Update de livros

Diz-me o blogger que este ano li sete livros. Sete. Tinha-me comprometido a quinze. Bem sei que ainda nos falta um restinho de ano mas ainda assim sete parece mesmo pouco, tendo em conta que passei o ano a ler. Espero que tenha havido aqui um erro de contagem (ou caso contrário, terei de acelerar MUITO o passo!)

Tem-me acontecido praticamente todos os dias adormecer a ler, fruto de um certo KO generalizado! Organizo quase tudo à minha volta (mas ainda não estou num modelo perfeito, creio) - hei-se falar disso, mas ainda assim ando sempre a correr e o tempo não sobra para nada. Se calhar tenho de substituir os livros por manuais de organização de tempo ou como fazer caber 48 horas, em 24? Ideias?

MA-RA-VI-LHO-SO

Acho que já aqui falei de uma tradição de Páscoa que o meu irmão criou, enquanto padrinho da minha filha mais velha: todos os anos ele lhe envia um livro, com uma nota escrita por ele sobre o motivo da escolha. E as escolhas ao longos das últimas seis Páscoa têm sido sempre maravilhosas. Este ano não foi excepção.

Este ano, na quinta-feira "santa", chegou-nos cá a casa uma pérola:



A história é super simples mas tão engraçada que nos rimos sempre. E como não tem muito texto, a C. já o decorou e faz teatros em que é o pombo e o pai ou eu, o senhor do autocarro. Tem muita piada! Uma história que não é só para ler, mas para interpretar e recriar. Excelente escolha, deixo a sugestão.


Aproveito para deixar outras sugestões, dos anos anteriores (conforme faixa etária aproximada):

6 meses



1 ano e meio



2 anos


3 anos



4 anos



5 anos






Há coisas que não se ensinam!

A minha filha I. imita em tudo o que pode (e mesmo o que não pode) a irmã. É "copiação" total todo o dia. Agora chegou ao detalhe de querer uma história antes de ir dormir, o que eu acho absolutamente maravilhoso porque é daquelas coisas (que aconteceu com as duas) que nós não forçamos minimamente mas que aconteceu naturalmente. Um dia a C. começou a pedir uma história na cama antes de ir dormir e agora faz tanto parte da rotina como lavar os dentes. I. igual, um dia começou a pedir história e agora lemos todos os dias depois de vestir o pijama e antes de a deitarmos. Lá no fundo tenho esperança que isto seja o princípio de uma longa vida a adorar livros e a ler todos os dias. Eu própria re-descobri o amor à leitura e tenho lido imenso (para os meus hábitos, claro). Por isso espero que as minhas filhas possam seguir estas pegadas (que eu própria acho que sigo do meu pai que é um devorador de livros). Engraçado é mesmo pensar que já uma vez me perguntaram como se fazia para criar o hábito da leitura às crianças e no nosso caso, nós nunca sugerimos se quer ler na cama, mas elas espontaneamente (a I. por ver), pedem - porque de facto há coisa que não se ensinam.

Nos últimos dias temos lido em especial,




Voltando aos livros

Em Novembro tinha prometido dez posts sem livros e acho que cumpri (não fui contar, no entanto) mas é chegada a altura de dizer que a torre da minha cabeceira está a meio da parede e que vejo com dificuldade que consiga ler tudo o que quero. Recebi uns três ou quatro livros no Natal, comprei mais alguns e tenho uma lista que não se aguenta. Terminei entretanto o Viagens (da nova Nobel) e fui para um italiano que tem feito especial sucesso mas queria lê-los a todos ao mesmo tempo para passar para os próximos! Tinha imensas saudades desta sede de ler. De ter sempre aquele sininho a tocar que me puxa para os livros. Deixei em definitivo a televisão mas precisava de super poderes. Há tanto, tanto, tanto que ler..! Por isso até entendo aquela tese de quem só lê os premiados (deixando de lado absolutos desconhecidos mas quem sabe enormes preciosidades) por simplesmente não se ter tempo de ler tudo. Ainda não adoptei esse critério, e vou escolhendo tudo o que me parece bem - com ou sem prémio associado - mas a lista não pára de crescer (e ainda bem!). Para breve - já avisando - opiniões sobre as últimas aquisições lidas - e sem mais promessas de pausas nos posts!

