como é necessário, o que significa que se estivesse mais focada, podia ter ido mais longe, talvez chegar ao dobro. Mas de qualquer forma estou feliz por ver este primeiro fruto, que ainda é uma cereja pequena mas que com esforço e dedicação se vai transformar numa melancia gigante.
A prova do vestido é na próxima semana e tenho agora mais confiança que não será necessário alargá-lo.

Aquilo que é mais importante é que isto começou como um curso de preparação física para o casamento, mas tornou-se muito mais do que isso. Passando o dia do casamento, quero continuar a fazer exercício, a correr, a mexer-me, por isso vamos fazer um upgrade para curso de vida saudável, que visa em todo o caso aniquilar mais três quilos, antes de manter. Mal posso esperar!

Yeah!

Ontem entrei em casa e tinha este prendaço do meu irmão!
Ganhei assim um novo amor.
(Nova foto assim que esteja devidamente instalado).





A noite de hoje acabou por não ser tão agradável assim. Cheguei chateada e nervosa.
Mas, e nem sei bem porquê, lembrei-me disto,



Exactamente o que precisava para sorrir no fim da noite.

Dia 21 - 24.05.2012


Ok, confesso. Há uma semana que não ia ao ginásio e o enguiço só se quebrou hoje, com uma hora de exercício. E porque é que não ponho lá os pés há uma semana? Primeiro, porque sou muito burra e devo achar que "bolinha" é a nova definição de magrinha. Depois, porque tive preguiça. Quinta-feira passada não fui, com sono; sexta, segunda e terça não estive; quarta, preguiça má novamente e hoje lá fui. Mas a melhor parte é que fui porque ontem senti uma necessidade imensa de exercício. Necessidade fisiológica, do género "não estou bem, preciso de ir." Os dias têm sido um stress dos grandes, a lista de coisas para fazer não tem jeito de diminuir (bem pelo contrário) e a necessidade que tive de fazer exercício foi uma tentativa de acalmar, desanuviar e contar até dez, enquanto gasto energias negativas. Que bem me fez correr vinte minutos hoje, fazer máquinas de abdominais e pernas e dorsais, bicicletar por dez minutos e abdominalar por quinze e no fim vir embora com muito sol e bem menos stress.

Não pensava chegar a este ponto, de urgência de ginásio, de escape mental. Achei que serviria apenas para diminuir quilos, queimar gorduras, emagrecer. Mas está a funcionar ao contrário. Não perdi uma grama nestes meses, talvez não tenha queimado nem uma gordurinha e tudo continua bem gordinho por estes lados. Mas psicologicamente? Querido ginásio, acho que não consigo viver sem ti!

Aviso: este é um post de pessoa má!

Pergunto-me de onde virá a fama. Não tenho facebook e não colecciono "amigos" ou "likes" ou quaisquer outras coisas que o Zuckerberg inventou; mesmo no blog, não o grito aos sete ventos, pelo que compreendo perfeitamente a minha ausência de "fama" (popularidade?). Vivo bem com isso e a questão não é essa. Aquilo que me intriga é como é que alguns blogs têm tantos seguidores ou como é que algumas pessoas têm tantos amigos no face. Ninguém pode ser tão popular assim!

Deixando o facebook de parte, cuja forma de coleccionar pessoas desconheço por completo, vamos pensar nos blogs.

Entrei na blogosfera, de forma passiva ainda, há cerca de um ano. Lia um ou outro blog pouco conhecido (de uma ex-professora da faculdade, de uma colega, etc.) mas zero contacto com os mais lidos. Entretanto chegou o Verão, terminaram as séries de Inverno e eu fiquei com falta de entretimento naquela meia horinha entre o fim do trabalho e o jantar, ou mesmo antes de ir dormir. Comecei assim a exploração e fui descobrindo cada vez mais blogs, entre os super famosos, os relativamente conhecidos, aqueles que quase ninguém lê, etc. Alguns sigo, outros passo por lá de vez em quando. Não me questiono tanto quanto àqueles que têm centenas ou milhares de leitores por dia. Essa fama já terá nascido há muito e vem sendo alimentada, a bem ou a mal, e o sucesso explica-se por si só (bem, isto dava outro post). Questiono-me sim quanto aos mini-blogs (menos famosos, vá) que têm já cinquenta ou cem seguidores. Pergunto-me: de onde é que eles vêm? Será que isto é como o facebook? Colecção de pessoas?

