O casamento outra vez!

Tenho saudades do meu casamento!
E nem é só quando vejo noivos ou vou a algum. É assim todos os dias, quando passo pela fotografia do hall de entrada e ali está o dia mais feliz de sempre. Vou movimentar tropas para casar outra vez, está decidido! Voltamos aos preparativos, às reuniões na quinta, com o Padre, com as flores, até o senhor do bolo, juro por Deus, que o voltava a aturar. E depois o dia!





Eu achava que bolo de chocolate era a melhor opção mas vai na volta...

No fim de quase seis meses dizem-te que é essencial o que julgavas ser supérfluo e isso muda tudo numa altura em que não há absolutamente nada a fazer. Há formas de ser que não encaixam em mim e tendo a não gostar delas. Ainda que tenha mente aberta para tudo, que seja tolerante da cabeça aos pés e que habite em mim uma linha que separa o ser bonzinho do ser totó de todo que está mais para lá do que para cá.
Mas convenhamos; há mentalidades, políticas, posturas que simplesmente não fazem sentido. E não é depois de seis meses que te dizem que afinal o que fizeste não valeu nada porque tudo se resumia no fundo àquela hora e meia de prova para a qual não te preparaste convenientemente, visto que andaste a fazer tudo o resto.
Só que afinal, e ninguém te disse isto, tudo o resto não interessava nada.

Estamos bem, então.

Quando for grande quero ser...

A escolha do curso que tirei veio absolutamente por acaso. Estava no décimo segundo ano e não fazia ideia do que queria ser. O coração pendia-me um bocadinho para o turismo, nesse sonho de ser guia e andar pelas cidades com uma bandeirinha comprida a dizer de minha justiça sobre tudo o que via, no entanto, uma visita à escola de turismo do Estoril matou qualquer réstia de esperança. Afinal, disseram-me eles, a boa escolha ali era director de hotel ou coisa que o valha e isso para mim não dava. 
Mudamos por isso os planos. Acabei por ir parar a um sítio completamente diferente mas nunca me arrependi. Gostei do curso e do que fiz com a vida depois disso. Arranjei trabalho na área, tive uma sorte descomunal com o sítio onde fui parar e profissionalmente falando estava absolutamente realizada. Isto tudo, apesar de nunca ter desejado ser o que sou. Se calhar no fundo nunca desejei mesmo nada de especial e por isso nunca tive essa visão futurista de mulher de sucesso numa área qualquer.
Se tivesse desejado, no entanto, desejaria ter sido como a mulher que conheci há dias numa formação. Ainda agora, que estou em tempo de crescer, talvez ainda não seja tarde de mais.

Gosto de pessoas assim, apaixonadas, entusiasmadas, de bem com a vida. Esta, em particular, falava com uma paixão da área dela, do sítio dela, das suas coisas. Tão contagiante! Para além de acreditar em absoluto na profissão, que diga-se enfrenta ainda alguns preconceitos, passou tão bem a mensagem que eu, e contra a minha profissão falo, estava quase tentada a mudar de ares. Além disso, era casada, três filhos e parecia genuinamente feliz. Com tempo para ela, para a família, com uma profissão que adora e, já agora deixem-me acrescentar, super gira, elegantérrima e de excelente ar. Quando disse que tinha três filhos e 40 anos ficamos de queixo caído. Na verdade, intimamente, tínhamos-lhe dado 30 e poucos. Pontos extra, por isso. Para além de ter feito da formação uma sessão mesmo interessante, relembrou-me o que quero ser quando for grande.


Lembra-te sempre



.. Da razão por que começaste este blog.

Livros de metro e desporto a quilo


Começamos o ano em modo leitura, com três amigos que trago de 2012. Coisa muito estranha esta que às vezes me acontece de ler dois ou três livros em simultâneo. 
No metro levo o mais pequeno, pelas razões óbvias. São esses os que mais gosto para estas viagens, de pequenas dimensões, leves e preferencialmente de capítulos pequenos, para não perder o fio à meada entre uma estação, outra e o destino. São incrivelmente mais rápidas as viagens acompanhadas de livros e sabem bem a esta hora da manhã, nos dias em que me acompanham os transportes públicos. Depois a realidade chama e é-me impossível fazer o caminho a pé de livro em punho até ao trabalho. Melhor seria.
Tenho alguns em lista de espera, assim que termine estes todos, que four is a crowd. É um dos bons vícios que tenho e espero manter, enquanto cultivo outros, como o desporto. A inauguração do ginásio não está tão próxima como gostaria e teremos um Janeiro parado. Resta-nos a boa alimentação e o juízo, que não são pontos muito fortes por estes lados. Daí que, bem, bem, era iniciar-se aí um movimento do género "ler para emagrecer." Alguém?

