Coisas boas de ter casado com o meu homem

Já aqui tenho gabado o grande facto de ter um marido que é engenheiro informático de formação e todas as coisas boas que essa circunstância me tem trazido.

A mais recente revolucionou toda a minha logística familiar de planeamento de refeições e por isso vai daqui um abracinho de reconhecimento e gratidão a esse grande homem que é o meu!

O que se veio a lembrar ele?

Num voo de 23 horas criou uma aplicação que escolhe os menus semanais! Tchanan!

Eu abro a aplicação, digo para quantos dias quero refeições e ele gera para segunda x, para terça, y, quarta, z e assim sucessivamente (uma semana, duas, um mês, o que quiser). Posso ainda escolher qual o intervalo de dias que quero para que não se repitam pratos, para garantir que não enjoamos. E com esta informação, que tento gerar à sexta-feira, consigo comprar apenas o que é necessário para a semana sem desperdícios. Ganhamos todos!

Além disso, a grande vantagem desta aplicação quando comparada com outras que se encontram online, é que a base foi o meu homem que a fez, ou seja, as cinquenta ou sessenta refeições que lá estão foi ele que as pôs, com base naquilo que comemos geralmente ou que gostamos. Por isso não irá lá aparecer polvo à lagareiro nem língua de vaca, que são coisas que não comemos. Todos os pratos são coisas nossas, do dia-a-dia e isso faz com que em cada semana cozinhar não seja um bicho de sete cabeças. Sendo que podemos sempre acrescentar coisas novas (ou retirar antigas) para ir variando. A informática a melhorar a vida das pessoas, em particular a minha!  

Cisca também fala da Stickets

Na escola da minha filha pedem para etiquetar tudo, desde a roupa, à lancheira. O meu primeiro pensamento quando soube disto foi: “vou fazer etiquetas com o nome dela!”

Uma pequena pesquisa fez-me descobrir a Stickets (de que todos os blogs falam, na verdade) e o processo criativo de escolher cor, tipo de letra, boneco durou dez minutos.

Chegou passados três ou quatro dias o pack de etiquetas pequenas, grandes e roupa e são a coisa mais fofa de sempre! Apetece-me etiquetar a casa toda!

Escolhemos cor-de-rosa com o nome em branco e um pequeno Panda e até a C. se entusiasmou um bocadinho com a colagem. Claro que isto só durou até ter percebido que punha etiquetas no que ia para a escola, o que queria dizer que ela própria também ia para a escola por isso não demorou muito até não querer etiquetar nada que não fossem móveis ou coisas que, em princípio na cabeça dela, não saem de casa. Ainda assim, acho que valeu a pena.

O pack que escolhi é o básico (€ 19,95) e tem 142 etiquetas:

- 36 autocolantes mini
- 24 autocolantes pequenas
- 20 autocolantes médias
- 4 autocolantes grandes
- 8 autocolantes para sapatos
- 48 para roupa
- 2 tags


Se era mesmo necessário e algo que não podia fazer com outra alternativa? Não. Se é fofo e acho que vale o dinheiro? Definitivamente!

Continuo a etiquetar os iogurtes do lanche com uma branca básica (noventa cêntimos cem unidades ou coisa que o valha) mas estas dão toda uma pinta ao resto do material. Fica a dica!

E essas teias de aranha?

Sim, verdade que já vejo teias de aranha nas paredes deste blog, que se encontra ao abandono desde o regresso às aulas. A culpa é no entanto, precisamente, da escola.

Estamos a chegar ao fim da segunda semana e ainda não tenho vontade de falar sobre o processo de adaptação, mas não posso deixar de dizer que – em regra – cada dia tem sido melhor (deverei dizer “menos mau”?) que o anterior. Já teve as suas excepções também.

Outra coisa que para já se verifica, é que estamos muito contentes com a escolha que fizemos e a professora, a auxiliar e todas as pessoas que ali trabalham são superqueridas. Parece um lugar feliz e havemos de falar disso.

Entretanto, comecei os preparativos para a festa dos 3 anos (suspiro..!) e, sobre protesto da mãe (eu), vamos em modo Patrulha Pata. Uma patrulha pata mais clean e reduzida às duas cadelas, em tons claros de rosa, verde, branco e roxo, mas ainda assim uma Patrulha Pata (eu que queria a Abelha Maia). São os anos dela, nada a fazer.

A lista de convidados conta com cinquenta alminhas e se eu dou graças a Deus por toda esta família e amigos (a lista só tem mesmo as pessoas que nos são mais queridas), reconheço por outro lado que é uma logística gigantesca! Ainda não temos confirmações e admito que possa baixar ligeiramente mas mesmo que sejam quarenta, será imensa gente. Valha-nos o dia de férias na véspera, para conseguir pôr tudo de pé (e bonito! E já agora bom, que vamos fazer em casa). 

Sinto que há uma nova rotina a estabelecer-se em nossa casa e que “organização” é sem dúvida a palavra mais importante de todas. Temos novos horários, novas tarefas, uma realidade bastante diferente da que conhecíamos até aqui e se não estiver organizada, é o caos. Isto passa por planear, planear, planear. A nossa cozinha tem um planeador semanal que é em rigor a minha bíblia. É lá que escrevo o que vamos jantar e o que leva a C. de lanche, o que temos para fazer, apontamentos, marcações, festas, jantares. Tudo o que é planeável. E isto dá-me bastante conforto, confesso.

Quero acreditar que todos os começos são novas oportunidades e que também este assim será.

E quem salva uma mãe?