Não me interpretem mal. Isto não é inveja. Mas por vezes dou por mim a ir parar a blogs com dois ou três posts (ou mesmo que sejam vários), em que - perdoem-me a sinceridade - não se diz nada de jeito ou nada de novo ou nada que não seja escrito em outro sítio qualquer, e ainda assim esses mesmos blogs, têm uma série de fãs. Qual a razão de seguir um blog onde não se diz nada de interessante? Onde são dados erros ortográficos graves (dos que doem, mesmo)? Onde apenas se repetem ideias já vistas e revistas em outros exemplares do género? Que não são engraçados, não distraem, não ensinam, não acrescentam nada? Até compreendo a questão (e mesmo assim não inteiramente) do ponto de vista de quem escreve. Se calhar é justamente isso que faço, ao reiterar ideias que são faladas noutros sítios (não sei) ou ao não acrescentar nada de novo. Mas da perspectiva do blogador, enfim, faz um certo sentido. Até porque vivemos num país livre e cada um diz o que muito bem entender (dentro de certos limites, claro está). Que as ideias non-sense que as pessoas livres debitem num blog encontrem dezenas ou centenas de seguidores, isso já me ultrapassa (mesmo nesta perspectiva de liberdade). Vai daí eu compreendo a falta de fama deste blog, por exemplo. Passam por aqui meia dúzia de pessoas. Se eu estivesse do outro lado do computador, possivelmente também só aqui passaria esporadicamente. É o que se faz aos blogs nada de especial. Como é que há tantos blogs nada de especial (para não dizer especialmente maus) a ter sucesso (mesmo que não seja um sucessão, mas um sucessinho razoável) é que me ultrapassa. Não estou a pensar em nenhum especial. Tenho cá as minhas "vítimas", muito perdidas no blogger, mas não me refiro a ninguém em particular. São só umas ideias gerais, que me passam cá pela cabeça. Tenho para mim que dão rebuçados. Caso contrário, ninguém de vontade livre e esclarecida os podia aguentar.

Um cheirinho a coisas novas (2)


                                                                                   Prato Alma do Porto (Vista Alegre)

Dia 20 - 16.05.2012


Acordei às 07.00 h. e ainda antes das 07.30 h. estava no ginásio. 20 minutos de corrida mais 10 de abdominais e, mesmo sendo pouco exercício, foi melhor que não fazer nada. Esse é ainda, infelizmente, o primeiro pensamento assim que o despertador toca. Penso: "vou logo à tarde" ou "vou à hora do almoço" ou pior "vou amanhã." Tenho ainda de fazer um esforço mental para combater a preguiça das manhãs. Normalmente passa por: "vou contar até cinco e levantar-me." Às vezes vai até ao dez mas resulta. Na prática são uns minutinhos de ronha, que não fazem mal a ninguém. Depois de me vestir e estar quase com o pé na porta fico feliz por ali estar e vou com algum ânimo correr.

Hoje especialmente, por ter tão cedo e eu adorar as manhãs. Estas de sol e bom tempo em particular. Vou voando até ao ginásio porque não há trânsito, vejo pessoas na rua tão atarefadas como eu e tenho sempre a sensação que o dia vai ser enorme e vou conseguir fazer tudo o que preciso. 

Não fiz tanto exercício como gostaria, apesar de ter saído bem cansada, mas foi bom. Vamos defender aquela teoria de "mexe-te nem que seja por dez minutos", para que isto faça mais sentido.

Amanhã é o último dia de treino da semana e depois só volto na próxima segunda, após três dias de descanso. Pesagem? Fora de questão!


Hoje recebi uma carta do Brasil. E que feliz me deixou!
Obrigada, tia M.

Dos amigos, conhecidos e outros


Já aqui tenho falado de algumas pessoas da minha vida, nomeadamente amigos, conhecidos e outros.

No entanto, e ainda que isto pareça um contrasenso, este blog é privado. Não privado no sentido de só meu e totalmente desconhecido, mas privado de não público (se é que isto faz algum sentido), ignorado por quem me conhece. Por outras palavras, ninguém sabe que eu - não eu que assino mas a pessoa por detrás de quem bloga (que é a mesma, mas pronto, não vamos por aí agora) mantenho um blog. Não o publicitei e ninguém foi informado. Além disso, sendo eu anti-facebook, essa grande rede social desconhece igualmente a existência deste pequeno canto da blogosfera, o que contribui também fortemente para o meu anonimato. De tal forma que as D.'s, A.'s, J.'s, etc. desta vida, são aqui mencionadas mas desconhecem-no por completo. Talvez eu venha a mudar de ideias. Talvez eu lhes diga que falo delas, lhes dedico músicas, agradeço pelos seus actos e tenho o pensamento com elas. Até agora ainda não se justificou e de todas as pessoas, só o Mr. P. já cá deu um salto uma ou outra vez. De todos os outros, mantenho segredo. Não por ser uma coisa secreta, mas porque estou certa que as pessoas têm mais que fazer do que me aturar. 

