1, 2, 3!!

FÉRIAS !!!!

Escrevo-vos com vista para o mar e piscina, com uma temperatura de verão e chinelo no pé! Finalmente, estamos de férias!
Demorou-nos um ano e seis horas e meia mas aqui estamos, tendo presente que é exactamente para isto que trabalhamos os outros meses todos.

Estarei ausente mas vocês percebem!
Até já!

It's a...


Vou começar por dizer a frase que digo sempre que se fala de ter meninos ou meninas: só interessa até sabermos. A partir do momento em que sabermos o que a natureza nos dá - e falo por mim - é impossível imaginar as coisas de outra maneira.

Antes de sabermos que a C. era uma menina, queríamos um rapaz. Do lado do pai, acho que pelos motivos óbvios. DOo meu, por aquela coisa de ter um primeiro filho rapaz, pelo simbolismo, peso da história, não sei ao certo.

Quando soubemos que era uma menina, e ao longo dos meses de gravidez, eu não imaginava de forma alguma que pudesse ser de outra maneira. Menina era o que fazia sentido. Já o pai, andou ao até ao momento do parto (inclusive) a perguntar ao médico se não tinha visto mal.

O que se passou a seguir foi absolutamente demonstrativo de que as coisas são como devem ser. Quando soubemos que estava grávida outra vez, o pai, sim, o próprio do pai que no dia do parto ainda tinha esperança de ver nascer um filho, disse que se fosse outra menina não se importava.

Eu do meu lado era agora absolutamente indiferente, embora deva confessar que estava algo inquieta com os seis caixotes de roupa maioritariamente cor-de-rosa, incluindo lençóis de berço, mantas, lençóis de banho e com o seu destino caso fosse um rapaz. Em todo o caso, a verdade é que adoramos ser pais de uma menina mas um rapaz seria igualmente maravilhoso.

Na ecografia do primeiro trimestre, exactamente como com a C. o médico perguntou se queríamos saber e quisemos (talvez ao décimo filho eu possa viver sem saber até ao nascimento, mas para já não conseguia; sendo que décimo filho é obviamente maneira de falar).

Foi assim que ficamos a saber que vem aí,
UMA MENINA !

Apesar de as pessoas torcerem um pouco o nariz quando eu digo isto, porque "um casal é que é", confesso que no momento em que soube a minha reacção foi um honesto: "que maravilha!!" Fiquei genuinamente feliz e os meus caixotes de roupa também).

Acho LINDO meninas! Adoro a ideia de duas irmãs amigas, companheiras (ou então a azucrinarem-se mutuamente a toda a hora), a partilharem roupa e quarto e a serem uma dupla maravilha a vida toda. Ou então não, que a gente com as miúdas nunca sabe com o que contar.

O pai também ficou feliz mas já anunciou que iremos ao terceiro (o meu plano de ter quatro a dar frutos; yeah!) e a C. anda não sabe que vai ter um bebé. Mais à frente e com mais barriga, contamos.

O nome é a problemática do costume mas também chegaremos a consenso.

Curiosamente, perguntei à C. há dias,

- Qual o teu nome preferido de menina?

E ela, sem mais nem porquê, nem sem conhecer ninguém com um nome igual, respondeu:

- I.

Por isso, é bastante provável que a caminho esteja uma M.I



Por falar em livros: A sombra do vento

No fim-de-semana passado escolhi um livro da estante e tive a sorte de me cruzar com este



A sombra do vento
Carlos Ruiz Zafón

Vou só dizer duas palavras.
O livro tem 511 páginas e li-o todo em 24 horas.

Não me lembro de um livro assim; quer dizer, já li livros de que gostasse tanto como este mas foi há demasiado tempo e fazem tanta falta. Um bom livro faz uma falta imensa! Descobri entretanto que há mais dois, numa espécie de trilogia e serão a minha próxima aposta (embora, já me alertaram, não tão bons).

Recomendo vivamente! Vão a correr ler!

De sempre, o Douro

Pausa.
Sem horário, sem responsabilidades, sem deveres. Tudo com calma. Um bom livro, uma espreguiçadeira ao sol, pequeno-almoço demorado, almoço sem horas. Dormir. Acordar à hora de sempre mas sem despertador.

Que tenhamos sempre tempo para nós, enquanto que os miúdos ficam bem.


Lisboa não tem nada a ver com isto mas...

Com a justificação de um aniversário de uma amiga, fomos passar um fim-de-semana a Lisboa. Até aqui  nada de novo, tem acontecido algumas vezes. Como de outras vezes também, decidimos ir sexta ao final do dia, para aproveitar melhor o sábado e domingo.

Sexta pelas seis, saímos. Pouco tempo depois, a C. começou a produzir uma "nhaca" no olho, que não parava de aumentar, por muito que limpássemos. Quando paramos numa área de serviço a meio da viagem, o olho já tinha virado vermelho e inchado e o diagnóstico de conjuntivite confirmou-se com a pediatra. Conclusão: demoramos uma eternidade ali, na tentativa de gotas e limpeza.

Quando chegamos a Lisboa - sem jantar - já passava das nove horas. Quase uma hora às voltas atrás de uma farmácia. Entretanto paramos num restaurante a ver se comíamos qualquer coisa (já dez da noite). Estava a fechar e deram-nos uma caixa de take away com uma sopa que de forma mal amanhada tentei que a C. comesse dentro do carro, estacionados à porta. Daí, fomos ao antro dos hambúrgueres que fazem mal à saúde (primeira vez da C., mas que pouco ou nada comeu, além de batatas fritas). O P. numa reunião às onze da noite, nós as duas lá dentro a desenrascar qualquer coisa parecida com jantar. À meia-noite estamos de volta, não dormimos nada de jeito e de manhã temos um bebé com um olho fechado feito num oito.

Yeah!

Isto implicou uma ou duas horas a tentar limpar, pôr gotas, vestir, etcs., sem ninguém  comer, incluindo eu que estou grávida e enjoo a cada duas horas sem alimento. A dada altura estava a vomitar. Fomos tomar o pequeno-almoço e o que comi, vomitei de seguida. A meio da manhã, no Pavilhão da CIência, comi e vomitei de seguida. Passei o dia todo assim, tão, tão, tão mal disposta. A C. com o olho um caco, sem dormir, uma coisa mesmo bonita.

Ao final da tarde tivemos a festa. Comida em pratos de plástico, sem cadeiras para sentar. Não jantei. Roubei metade da sopa da C. que não quis toda e ficou jantada a batatas e carne fria. Saímos da festa em direcção à cama às dez da noite e dormirmos os três doze horas. Doze.

No dia seguinte estava tudo melhor. O olho parecia outro, eu já não enjoada / vomitante. Demos uma voltinha e saímos logo a seguir ao almoço. Baby C. dormiu a viagem toda e eu em parte também (pobre homem...!)

Neste cenário, voltar a Lisboa só em 2020
(Brincadeirinha, que o meu homem fica nervoso!