Para não fugir à regra, esta semana por aqui também foi de regresso às aulas com a particularidade de não ser um regresso na medida em que foi a primeira vez.

Já aqui tinha antecipado que a minha filha, que faz três anos em Outubro e que esteve em casa até aqui, foi este ano para a escolinha. Admito que possa vir a falar da experiência com mais detalhe na próxima semana mas neste momento não consigo. O único pensamento que me ocorre é que me faz sentir má mãe expô-la a ambientes onde (ainda) não se sente feliz. Não importa se vai mudar. Hoje ainda não mudou e é como me sinto. Espero que melhore.

Quem salva o fim das férias? Obrigada Continente!

Não obstante o fim das férias já estar lá longe, ficamos o mês de Agosto todo fora. Isto porque os meus pais têm uma casa na praia e por esta altura do ano mudamo-nos para lá para a C. poder aproveitar mais um bocadinho, enquanto os pais trabalham. Este ano, estivemos por lá três semanas e regressamos precisamente no fim de Agosto.

Ora, como já estava a trabalhar e calhou num dia em que o pai se tinha emigrado para o outro lado do mundo temporariamente, fiquei naquela sítio simpático em que tenho malas para arrumar, tralhas para arrumar, coisas para organizar e compras para fazer. Ao mesmo tempo que concilio com o trabalho. Boa!

Entre sair num dia para ir buscar a C. e chegar a casa com duas malas e trinta sacos, sem que tenha um único bem alimentar na despensa, há uma logística a planear. Quem me salvou?

Continente, meu amigo.
Há vários anos que sou fiel seguidora mas a tua versão online melhorou a minha vida em quinhentos por cento. Claro que há falhas. Não se pode encomendar coisas a quilo porque o preço final da factura a pagar é diferente do esperado. Também não compro frescos e ovos é melhor ter cuidado porque já se partiram uma vez. Mas de resto? App do continente para que te quero!

Em dez minutos da hora de almoço fiz as compras todas (que demorariam uma hora e meia entre ir, estacionar, comprar, pagar, carregar carro etc.) e os senhores foram-me entregar no dia seguinte a uma hora em que eu manifestamente não podia ir lá. Há lá algo mais cómodo?

Assim, dobro a minha língua das vezes que disse mal do serviço - e sim, também não gosto de pagar a taxa mas é um mal necessário - e obrigada Continente porque me facilitaste muito a vida no regresso a casa.

Nota para que não residam dúvidas: (infelizmente) o Continente não me patrocina (mas eu gosto de falar de coisas de que gosto).

Foi a desgraça na nova coleção

Juntou-se a fome à vontade de comer: a minha filha não tinha uma única peça de roupa que não estivesse pequena e eu gosto bastante de compras. 

Mistura explosiva para deixar meio ordenado numa superfície comercial. Zippy e Zara, vocês serão as responsáveis oficiais pela minha insolvência pessoal – mas nem faz mal porque é tudo LIN-DO!






















Este blog gosta de carne ou Sítios giros só porque sou amiga - Food edition: Da Terra

Que título horrível, estou de acordo!
Principalmente porque “carne” soa a bifões vermelhos e semi-crus e por aqui só gostamos de um peru, um franguinho ou pato. Levem os bifes para outro lado que vaca não é coisa que nos assista.
Não obstante, gostamos de carne no sentido de que não somos vegetarianos. Tentamos ainda assim que a alimentação seja o mais variada possível.

Nesse espírito de variar para ter saúde, almocei há dias num restaurante vegetariano, uma coisa bem simples no Mercado do Bom Sucesso (que é um sítio que gosto imenso, já lá foram?)

O restaurante em questão chama-se Da Terra


E tem menus diários a sete euros (seriam oito?) com buffet all you can eat – sendo certo que como estamos a falar de vegetariano aquilo que you can eat não é lá muita coisa (ahahah! - brincadeirinha!)
Bom, dizia eu, menu buffet, sirvam-se as vezes que quiserem e escolham entre sopa, saladas, sojas, tofus, arroz, legumes salteados, amigos e companhia.

Assim, à partida, mesmo à partida diria que não é o sítio mais pregnant friendly da história dos restaurantes amigos das grávidas, pelo menos para aquelas que como eu não comem saladas ou legumes crus, mas tenho de confessar (eu adepta da carne) que fiquei bastante cheia com a refeição e comi muito bem.

Claro que há sempre aquele detalhe (vegetarianos deste mundo não me batam por favor), que é a pessoa não fazer a mais pequena ideia do que está a comer. Onde dizem que é soja bem podia ser esferovite, que me dava igual. Para mim é tudo esponja. Mas era pelo menos uma esponja bem confeccionada e saborosa. 

Não vão lá de propósito a um sábado (aproveitem antes para um sítio mais agradável onde saiba bem passar mais tempo – é agora que para escolherem um seleccionam ali em baixo todos os posts da categoria Food edition, estão a ver? Que amiga!) mas se andarem pelas redondezas a um dia de semana, achei uma boa opção. De caminho, não esquecer que a Leitaria da Quinta do Paço fica mesmo em frente e que um café e um éclair miniatura sabem bem a qualquer altura do dia.

Atendimento prioritário

Há já alguns anos que leis, decretos-lei, portarias, regulamentos, directivas, despachos, and so on fazem parte da minha vida. Coisas do direito.

Assim, foi com normalidade que vi ser publicado o ano passado o Decreto-lei que instituiu a obrigatoriedade de prestar atendimento prioritário às pessoas com deficiência ou incapacidade, pessoas idosas, grávidas e pessoas acompanhadas de crianças de colo, para todas as entidades públicas e privadas (já agora, é o Decreto-Lei n.º 58/2016de 29 de Agosto).