Ainda assim, o blogger diz-me que pairam por aqui algumas pessoas de vez em quando, que vão lendo, talvez algumas voltem com frequências, outras talvez nunca mais cá apareçam. Mentiria se dissesse que não gosto da vossa presença; claro que gosto. Não sei quem vocês são e não nos conhecemos mas já gosto de vocês. Tornam a sensação de escrever para o vazio mais pequenina e dão um certo conforto ao voltar. Muito obrigada. Sejam por isso muito bem aparecidos! E voltem sempre.

Dia mau

Hoje está a ser daqueles dias.. e ainda não acabou. Preciso urgentemente de correr, a ver se me passa a zimbra, que a coisa não está nada fácil.

Vou-vos contar um segredo

Não sou muito de crenças e fés, de superstições e mezinhas.. mas acabei esta manhã a pôr ovos à Santa Clara.

Este não é um post sobre as coisas boas, mas sobre as más

Como já tenho referido por aqui, ando em processo de mudança de casa (de cidade e distrito, já disse, não já?). Vai no sentido contrário ao último movimento do género que fiz, em que regressei a casa e talvez por isso ande envolto em mais receios. As coisas vão acontecendo aos poucos, têm vindo a acontecer desde Abril sensivelmente, embora este processo se tenha iniciado ainda no final de 2011. De qualquer forma, sendo uma experiência fantástica sob vários pontos de vista (finalmente a nossa casa, as compras, a decoração, colocar tudo nos sítios, ir experimentando, trocar da sala para o quarto e depois para o escritório, as soluções que são perfeitas, a construção...), é também de difícil digestão visto de outros. 

Para começar vou deixar a minha casa, que é minha desde o dia em que nasci, já lá vão uns anos, e que mesmo nos tempos em que estive ausente, foi sempre o meu lugar; Depois, vou deixar uma grande parte das minhas pessoas (embora fique também mais perto de outras, é certo), daquelas que custa mesmo deixar, como a família. Bem sei que a nova casa é ali ao lado.. -  quem é que eu quero enganar? São 400 Km! - mas não é a mesma coisa; Além disso, vou deixar também a minha cidade, que amo de paixão, onde me sinto absolutamente em casa, onde todas as ruas são familiares, onde conheço toda a gente, nem que seja só de vista, onde ando à vontade, não há receios, conheço os caminhos e nunca me perco. É a minha cidade, com tudo o que isso implica, e por isso é tão difícil. A cada temporada (de dois, três dias) que passo na cidade nova, ao regressar penso sempre que aqui é que me sinto em casa. Mas talvez venha a sentir isso no novo destino. Esperemos que sim.

Claro que nem tudo é mau como parece que estou a pintar (embora tenha avisado que este post não era sobre coisas boas - a seu tempo virá). Há imensas vantagens, a começar pelo Mr. P. (A vantagem) Há ofertas profissionais melhores, mais cultura, mais novidades, uma série de amigos, uma casa nossa. Mas acho que isso vem com o tempo. Nesta fase pré-mudança, penso mais no que fica do que no que vou encontrar. Vou indo, no entanto, em frente, ainda que em modo baby-steps; talvez não tarde nada e estarei aqui a relatar como é fantástica e maravilhosa a nova cidade que me vai acolher.

O sonho do celta



Já li este livro há alguns meses atrás, embora ainda em 2012, mas fui deixando o comentário sempre para mais tarde, por não ser fácil. Não foi um amor daqueles, mas também não posso dizer que não gostei. É um livro duro, pesado, sobre a história de Robert Casement, cônsul britânico, e as suas viagens ao Congo e Peru, onde viveu (e relatou) as graves violações aos direitos humanos que por aí se praticaram, nos primeiros anos de 1900.

A história é contada na primeira pessoa, a partir de uma prisão de Londres, onde passou os últimos meses de vida, enquanto aguardava a execução por traição à Pátria. Durante esse período, foi recebendo visitas de amigos, cujas histórias fazem parte da sua e que ajudam a personagem a compreender os últimos desenvolvimentos de uma luta que planeou mas não viu acontecer.

Para além da dureza dos relatos que Casement vai fazendo dos horrores que vive, o livro conta ainda com episódios dos seus "black diaries", onde (alegadamente) foi reduzindo a escrito situações reais ou imaginadas ligadas à sua vida sexual, pouco convencional, tais como encontros sexuais vários com homens mais novos, a troco de dinheiro.

A escrita e a própria estrutura do livro são interessantes, mas o conteúdo, para quem prefere livros mais leves e agradáveis (porque para pesada já chega a vida) como eu, não é a melhor escolha. Em todo o caso, e uma vez que sai um bocadinho do meu registo habitual, não foi uma má opção e não deixa de ser um bom livro e uma boa aposta para quem gosta de histórias reais.