Status

Houve um tempo em que os ataques informáticos ainda não eram tão públicos e notórios como nas últimas semanas / meses e que, por esse motivo, as restrições de conexão não eram também uma realidade tão presente. Depois dos últimos, os acessos estão agora todos bloqueados. Isso inclui e-mail pessoal e blogues. A minha vida ficou mais pobre.

Mais pobre ficou também este blog em particular, na medida em que a hora de almoço ou a pausa do café serviam muitas vezes para ir escrevendo qualquer coisa. O meu método de escrita "confidencial" (não havendo nada verdadeiramente confidencial na internet) era utilizar o meu e-mail pessoal para esse efeito, e-mail esse agora bloqueado e ineficaz. Posto isto, ainda não encontrei bem o tempo de substituição para esses tempos que me roubaram. Quando chego ao final do dia, há toda uma criança de dois anos que me diz "vem brincar comigo!" Depois tenha jantares, banhos, essas coisas. E quando deito a C., estou KO (não ajuda o sono da gravidez que não, ainda não está a passar). Encontrarei entretanto tempo mas isto para dizer que os bloqueios informáticos não têm piada nenhuma.

De resto, estivemos em Lisboa (e não correu bem) e no Douro (melhor!) e as férias estão quase aí. Já conto tudo, não tarda!

Não digam que não avisei...!

Descobri a paz na terra e tem a forma de chocolate!


Boa sorte!

Estive a pensar e tenho uma recomendação aos farmacêuticos.

Se alguém vos aparece a comprar um teste de gravidez, deviam desejar boa sorte.
Não é isso que fazemos nos testes?

Das duas uma: ou a pessoa não quer estar grávida e a boa sorte é para que dê negativo; ou quer, e então deverá ser para que o resultado seja positivo. Em qualquer caso, não lhes ficava mal. É simpático, a pessoa sente-se mais acarinhada.

Desta gravidez comprei dois testes.
E porquê dois?

Tinha uma leve suspeita e comprei um teste dos mais baratos que há, marca branca, à "antiga", só com as barras rosas ou barras azuis ou lá o que é.
Quando o fiz, a barra que devia ser rosa, era assim um meio rosa, meio nada.

Apareci com aquilo à beira do homem e disse-lhe,
Ora bem, tenho uma boa e uma má notícia. A boa é que posso estar grávida; a má é que não tenho a certeza. Palavras suficientes para deixar um marido sem resposta, garanto-vos.

Daí fomos tomar o pequeno-almoço e comprar na farmácia em frente o segundo teste, já com tecnologia de ponta, número de semanas, grupo sanguíneo, cor do cabelo, gosto musical e que deu efectivamente positivo.

De nenhuma das vezes me desejaram boa sorte e das duas tive este mesmo pensamento; era simpático, pronto.

Por isso, farmacêuticos que me ouvem, deixo-vos esta sugestão e não têm de quê.
É desejar boa sorte. Ou muita merda!


Disse a um amigo...

Tive hoje uma conversa com um amigo a quem disse que era um Ferrari a andar numa estrada nacional com buracos.
Neste sentido: é uma pessoa cheia de potencial totalmente desperdiçado no sítio em que está e isso frustra-me. A ele também.

Depois de ter dito isto, lembrei-me do meu

I am a neurosurgeon selling band aids


E às vezes é bem preciso que alguém nos lembre que somos neuro cirurgiões. 

Isto, Aquilo e um Bebé #2

"Em tempos achei que conseguia manter dois blogs em simultâneo (que ilusão..!) e criei o irmão Isto Aquilo e um Bebé. Durou seis meses e cinquenta posts. Depois faleceu, paz à sua alma.

Como o título indica, o tema central eram bebés. Começou quando ainda estava grávida e na última publicação a C. tinha sensivelmente quatro meses. Hoje lembrei-me dele e tiro do baú precisamente:"



Primeiro Trimestre
(Post publicado em Setembro de 2014)


O primeiro trimestre é por definição o de maiores preopações. Para além de ser tudo uma grande novidade, é um periodo em que tudo pode acontecer. É nesta altura que tendemos a ler sobre percentagens de sobrevivência em gravidezes tão no início e em que os resultados não são nada promissores. Além disso, é também nestes três meses que temos de ter cuidados extra para que tudo corra bem, sem nos sentirmos ainda completamente grávidas.

No meu caso, e como não via a barriga a crescer, preocupava-me essencialmente o estar mesmo grávida. Perguntava-me várias vezes se seria mesmo real, se estava realmente à espera de um bebé, como podia ter a certeza que estava tudo bem se não havia sinais externos. 

No fundo, esta é possivelmente a maior marca do meu primeiro trismestre. Não enjoei uma única vez, não tive qualquer indisposição, tudo se passou como se não estivesse grávida. O único sintoma que identifico à gravidez é apenas o sono. Em geral tenho já bastante sono. Nesses três meses, piorou ligeiramente. Quando chegava do trabalho às sete e meia ou oito, estava prontinha para dormir. Ficar acordada foi o maior desafio. À parte disso, tudo absolutamente tranquilo.

Nesta data, desafio é também reconhecer que, embora lá para o final da semana onze ou doze, eu achasse que já tinha uma barriga imensa, na verdade, não tinha mesmo qualquer ponta de barriga. A comprovar, as primeiras fotos dos primeiros três meses.





A segunda fotografia foi tirada num fim-de-semana com as amigas, quando lhes contei. Chegamos todos numa sexta-feira à noite, vindos de diferentes pontos do país. Uns levaram bolo para o reencontro, outros umas miniaturas de uma bebida da terra, outros ainda ofereceram uma foto do grupo tirada no ano anterior, num casamento. Nós?

Nós não trouxemos nada. Ou melhor, trazemos um bebé na barriga.

Foi assim que, sem mais avisos, contámos às tias, estávamos de dez semanas.

Quinze dias mais tarde fomos fazer a primeira ecografia morfológica e a 3D.
É uma coisa fenomenal ver tudo, tal e qual se passa dentro da barriga, com direito a bebé a nadar e a mexer por todo o lado. Neste dia o médico perguntou se, estando praticamente certo do sexo, queríamos saber. Quisemos.

Foi a 3 de Abril que com cerca de doze semanas soubemos que vinha aí uma menina.

E uma coisa assim para lá de espetacular, querem saber?

Faltam três semanas para as férias!

TRÊS!

!!!!!!!!!!!!!!

Throwback - Primeiro trimestre

À data em que escrevo estou perto do final do primeiro trimestre. Falta uma semana para as doze semanas. 