O corpo também é um projecto sem fim

A corrida de hoje foi amigavelmente acompanhada pelo sol; não um sol de praia, quentinho e bom, mas um meio envergonhado, embora simpático, que me sabe sempre bem. Carrega energia e ajuda a correr. E isto é mesmo verdade. Corro com mais vontade, com mais velocidade e julgo até ter maior resistência. O sol dá-me ares renovados.

O que aconteceu hoje na minha cabeça foi mais ou menos a mesma coisa; foi um ar que lhe deu e tive então uma epifania. Não há fim no objectivo de alcançar o corpo que se quer (já sabia disto, mas hoje renovou-se). Ainda que eu corresse todos os dias, fizesses todos os exercícios vocacionados para os meus propósitos, mesmo que deixasse em absoluto de comer aquilo que sei que não posso e que me portasse exemplarmente, como uma linda menina, ainda assim, não ia ver o dia em que, olhando o espelho, pudesse afirmar estar satisfeita. Somos inconformados. E exigentes e esquisitos. Tenho uma ideia do peso que gostava de ter, assente basicamente em nada (é um peso que em idade adulta nunca tive), mas se a balança me dissesse "parabéns, o teu peso é esse mesmo", ver-me seria achar que ainda não é suficiente. Tenho também uma ideia do que é um corpo bonito (na minha óptica), vejo mulheres esculturais, com tudo exactamente onde deve estar, barriga, pernas, tudo, mas se entrasse aí numa sala de cirurgia (imposível! Vejo sangue e desmaio) e saísse tal e qual, certamente ainda havia algum defeito. Sou inconformada, exigente e esquisita. E se há coisas na vida em que este sentimento pode trazer bons frutos, nesta área talvez não seja o caso. Porque é estética, mexe com a auto-estima e representa um problema grande.

Ainda assim, há que tentar (onde é que ja ouvimos isto?) e manter constante a obrigação do desporto, até ser um vício e uma absoluta necessidade. Lembro-me dos tempos das corridas diárias, dos tempos das três aulas por semana de ginásio e honestamente fazem-me falta. Falta física mas mental também.O desporto tem aquele efeito de varrer energias negativas, de desligar o cérebro dos problemas, de desanuviar por completo e isso faz-me tão bem como dormir oito horas de sono ou apanhar sol. Por isso vamos voltar às promesssas feitas, com a convicção de que não são só promessas mas objectivos de vida. Ainda para mais agora, que o ginásio está a duzentos metros...! Me aguarde, 2013!

Sentar-me a escrever, ainda para mais em papel, é coisa para me carregar as baterias. Já não me lembro da última vez que o fiz mas passou tempo de mais. Faz-me falta isto da escrita, de juntar palavras a frases e arrumar e arrumar as coisas cá dentro. Começo a sentir que o tempo de escrever é tão preenchedor como o de ler. E isto é o blogue a dar os seus frutos.

Dinamarquemos porque...


A nossa família, dizemos nós, é como as dos ciganos. Onde está um, estão os vinte. Somos ligados, estamos juntos. Sabemos da vida uns dos outros, damos palpites, metemos o bedelho mas somos altamente próximos e unidos e, acho que não falo só por mim, precisamos uns dos outros. Vivemos todos em Portugal. Vivíamos todos no Norte, a não mais de 20 Km de distância. Uns saíram para estudar mais longe mas voltamos sempre ao ninho. E almoços, lanches, encontros, jantares, festas de aniversário, Natais, Páscoas, dias da Mãe e Pai, de todos os santos, de santo nenhum, lá estamos todos. E se um não está por alguma razão, não há quem não repare. Há um detector de família em cada um de nós. Ao chegar, fazemos a ronda e contamos até vinte. Se paramos a contagem antes do fim, o radar apita. Sentimos a falta.