Dia 19 - 15.05.2012


Alteração de planos para ginásio à terça-feira, já que ontem de manhã um sono apoderou-se de mim e um duende, dando-me marretadas na cabeça, só me deixou levantar às 08.20 h., hora já imprópria para exercício. Assim sendo, hoje às 07.49 h., saltitei da cama e lá fui.

Dia de treino verde, com muita corrida, máquinas de braços, bola gigante, máquinas de pernas, step e abdominais.
O que me custa, depois da corrida, são os braços. Sou muito fraquinha de braços. Tão fraquinha que se algum dia a minha vida depender da sua "força", lá vou eu, adeus mundo. Espero portanto nunca me encontrar pendurada em lado nenhum, na necessidade de içar o peso do meu corpo com a força dos meus braços, porque saía rebolando. Fazer exercícios nestas máquinas faz-me acreditar que um dia vou conseguir levantar acima da cabeça qualquer coisa mais pesada que algodão em rama, mas custa, oh se custa!

De qualquer forma hoje aconteceu outro episódio, mais grave que ter braços de T-rex. Estando eu em plena actividade de step, fui atacada por uma baixa tensão, que me obrigou a parar, sentar e colocar a cabeça quase nos pés, evitando o desmaio. Acho que foi do calor e do pouco ar do ginásio. A tensão, essa é sempre baixa (última medição: 5-8), por isso não é de preocupar. Mas a combinação desse estado com a temperatura que se fazia sentir, mais o ar abafado, foram explosivos. Julguei que caía dali, step abaixo. E não ia ser bonito, vos garanto. Valeu-me saber avaliar os estados pré-desmaio (que vou conhecendo bem) e ter parado a tempo. Quando voltou tudo ao normal, retomei o step, abdominais e estamos prontos para ir embora.

Esta semana planeei voltar ao ginásio amanhã e no dia seguinte, já que sexta estou ausente. Amanhã tenho uma reunião às 08.30 h., por isso vou tentar acordar às 07.20 h. para conseguir fazer tudo. E desta vez, assim que se esgote o valor do cartão, passo definitivamente para o parque, onde sempre corre um ar fresco e há sol amigo.

Se este fosse um blog sobre... (1)

Se este fosse um blog sobre beleza, começava por aqui.




Descobri este óleo (óleo bifásico hidratante revitalizante guaraná, do Boticário) há uns meses e fiquei fã de imediato. Faz parte da minha rotina diária e veio substituir o creme de corpo. Utilizo-o todos os dias depois do banho e sabe particularmente bem nos dias de ginásio, em que chego com as pernas a pedir mimo e nada melhor que um bom duche seguido de uma massagem desta pequena maravilha. Embora se sugira que a aplicação seja feita sobre a pele molhada, prefiro colocá-lo já com a pele seca. Espalho bem, até absorção total, e estamos prontas para o resto do dia. O facto de ser óleo não é qualquer problema, já que (e ao contrário do que me acontecia com os cremes hidratantes) é absorvido quase de imediato e não impede que se vista de seguida umas calças justas ou collants. A textura líquida torna-o também muito fácil de aplicar. A principal vantagem é, no entanto, o aroma, delicioso, de guaraná. É verão o ano inteiro, depois deste óleo hidratante. 

Para variar um bocadinho, e quando terminar o que estou a utilizar neste momento (a segunda embalagem), já tenho o próximo da lista: óleo hidratante nutritivo de açaí (como o meu esfoliante - mas sobre isso falamos outro dia).

Se este fosse um blog sobre...


Inauguramos hoje uma nova secção: "Se este fosse um blog sobre..."

A ideia é ir falando de temas que podiam muito bem ser os únicos do blog, como se o blog fosse só sobre esse mesmo tema.
Exemplificando, para simplificar, se este blog fosse sobre beleza, eu podia falar sobre os meus produtos preferidos, tendências, estilos, and so on; se fosse sobre comida, podia escrever sobre restaurantes, pratos, receitas, etc. 

Na verdade, este blog não se insere em nenhuma área temática; vai sendo aquilo que eu vou querendo, ora isto, ora aquilo, ora outras coisas. Foi criado com o único propósito de retomar a escrita, que estava parada há algum tempo. Ter este cantinho leva-me a escrever qualquer coisa todos os dias, mesmo que pouca gente leia, mesmo que seja só para mim. Tem essa função, que para mim é essencial, e nenhuma outra, isto é, não considero que a minha opinião sobre o que quer que seja possa interessar a alguém, tenha mais valor ou seja mais importante do que qualquer outra. Isto é apenas um exercício pessoal, que tem resultado bem, visto que o blog vai já nos dois meses e a escrita (que se tinha perdido há bastante tempo para só agora se encontrar) mantém-se em modo diário.