Acho que não tinha pensado nisto na primeira gravidez, mas agora verifico que (pelo menos) um terço do tempo em que estamos grávidas, não nos sentimos realmente grávidas. O meu médico diz que não podemos dizer que "não sentimos nada" mas neste momento eu estou exactamente nesse sítio. Não tenho barriga nenhuma. Ainda não engordei. Não sinto o bebé a mexer. A última consulta foi há tanto tempo que começo a entrar naquela espiral de "se calhar alguma coisa não está bem." Não sou a maior fã do primeiro trimestre. Porque é incerto e estou insegura. Tenho dúvidas (e nem se quer é o primeiro filho). Esta é na verdade a principal surpresa até aqui; na minha cabeça, estava convencida de que já sabia tudo, não haveria questões. No fundo, eu estava totalmente errada.

Começa por ainda não termos contado praticamente a ninguém, quando da C. a esta altura já toda a gente sabia. A esta data sabem os nossos pais e familiares muito próximos; e sabe uma amiga com quem partilho gabinete (porque era impossível esconder de alguém com quem passo tantas horas como o meu marido). Os nossos amigos não sabem. As minhas Amigas também não.
Se me perguntarem porque é que eu - pessoalmente - não quis contar, a resposta só pode ser uma: tive medo. Tenho ainda, hoje que ainda não acabou o primeiro trimestre. Acho que do primeiro filho não sabemos bem o que temos a perder; é isto que sinto. Sinto que podia contar a toda a gente, que ia correr tudo bem, mas na verdade eu não fazia ideia o que tinha a perder se não corresse. Não quer obviamente dizer que pouco me importava com o que pudesse acontecer; claro que importava! Simplesmente, eu não sabia a dimensão. Só depois de termos um filho é que sabemos o que é ter um filho e neste momento, eu consigo imaginar o tamanho de algum problema que pudesse surgir. Por isso quis restringir ao máximo os envolvidos, acho que para minha protecção. Isto tem no entanto o efeito reverso (e perverso) de fazer parecer com que não esteja a viver em pleno esta gravidez. Quando é público e notório, é mais real. Neste momento, nem me lembro às vezes que estou grávida e isto já se tem revelado em uma ou outra coisa prática, como a S. me dizer que a grávida tem prioridade e eu ficar a olhar para ela sem perceber, acabando por dizer que a filha dela já nasceu e ela já perdeu o estatuto (quando afinal estava a falar de mim).

Bom, de resto está tudo a correr bem. Tive alguns enjoos mas que honestamente não atribuí à gravidez e sono em geral. Preciso de comer mais vezes, agora até antes de me deitar, mas de resto não há mudanças significativas. Salvo claro, o meu sushi, que aboli. E as saladas. E a mousse de chocolate. E aquele fino ao final do dia. Arranjarei alternativas!

Estou desejosa em primeiro lugar que chegue a próxima ecografia, para me tranquilizar. E que a barriga comece a crescer! Adorei estar grávida da C.! Espero que desta vez seja igual. 

Não fazemos ideia do sexo - que agora me é completamente indiferente - mas tenho um feeling de que será um rapaz. A minha mãe acha que é menina e eu espero que da próxima vez que fale deste tema, já possa desempatar este jogo.

A coisa mais importante no entanto, e que é maior que qualquer consideração que possa fazer sobre o estado, sentimentos, pensamentos, banalidades, é que venha com saúde. Não há nada, absolutamente nada, que importe mais.

Baby #2

Pois é, novidades a Norte;

Temos um bebé a caminho! 


E se tudo correr bem, um início de Janeiro mais especial.
Para já, tudo calmo e tranquilo, boa gravidez e pedir a Deus saúde, que o resto a gente arranja!



Lisboa!

Como o bom filho, nos próximos três dias estaremos por terras lisboetas.
O motivo foi um aniversário e partimos novamente sem planos. Esperamos sol e bom tempo, que dê para passear e eu não sei porquê lembrei-me do Pavilhão da Ciência como uma coisa gira para fazermos. A ver vamos. Certo é no entanto rever amigos e matar saudades, que isto de estarmos longe de metade dos nossos, custa!

Amanhã volto cá com novidades mas até lá, bom fim-de-semana!

O que levamos para a praia!

Se este fosse um blog que dita tendência, o título seria "o que levar para a praia"; como não é, deixo uma sugestão muito pessoal para os dias de praia de dois adultos e uma criança de dois anos e troca o passo.


Saco de praia


Um saco de praia XXL é a solução para todos os nossos problemas de tralha.
O que uso há alguns anos tem o defeito de não ter fecho (mas já podia ter resolvido isso) mas quanto ao resto é ideal: gigante e com um fundo bem largo.
Dentro do saco da praia cabem todos os itens abaixo, à excepção da bolsa dos brinquedos da C., que é pequenina e ela própria a carrega.


Toalhas de praia



Levamos três toalhas de praia enroladas, sendo que a C. é mais pequena que as outras e praticamente não ocupa espaço. Além destas, levo um poncho de praia, que acho a peça mais útil de sempre para crianças e que salva os finais de tarde de vento.



Bolsa dos cremes


Esta mini pérola (exactamente igual à minha por acaso) leva em si todos os protectores solares e afins. Em rigor, um creme para a C., um para nós, uma água termal, um pente e um spray de cabelo e um batom de cieiro. É estreita mas cabe lá tudo e ajuda muito na hora de procurar os creme estar tudo num mesmo sítio.


Uma mini lancheira


Aqui vai a água e a fruta ou iogurtes; o lanche. È uma mini lancheira por isso não ocupa muito espaço e vai geralmente em cima do resto da tralha.


Roupa para a C.


Nesta categoria cabem os dois ou três fatos de banho e uma t-shirt e uns calções para se mudar. A sorte é a roupa de criança ser pequena e caber em todo o lado.

E pronto, com isto fecho o saco, que obviamente fica bastante pesado mas resume-se a um único volume e isso, parecendo que não, faz toda a diferença.

De resto, dá para perceber que estou desesperadinha pelas férias, certo?
Update na informação: faltam QUATRO semanas !!

Dica!

Podia ser a Dica da semana, mas na verdade é só uma dica de reservas de hotéis (de que já falei por aqui).

À semelhança do que aconteceu o ano passado em Julho, vamos eu e o homem passar um fim-de-semana ao Douro (same time, same place).

Como sempre faço, vi o preço no booking e enviei e-mail ao hotel a pedir preços.
Apresentaram-me um valor uns 30 euros mais baixo e eu estava pronta a aceitar, quando me lembrei de ir visitar um site de ofertas (Odisseias), por curiosidade (nunca comprei lá nada). Por sorte ou destino, o hotel que estava a marcar, tinha exactamente uma promoção e um preço bastante inferior ao que me tinham dado no hotel e com condições de cancelamento muito melhores.

Ora, dona Cisca fazendo-se de inocente, escreve aos senhores dizendo-se muito grata pelo preço, mas já agora tinha visto no Odisseias uma promoção, dizendo que deveria verificar a disponibilidade com o hotel para a data pretendida e, tendo já eu verificado, ia marcar por lá.

Queridos senhores, não têm mais nada; que marcasse directamente no hotel que eles tinham todo o gosto de aplicar o mesmo preço (menos uns 20 euros, creio).