Há uns meses chegou a notícia que um de nós estava de partida para a Dinamarca.
Quis a vida que fosse o meu irmão. Já aqui falamos disto. Foi por mérito e por convite, numa oportunidade que não se deixa passar. Mas é longe e temos saudades. Sentimos a falta.

Ainda ele não tinha partido de malas e bagagens nesta longa viagem, já nós contávamos as vezes que lá iríamos e dividíamos os períodos para custar menos. Nos três meses iniciais, ao mês e meio já vamos nós. Depois vem ele e é Natal. E passagem de ano e quase dia de réis. Até à Páscoa é outro tanto. Havemos de lá voltar a meio, enquanto esperamos que volte e a vida faz-se assim, entre cá e lá, sempre que for possível. Porque nós sentimos a falta. E agora mais do que nunca. Mas a boa notícia é que já falta pouco para o ver.

Lamechices (crónicas de um sábado passado)


O P. está finalmente de volta. Acordei às 04.40 h. da manhã para ir ao encontro de um voo que aterrou às 05.48 h. 
Adoro terminais de chegadas! Mesmo às seis da manhã. As pessoas são poucas e a emoção mais contida mas vejo este casal à espera do filho e aquela senhora com o pequenino pela mão que entre muito sono e uma chupeta ainda tem tempo para avisar que vai dar um abraço muito apertado ao pai.
Gosto destes reencontros, do rever das pessoas, dos abraços sentidos, da alegria imensa. Quando era pequena e a minha mãe ia em viagens de trabalho, dizia-lhe que o bom de estar longe era poder matar saudades no regresso. Continuo assim, uma criança pequena que sente as ausências mas vibra com as chegadas.
Abraçar o P., no alto do seu colo de 1,97 mt., faz crer que não nos vemos há meses. Foram só cinco dias mas sinto-o como uma pequena eternidade de todas as vezes que entro num aeroporto. Voltar a vê-lo é encontrar todas as peças que se foram desintegrando neste puzzle que sou. Gosto de o encontrar assim, nos terminais de chegada, onde os motivos de felicidade se mostram em cada sorriso que vejo e onde a expectativa do reencontro é tão forte. De lá saímos mais inteiros e completos, agora que a outra metade voltou.

Olha nós famosos!


Riso - Uma exposição a sério
Museu da Electricidade

A Sul nada de novo


Sou má a escolher perante várias opções. E, geralmente, quando invento, não me corre muito bem. Não gosto muito de opções e decidir em face da multiplicidade é coisa para me deixar em dúvida. Esta é uma péssima característica, eu sei. Nem sempre há opções mas quando há, complica-se.

Na sexta-feira passada a manhã terminou com uma incerteza. Fiquei em paz por não haver escolha. Mas o dia acabou com um telefonema que, criando uma vantagem, deitou tudo a perder. Hoje só me perguntava se é permitido trocar o certo pelo incerto. Se calhar acontece todos os dias mas lembro-me de um blog inspiração onde se dizia ter sido essa a melhor opção. E para mim, qual é a escolha certa? Decidir é dificílimo. Fiz a lista dos prós e dos contras, dormi duas noites sobre o assunto, rodeei-me de bons conselheiros, discutimos o assunto a quente, a frio e a morno mas no fim do dia sou eu quem tem de decidir. As opções são entre uma certeza imediata e um enorme tiro no escuro. Há três dias atrás não havia opção. Seguiria pela certeza sem pestanejar, apesar das circunstâncias. Mas a incerteza de uma coisa melhor surgiu e a banda sonora desta confusão toda é "ironic", que, ironicamente, toca neste momento no rádio de fundo que oiço.