Não tendo um tema que o identifique, posso falar de tudo. Assim sendo, vamos começar a postar beleza, cinema, música, restaurantes, sítios e afins. Só para alargar horizontes! 

Um cheirinho a coisas novas (1)


Jarra em pedra com hortênsias (El Corte Inglés)                                                     Doseador Geisha (A loja do gato preto)
Cesto com toalhas em bordado dos namorados



Mudar de casa é difícil.
Mudar de casa, de cidade, de distrito e de vida, tudo de uma vez, é enorme. 
Por isso vai sendo feito aos poucos. 
Os meus baby steps para este fim-de-semana são:


Dois pijamas


Uma embalagem de toalhitas desmaquilhantes


Umas sapatilhas para correr


Um creme de corpo


Em casa ficam ainda vários pijamas, desmaquilhante em creme, as sapatilhas que levo sempre para o ginásio e o hidratante diário. Eu sei que não abona muito a meu favor mas o caminho faz-se caminhando. Bom fim-de-semana!


Uma família feliz!

E-mail para o Mr. P.:

"You are so gonna die when you see my nails!"



Resposta:



Que homem tão querido!

D., esta é para ti

"E as guitarras sob a escuta,
na batuta de outras modas,
escondem no trinar das cordas o pesar
e o poeta vigiado,
forçado ao assobio,
carpe as mágoas do destino,
sem mostrar.

E ao calor de uma fogueira,
um amigo,
com a voz mais aquecida, lá entoa,
que a saudade,
mais que um crime,
é um castigo,
e prisão por prisão temos Lisboa."

Deolinda
Fado castigo

Agarrem-me que eu vou-me a ele!



Não sei se já disse por aqui mas sou viciada em chocolate. Adoro, pronto, que posso fazer? Vai bem a qualquer hora do dia ou da noite, simples, de leite, sem leite, com avelãs, amêndoas, sem nada, com qualquer coisa (menos morangos, ananases e outros frutos do género). Um dia sem comer um bocadinho pequeno que seja (meio quadrado, por exemplo), não é um dia tão bom e acho mesmo que vivia perfeitamente à base de chocolates e café (outra grande paixão). 

No meio deste delírio alimentar, o que me vale é não ser compulsiva a comer. Sou incapaz de abrir um chocolate (seja ele grande ou pequeno, familiar ou individual) e comê-lo todo de uma vez. Não, tem de durar. Vai um bocadinho agora, uma trinquinha daqui a pouco, mais um pedaçinho outro dia qualquer e jamais me passaria pela cabeça devorá-lo toda de uma só vez. Que desperdício!

Hoje no entanto encontrei pela cozinha um chocolate de culinária, bom que só ele, e estou a pôr a minha teoria em causa. Até agora, depois de o abrir, comi dois pequenos quadrados (o que nem tão pouco devia ter acontecido - olhá dieta!) mas estou em ânsias de abusar um bocadinho mais. 
Digam-me por favor, porque não me fui eu encantar com alfaces? 

Dia 18 - 11.05.2012


Sexta-feira, dia de treino livre a encerrar uma semana de três idas ao ginásio (efectivamente, não fui para o parque). Muita corridinha e muitos abdominais e por hoje é tudo.

Quanto à pesagem, desgraça. Bem sabia que não me devia ter pesado. Fiquei mesmo triste. Não consigo sair do peso que tenho e não encontro razões que o expliquem. Por isso talvez desista de vez de me pesar, já que só me deita abaixo.

A boa notícia foi um certo sentimento de necessidade de ginásio que me trespassou enquanto me estava a preparar para sair. Muito estranho, não confiem cegamente; mas por momentos passou-me uma nuvem pela cabeça que dizia "o que estás a fazer faz todo o sentido. Que estranho seria não ires", quase como almoçar ou dormir. Estarei infectada pelo bichinho do exercício? Não poderei mais viver sem ele? Eram óptimas notícias! Se bem que foi só uma pequena sensação transitória, não é de fiar muito... 
Anyway, segunda-feira estamos de volta.

Coisas que não são minhas (7)


Escrever assim...
escrever sem arte,
sem cuidado,
sem estilo,
sem nobreza,
nem lindeza...
sem maior concentração,
sem grandes pensamentos,
sem belas comparações,
não será escrever!
Mas assim me apetece,
que o entendam ou não,
que o admitam ou não,
escrever...
estender
o delgado, estiado,
inoperante
pensamento.
Este pensar
não é actuar mentalmente,
sequer,
é descansar...
Irene Lisboa
Outro dia

Estou viciada nesta música!