Ora, isto é bom mas na verdade chateia-me: eu tinha acabado de pedir preços; a obrigação deles não era fazer o melhor preço do mercado? Não lhes passou pela cabeça que eu pudesse consultar, sei lá, a internet?!

Adiante;
Sim senhora, muito agradecida, peço para reservarem.
Pedem-me de imediato o pagamento, dizendo que o valor não é reembolsável.

Olha, tu queres ver?
Amigos, perceberam que eu acabei de vir do Odisseias e eles lá dizem que vocês deixam cancelar até 72 horas antes, certo?

Pedimos desculpa, tem toda a razão. Excepcionalmente aplicamos as mesmas condições. Um beijo e um queijo.

E pronto, foi assim que um hotel aprendeu a não ser parvo (e agora claro que me vai cuspir na comida) e como eu sou amiga, deixo a dica (melhor que a da semana!)

T-shirts com frases - In love!

Fui trocar um vestido da C. a uma loja generalista (homem, mulher, criança) e à entrada há um expositor gigante de t-shirts com frases.
Não sabia disto mas descobri que ADORO!
São super casual e divertidas - perfeitas para gangas e fins-de-semana de Verão.

Não resisti e trouxe três (só as frases correspondem):



Imagem não encontrada mas t-shirt com o seguinte conteúdo:
Keep calm and take me to New York!


Cais de Gaia

No sábado passado a minha pessoa acordou com alguma neura (cá em casa chamamos "com o tau") mas rico marido cheio de energia e cabeça no mundo! Por mim teria ficado em casa, a almoçar qualquer coisa, mas convenceu-me (e bem!) a sair. Destino: Cais de Gaia!

Foi exactamente assim que acabamos no sábado ao almoço no Pasta Café em Gaia, com um ventinho que me varreu a má disposição e um almoço óptimo (cheio de calorias!) e nas calmas. Ali mesmo ao lado, o Douro cheio de barcos, passeios e cruzeiros (e a C. a querer ir tomar banho "no mar") e uma sugestão para um fim-de-semana.


Sorte é pouco. O que eu tenho não tem nome

Sei por educação ou formatação que há coisas que não devemos bradar aos sete ventos, que devemos guardar como um segredo, esconder da inveja, da maldade, da má sorte.

Eu tenho feito o contrário e exactamente na altura em que fizemos cinco anos de casados, uma amiga atenta resumiu na perfeição a sorte que gabo tantas vezes:

Que a vida te conserve o homem!
Quem o fez, partiu o molde.


Talvez devesse guardar este segredo bem guardado mas a verdade é que sorte é pouco; o que eu tenho não tem nome.

O P. é tão somente a pessoa mais atenciosa, dedicada, preocupada e especial que há. Tem uma paciência infinita, está sempre (sempre!) de bem com tudo, descomplica, não complica, facilita! Uma bênção este homem!
Uma destas noites tive um sonho daqueles de que no lembramos de todos os pormenores, em que ele tinha preparado uma operação megalómana num aeroporto para me fazer uma surpresa e isto é absolutamente demonstrativo do que ele é: uma caixinha de surpresas, quase vinte anos depois.
Que ninguém se admire por isso que eu esteja mais apaixonada do que no primeiro dia, mais reconhecida do que no primeiro dia, mais surpreendida do que no primeiro dia e absolutamente feliz e grata para toda a vida!

I love you more than words can tell

Não sei se bata, não sei se ofenda

Apaixonei-me por umas Havaianas e como não sou invejosa, vou partilhar o objecto do meu amor:

Não só eu sou uma sushi lover, como elas são lindas! com aquele detalhe do litle sushi em cima. Acho-as um must para o Verão!

Detalhe: custam vinte euros.

Vamos ser práticos;
Vinte euros não é uma fortuna e eu até trabalho e gosto de pensar que às vezes, de vez em quando, posso dar-me um mimo. Se relativizar, diria até que há por certo dezenas de coisas em que gasto esse valor sem pensar três vezes.
Mas, por outro, Tio Patinhas confesso, custa-me vinte euros por uns chinelos de praia, quando sei por experiência própria que não faltam lojas em que os há tão giros por meia dúzia de tostões.

Posto isto, acho que ofendo, e deixo-os para as bloggers que os têm recebido juntamente com o próprio do sushi, que isto está bom é para quem pode!

Uma noite no São João



Acho que foi há mais de dez anos que fomos pela última vez ao São João. À data, a coisa não foi assim espectacular e por isso não mais repetimos.
O ano passado, já residentes no Porto, o nosso São João (meu e da minha filha) foi passado em casa e o do pai, no estrangeiro, algures (não me lembro).

Este ano, encarnando o espírito (e com amigos vindos de fora), decidimos tentar novamente.

Tivemos um jantar na Baixa, em casa de amigos, com direito a assador na rua e música popular. Sardinhas, febras, pimentos e imensa gente à mesa, mesmo ao género, venham mais cinco que cabemos todos.

Saímos de casa já tarde, para acompanhar os amantes do fogo (eu, confesso, não aprecio) e paramos ali no fundo dos Aliados, dois minutos antes de começar. Mal de ouve o primeiro PUM!, a C. põe as mãos em cima dos ouvidos e desata a chorar "não gosto de foguetes!!, não gosto de foguetes!"
Dizer que na Páscoa, a dada altura começaram foguetes a sério e a criança odiou, portanto a experiência nesta área não tem sido a melhor.

Perante este cenário, siga que se faz tarde, dois pais Sá da Bandeira a cima, com quinze quilos de miúda encolhida no colo a tapar ouvidos e a mal dizer as festas. 

Para o ano?
Se calhar ficamos em casa a ver um filme!

Uma boa lei

Não sou apologista da produção legislativa em massa (bem Deus sabe o trabalho que isso dá) mas há leis espectaculares. 

A lei 37/2007 que, entre outras coisas, estabelece normas tendentes à prevenção do tabagismo, em particular no que se refere à protecção da exposição ao fumo ambiental do tabaco, é um bom exemplo de um bom diploma legal. 

Já está bastante perdida a memória dos centros comerciais cheios de fumo, dos restaurantes cheios de tabaco, dos bares e discotecas onde até a roupa interior ficava a cheirar mal, mas é uma sorte sentarmo-nos agora sem fumo na generalidade dos espaços. Claro que, digo eu que não fumo. Mas mesmo no campo do bom senso, acho que todos temos de admitir que faz todo o sentido não empestar quem está à volta, quando ainda por cima faz mal à saúde. Aplaudo de pé: palminhas! Ainda bem que se legislou assim. 

Claro que, tão feliz e agradada com esta lei, quando estou sentada em alguma esplanada / banco de jardim / semelhante e sinto o cheiro a tabaco, estranho e gostaria que se tivesse legislado mais longe. 

A propósito da proposta de lei que foi aprovada em Junho, poder-se-ia ter aproveitado para fazer mais. Esplanadas em geral, era coisa de país super desenvolvido e eu ia à Assembleia aplaudir em pessoa. Quem sabe numa próxima revisão...! 


