E os livros? E o resto?

 E eu que já não falo de livros há cinquenta anos, hã? Como assim?

Depois das Mensageiras boas da minha vida, entrei numa história totalmente diferente, muito sofrida, que não estava a saber levar. Deixei-o em stand by, que é uma coisa que não gosto muito de fazer aos livros mas teve de ser. Comecei outro entretanto, já mais a minha cara, mas os nossos horários têm estado tão loucos, que às duas da manhã quando finalmente me deito na cama, não consigo ler, só cair para o lado! Mas lá iremos, lá iremos.


Entretanto, tenho a to do list a abarrotar de coisas e a cabeça cheia a gritar por um brain dump urgente! E porquê?

Lancei-me num projecto-negócio-coiso;

Inscrevi-me no curso de escrita do livro com duração de seis meses;

Estou a planear duas festas e terminei no domingo passado a última;

Fiz duas consultas esta semana (e tenho dois exames na próxima) e um dos médicos recordou-me de como eu preciso de fazer exercício físico urgentemente, mas ainda não sei onde o vou encaixar;

A casa ainda tem coisas várias a ser feitas, ao nível das obras e da decoração;

E temos o projecto do andar de baixo, que queria muito iniciar, assim que me pintem as paredes;

Tenho móveis acumulados num dos quartos, que não consigo vender (Olx a deixar-me mal, não está certo!);

Continuo com o meu trabalho, com imensos prazos até ao final de setembro.

E no geral não sei transformar isto em tarefas a serem executadas com data e prazo por isso parece tudo mais caos! No meio disto, estou-me sempre a lembrar daquela pérola de conhecimento que um dia aqui deixei a propósito das lides de casa, mas que se aplica ao trabalho assalariado também: 

O que é difícil não é ter filhos; é fazer as outras coisas todas

E as obras?

 O projecto "obras da nossa casa" arrastou-se no tempo durante meses e meses. Fizemos (fez o homem) o projecto, mudamos o projecto, discutimos o projecto, refizemos, voltamos a fazer, enviamos à arquitecta, mudamos tudo outra vez, trocamos sítios, mudamos paredes, desenhamos novamente. Até ao resultado final, que foi sendo alterado durante a obra propriamente dita.

Dia 2 de julho tínhamos uma equipa de seis pessoas a desfazer-nos a casa. Tiraram todos os móveis da cozinha, bancadas e chão, tiraram todas as portas de casa, sanitas, lavatórios, bidés. Tiraram a parede entre a sala e a cozinha, tiraram uma divisão que existia dentro da sala. E foi um caos. Um caos tão grande que duvidei sempre que daqueles escombros pudesse nascer alguma coisa, quanto mais uma coisa bonita!

Um mês depois estava tudo praticamente na mesma, agora com tectos novos nos quartos, com a estrutura de uma lavandaria, com a parede deitada abaixo meio construída, ainda sem chão, sem cor, sem cozinha, com uma quantidade absurda de pó e eu com muita vontade de chorar, dada a minha incapacidade de ver para além do que não é óbvio.

No fim de Agosto voltou a haver esperança e fixamos um dia para vir receber a obra, depois de eu ter estado um mês sem ver nada (com a fiscalização a cargo do homem). Quando entramos em casa, um sábado, estava ainda longe de ser o que seria no dia final de entrega, mas já era uma casa! Quando a recebemos finalmente, na quarta-feira seguinte, era a nossa casa mas on steroids!