And in this crazy life, and thought these crazy times
It's you, it's tou, you make sing
You're every line, you're every word, you're eveything.

Michalel Bublé
Everything

O sol é muito amigo!


Não sei bem explicar este fenómeno mas, mesmo quando as coisas não correm muito bem e estamos preocupados, ansiosos, em stress, tudo parece melhor um bocadinho se estiver sol. Será que é só comigo? Olhar pela janela e ver dias como o de hoje, é a terapia ideal. Respiro fundo, conto até dez e siga, que nada pode correr mal. Como diria o G., se ainda tivesse três anos, "o sol é muito amigo."

Claro que também tem o outro lado de "quem me dera estar na praia e não aqui". Mas não se pode ter tudo. Por isso, sol na cidade é tudo o que quero estes dias.

Síndrome do Rei João


Aparentemente, é o mal de que sofro. Diz o P. E ele costuma ter razão. Mas o futuro o dirá. Digo eu, que às vezes me engano. De qualquer forma, falta pouco para saber.

Dia 17 - 09.05.2012


Mantemos o plano, quarta-feira no ginásio. Hoje foi dureza; corri que me fartei, fiz máquinas, mais cardio e abdominais mas puxado mesmo. Saí de lá a cair para o lado mas é exactamente assim que gosto de sair dos treinos, mais morta que viva, sinal que dei o litro.
Depois disso, a alimentação não foi exemplar, não senhora. Almocei uma massa com frango e molho de natas (Oh God) e uma fatia de bolo a dividir por três. Mas daqueles bolos-pedacinhos de céu. Tão, tão bom, que é impossível que faça mal.
Comecei hoje também a sentir falta de umas roupinhas mais frescas, porque está a ficar quente. Talvez mais logo faça umas comprinhas das boas (posso, querida conta bancária, posso?).
Entretanto o plafond do cartão do ginásio esgotou-se. Tinha pensado que assim que este momento chegasse, passava a corrida para o parque (amigo grátis), mas acho que ainda não estou preparada para enfrentar a terra e a relva e os altos e baixos. Mas pensarei no assunto até à próxima sexta-feira.

Eu mereço!



A propósito deste post.

Estava eu a fazer a minha querida manicure, enquanto ia falando com a menina sobre outros serviços do seu estaminé, quando ela me diz que também fazem massagens disto, esfoliações daquilo, tratamentos e tal e que "esta semana esteve aqui uma noiva, a fazer um tratamento à base de manga."

Eu (entusiasmada): Olhe, isso é uma óptima ideia! Vou marcar para a semana do casamento.
Ela: Vai ter um casamento, é?
Eu: Vou. O meu.
Ela (admirada!): Ai! Tão pequenina?!

Não tenho mais nada a dizer.


Hoje...





... Tive de dizer adeus.

O filho de mil homens


Absolutamente perfeito.
(Outro, de 2012).

Oh, Deus..

Dia 16 - 07.05.2012


O meu domingo acabou em mau estado de enjoo profundo e arrepios constantes, que julguei serem o início de uma doença qualquer. Poderão também ter sido o castigo pela má alimentação do fim-de-semana, já que foi festa de anos na sexta-feira, dia de festa no sábado e dia da mãe no domingo, festividades que se traduziram em tantos outros crimes alimentares. Mas hoje acordei bem, saltei da cama para o ginásio e treinei muito como quem se porta bem. Corrida, máquinas várias, step e abdominais. O que ainda não fiz foi pesar-me. Mas está para breve. Começar a semana com exercício vai ser o incentivo perfeito para uns dias de sossego no meu estômago. Sendo que no próximo sábado há festa de anos a duplicar e no domingo, prova do bolo (mas quanto a esta parte estou perdoada, certo?) Juizinho até lá, se faz favor! 

Happy Friday!


