Indomável

 Here's something new!

Eis um estilo que não leio habitualmente, meio em crónica e autobiográfico. Li porque me recomendaram mas sem saber nada sobre o texto. E em algumas partes foi aborrecido mas noutros pontos é super interessante. A escrita é fluída, rápida e leu-se bem - ainda que em conjunto com outro, mais história. Mas tem bons pontos e gostar muito ou não depende em grande medida da altura da vida em que estamos.



As coisas que faltam

Fico um bocadinho triste quando leio livros de que não gosto.. uma espécie de uma frustração literária. Aconteceu-me com este. Estive sempre à espera que acontecesse alguma coisa, um twist, um "ahh é isto!" mas não.. começa e acaba e não sabemos bem onde está o fator uau. Se calhar não está. 



Uma lista de 2015

 Em Março de 2015 fiz uma espécie de bucketlist - recordar aqui.

Depois disso fiz alguns traços em cima de alguns objetivos, coisas que fui fazendo. Na versão mais recente, ainda assim de 2016, o ponto de situação era o seguinte:

Escrever um livro
Voltar a Nova Iorque
Comprar uma casa
Plantar uma árvore
Ir ao Rio de Janeiro
Voltar a correr
Passar um sábado em Paris
Trabalhar em turismo
Colaborar com uma revista
Voltar à Eurodisney
Visitar a livraria Lello
Fazer voluntariado


O que fiz eu em 7 anos?

Escrevi um livro

Comprei uma casa

Plantei uma árvore

Voltei à Disney


Portanto, não fiz:

Não fui ao Rio de Janeiro (mas ainda quero!)

Não voltei a correr (mas tenho pena)

Não passei um sábado em Paris (mas havemos de passar)

Não trabalho nem trabalhei em turismo (mas acho que já não me apetece...)

Não colaboro nem colaborei com uma revista (talvez ainda fosse giro, sim)

Não faço voluntariado em regime frequente (mas quero muito)


Tudo somado o saldo não é mau.

E em junho de 2023, a lista atualizada:


Escrever um livro

Voltar a Nova Iorque

Comprar uma casa

Plantar uma árvore

Ir ao Rio de Janeiro

Voltar a correr

Passar um sábado em Paris

Colaborar com uma revista

Voltar à Eurodisney
Visitar a livraria Lello

Fazer voluntariado


Da Páscoa ao Verão, é um saltinho, não é um saltão

 Sabedoria popular (acabada de inventar) para vos dizer que estamos em plena fase de marcar férias de Verão e que, como tal, nada como lembrar as férias da Páscoa, que foram há dias mas parece que já lã vão anos e anos (em rigor, foram dois meses...).

Malas e bagagens (mas poucas) e cinco horas (e muitas) de viagem de carro e eis-nos no Algarve, Salgados Palm Village, em modo pulseira e descanso.

Quando chegarmos, fizeram-nos a enorme simpatia de nos passarem do T1 que tínhamos marcado, para um T2, o que foi super querido e nos deu imenso jeito. Ficamos num apartamento com sala, dois quartos e dois wc e uma varanda gigante - que não usamos porque era virada para o parque de estacionamento e fazia imenso vento - mas era óptima!

Optamos por ir com tudo incluído, para não pensar em logísticas alimentares e o hotel disponibiliza três restaurantes, com esta coisa absolutamente fabulosa e que nunca tinha visto: baby food station. Ou seja, espaço onde tem comida para bebé, sem sal: sopa com carne, sopa com peixe, massa cozida, arroz. Tudo muito clean para bebés que começam a comer - o caso da nossa, que estava precisamente nessa fase. Quão prático é isto? Mil pontos por este serviço! De resto, a comida das pessoas que comem normalmente era também muito boa. Não havia muita confusão, acesso fácil, poucas filas (só mais ali no fim-de-semana é que se sentiu mais qualquer coisa no movimento).

Depois, há imensa animação para as crianças: um kid club, parque infantil, atividades várias, como escorrega e insuflável na piscina, sessão de cinema, jogos, atividades. Houve uma exposição de repteis no último dia, caricaturas, tererés, barraquinha de pulseiras, quizz família... enfim, imensas, imensas opções! As miúdas estavam delirantes com tudo.