Faço aqui o meu reconhecimento público à visão do meu homem, ao projecto e perseverança, sobretudo à capacidade de me ignorar quando eu devo ser ignorada, dizendo que ficou, mesmo, espetacular! Por certo nunca mais na vida vamos sair daqui que nenhuma casa será tão à nossa medida como a nossa, com uma sala que já era grande e está enorme, gigante se abrirmos as portas para a cozinha; com uma cozinha cheia, cheia de arrumos, cheia de bancada e cheia de luz; com uma lavandaria, finalmente!, que tem o chão mais bonito do mundo; com quartos, portas, paredes, tudo branquinho nuvem, tão fresco e fofo; com um escritório renovado em paredes, tectos e chão e revisto no seu uso; com uma segunda sala de família, de crianças, de brinquedos, de cinema - que será o nosso projecto das férias de Natal (outra vez!) porque, sendo polivalente, serve as finalidades que temos a cada momento e neste momento são diferentes da última vez que a refizemos. E é isto! Já penduramos os quadros quase todos, (faltam as cortinas!), já pusemos decoração revista (com coisas de um sítio para outro e algumas novas aquisições) e estamos ready para nunca mais fazer obras na vida! E também para aproveitar a casa ao máximo! Beijinho ao homem!

Sítios giros: Food edition - Frida

Nem posso crer que cinco anos depois, temos um sítio giro! Soltem as trombetas!! Como é possível?!

Pois que é verdade! Fomos MESMO a uma restaurante, nem se quer foi pelo zoom, foi mesmo a sério, sentar o rabo das cadeiras e comer sem ser em takeaway, juro! Ainda existe! E fomos onde? Ao


Frida

Pois claro!

E só adultos, acreditam?

De resto, começo já por aí; não levem as crianças, há muitas margaritas a rolar e a coisa pode não correr bem! Levem adultos, amigos, e divirtam-se! Foi super giro o nosso jantar, comemos coisas completamente diferentes, tudo ao lado do que é habitual na minha pessoa e foi mesmo óptimo! Recomendo imenso! 

As mensageiras da esperança

Nunca tinha lido nada da Jojo Moyes, nem visto a série, que diz que está na Netflix mas acabei com este livro porque me interessou imenso a sinopse e tinha visto algumas recomendações. Gostei mesmo muito dele. É um livro super franco, que me fez chorar duas ou três vezes antes de ter chegado ao fim, traduz as lutas e as preocupações de forma genial. E é uma história muito bonita, de amizade entre mulheres (que ainda é uma coisa que nem sempre acontece, muitas vezes mandamo-nos umas às outras ao chão..!) Fiquei com curiosidade de ler mais da autora mas mudei o rumo depois disso (algo totalmente diferente, lá iremos!) e tenho de voltar. Ainda assim, este entra para lugares de cima, gostei muito!




Fiz uma festa por conta de outrém!

É velho e conhecido o meu desejo de me dedicar aos eventos, bem como velho e conhecido é igualmente a minha falta de coragem de o fazer, deixando tudo por ela (deixei, deixei). Por isso vivo as festas com intensidade máxima mas só produzo para o mercado interno, leia-se, as minhas filhas.

Num destes sábado, no entanto, produzi para terceiros!

Ok, não é bem, bem um negócio e se calhar não conta quando o fazemos para amigos. Mas foi tão maravilhoso!! Foi um lanchinho tema selva para um aniversário de um ano. O tema é maravilhoso e as cores também; foi mesmo uma coisa boa - e o resultado final ficou querido (a mãe fez um agradecimento no final dos parabéns onde me mencionou e corei até às orelhas!). Quem sabe se não foi o primeiro de muitas e felizes eventos para outras pessoas que não as de cá de casa?

Com isto ganhei coragem para criar a página de instagram - fui buscar o nome que a minha filha inventou há anos atrás (e que na altura me fez escrever este post, que me continua a dar vontade de sorrir!) e sim, certo que ainda não postei fotos de nenhuma das festas todas que fiz, nem convidei pessoas (e tenho tanta vergonha!! Acho que não o farei, sinceramente) mas cada coisa a seu tempo. Se falar em coisas e tempo, aliás, tenho aqui uma boa lista na agenda (só precisava de não trabalhar para a cumprir!). Vendo o copo meio cheio, já é um começo! Quem sabe 2026 não se cumpre..!