De forma muito resumida, caso alguém se encontre numa das situações acima indicadas, deve ser atendida com prioridade por toda e qualquer entidade pública ou privada. Ou seja, nas finanças ou numa loja. Basta que exista “atendimento presencial ao público.” De referir que a grande mudança desta legislação centra-se exactamente na extensão ao sector privado daquilo que já era uma obrigação para o público.

Ora, aplaudo estas iniciativas legislativas e como grávida devo dizer que às vezes dá mesmo muito jeito (não nos primeiros meses, mas no final em que já não podemos com o nosso peso) mas devo confessar que acho que fomos longe de mais.

Parece-me que a prioridade em situações em que a presença da grávida, idoso, pessoa com deficiência ou incapacidade ou acompanhada de criança de colo é uma necessidade, sim senhor faz sentido; em sítios em que não tenho necessariamente de estar, se calhar já é abuso.

Isto para vos dizer que um destes sábados fui almoçar a um restaurante onde estava uma fila de espera de pelo menos uma meia hora a correr bem e que, como qualquer outra pessoa, dei o nome para ser chamada na minha vez. Dez minutos depois, mandaram-me sentar. O restaurante em causa é muito grande e algumas das pessoas que estavam à espera vinham em grupos maiores que nós mas ainda assim, houve ali qualquer coisa estranha. Ora, eis se não quando depois do almoço, vi à saída afixada a informação da prioridade naquele estabelecimento (do que naturalmente não me tinha lembrado).

Ora bem, não estou totalmente de acordo.
Uma coisa é eu precisar de pagar impostos ou fazer o cartão de cidadão e não ter alternativa se não dirigir-me a um determinado sítio (único) para o fazer. E ter de estar uma hora em pé à espera não ser realmente muito agradável. Outra coisa bem diferente é ter fome e querer comer quando há milhares de restaurantes abertos e se um está cheio, eu vou ao próximo. Trata-se de ter ou não escolha, de haver ou não alternativa. Num sítio privado em que há opção de não ir lá, parece-me simplesmente abuso. Por acaso terei mais direito de comer mais cedo? Só porque estou grávida ou tenho uma criança pequena ao colo? Qual a justificação?

Bom, as várias notícias que foram falando deste tema apresentam algumas explicações, algumas mesmo dadas pelo Governo mas ainda assim não estou convencida. E nem eu tenho mau feitio nem isto é dizer mal por dizer mal. Acho só que coloca os destinatários da lei numa situação privilegiada, sem que exista justificação plausível. E isso não é bonito.

Sítios giros só porque sou amiga: Food edition – 1858 bbgourmet

Cedofeita é daquelas zonas (a par de Miguel Bombarda, de resto) que acho super engraçadas mas que mal conheço. Sempre que vamos à Baixa acabamos sempre noutro sítio qualquer e por isso há muito trabalho a fazer aqui.
Começamos assim as sessões pela comida (whatelse?) e fomos parar justamente ao


Já conhecíamos os irmãos Maiorca e Bolhão, bons respectivamente para um lanche e o brunch de fim-de-semana mas este era um desconhecido.

Ficamos sentados na esplanada, que é bem simpática e almoçamos o menu do dia: eu cordon blue, o homem perca. Bebemos água e sangria e de entrada colocaram também na mesa pães e azeite. Para sobremesa há várias tartelets e bolos com óptimo aspecto mas desta vez ficamos na versão mais light. Café e a conta (preço médio por pessoa aí uns doze euros – não é barato).

A vantagem do sítio é que podemos sair e dar uma pequena volta pela rua, para a digestão. Há turistas aos molhos e o ambiente é giro.

Ainda assim, continuo a preferir o BB Gourmet do Bolhão, que além de ser no coração da Baixa, tem uma pinta engraçada, quer dentro, quer na esplanada. E nem por acaso, acho que vou marcar para amanhã!

A escola

Ando a evitar falar do assunto. Bom, na verdade é mais do que isso; evito mesmo pensar. A minha filha tem 2 anos e 11 meses e vai pela primeira vez para a escola. Eu sinto que me vai faltar um braço.

Vou pôr de lado todas as considerações sobre “se ela tivesse cinco meses aí sim vias o que custava” porque isto não é um jogo a ver quem doí mais. O que é facto é que ela esteve em casa até agora e que por isso este momento é tão difícil como se estivesse a acabar a licença de maternidade, fosse agora trabalhar e ela ficasse. Não vou negar que há vantagens, desde logo ela falar e expressar-se. Mas o facto de falar e se expressar poderá também fazer com que diga que não gosta e não quer ir.

Desmistifique-mos.
A escola não é um bicho de sete cabeças. Será em princípio um local feliz e um espaço de confiança, onde será bem tratada, fará amigos, descobrirá coisas novas e terá uma experiência em muitos aspectos enriquecedora. Se assim não for, não é também nenhuma pena de morte e se tivermos de repensar, pois com certeza que repensaremos. Não tenho dúvida sobre os factos desta equação. Racionalmente, está controlado. Mas depois há o outro lado, que é tão maior.