Uma coisa mais leve

No fim de semana passado fizemos cinco anos de casados. Um número bonito e redondo.
De surpresa, o homem mandou-me fazer as malas porque íamos de fim-de-semana (só me disse onde já estávamos no carro). Destino: Curia!

Nos tempos em que estudávamos em Coimbra, a Curia era um sítio importante. Fomos lá várias vezes, almoçar ao mesmo café João que nos sabia sempre tão bem. Os cinco anos foram o pretexto para revisitar lugares dos primeiros anos de namoro. Desta vez com uma piolha atrás.

Ficamos no Curia Palace, que tem anos de existência (é de 1926) e é um sítio cheio de história. Foi recentemente remodelado e embora profundamente, alguns pontos ficaram por tratar. A piscina, por exemplo. De resto, os salões são lindos, o ambiente super simpático e as pessoas as mais queridas de sempre!




Na sexta-feira (o dia!) fomos jantar a um sítio que também recomendo: Quinta do Encontro

Espaço super giro mesmo, comida óptima e preços muito simpáticos.
Fomos recebidos à entrada com um espumante rosé delicioso e de sobremesa vou só dizxer que comi torta de laranja, com redução de creme de caramelo salgado e gelado de nata. Perfetc!



Um tema díficil

Na literatura e cinema (só para dar dois exemplos), a madrasta vem sempre tratada com uma carga negativa brutal. Representa tudo de mal e pior, uma força negra, manipuladora, má. Acho que nem só porque em detrimento da mãe, se uniu ao pai e não gosta dos enteados. Mas geralmente, precisa de se impor, de impor autoridade que não tem naturalmente pela ausência de laços familiares ou porque aparece em momentos de alguma tensão. Certamente, a psicologia explica e eu não sou psicóloga.

Na nossa vida há uma madrasta que representa o estereótipo das madrastas (só não tem cabelos e roupas pretas). Mas é uma pessoa que se impõe (não no bom sentido), intrometida, abusada, sem limites. Faz comentários e observações e tem comportamentos que mais ninguém tem e não me é nada. Não há qualquer laço familiar ou de afinidade. Podia ser uma estranha.

Tenho assumidamente (em casa; não publicamente) um problema com ela. Que vem do dia em que a minha filha nasceu (já lá vamos). Tem o dom de me fazer sentir má mãe mas de me oprimir totalmente. No fundo eu tenho consciência de que a culpa é minha; não estabeleci os limites quando devia. Mas o dia em que devia ter estabelecido limites, estava demasiado ocupada em pós-parto e totalmente invadida por hormonas. Não tinha discernimento, nem presença de espírito e isso foi o meu problema.

Dia de saída do hospital. Estamos felizes porque vamos finalmente para casa com o nosso bebé, sonhamos com aquele dia, temos uma roupa especial preparada, é tudo maravilhoso. Mas há hormonas, inseguranças, uma boa camada de nervos. Passamos uma manhã tranquila os três (finalmente sozinhos!) naquele quarto de hospital. E no fim de almoço tivemos alta. Estava a dar de mamar para sairmos e a madrasta entrou pelo quarto. Não tinha sido convidada. Nem a minha mãe lá foi nesse dia! Mas entrou como se fosse a pessoa mais próxima de nós na história das pessoas próximas e arrancou-me a C. do colo (que estava a mamar). Porquê?
A seguir eu fui enfiar umas calças e uma t-shirt na casa de banho, porque o quarto estava ocupado, e quando regressei ela tinha decidido que roupa ia vestir à MINHA filha e estava no processo de acabar de o fazer. Aquilo atingiu-me como um estalo na cara.
Pode parecer estupido, pode parecer um exagero. Queria ter sido eu a decidir a roupa com que a minha filha ia sair do hospital e íamos para casa. Não era só uma roupa. Ficou-me marcado esse momento mas na altura não tive reação. Não disse absolutamente nada e foi aqui que me perdi.

Desde esse dia que ela se sente no direito de opinar sobre tudo e sobre nada e de me criticar em todas as decisões. Que devia dar de mamar assim e não assado (ela que não teve filhos e nunca amamentou), que devia pegar assim e não assado. Que visto casacos, que dispo casacos, que dou de comer isto, que não dou aquilo. Dá para perceber o género?

Além disso, sente-se no direito em relação a tudo. Se a minha mãe e a minha sogra quando na presença dos pais, perguntam sempre o que queremos antes de fazer (se ela pode comer uma bolacha, por exemplo, se pode repetir a dose, se podem dar uma fruta, se será altura de ir dormir), esta senhora acha que manda mais do que nós. E decide pela cabeça dela. Cose e prega. E eu viro bicho, juro que viro, mas tenho uma força limitadora que vem não sei de onde que me impede de a pôr no lugar dela. 

Obviamente que isto dificulta bastante a nossa convivência. Fico em estado de alerta e com nervos à flor da pele quando sei que vamos estar juntas. E depois os comentários dela conseguem-me sempre surpreender.

Primeiro, é do género de estar a fazer qualquer coisa que sabe perfeitamente que eu não gosto e de dizer à C. (comigo ao lado) que “a tua mãe vai-nos bater”. Se sabe que eu não gosto / não deixo, porque é que o faz e, para além disso, porque ainda diz por cima que eu me vou chatear ou bater quando a) a minha filha percebe perfeitamente o significado de ficar chateado com e b) nunca na vida lhe encostamos um dedo?

Depois é a crítica à educação, em geral.
A C. adora livros. Tem uma colecção enorme e é uma coisa de que gosta imenso, ler, folhear livros, ouvir histórias. A senhora deu-lhe outro dia um livro e disse – cito – “para ver se a menina começa a ler alguma coisa de jeito.”
É o tom, a superioridade, o desprezo. Gostava de estar em paz com isto mas se calhar é uma coisa animal; não estou. Tem até piorado, estou em crer. Ou a minha tolerância está a diminuir com a idade. 
O ano passado comecei a ter pesadelos de que ela ficava sozinha com a C. (nunca aconteceu!) e que quando eu regressava ela lhe tinha furado as orelhas. Não pode ser bom sinal.


Nos livros e no cinema, as madrastas são postas em caldeirões ou no forno ou alvo de outro destino qualquer. Na vida real, não sei como se faz. A minha amiga A. diz que tem de cá vir para a pôr no sítio dela (porque claramente eu não estou a conseguir) e isso seria melhor que um final feliz de um filme. Infelizmente, não vai acontecer. Sei que lhe devia explicar que não admito que se meta na educação da minha filha e que se tem de por no seu lugar mas também sei que não o vou fazer. A única ideia que tive – e talvez venha a pôr em prática – é comprar esta peça de roupa e vesti-la à C. sempre que estejamos com ela:


Como fazer uma criança feliz em dois actos?

Sobre a cozinha que compramos, dizer apenas isto:


DELÍRIO TOTAL !!