(Try to) Keep calm

Pois então, é o seguinte... Sabem quando estamos dias e dias à espera de uma coisa, que parece que nunca mais chega, e esperamos, esperamos...? Se fosse uma carta, isto queria dizer que todos os dias fui ver a caixa do correio, na esperança de o carteiro ter feito o seu trabalho. Tem sido assim nos últimos dois meses, a esperar, a esperar. Fui preparando a vida para o que estava para vir, que se atrasou bastante na verdade, e pensava que estava preparada, apesar de uma certa desmotivação, fruto da espera. Agora que chegou, não sei que faça com ela, onde a encaixar, como vai caber na minha vida. Eu estava sossegada e era feliz, tinha os meus dias, as minhas rotinas e gostava mesmo da forma como o rio ia correndo. Mas depois pus-me à espera. E já chegou. E não sei que faça. A preparação não foi suficiente, a espera não chegou e aqui estou eu, com este problema para enfrentar, sem saber muito bem como o fazer. Se vai correr bem? Estou pouco confiante. Avizinham-se tempos tenebrosos, dias absolutamente caóticos e muita angústia, acho eu. De notar que sou muito positiva. Ensinaram-me a acreditar, a esperar dias bons, dias de sol, a ter confiança no futuro. E eu tenho sido assim, vou tendo esperança. Mas agora nem sei que me diga. Não me sinto capaz e tenho um medo inacreditável de falhar, de querer alcançar uma montanha demasiado alta para mim, mesmo andando em preparação há algum tempo. Sou toda a favor de sonhos altos, de desafios, de novas oportunidades, de experiências difíceis; não tenho medo do trabalho e dou sempre tudo o que há por aqui. Mas agora é diferente, não depende só de mim e, na verdade, eu não sou nada por aí além. De tal forma que o dia tem sido um caos. Estou em pânico. O que é que faço agora?
Tenho noção que preciso de um plano. Afinal, estes dois meses de espera não foram suficientes na planificação. Um plano que me guie ao longo do caminho, que não me deixe perder o norte, que me ajude a manter focada, a saber os meus objectivos, a não cometer deslizes. Depois preciso de manter a calma e encarar o plano com espírito positivo. E de ir correr amanhã, antes de tudo começar. E de pensar que vou conseguir. Sem subir muito, para a queda não ser assim tão grande, caso caia. Se há coisa que sou é organizada. Gosto de rotinas e planificações, gosto de seguir aquilo que trilhei, sem me zangar assim tanto caso algo falhe. Tem sido assim e tem dado resultado. Porque é que agora havia de ser diferente? Eu digo-vos: porque esta é a tarefa mais difícil da minha vida profissional. Haja ânimo e força.

Pequenos prazeres


Aproveitando o intervalinho da hora do almoço, fiz uma coisa que nos últimos dez anos não me lembro de ter feito: fui à biblioteca municipal. Consegui encontrar o meu cartão de sócia, em que o meu nome aparece escrito com letra de escola primária, possivelmente do ano em que me inscrevi e lá fui eu.
A biblioteca da cidade onde eu vivo fica num lugar privilegiado. Hoje especialmente, que está um dia de verão. Mas lá dentro corre um ar fresco, das portadas abertas, e as pessoas sentam-se confortavelmente nos cadeirões junto às janelas. São várias as que lêem jornais, mas também as que se sentam nas mesas nos seus computadores, tiram apontamentos ou pesquisam livros. Estas são as que eu gosto mais. E se tempo tivesse, era ali que passava o resto da minha tarde, no meio das estantes, a namorar as lombadas e a tentar não me comprometer com mais do que três livros, que é o limite máximo do empréstimo. Desde pequenina que é assim, esta atracção pelos livros, o toque das capas, o cheiro do papel. E a biblioteca, um bocadinho mais do que as livrarias se calhar, é o paraíso. Um paraíso de que já não me lembrava, mas que hoje me soube tão bem. Para além das suas próprias histórias, todos os livros, revistas e jornais podiam contar uma história. Já foram vistos, folheados e lidos por uma imensidão de pessoas e isso enriquece-os. Por isso gosto também particularmente de livros usados, em que as páginas se separam sem esforço, algumas com cantos dobrados, outras já muito gastas. Podem não ser comparáveis aos livros novos, acabadinhos de chegar às nossas mãos, que trazem novidades e um toque especial, mas eu gosto deles. Gosto dos dois, aliás. Apesar de só ter estado na biblioteca o tempo necessário à requisição que fui fazer, foi um pequeno prazer, neste dia que anuncia um caos iminente, quase, quase a acontecer, mas que gostava de adiar. Assim que tenha um dia livre, o que não se prevê para breve, vou passar a tarde à biblioteca, de caderno e caneta em punho, para ir escrevendo tudo aquilo que não conseguir ler.

A coisa não está fácil mas...


Dia 15 - 02.05.2012


Hoje esteve a acontecer um fenómeno no ginásio durante todo o tempo que lá estive. Podia chamar-se o fenómeno do grande par saltitante na passadeira, mas isso seria de mau gosto, por isso vou só chamar-lhe mulher muito boa a correr (embora, deixem-me acrescentar, tudo saltava de facto por aqueles lados). Bem, conclusão: homens babados em fila atrás da menina, mulheres invejosas, olhando de canto (um bocadinho só, vá) e impossibilidade de concentração quando há um cavalo (toura?) galopante por meia hora, a altíssima velocidade, sem parar, toda ela escorrendo. Não dá, meus amigos, não dá. Ocorre um burburinho no ginásio de admiração, raiva e não sei mais o quê e uma pessoa não pode correr. Creio já ter dito algures por aqui que ver uma pessoa com tudo no sítio a fazer mais exercício que eu, em vez de me motivar a aumentar o ritmo (serei algum dia como ela?), só me dá para trás. E quase nem corro. Sou uma ave rara, não sei se já tinha referido.