Adoramos também as piscinas, mas a água era fria, infelizmente (não para a C., claro), com várias alturas, para grandes e mais pequenos (a bebé tocou com o pé na água e fugiu...). 

Além disso, fomos uma tarde ao zoomarine, que foi dos pontos mais altos. Atuação dos golfinhos, roda gigante e piscina de ondas é igual a delírio total! Até para nós. 

Gostamos imenso, realmente nada chega ao sol, calor e água! Só falar disto já me deu incentivo extra a marcar as férias do verão..:! Vamos lá?







Vogue Café Porto

 Fomos a dos sítios com mais pinta do Porto. Claro que não os conheço a todos mas este posso garantir. Primeiro, o sítio: Baixa, coração. Apesar de estar tudo em obras, o ambiente é de capital europeia, com imensa vida (e muitos turistas, também; raro é ouvir português).  Acho que nunca conseguiria viver ali mas visitar é quase ir de férias.

Depois, o espaço. O Vogue Café é maravilhoso, vintage, clássico, de enorme bom gosto. Tem duas salas amplas e um terraço exterior, cheio de sol. O brunch é servido em buffet, com imensas opções e alguns volantes que nos vão deixando - modelo que também vimos No Mundo de Luísa, também na Baixa, um bocadinho abaixo. 

As pessoas que estavam a servir tinham bastante dificuldade em perceber português mas, detalhes à parte, funcionou tudo bem: comida muito boa, sobremesas óptimas, excelente ambiente. Gostamos muito! Venham daí mais brunches!






Modo pausa no Douro

Há qualquer coisa na mistura do azul e do verde, do rio e das plantas, que faz do Douro um sítio maravilhoso. Fomos em casal já várias vezes para diferentes hoteis e este ano em modo família alargada, para um fim-de-semana de pausa. Estar lá é como nas fotografias: uma calma, um silêncio... Ficaríamos fácil mais meia dúzia de dias mas foi uma escapadinha de duas noites.

O bungallow não era assim fabuloso, fabuloso; no primeiro dia cheirava até bastante mal e tivemos de pedir apoio técnico - que resolveu o problema - mas o espaço exterior, as piscinas, o restaurante.. tudo óptimo, gostamos muito! Foi a segunda pausa do ano (a primeira tinha sido na Páscoa, lá iremos!) e que bem que faz...! A marcar a próxima ida em breve!






Todos os amanhãs

 Acho que este livro foi das coisas mais duras que li nos últimos tempos. A dor da Amande é tão palpável, tão forte.. que tragédia, meu Deus! A páginas tantas tinha de ir fazendo pausas, muito, muito difícil. O P. até me perguntava mas porque é que eu lia essas coisas.. e nem sei bem a resposta.. quer dizer, é um livraço, mas doeu muito, do princípio ao fim.. nunca deixou de doer.



Foram tempos

Andei a explorar o blog, desde o início, à procura de um post que não encontrava de outra forma mas sabia que tinha escrito e, às tantas, já perdida em tanto texto, percebo que este diário da vida adulta se converteu num diário literário. E que é uma pena. Há mil coisas de que já não me lembro, que aconteceram de 2012 a 2016 / 17.. e é compreensível porque em 2012 estava a deixar o meu trabalho e a mudar para outro, por isso houve ali alguns meses que tinha mais tempo, apesar dos preparativos para o casamento que aconteceu esse ano. Depois em 2013 e grande parte de 2014 não tinha crianças e havia TANTO tempo na minha vida, se eu soubesse...!  De 2014 a 2017 fui fazendo cada vez menos posts, mas tendo cada vez mais coisas, nomeadamente filhas. E os últimos então, o deserto da escrita no blog.

É uma pena porque me esqueço do que faço com muita frequência e já não consigo recuperar. Por exemplo, deixei de ver televisão para conseguir ler; mas não sei o que posso cortar para conseguir escrever.. de resto, este é O grande reflexo de ter três crianças e um trabalho a tempo inteiro (sem empregada a tempo inteiro): a planificação das coisas faz-se em cima do joelho.. não consigo antecipar nada porque estou a tratar de mil outras coisas. Era preciso uma assistente a tempo inteiro para gerir esta família, sendo que eu própria gostava de ser essa assistente, se não adorasse o meu trabalho. A conclusão é que me deveria ter mantido no trabalho que detestava para ser menos difícil despedir-me e dedicar-me 100% à família, casa, agenda. Agora, gostando muito do que faço, tornou-me ainda mais difícil esse passo. Mas é possível que chegue uma altura em que as coisas todas não sejam compatíveis porque efetivamente:

- planeava uma festa de outubro, em agosto; agora planeio uma festa dia 10, no dia 8 imediatamente anterior;

- comprava uma prenda para um evento 1 mês antes; na véspera geralmente ainda não tenho prenda;

- havia muita coisa que sabia de cabeça; se não escrever em quatro sítios, é certo que me esqueço.