É a minha vez? Obrigada

No último resumo destes encontros percebi pela descrição que a participação que tive foi totalmente vazia de conteúdo. Como se isso já não fosse mau, o que disse nem se quer transmitiu a minha verdadeira opinião sobre o tema. Sim, claro que há ali uma pancada. Mas isso não significa nada. Olhando para ali gostava de ter dito mais alguma coisa. Também por isso, hoje antes da minha intervenção vou contar uma pequena história. 
Quando eu era pequena falava de mais. Não no sentido de dizer o que não devia, mas no excesso. Não conseguia estar calada. O facto era tão evidente que nas viagens de sete ou oito horas que às vezes fazíamos nas férias com vários amigos, os meus pais negociavam a minha passagem para outros carros a ver se havia sossego só um bocadinho enquanto eu ia à boleia com outros.
Era um traço da minha personalidade que a vida fez questão de resolver quando, no início do quinto ano, me deu um murro na auto-estima. Nessa altura percebi que talvez eu não fosse tão maravilhosa quando aquilo que achei até aos dez anos e se calhar devia passar mais despercebida. Nessa altura comecei a falar menos, mas muito, muito depressa, com a consciência de que assim reduziria o tempo que os outros estavam expostos a mim e os aborrecia menos. Ainda hoje acontece, se estiver a falar para públicos maiores por exemplo. Comecei também a achar que a minha opinião por princípio, não sendo especialmente importante, podia ser facilmente dispensada. E por isso ainda hoje acontece estar em círculos de conversa onde não falo, porque não acho que tenha alguma coisa importante para dizer, nem acho que os outros tenham grande interesse em ouvir. No fundo sei que isto tem um efeito secundário um pouco negativo, mas foi um traço que ficou (e a psicologia de certeza que explica) e uma forma de me proteger da crítica (ou do gozo). Mas neste contexto o efeito foi bastante visível e traduziu-se num resumo com rosto e forma, com uma opinião desinteressante, sem conteúdo - o tal efeito secundário. Por isso para futuro não digo que sou uma pessoa cheia de interesse ou fascínio, mas certamente melhor que "ela tinha uma pancada" e vou fazer um esforço para contrariar a tendência natural do silêncio e dar opiniões mais robustas. No entretanto, espero que aguentem!

outra vez arroz?

Nota prévia: adoro esta expressão! Neste caso não se refere a bens alimentares mas a livros e sim, este é mesmo o terceiro post seguido sobre livros (mas prometo os dez seguintes sem este tópico).  Este é no entanto um risotto, no sentido de que é arroz (são livros) mas é ligeiramente diferente do habitual - são dicas de prendas de Natal para crianças. 

E porquê?
A minha filha C. lê religiosamente uma história antes de ir dormir, lendo-se aqui “ler” como nós lemos porque ela tem cinco anos e é fortíssima ao nível das letras mas ainda não sabe ler. 
Neste ritual pré cama temos os nossos preferidos, que estão sempre na mesinha de cabeceira e que vão alternando. Por isso lembrei-me de partilhar alguns que têm um lugar mais especial no nosso coração, aproveitando a época festiva que aívem e quem sabe inspirando prendinhas de Natal.



 Tristana Múu
Encontramos este livro na feira do livro, li-o ali em pé junto ao stand e comprei três exemplares, dois para dar e um para nós. Foi das coisas mais maravilhosas e doces que vieram parar cá a casa nos últimos tempos. É lindo, lindo, lindo e ainda por cima tem piada. Uma história sobre a importância gigante da amizade e dos amigos na nossa vida. Se não comprarem mais nenhum, comprem este!