A minha filha (como possivelmente todos os filhos para todos os pais) é o meu bem mais preciso. Isto vem de imensos factores mas um deles será o facto de ela ser exactamente como é. Gostaria dela da mesma maneira em qualquer cenário (mesmo que tivesse mau feitio)  mas aquela maneira de ser, o feitio, o jeito dela é tudoÉ uma miúda querida, meiguinha, porta-se bem, está sempre bem disposta, concorda com tudo, alinha em todas as coisas, é exactamente igual a nós mas mais pequena. Tem um sentido de humor fora de série, é extrovertida, mete-se com toda a gente, tem uma imaginação maior que qualquer um de nós, inventa brincadeiras e jogos e histórias, é super activa, não bate, não se atira para o chão a chorar, percebe tudo o que lhe explicamos, explica-se igualmente bem. É companheira e esperta e está tão grande mas ainda é tão pequenina…

Tenho vários receios com a escola. O maior é que não esteja lá bem, que a magoem, que sofra. Outro, que é inevitável acontecer, é que perceba cedo de mais a maldade das pessoas. Mas tenho também um medo enorme que a estraguem. Que a escola a mude de tal maneira que a personalidade dela e a maneira de ser se convertam numa coisa totalmente diferente do que ela é. Por defesa ou instinto de sobrevivência. 

Bem sei que parece que estou a falar do purgatório e não da escola. Eu por exemplo adorei a escola, incluindo o pré-escolar mas tive anos que sei hoje me mudaram para sempre (e não sei se para melhor). Que me magoaram muitas vezes, que muitas vezes cheguei a casa a chorar. 

O meu elemento racional diz-me que ela não pode ficar numa bolha para sempre, que tem de se aprender a defender, que sofrer faz parte do processo, que ajuda a crescer. Mas honestamente não sei ainda como é que é expectável que os pais aceitem passivamente e estejam em paz com isso, sem algum desconforto. Eu estou desconfortável. Espero que tudo passe (“também isto acabará por passar”) mas para já o que queria era que Agosto durasse mais um ano.

Agosto? Oi?

Não sei bem o que aconteceu ao Verão mas se tivesse que apostar diria que foi vender camarão para o México. Nem sinal dele. Chove todos os dias, está frio, vento, nevoeiro. Não é que eu faça questão de trabalhar quando estão condições perfeitas para praia mas honestamente estamos em Agosto e há gente que marcou férias e merece. Além disso, teremos sempre os fins-de-semana. Será que dá para retomar o sol?
Agradecida.

É tudo tão estúpido

Partilho gabinete com uma amiga que é uma inspiração. É a pessoa mais positiva que conheço, que nunca se queixa, que vê sempre – sempre! – o copo meio cheio. Tenho vindo a perceber que é a pessoa ideal para se partilhar o trabalho porque o positivismo é contagiante. Para além disso é imensamente calma e tranquila. Não só no trabalho como na vida, com os filhos, com ela própria, com tudo na verdade. Há paz e calma e tranquilidade e é tudo mais devagar, no bom sentido. Várias vezes se estou preocupada com alguma coisa que não tem interesse nenhum, me tem chamado à realidade. Muitas vezes me diz que estamos todos vivos e com saúde, incluindo mental. Não há nada mais importante e eu sei que ela tem razão. Devíamos ser todos mais como ela.

Na semana passada estávamos a trabalhar, mais um dia normal e o telefone dela tocou para que visse o mundo desabar. As notícias foram as piores possíveis e foi assim que viu partir o pai. 

A nossa vida é estúpida, não há outra maneira de olhar para ela.
Preocupamo-nos com coisas que não são importantes, damos prioridades a coisas não prioritárias. E o pior de tudo é que muitas vezes é só com estes acontecimentos trágicos que acordamos um pouco da apatia. É tudo estúpido, sem sentido e frágil. A fragilidade da vida é imensamente assustadora. Valerá a pena fazermos planos? É certo que não podemos viver atormentados com a certeza de que é tudo efémero mas se calhar a vida não é nossa, foi só emprestada. E ter isso presente talvez possa ajudar a focar no que é realmente importante, a aproveitar. E sobretudo a agradecer.

A agenda


Já há uns dois ou três anos que não voltava à Mr. Wonderful mas este ano esbarramo-nos outra vez. Já cá canta a agenda 2017-2018!

Este ano optei por um modelo mais pequeno que o habitual, para conseguir andar com ela sem peso. É semanal, tem uns compartimentos e é a coisa fofa da sua mãe.

Para Coisas igualmente fofinhas: https://www.mrwonderfulshop.com/pt/agenda.html


Sítios giros só porque sou amiga: food edition - Pulcinella

Este post fez-me pensar que tenho de rever os títulos porque nem sempre podem estar em causa sítios giros quando falo de restaurantes. Em todo o caso, e não sendo este também um sítio “feio” mantenho, com esta ressalva: é bom mas não se perde a cabeça.


Desta vez descemos até Matosinhos, uma quarta-feira ao almoço, para experimentar uma pizaria que já me tinha sido recomendado há muito tempo.
pizza é boa e nem outra coisa se esperava de um cheftão premiado, mas para mim tem dois problemas que fazem com que provavelmente não volte lá: o molho de tomate da base é totalmente líquido, parece sopa; e as pizzas são bastante caras. Havendo tanta oferta – e tão boa! – a custos mais baixos, para mim é um contra grande. Fosse a melhor que já comi na vida, dava-se um jeito; assim, é boa sim, gostei da experiência, o restaurante é giro, descontraído, a sangria era óptima (calma; só provei), mas não penso lá voltar muito mais. 

Aproveito no entanto o tema para reforçar que pizza muito boa em sítio maravilhoso, não deixem de experimentar o Casa D’oro!

A minha filha fez um desenho e eu...

Ainda não contamos oficialmente à C. que vai ter uma irmã. 
A minha barriga está a crescer e algumas pessoas perguntam, admito que ela já possa ter ouvido alguma coisa aqui e ali mas não sabe de forma oficial e nunca disse nada a esse respeito.