Tudo isto vezes três filhas, vezes uma casa, vezes eu própria, o P.. quando é que escrevo? Fácil, nunca. Tanto aqui como no resto, aliás. Incluindo o meu santo livro, que avançou 150 páginas na pandemia e agora.. ganhou teias de aranha!

Pelo caminho, no entanto, publiquei um outro livro. Tenho mesmo de falar disso.. quando? um destes dias!

Gungle, as regras do tio

 Estava disponível no kobo plus e a ideia foi pegar numa coisa leve e fofa, agora que estamos a chegar ao verão. Não é uma história fabulosa nem um grande livro mas acompanhou ali uns dias e ali de meio para fim fica razoávelzinho. Afinal, o tio não era tão vazio como parecia, enquanto personagem. Por isso, leu-se, embora não tenha sido a loucura.. é mais um, na verdade! Assim sendo, romance de verão procura-se!!



Os três casamentos de Camila S.

 Seguiu direto depois do Romance de Cordélia, coisa que nem faço muito, o mesmo autor seguido, mas lá calhou. Curiosamente, o fim nem é assim tão diferente. Volto a renovar "os votos" de adorar ler português escrito em português (e não traduzido) e por isso certamente não ficarei por aqui com Rosa Lobato de Faria



Carta aberta. À minha filha que faz 1 ano

 L.,

Nasceste num dia especial, quando a mãe e o pai estavam a fazer 10 anos de casados. Na brincadeira dizemos que ainda não sabíamos bem onde íamos jantar nesse dia para comemorar, por isso calhou bem, jantamos no hospital. Foi tudo rápido, como este ano. Na semana passada dizíamos a uma professora da escola da C. e da I. que faltavam oito dias para o teu aniversário e ela ficou em estado de choque, convencida de que estávamos a brincar. A verdade é que só piscamos os olhos.

Estás absolutamente maravilhosa, a descobrir o mundo inteiro e a ser a bebé mais simpática, mais querida, mais risonha. Dizes adeus a toda a gente na rua, ris para todas as pessoas, vais ao colo de quem calhar. És muito querida, muito sorridente, com os teus quatro dentuços, super engraçada.

Já dizes algumas coisas mas as principais palavras são mamã e rua. O que é incrível, por ti era passeio o dia inteiro. Dizes muito bem dá, quando queres alguma coisa. Isso ou resmungas. Adoras comer papel e a toalhitas e se te vamos tirar da mão, deixas cair e desatas a gatinhar a alta velocidade para fugir. Depois ris-te às gargalhadas enquanto vamos atrás de ti. Só queres estar em pé mas ter aprendido a gatinhar foi uma mais valia enorme na tua vida porque te deslocas para todo o lado e quando chegas ao destino, é fácil levantar. Gostas de brincar na cozinha de madeira, mas os brinquedos preferidos são coisas que não são brinquedos (a carteira do papá, pacotes de lenços, comando da televisão...). Adoras comer, se falamos em papa fazes logo sinal que sim senhor, é mesmo isso. E comes super bem, sopa, comida, fruta.. o que vier. Apanhas as coisas muito bem com os teus mini dedos e meter à boca direitinho. Achamos que vais ser esquerdina porque as coisas pequenas usas a esquerda (até passas da direita para a esquerda). Adoras tomar banho e chapinar. Dormes muito bem, há vários meses: uma sesta de manhã, uma de tarde e a noite inteira. E encaixaste na família como se tivesses existido desde sempre. As manas são maluquinhas contigo e tu com elas. Somos um pack de cinco. Não podíamos estar mais felizes - e mais surpreendidos por já ter passado um ano... Mas foi um ano cheio de amor. Parabéns a nós!