Tem sido O brinquedo preferido desde que a recebeu. Acorda e deita-se a pensar na cozinha e passa o dia a fazer comidas. Um sucesso!

Never judge a book by its cover

Quando visitamos pela primeira vez a casa que acabamos por comprar, fomos recebidos por um casal espectacular. Tinha quatro filhos a correr pela casa e havia todo um ambiente mágico de felicidade a quadruplicar por ali.

No dia em que assinamos a escritura, estavam felizes da vida porque iam no dia seguinte para um destino paradisíaco qualquer (uma ilha algures, não me lembro) para celebrar - disseram-nos eles - vinte e cinco anos de casados. Venderam a casa porque tinham recebido uma herança de um tio de uma casa-palacete, que iam restaurar porque o tio teria feito muito gosto que lá vivessem. Tudo encaixava. No ano em que a casa demoraria a restaurar, ficaram a morar no mesmo prédio onde compramos a nossa casa, mas no andar de cima. Solução provisória durante as obras mas que acabou por ser bastante prática porque só subiram um andar com tralhas e quatro miúdos. 

Quer isto dizer que temos vivido "paredes meias" com os vendedores, com quem convivemos diariamente. A C. brinca com os filhos deles e tudo está bem quando acaba bem.

Só que não.

Há algum tempo atrás disseram-nos que se iam divorciar porque já não se podiam ver.

E que afinal...

Os quatro filhos são de três pais diferentes;
Ele só é pai da mais nova (tem sete anos);
Ele tem mais duas filhas de vinte e três e vinte e um anos

E ou eu não sei fazer contas ou não sei como estão casados há vinte e cinco anos.

Perante isto, a ideia da família perfeita que tivemos quando visitamos a casa pela primeira vez, caiu um pouco por terra. E eu fico triste porque acredito em histórias de amor e esta não correu assim tão bem. Mas sem dúvida que me recordou que as coisas na aparência são muitas vezes totalmente diferentes da essência.

Mini kinder bueno

A kinder bueno teve uma ideia de génio (quase tão de génio como os senhores da marca de pasta de dentes que se lembraram que se aumentasse o buraquinho por onde sai a pasta, aumentava o desperdício e vendiam mais): fizeram-se em mini.



Ora o que sucede?
Uma pessoa tem gravado no cérebro a ferro quente a sensação de comer um kinder bueno tamanho normal e a coisa inclui quatro quadraditos de uma barra mais quatro quadraditos de outra e a pessoa sente-se composta.

Com os mini, come um. Come outro. Tem de comer mais um e mais outro e não pára mais até consumir um pacote inteiro de um chocolate que é muito mais caro em versão miniatura. Porque é que eu não nasci a não gostar disto?

Viver devagar


Juro que só de o ter na mão me senti com mais tempo. Mais calma. E ainda só li três ou quatro folhas.
Já encontrei no entanto uma receita de pão que queria muito experimentar. E juro que o ano não acaba sem fazer a agenda que sugere (e é perfeita!).
Obrigada Maria!

Status..!

Tenho andando adoentada.
Começou a C. com tosse e depois eu encarnei de vez o espírito da tosse aguda. Faz-me lembrar as contracções e fico a contar quantas vezes tusso por minuto. São muitas e ando nisto há uma semana.

De resto este tempo não lembra a ninguém!

A parte boa é que agora que entramos em Junho, falta um mês e meio para as férias e isso sim são óptimas notícias. Daqui lá espero já me ter curado da tosse (mas confirma-se que não há remédio que faça alguma coisa pela nossa saúde).

Outras coisas boas de Junho?

Foi dia da criança!
Fazemos cinco anos de casados.
(Roubaram-nos dois feriados)
Vamos ao S. João

E pronto, para já é tudo!
(Mas eu volto, prometo).

Livros para crianças

O meu irmão, que é o Padrinho da minha filha, iniciou uma tradição deliciosa na Páscoa.
Como vive no estrangeiro e nunca está cá nessa altura, arranjou uma forma de chegar até à C., pela via mais querida de todas: livros.

No primeiro ano, tinha ela meia dúzia de meses, deu-lhe um livro com abas para levantar e animais escondidos, maravilhoso.

No segundo ano, um clássico: A lagartinha comilona (que é lindo!)

Este ano, acho que superou todas as (minhas) expectativas e ofereceu-lhe:


O dia em que o Senhor Bonifácio ficou em casa doente




É um livro sobre a amizade, mas é muito mais do que isso. É sobre a importância dos rituais e das coisas simples da vida, é sobre ajudar o próximo, dar e receber.
Estou totalmente rendida!

Já adorava em absoluto a Lagartinha Comilona mas este encheu-me o coração. Recomendo imensamente: ofereçam-no a todas as crianças (e já agora porque não aos adultos?). Porque sou fã da Wook (de quem não recebo nada pela publicidade), está à venda aqui.

2.7 km 2 x dia

Agora que o bom tempo voltou (e põe bom tempo nisso, que tem estado verão!), retomei as minhas deslocações a pé para o trabalho. Levo os saltos na carteira, calço uns sapatos rasos, ponho música nos phones e siga. São uns 20 / 25 minutos e 2,7 Km para cada lado.

Não sinto nenhum resultado nem perda de peso mas sinto-me bem com isto. Dá-me a sensação de fazer algum desporto e de não ser 100% sedentária e preguiçosa. Pode ser uma pequena ilusão mas tem um reflexo positivo e sempre evito trânsito e filas. Assim o tempo permita, continuaremos as caminhadas bi-diárias.

Tenho um bocado de vergonha em admitir mas…

Zanguei-me com a rádio Comercial. Pronto, já disse.
Era a rádio residente no meu carro e troquei-a pela Smooth FM (que por acaso é perfeita! Fiquei a ganhar)

Zanguei-me por uma infantilidade: não ganhei um passatempo (estou a rebolar no chão a rir da minha estupidez!) mas foi o suficiente para cortarmos relações. Agora, há jazz quatro vezes por dia (ir e voltar do trabalho de manha e à hora de almoço), salvo os dias em que ando a pé (que têm sido mais, havemos de falar disso) e zero Comercial. Caso para dizer, há males que vêm por bem.

Perdemos a cabeça!


Compramos nada mais nada menos do que uma cozinha à C., que vamos dar de surpresa. Nisto, somos umas crianças e nem podemos esperar pela reacção. Ela adora fazer “papinhas” e agora tem meios à séria.


É ou não é adorável?


Sal

Ir ou não ir a um concerto do Salvador Sobral?

Diz que o rapaz vem à Casa da Música e andamos a ponderar. Tanto ponderaremos que os bilhetes vão obviamente esgotar mas no plano teórico das infinitas possibilidades, será que o queremos ir ver?