Exactamente por isso, o desenho que ela fez a giz no quadro de ardósia, parou-me ligeiramente o coração.

Desenhou cinco bonecos de diferentes tamanhos (bola na cabeça, linha para o corpo, linhas para braços e pernas) e disse, apontando do maior para o mais pequeno:

- Este é o Papá;
- Esta é a Mamã;
- Esta é a C.
- Esta é a minha irmãzinha;
- Este é o meu irmãozinho.

What?!

Nós ficamos totalmente surpreendidos com esta revelação, não só de uma irmã como de um irmão, sendo que ela ainda acrescentou que a irmã se ia chamar I. e o irmão J. – sendo certo que I. é exactamente o nome que esta bebé vai ter e que J. é nem mais nem menos o primeiro nome que gostava para um rapaz. Ela tem poderes! Ou ouve atrás das portas. Mas em todo o caso, eu congelei.

Vou contar um segredo (que espero que se realize)

Apresentei a D. e o Z., meus amigos enormes, do coração e da vida, através de um meio altamente digital. Foi há uns dois meses. Ela vive no estrangeiro, ele em Portugal. Ela planeia voltar este ano.

Hoje, ele apanhou um avião para a ir conhecer pessoalmente. E toda eu sou saltinhos e finais felizes! 
(Cross your fingers!)

Sítios giros só porque sou amiga: food edition - Rota do Chá

Olhem só que organizadinha que eu estou, hã!
Prometo que a seu tempo vou guardar tudo por categorias e aí sim teremos o supra-sumo da batata frita no que à arrumação de posts diz respeito. Depois da food edition, crio uma genérica. Yeah!

Bom, introdução feita, na verdade verdadinha vinha falar-vos de um espaço obrigatório no Porto, também ele em Miguel Bombarda. O maravilhoso – têm  mesmo de ir lá!:


Quase que me apetecia dizer que sou cliente frequente, embora na verdade só lá tenha ido duas vezes, ambas para almoço. Mas vale muito, muito a pena!

O jardim é um pedaço de calma no meio do caos, super zen e relaxante, onde apesar de todas as mesas puderem muito bem estar ocupadas, reina um silêncio e uma paz.

Há menu do dia, com dois pratos à escolha, que inclui também bebida e sopa. E não deixem de provar o bolo de chocolate, servido morno e delicioso.
Ideal para um almoço durante um dia de semana para pôr em modo pausa o trabalho, mas parece óptimo também para um lanche de sábado, com bolo caseiro e um chá (sendo que há centenas de variedades para escolher).
Vai altamente recomendado, com selo de qualidade!

Agora a moda é a abelha Maia

A minha filha descobriu os clássicos! Cruzamo-nos há dias com a Abelha Maia, num mero acaso (estávamos à procura do Pinguim Poróró) e desde aí não quer outra coisa. Decorou na íntegra a música do genérico, que curiosamente não é a “todos lhe chamam a pequena abelha Maia, fresca, bela doce abelha Maia” mas sim algo como (a C. sabe melhor que eu) “lá por onde brilha o sol, na floresta e por entre as flores, paraíso para nós, não sei o resto”.

As personagens são a Maia e os amigos (o Willy que tem medo de sombras e só come e dorme, o Flip que salta, o Max, o pirilampo Flip, as abelhas grandes, o pássaro azul, a menina Kassandra, entre outros) e a C. está em delírio total. Todos os dias pede para ver “um tivisão”, que é a abreviatura para “um bocadinho de televisão” e Ruca foi totalmente posto de parte. Claro que não vê todos os dias, mas vê às vezes, nunca mais de vinte minutos e sempre acompanhada.

Posto isto, eu que já estou a pensar no aniversário dela (sim, é só em Outubro..!) equaciono a abelha Maia, talvez não para tema central, mas para apoiante sem dúvida. Prova provada de que os clássicos não passam de moda (e neste caso, em Portugal, desde 1978).


Sítios giros só porque sou amiga: food edition - Sabores & Açores

Um destes dias, assim que se alinhem os astros e estrelas, vou voltar a todos os posts com restaurantes / cafés / brunchs / etc da categoria alimentação e afins e reuni-los todos sob uma única categoria – que poderá muito bem ser “sítios giros só porque sou amiga – food edition.”

Enquanto esse dia não chega, deixo mais uma sugestão desorganizada, neste espaço também ele desorganizado (ou então não porque se trata de “isto e aquilo” e também de “outras coisas” pelo que, tudo a ver; não venham ao engano!).

Ora, qual é o sítio?


Fica no Centro Comercial Bombarda (ao lado do Pimenta Rosa) e partilha esplanada com vizinhos, além de ter uma sala própria.
O sítio é super simpático!
Ficamos na esplanada (foi almoço) mas havemos de voltar para testar a sala.

A comida é muito boa (açoreana e indiana) e as sobremesas são maravilhosas.

Na mesa, onde estávamos seis, aterraram pratos de Chicken Massala, Costelinhas com batata doce e Pulao, seguidos de pudim abade priscos, pavlova, tarte de amêndoa e ovos moles e bolinhos típicos (d. amélia e camafeu). Tudo – mesmo! – óptimo! Acompanhamos a refeição uns a água, outros a limoada e o preço por pessoa rondou os oito euros. Para diária de todos os dias” (passo a redundância) não é obviamente grátis, mas para um almoço de uma vez por mês, considerem como uma excelente opção, com o extra de ter espaço exterior, com árvores e sol, num ambiente muito agradável. Se sobrar tempo, as galerias ainda servem para umas mini compras.