Bem, passando à frente.
Deveria ter ido ao ginásio de manhã mas obrigações não me permitiram. Passei o dia a mentalizar-me que ia ao fim da tarde (o que não gosto) mas mesmo assim foi com muito custo que me decidi a ir. Erro crasso, já deu para perceber, certo? O ginásio ao fim do dia é um caos insuportável. Há tanta confusão, tanto barulho, tantas pessoas, que eu passo o tempo todo a desejar ter ido de manhã. De futuro - nota mental - se não for possível ir de manhã, lamento, temos pena, mas o fim do dia não é alternativa. Tenho dito.
Depois da mini-corridinha, pus em prática o resto do treino verde do plano de treinos que consiste no seguinte: máquina de braços, agachamento com a bola, duas máquinas de pernas (em todos fiz vinte repetições e três séries, em vez das quinte - duas propostas), sete minutos de bicicleta e abdominais. Mas saí de lá pouco entusiasmada. Gosto de vir embora cansada, vermelha, a suar, feia que doí, mas com a sensação de missão cumprida. Hoje saí só a pensar que amanhã pernas e braços se vão queixar mas a gordura não terá desaparecido nem um bocadinho. Na sexta novo treino e mais corrida, muita corrida. Run, Forest, run! Vou também ver se me lembro de saltar para cima da balança, se bem que a alimentação nos dias passados não tem sido lá essas coisas (em "compensação", regressada do ginásio comi uma sopa e nada mais). Vamos lá ver como corre (todo o mundo a fazer força!).

É oficial...


... a minha casa vai ser um chiqueiro!


Dia 14 - 30.04.2012


Voltei hoje (finalmente!) ao ginásio mas foi um treino a saber a inícios, com muito cansaço e preguiça. Cheguei já um bocadinho tarde (08.30 h.), corri, abdominalei e já chega, vamos embora.
Pior que isso foi o fim de semana passado em que tive não um, não dois mas três convites para almoço/jantar - que aceitei - o que foi considerável desgraça. Mas espero que já tenham chegado ao fim estas loucuras que já duram há demasiado tempo, incluindo as faltas sucessivas ao ginásio.
Outra coisa que também está em falta é a pesagem. Há vários dias que nem me aproximo da balança, com medo. Se estiver in the mood, sexta-feira penso no assunto.

História concisa de Portugal / Youcat


Nos intermédios da leitura "à séria", vou passando os olhos noutras coisas, igualmente sérias, mas mais de consulta. Livros para se ir lendo. Estes são dois exemplos de 2012.

A História concisa de Portugal foi um presente do P., em face das minhas dúvidas sobre questões portuguesas. Réis, principalmente. Onde é que já vão os réis na minha cabeça? Não é nada bonito, eu sei. Mas depois de saber as dinastias na escola primária, não voltei a falar mais do assunto e agora penso nisso com mais frequência. Além desse, outros temas me preocupam. E este livro vem dar resposta a alguns deles. Está dividido em dez partes (Origens, 1128-1223: A independência e organização do Estado, 1223-1385: Processos e conflitos sociais, 1386-1498: A solução atlântica, 1498-1580: O monopólio oriental, 1580-1668: O domínio Filipino e a Restauração, 1668-1777: Monarquia Absoluta, 1777-1820: O fim do antigo regime, 1820-1910: A Monarquia constitucional e 1910-1974: A Revolução), tendo sido feita ainda uma adenda em 1992 com o pós-revolução. Nas palavras do autor, é um livro que não demora muito a ler, com uma imagem global da evolução histórica do povo português e que não contém mais do que o essencial. Por isso lhe escapam vários pormenores e uma visão cirúrgica de cada episódio, já que representa apenas uma espécie de resumo. Conciso, portanto, para os curiosos não historiadores.

O Youcat foi igualmente um presente, do P.M., numa fase pré-casamento, também para que encontrasse algumas respostas a várias dúvidas. Tem sido uma das minhas companhias nas grandes viagens e apesar de me ter trazido outras tantas perguntas, vai resolvendo uma ou outra, ainda que as matérias da religião sejam imensamente complexas e cheias de interrogações. A sugestão da contracapa é que seja estudado, no silêncio do quarto, como casal, em grupos de estudo, nas redes sociais ou de uma outra forma qualquer, pois ajudará a enfrentar os desafios deste tempo com força e determinação. A mim ainda não me ajudou nesse sentido, mas talvez noutros, e por isso tem sido uma presença por estes lados.