Deixo – para além do clássico que o fez vencedor – uma das nossas preferidas, que toca em repeat cá em casa:



Ainda a propósito do trabalho, mas agora não do meu

Tive o prazer imenso de conhecer uma profissional absolutamente brilhante. Psicóloga de formação e consultora de profissão, numa área bastante interessante: recursos humanos / organizações.
Passamos já alguns dias fechados em sala com ela, sempre a falar e representa tudo aquilo que admiro em profissionais apaixonados: é motivadora, dinâmica, fala com paixão, é contagiante! Claramente adora o que faz (ou disfarça muito bem!) e isso faz com que seja positiva em relação a tudo.

Ao ouvi-la, sinto que como as almas gémeas, também há metades de laranjas profissionais para cada um de nós, é questão de as encontrarmos. Mas de certeza que cada um tem uma profissão escondida, na qual se revê totalmente e podia ser feliz. Como um marido, mas com menos beijos na boca.

Para mim, imagino o turismo e a papelaria, como é sabido. De certeza que podia falar durante horas sobre um ou outro tema, totalmente apaixonada tanto por canetas e cadernos, como por roteiros e programas. Claro que na prática, não tenho a certeza como seria.


Como não sei quem dizia em relação à dicotomia jogar no Euromilhões e ganhar o Euromilhões, este jogo de imaginar dá-me a sorte de poder sonhar com o dia em que ganhe. E isso já é qualquer coisa.

Fiz as pazes com o meu trabalho

Tenho andado envolvida em workshops que, não sendo motivacionais, acabam por transmitir mensagens positivas e princípios importantes a seguir em ambiente de trabalho e nesse contexto, temos discutido imenso a importância do feedback, do falar, do discutir ideias, de arriscar ter conversas difíceis, do ser transparente, de comunicar. São questões importantes e que se entendem dever estar presentes em toda a organização, mas com forte exemplo da hierarquia.

Por vários motivos – alguns seguramente que relacionados com isto – eu tinha um problema com o meu trabalho. Não vou dizer que ele desapareceu porque há algo de muito importante que não sinto: especial gosto, mas alguns pontos contra atenuaram.
Foi no entanto preciso dizer ao meu chefe que me ia embora. Duas vezes.


Começou porque recebi uma proposta para sair para outra empresa. E um ou dois meses mais tarde, surgiu a possibilidade de mudar de área. Visto a esta distância, percebo que foram dois abanões na nossa estrutura mas que mudaram alguma coisa. Há, apesar de tudo, mais foco, mais organização, mais objectivo (ainda com um grande caminho a percorrer, no entanto). E pelo meio, eu tomei uma decisão importante: estou em paz com este trabalho. Coisas melhores virão um dia mas para já, sinto que tenho de estar em paz com isto, que é essencial à minha sanidade e que de tudo faz parte alguma mentalização (repetir todos os dias!). Não vou dizer que gosto do que faço; ainda não gosto. Mas vou tolerar sem dizer mal. E ser positiva e relação a isto. Fizemos as pazes.

Intercontinental Porto - Brunch

Vou começar pelos pontos positivos.

O Intercontinental é um espaço absolutamente maravilhoso. Super bem decorado, um ambiente sofisticado, muito elegante. O chão é bonito, os tectos são bonitos, há arranjos de flores, peças de arte, quadros. Tudo perfeito, como um verdadeiro palácio.

A localização é também ela perfeita, mesmo no coração da Baixa, de braços abertos para os Aliados. Tem imenso movimento de turistas, bem cosmopolita e agitado mas de uma forma que não cansa.

Fomos bem recebidos e o serviço é simpático. A apresentação dos pratos é cuidada. A disposição das comidas também, com duas ou três zonas separadas.

As crianças (pelo menos de dois anos) não pagam.
Os adultos, por sua vez, pagam e pagam caro.

Começam aqui os pontos menos favoráveis.

Fomos experimentar o brunch, que é ao sábado, e foi até agora o mais caro da cidade. Pelo valor, esperávamos uma variedade de pratos diferente.

Na verdade, é composto por uma ilha de quentes, que confecionam na hora e que incluem: ovos mexidos ou omoletes.

Tem uma outra área, que dizem ser dos “pratos principais” que tinha mini preguinhos em bolo de caco (muito bons!), mini hambúrgueres, salsichas e cogumelos. Nada mais.

E depois, pratos frios: mini croquetes, rissóis, bolinhas de alheira. Umas tartes / bolas. Saladas, julgo eu. Uns pratinhos de queijos com tomate e salada césar.

Por fim, as sobremesas. Iogurtes, frutas e miniaturas de éclairs, pastéis de nata, jesuítas e um ou dois bolos simples.

Não vou dizer que foi um mau brunch; não foi. As comidas eram boas, bem confecionadas. Mas a variedade deixa muito a desejar. E sobretudo para o preço, esperávamos sem dúvida mais.

Vale na verdade pela experiência Intercontinental mas para quem procura um bom brunch, os nossos eleitos continuam a ser


Crowne Plaza

Picnicando!

Ainda vos quero falar do brunch do Intercontinental, que já fomos experimentar (e, spoiler alert: não é nada de outro mundo) - mas antes disso, uma coisa bem mais simples e quem sabe uma dica para este fim-de-semana.

Fomos picnicar!
Sabem há quantos anos não fazíamos um picnic? Assim de repente... Fizemos um no Choupal, no último ano da faculdade. E mais recentemente, em Madrid. Ainda assim, há vários anos. Mas só estávamos à espera do bom tempo para ter uma desculpa.

Posto isto, acordamos num dia de sol e pensamos, olha!, é mesmo hoje!
Improvisamos umas comidinhas (à base dos salgados e frutas, confesso), duas toalhas grandes, uma bola, águas e bicicletas ao caminho.
Destino: Parque da Cidade!

Estava ligeiramente vento mas de resto foi maravilhoso! Aliás, eram várias as pessoas a fazer o mesmo (e havia até uma festa de anos picnic, cheia de gente, muito gira!)

Um programa tão simples, tão fácil, tão barato! A repetir, sem dúvida - para a próxima com alimentos melhores, talvez (embora a C. lhes tenha chamado um figo).

No caminho de volta, a mais pequena adormeceu na cadeirinha da bicicleta do pai (adoro!), de tão aterrada que estava.

Espero que o tempo se mantenha (e já agora, que melhore se possível) para fazermos isto mais vezes. Fica a dica!


Destralhar



Estou a passar uma fase da minha vida em que sinto uma vontade enorme de destralhar, isto é, de reduzir a quantidade de coisas que tenho a níveis mais baixos, ao essencial. Tenho dado imensas coisas e cada vez que o faço sinto-me mais leve. Tem-me acontecido várias vezes ao longo das últimas semanas (não sei se efeito retardado do livro que li) e é algo totalmente novo. Sempre fui mais acumuladora do que arrumadora. 