Eu estava bem era de férias!

Discordo totalmente da moda da "depressão pós férias" mas que custa regressar ao trabalho, custa.
Acho que desde os tempos da faculdade que não tinha tantos dias seguidos. Em regra temos tirado duas semanas no Verão. Este ano foram três e mais uns dias. Um sonho! Com este reverso da medalha: esta semana está a custar a passar que dói! E as próximas não se avizinham muito melhores.  A parte boa é que como ainda é Agosto ainda cheira um bocadinho a férias, os fins-de-semana ainda são de praia e assim se engana a alma, até chegar setembro que será definitivamente de trabalho.

Se gostava de estar para sempre de férias? Gostava claro! Se gostava de não ter trabalho para regressar? Fora de questão. Graças a Deus pelo trabalho, que custa, é chato, não me faz propriamente feliz ou realizada mas existe. 
Num mundo perfeito, deixarei as férias para ir directamente para o retalho de cadernos, canetas, blocos, papelaria ou para guiar turistas numa cidade qualquer. Mas enquanto esse dia não chega, aguenta! E aproveita o fim-semana!

Portei mal. Muito mal.

Não tenho orgulho nenhum em dizer isto, antes pelo contrário, mas é importante para ganhar vergonha na cara. Tenho comido miseravelmenta mal. Não só isto é grave por isso, como piora pelo circunstância de estar grávida e a) não ser maravilhoso para o bebé e b) me fazer engordar em triplo.

Não me poupei a um único gelado ou doce, a nenhuma sobremesa, a bolinhos, biscoitinhos, porcarias sem fim. Uma desgraça sem tamanho. Alimento-me muito, muito mal. E foi só quando alguém me disse que na gravidez tinhas bastantes cuidados com receio da diabetes gestacional, me caiu a ficha. Eu devia ter mais cuidado! Que estupidez! 

Para além da parte da saúde, há a questão do peso. Com cinco meses já devo ter engordado sete quilos e isso é ser amiga. Sendo que eu sei por experiência que no último mês é quando vou aumentar mais. Não queria nada ter mais quinze quilos no fim da gravidez. Mesmo nada. (Da C. engordei dez mas duas semanas depois tinha menos onze).

Como nesta data já não é fisicamente possível emagrecer, vou fazer todos os possíveis para engordar a um ritmo mais lento. Espalhar a gordura pelos meses. Cortar doces. Beber água quando tiver fome. E andar mais a pé. Espero que ajude!

A blogosfera, ou melhor, a publicidade, é engraçada

A farinha Maizena ofereceu a bloggers da praça qualquer coisa para dizerem coisas simpáticas sobre ela. Foi ver posts e posts sobre o assunto, nos mais diversos locais. O que me leva realmente à conclusão de que a publicidade é mesmo uma coisa engraçada.

De repente, toda a gente tem histórias de infância em casa da avó com as papas Maizena. Que bons tempos esses em que a minha avó juntava Maizena ao leite e à canela e eu me deliciava com umas papas nutritivas e saborosas. Adoro! Nunca comi papas Maizena (a utilização que lhe dou é para molhos, confesso) mas acho bonito que toda a blogosfera partilhe em peso memórias iguais, como se tivessem todos a mesma avó, com a mesma cozinha. Juro que até o cenário é o mesmo. 

A minha sugestão, só porque sou amiga, é fazer publicidade no tempo. Num dia uma blogger tem esta memória e em vez de no mesmo dia a vizinha ter exactamente a mesma partilha, deixávamos isso para daí a um mês ou dois. Aparecer tudo na mesma semana (acontece igual com os carros, curiosamente) dá muita cana de que andam a enganar a malta. Ficava assim uma coisa mais natural. Ao menos atiravam areia (ou nesta caso, farinha) mas não eram todos ao mesmo tempo. Podia ser que pegasse melhor.  Deixo a dica e eu até gosto de Maizena. Que faria se não gostasse.


15 de Agosto, esse feriado que só foi feriado em 2010

Corria o ano da graça de 2010 e jovem Cisca, recém encartada nos meandros da sua profissão, encontrava-se naquele momento mágico da marcação de férias. Foi quando percebeu: 15 de agosto é feriado! Não pode! Tantos anos enganada que ela andou..!
Sete anos volvidos, 15 de Agosto continua a ser feriado e jovem Cisca, um pouco menos jovem agora, goza os últimos cartuchos antes da retoma da labuta, dando graças aos céus por um dis de descanso que não desconta aos dias de férias mas faz bem as vezes. 

Para o ano há mais..!

“Eu não sou pequenina, eu sou linda”

O Hugo Daniel Sousa escreveu por estes dias uma crónica absolutamente maravilhosa no Público. Vale a pena ler. Deixo o link aqui.

Vou guardar para repetir muitas vezes, esta grande expressão (e de que nos esquecemos tantas vezes): 

"os pais são o brinquedo mais valioso que eles têm."

Apaixonei-me por um saco de maternidade de que não preciso...!

A minha filha mais velha é team Mustela mas com a mais nova estou tentada a seguir o caminho Uriage e tudo por causa de uma mala de maternidade LINDA by Lavandiska.
Sei que não preciso dela mas estou apaixonada.
Pior do que isso, sei que não a vou usar e por isso não há nenhuma razão para a comprar. 
Mas, mas, mas..!! É TÃO gira!
Ora "botem" lá o olho.


Já percebi que com o primeiro podemos perder a cabeça porque tudo pode ser preciso mas agora já tenho informação suficiente para saber o que é inútil. E esta claramente é uma delas.