O dia em que o Senhor Bonifácio ficou em casa doente
Não é a primeira vez que falo deste livro aqui mas justifica-se. É um abraço apertado em forma de letras, frases e ilustrações perfeitas que fala também da amizade. É sem dúvida um dos meus preferidos desde há algum tempo e que, dois ou três anos depois de a C. o ter recebido ainda continua na mesa de cabceira para ser lido muitas vezes.




Histórias viradas do avesso
Comprei-o há um mês e sensivelmente dentro desses trinta dias, vinte e cinco foram para este livro. São cerca de cinquenta histórias muito pequeninas (que se podem ler num minuto, principio que serviu de base à rubrica do instagram que deu depois origem ao livro) e temos adorado. Quase todos os dias é o livro pedido e lemos entre três a quatro histórias. As ilustrações estão também muito giras e de certeza encantarão filhos e pais. Vai altamente recomendado.








Mog e...
Na verdade não é só um livro mas uma coleção. São histórias amorosas sobre uma família e a sua gata Mog que fazem também muito sucesso e que temos há imenso tempo e continuam a ser pedidas




Bicas e Azul
Deixei para último (à semelhança do primeiro) um que tem um lugar um bocadinho mais especial no coração. Uma história sobre ser diferente, que é afinal igual, de luta contra o preconceito. Especial pela mensagem, pela simplicidade e pela pessoa que nos ofereceu, que é uma daquelas pessoas da nossa vida. Não deixem de ler.

Uma dica: Peewee books

Este ano demos à C. uma prenda que achei um doce (modéstia à parte): um livro que conta a história dela. É totalmente personalizado com a personagem, história, imagens - mas em vez de se partir totalmente do zero, parte-se de uma base criada por eles depois de preenchermos um pequeno conjunto de perguntas. Depois o livro escreve-se todo à nossa frente e podemos fazer todas as alterações que quisermos. É perfeito, perfeito, perfeito! Como lemos todos os dias antes de ir dormir, esta é uma maneira maravilhosa de acabar o dia e ter aquela pausa mesmo antes do sono. Deixo a sugestão, com alguns detalhes abaixo:


Um Livro Mesmo Único!

Mais ninguém no mundo vai ter um livro igual ao teu. A sério. Neste livro extraordinário a única história que interessa é a tua, só mesmo a tua! Nele, vais querer falar sobre os teus amigos, a comida de que mais gostas, os teus brinquedos preferidos, os teus dias na escola... Aqui tens três razões para gostares muito dos livros PEEWEE:

São uma verdadeira biografia

”Biografia”, uma palavra difícil só para dizer que podes escrever um livro sobre ti, este vai ser o teu primeiro livro de memórias!

São totalmente personalizados

Tu dás-nos algumas informações sobre ti e nós, com uma pitada de magia, montamos um livro só teu, construído à tua imagem.

São pedagógicos

Ao escreveres o teu livro estás a usar a tua criatividade, a ganhar jeito para a escrita e, quem sabe, a aumentar também o teu gosto por livros.



Como Funciona?

Fazer um livro PEEWEE é muito rápido. s 3 passos:
1

Preencher o Questionário

Para te conhecermos melhor responde às perguntas e escolhe os desenhos que mais têm a ver contigo.
2

Mudar o Livro Como Se Quiser

Chegou o momento de fazer magia: abracadabra, e em poucos segundos aparece um livro personalizado! Se o quiseres melhorar podes trocar desenhos, escrever outros textos ou, até, contar uma história totalmente diferente. Tudo o que é escrito é completamente editável!
3

Finalizar a Encomenda

Pronto, o teu livro pode ser impresso. Agora, é escolher o modo de pagamento e fornecer os dados de envio para o receberes em casa! Simples, não é?

Vou-vos dizer o que ando a ler