Começou há tempos com as carteiras e echarpes.
Um sábado à tarde coloquei todas as minhas carteiras e echarpes / cachecóis / mantas em cima da cama e enchi três sacos para dar. Senti-me aliviada.
Uns dias depois, foi o calçado. Pus todos os sapatos, botas, sapatilhas, sabrinas, sandálias no chão e enchi dois sacos para dar. Foi uma alegria.
Esta semana foi o meu armário: roupa e roupa de ginásio. Tirei tudo o que tinha pendurado e enchi dois sacos para dar. Ficou logo com outro aspecto!
Tenho uma vontade imensa de fazer isto com a casa toda, queria mesmo livrar-me de tralha e dar o que temos a mais. Acho que fui picada pelo bicho do destralhe e sinto mesmo uma vontade imensa de pôr tudo a mexer.

O meu conselho? Pelo sim, pelo não, não leiam aquele livro...!

Outra vez o Lidl

As maravilhosas campanhas do Lidl estão de volta - desta vez, amigos da quinta.

A coisa é bastante simples: uma pessoa gasta dez euros em compras; recebe um selo; gasta mais 130 euros em compras para receber mais 13 selos e completar a caderneta; troca a caderneta e mais dois euros e noventa e nove cêntimos por um peluche e depois é só multiplicar todo o processo por oito para obter a colecção completa.

Algo como:

10 x 14 + 2,99 (x 8)

Que dá algo como mil cento e quarenta euros.


Era só isto; não tenho mais nada a acrescentar.




Ainda na senda do post anterior...

... Faltam exactamente dois meses para as férias !!
Viva !!





Mickey! Mickey!

Eurodisney! Ai, ai...! (Suspiro!)

Alimento há anos o sonhos de lá voltar mas tem sido uma alimentação à base de dieta, e nem é daquelas amigas que podemos comer tudo o que quisermos; é mesmo pão e água. Quer isto dizer que falamos, falamos, falamos mas ninguém nos vê a fazer nada porque de facto nada fizemos para pôr mãos à obra.

E porquê?

Porque primeiro éramos casados e não tínhamos filhos e mais valia esperar pelos filhos;
Depois porque temos filhos mas afinal são pequenos e vamos esperar mais um bocadinho;
Ou seja, nada feito.

Bom, este ano achei que a C. nesta fase em que está ia delirar em absoluto com a Disney. 
Por isso fui falar com o nosso T. - anjo da guarda das viagens e pessoa mais competente que conheço - que me disse que sim senhor tinha preços para me dar mas.. se já agora eu não queria ponderar melhor levar já a pimpolha (palavras dele) porque havia muita coisa em que ainda não podia andar.

Ora agora é que me tramaste...!
Posto isto, vamos adiar o sonho mais dois ou três anos e eu vou continuar a suspirar com o Mickey...!


Roma - dia 2

Acordamos antes das nove da manhã para aproveitar ao máximo o segundo - e último - dia em Roma. 

Começamos por descer da Piazza Barberini até à Fontana di Trevi, para o típico desejo. Toda a fonte é um mar de turistas, uma loucura mesmo. E é obviamente mais pequeno na realidade do que nos filmes. Mas é giro, vale a pena.

Circulamos por todas as ruas ali à volta, que são estreitas e cheias. Há cafés, lojas, restaurantes. Paramos na igreja de Santo Inácio de Loyola, de todas a que me parece mais apropriada ao culto e menos turística. Super simples mas muito bonita. Rezo por nós e por todos.

Vamos avançando pelas ruas com destino ao Panteão, que fica também numa praça e tem um estado de conservação muito duvidoso. Tenho a sensação de que a qualquer momento pode cair mas não é isso que impeça que esteja cheio de turistas. A entrada é gratuita. Se fosse paga, talvez o estado estivesse em melhores condições.

Na esquina na Praça há aquele que intitularam como o melhor café de Roma (Tazza D'oro) e que é servido em chávena por noventa cêntimos. Claro que está totalmente cheio de gente e nós não somos excepção. Em frente, há uma gelataria (Venchi) também bastante famosa mas àquela hora da manhã ainda não apetece gelado.

Do Panteão à Pizza Navona são cinco minutos a pé e ficamos por ali, sentados num dos bancos, durante algum tempo. Há imenso movimento, artistas de rua, cafés, lojas. E há também chuva que começa a cair. Ao fundo da Praça, mesmo em frente à Embaixada do Brasil, fica uma loja de brinquedos de aspecto e cheiro duvidoso mas com brinquedos absolutamente maravilhoso em madeira. Muito, muito difícil escolher um para trazer para a C., mas lá acabamos por decidir por uma guitarra de madeira perfeita (que ela adorou). Há casinhas de bonecos, comidinhas, bebés. Tudo muito giro, não deixem de visitar!

Fugimos da chuva em direcção ao Largo di Torri Argentina e é aí que almoçamos - nada de especial, na verdade. Há uma loja de roupa de homem com coisas giras chamada Doppelganger mesmo na esquina (e algumas espalhadas pela cidade). 

No fim do almoço continuamos o turismo em direcção à Piazza Venezia, onde fica o Palácio que é absolutamente espetacular. Os soldados americanos chamaram-lhe o bolo de noiva. Na parte da frente tem a estátua do rei Vittorio Emanuel II, sentado num cavalo cujo interior albergava alegadamente vinte e duas pessoas. Diz a história que concluída a obra, vinte e duas pessoas se sentaram a almoçar numa mesa colocada no interior do cavalo. Tudo é de proporções gigantes. O Palácio é utilizado para exposições de bandeiras e artigos bélicos e a entrada é gratuita. Subindo a escadaria, a vista sobre a Praça é muito bonita.

O Palácio é ladeado pela via dei Fori Imperiali que nos leva ao Forúm, Palatino e ao Coliseu - sem dúvida o monumento mais impressionante. Há milhares de guias a oferecerem os seus serviços e bilhetes para entrar - confesso que não sei se são ou não de confiança. Compramos os bilhetes (que permitem a entrada nos três sítios) na bilheteira do Coliseu (a fila demorou cerca de 10 minutos). Uma entrada por pessoa custa nove euros. O áudio-guia que pode ser adquirido adicionalmente, parece-me uma boa ideia.

Estamos perto do final da tarde e regressamos perto da Piazza Venezia para apanhar um autocarro hop on hop off e fazer uma última ronda pela cidade. Optamos pela Grey Line (dezassete euros por pessoa) mas todas as empresas são semelhantes e passam nos mesmos sítios.

Saímos algumas paragens depois junto à Estação de metro de Termini e lanchamos com vista para a Piazza Della Republica e terminamos o percurso junto ao Hotel. Queremos sopas e descanso mas jantamos ainda na Piazza Barberini e comemos um gelado numa das gelatarias - agora cinco quilos mais gordos do que quando chegamos. No dia seguinte temos voo de manhã por isso a escapadinha em Roma termina exactamente aqui.

Fica definitivamente por ver a Capela Sistina, que lamentamos. E com mais tempo teríamos visitado também Ville Borghese, o maior jardim / parque da cidade, ideal para uma tarde na relva ou um picnic. Ficam como desculpa para voltar uma segunda vez.