O meu coração pode amar pelos dois

Ainda não tenho este assunto completamente resolvido na minha cabeça mas vou adiantar-me com aquilo que me parece ser a realidade dos factos a esta data. É pelo menos aquilo que sinto agora, sem prejuízo de vir a mudar de ideias.

Houve um tempo na minha vida em que eu achava que nunca se amaria um segundo filho como o primeiro. Não podia conceber que num coração só, que não estica, coubesse duas vezes um amor tão enorme e avassalador. Faltava-me o ar, simplesmente não podia ser. Racionalmente eu sabia que deveria ser possível para algumas mães já que não faltam famílias com dois, três ou mais filhos mas em mim esse amor não podia ser igual. Não havia espaço.

Houve um tempo também na minha vida em que eu achava que jamais conseguiria dormir longe da C. Passar um dia fora ou um fim-de-semana estava fora de questão, jamais. O tempo mostrou-me que eu estava enganada. Mostrou-me sobretudo que com os filhos há um tempo para tudo e isto é uma verdade universal para todas as coisas. Com o tempo (mais de um ano e meio é certo), eu percebi que podia dormir uma noite sem ela sem nenhum mal vir ao mundo (antes pelo contrário, na verdade). Hoje em dia não o fazemos todos os meses mas já temos ido alguns fins-de-semana a dois, o que eu achava que seria impossível. O tempo cedeu.

A falta de espaço para amar um segundo filho está também a ceder. Onde eu achava que não cabia mais ninguém, parece agora que começa a haver lugar. E o que me mais me surpreende na verdade é que esse espaço novo não é feito à custa do anterior porque nada em mim mudou no amor incondicional pela minha filha. Parece só que o coração vai esticando, talvez estique sempre até ao dia em que o segundo nasce e o amor explode como se fosse a primeira vez e cabem então estes dois amores maiores.

Não deixo no entanto de me surpreender com o efeito que a passagem do tempo tem na nossa vida. Onde eu achava que tanta coisa nunca aconteceria, tenho vindo a perceber que não é bem assim. Achava que para recém nascido só conseguia imaginar a C. mas agora já começo a imaginar como será viver tudo outra vez, aquele cheirinho maravilhoso que eles têm, o caberem inteirinhos no nosso colo, a tranquilidade que dão. Já me apetece outra vez e o meu coração pode amar pelas duas.

O prisioneiro do céu

Terceiro e último dos três mosqueteiros e honestamente o que menos gostei. Devia ter feito um intervalo entre eles mas acabei a ler num mês os três. Viva por estar a ler, estou feliz. Siga para uma coisa diferente.

O terceiro Zafón foi


Carlos Ruiz Zafón
O prisioneiro do céu

Fica a dever muito ao primeiro e um bocadinho ao segundo, embora a escrita seja excelente e nos prenda bastante.
Senti com a última frase que deve haver um quarto, a ver vamos.

Entretanto, sugestões de bons livros, alguém tem?

Não há coincidências?

Eu e a minha amiga D. não falamos nem sabemos nada de um amigo dos tempos da faculdade, há vários anos (desde o meu casamento). Erámos bastante amigos mas é um daquelas casos em que as pessoas se afastam, ninguém sabe porquê. Perdemos o rasto. Lamentavelmente. Eu e a D. não há dia que não nos falemos.

Uma destas noites sonhei com eles os dois, que se tinham encontrado, que ela tinha viajado de propósito da Inglaterra onde mora para estar com ele. Um sonho giro.
No dia seguinte de manhã disse-lhe.

- Esta noite sonhei contigo. Estavas com o N., vê lá!

Resposta (e prova de que não há coincidências):

- Não vais acreditar mas eu ontem à tarde lembrei-me dele e mandei-lhe uma mensagem para saber como estava porque há cinco anos que não falava com ele!

Mudar (esse verbo difícil)

Não tenho especial gosto pelo fim de Agosto (excepção feita às agendas) mas este ano evito especialmente pensar no fim do mês.
Grandes mudanças se aproximam e eu tão aversa à mudança.

A verdade é que nos três (ou quatro) meses que se seguem, a minha filha vai pela primeira vez para a escola e vamos ter um bebé. Bem sei que são acontecimentos separados por algum tempo (o início da escola é em Setembro e o nascimento - em correndo tudo bem - em Janeiro) mas faz tudo parte do último trimestre do ano (a previsão de Janeiro é para o início, que é quase Dezembro).

Claro que estamos a falar de coisas boas; caramba! Sempre quís ter muitos filhos e sei que eles têm de ir para a escola. Mas o aproximar das coisas torna-as totalmente reais e obriga-me a pensar nelas.

Tenho medo que a C. não se adapte à escola. Pior, tenho medo que sofra com as maldades dos outros, ela que não tem um pingo de maldade, que é a menina mais querida e doce que existe, que compreende tudo mas que não faz ideia o que é lutar, bater, apanhar. Tenho medo que a magoem. Não consigo deixar de pensar no meu quinto ano e em que como sofri com a nova escola e os novos colegas (bem sei que tinha dez anos e ela três mas as crianças são más em todas as idades). A ideia da minha filha a sofrer parte-me o coração em mil bocados. Faz parte da vida, de crescer, será necessário, formará carácter. Mas ela é o meu bebé e nenhum ensinamento do mundo justificará o sofrimento dela. O facto de ela falar perfeitamente e se explicar na perfeição, faz-me acreditar que nos contará o dia e como as coisas correram e que isso nos vai ajudar a perceber a adaptação. Mas mesmo assim, faltam três (três?!) semanas e estou de alma apertada. Não quero que chegue o fim do mês. Podemos ir devagar por favor?

Agendas

 Não vejo muita coisa boa no aproximar do fim do mês de Agosto (eu sei que ainda falta) mas há uma maravilhosa, pela qual o meu coração já bate palminhas: agendas!

Setembro é uma altura tão boa como outra qualquer (nomeadamente Janeiro) para começar uma all brand new agenda e eu já estou ansiosa. O díficil será escolher. Mas boas opções: qualquer uma da Rosa com Canela.



Ou outras
(Qualquer uma na verdade!)


Planificação alimentar

Podíamos falar de planificação enquanto modo de comer mais saudável (planear para melhorar) mas não venham ao engamo; não foi isso que me trouxe aqui neste belo dia de sol e praia - hoje com algum vento.

Ainda antes de saber que estava grávida, dizia a uma amiga, em licença de maternidade pelo nascimento do segundo filho, que quando / se tivesse eu própria o segundo ia ter preparadas refeições que congelaria para os primeiros meses, nem que isso implicasse estar o terceiro trimestre inteirinho a cozinhar para congelar. 

Na verdade, aquilo que mais me assusta em ter duas crianças não são as noites mal dormidas, o sono, a logística, nada disso. O que assusta são as refeições! Quando erámos só dois e tivemos uma filha, apesar de eu achar que almoçamos e jantámos todos os dias comida feita em casa, tenho a sensação de que isso poderia não ter acontecido, sem que mal viesse ao mundo. Neste momento, há uma criança em casa que tem necessariamente de almoçar e jantar diariamente, comidas variadas e saudáveis, em geral feitas em casa. Nesta medida, se um recém nascido me tirar todo o tempo livre, como vou eu cozinhar para a mais velha (e para nós)? Se não conseguir limpar a casa hoje ou passar a roupa toda, pode ficar para amanhã. Se não houver comida na mesa, claro que há restaurantes e take aways, mas nós gostamos mais da comida de casa e trnho de a fazer.

Posto isto, cozinharei durante dois meses se preciso for para garantir que tenho refeições suficientes para os dias em que não consiga fazer jantar, está decidido!

Em alternativa, porei em prática este sonho antigo de planificar refeições. 
O que vem a ser isto?
Sexta-feira à noite, depois de deitar as miúdas, sentar-me-ei na mesa da cozinha a planear almoços e jantares para a semana toda, de onde resultará uma lista de compras que nesse mesmo dia farei on-line e me que me será entregue sábado, para que as sestas do fim-de-semana sejam passadas a cozinhar.

Alguém faz isto?
No processo de cozinhar, o mais díficil não é executar mas sim pensar no que se vai fazer. Não me importo nada de fazer de comer, desde que tenha sempre ideias, sendo que pelo menos uma vez a cada quinze dias tenho dúvidas existenciais ao género "tanta coisa e nada que cozinhar"

Para evitar estas dúvidas, planifiquemos.
Se alguém tiver ideias, dicas, sites, receitas, programas e tudo e tudo e tudo, serão altamente bem vindos!


E a gravidez?

Com pouco mais de quatro meses, continua tudo a correr bem. Os enjoos que tinha no início chegaram finalmente ao fim, o cabelo já não cai aos molhos, sinto-me bem, não ando ainda cansada e a barriga não pesa (embora já tenha crescido um pouco). Engordei mais do que me orgulho e faço zero exercício. Não tenho mais fome e já não tenho tanto sono. No fundo, segundo trimestre, gostamos muito de ti!

O médico confirmou entretanto que se trata de facto de uma menina e a grande novidade é que já tem nome. Viva !! A C. continua sem saber e acho que estamos à espera de uma barriga maior para lhe contar. 

Continuo a fazer a vida toda normal, incluindo pegar nela ao colo, dar-lhe banho, tratar das coisas. Se abusar nos colos, sinto a barriga a pesar um bocadinho e sei que isso mais cedo ou mais tarde terá de deixar de acontecer. Não queria nada que ela sentisse que a irmã, ainda na barriga, já lhe está a tirar colo mas arranjaremos uma explicação que ela entenderá. 

Grávida outra vez no Verão, vejo que algumas coisas estão na mesma:

- Tenho calor e a água gelada do mar sabe-me a ginjas;
- Lamento todos as sangrias que não posso beber;
- Arranjei uma bebida substituta - desta vez, ginger ale.
- Cada vez que tomo banho de mar ou piscina penso que se me arrebentarem as águas, não vou saber (mais alguém  tem esta paranóia? - da C. era igual!)
- Estou desejosa que a barriga cresça imenso para não parecer gorda mas grávida e poder exibir com orgulho - e só nesta altura - uma barriga grande.

Continuo também a usar o gel fresco das pernas, sendo que ao da Mustela 9 meses, acrescentei um da Boticário, maravilhoso! E todos os dias sem excepção, há momento Velastisa (qualquer dia falamos dos produtos da gravidez com mais detalhe).

Já fui buscar ao armário as calças de grávida porque, pese embora a barriga ainda não encha o espaço, a verdade é que as minhas calças já não apertam. Salvam-se as de elástico, bem como os vestidos; o resto arrumei até Fevereiro pelo menos (para minha própria nota, recordo-me que uma semana depois de a C. nascer, já usava todas as minhas calças de ganga sem qualquer problema - o que espero que se repita).

Ainda não sinto a bebé mexer (mas sinto que está para muito breve) e mais uma vez adoro estar grávida. Espero que para futuro inventem gravidezes sushi friendly (eu sei que há quem coma mas eu não tenho coragem) mas quanto ao resto, está óptimo assim!