Se isto fosse comida, a analogia era a seguinte.
Estou cheia de fome. Sugerem-me que coma bolo de canela neste preciso instante. Não gosto muito de bolo de canela nem é o que me apetece neste momento mas na verdade tenho fome. Estou então prestes a aceitar. Mas entre uma coisa e outra, alguém me diz que se estão a juntar ingredientes para outra receita - diz que é bolo de chocolate e adoro bolo de chocolate. Não sei ao certo se será esse mesmo, pode ser ou não. E não sei também se ficará pronto a tempo de saciar a minha fome. Talvez quando estiver pronto, tenha já sucumbido, ou talvez nem chegue a ser de chocolate mas de algo abaixo de canela. Deverei aceitar a canela de que não gosto, que me oferecem agora e acabar com o assunto, esperando que um dia mais tarde possa acabar por comer bolo de chocolate ou devo aguardar na esperança de que seja por um curto período de tempo e que acabe sim por comer exactamente aquilo que a minha fome deseja?

Neste momento não posso dizer quem ganhou. Mas a canela, essa perdeu.

Da crise dos seis meses


Diz-se, ou pelo menos um amigo dizia, que todos os namoros passam pela crise dos três meses. É aquele momento em que na verdade a coisa até pode continuar e durar longos e bons anos (ou não, nunca se sabe) ou que afecta de tal forma os intervenientes, que acaba a dar para o torto. Em relação a esta teoria, aplicada ao início das relações, estou como dizia a senhora da depilação: "já nem me lembro; foi há tanto tempo." Mas quanto ao blogue, bem, acho que está a sofrer efeito idêntico, com a diferença de ser afinal, uma crise dos seis meses.

Para começar, andamos há dias (semanas?) nisto dos posts de uma frase-foto. E até podia nem ser bem uma "questão" não fosse dar-se o caso de não apreciar a coisa por aí além aqui no estaminé. Depois, há claramente uma menor pendência de publicações. E claro que isto seria uma excelente notícia sendo cá o sítio um tribunal de primeira instância; assumindo as funções de blog, não é tão agradável, não senhor. Pior que o exposto, sinto realmente um desânimo generalizado, que se reflecte muito nas (poucas) palavras que cá vou deixando, num estilo meio down que, já se sabe, não suporto. E nem é porque me venha queixar ou lamentar; são as mensagens de fundo, creio, que vêm pintadas de preto, mesmo sem ser de forma deliberada.

Podia enumerar uma série de motivos para que a coisa ande acontecendo desta maneira e não de outra qualquer, mais alegre. Podia dizer, lá está, que é a tal da crise dos seis meses. Mas sabemos que isso não é verdade. Sabemos, aliás, exactamente o que se passa por estes lados. E por isso mesmo, não há necessidade de enunciar o que quer que seja. Basta apenas dizer que "também isto acabará por passar." 

À D.


E pensar que ainda há bem pouco tempo "éramos jovens e tínhamos sonhos", "estudar fazia bem à pele" e "não questionávamos; tínhamos fé." Pensar que esse tempo já passou há uma pequena eternidade e que crescemos. And sometimes, it is a trap. Especialmente agora.
Sei exactamente o sítio em que estás, porque eu estou precisamente no mesmo. Sinto por ti. Por mim também, claro. Quem diria. Havia planos e sonhos e projectos. Agora só ao de leve e já sem forças. O que é que nos aconteceu? Podíamos ter salvado o mundo, feito uma revolução e afinal estamos aqui, à espera. O pior de tudo é não ter resposta. E se queres realmente saber, a verdade é que já não sei o que nos diga.
Talvez que tudo vai melhorar. Talvez que ainda nos havemos de rir deste tempo. Ou então, que oxalá sejamos apenas capazes de manter a sanidade mental para ver o que aí vem.

Das grandes mudanças

Os dias de ninho prolongaram-se no tempo por uma razão muito concreta. Está uma mudança a acontecer que, não sendo minha, sinto como se fosse. Para a receber comecei por fazer aquilo que faço em face de grandes viagens: repas. Não é a primeira vez e vai-se a ver é uma reação alérgica à dificuldade da distância. Diz-me o meu irmão que, a ser assim, já tinha rapado o cabelo e pintado de verde, porque casei e fui para Lisboa. Agora é ele que está de malas feitas e há uma desorientação geral. A prová-lo, o meu corte de cabelo.

Querido marido, é neste momento que tapas os ouvidos e fechas os olhos!

Marido fora, vamos lá.
Perguntinha:
Seria um terror muito grande comprar um pequeno destes?

É feio, inestético e um bocadinho assustador. Mas imagino as maravilhas que não poderá fazer, comprimindo tudo ali dentro, barriga espalmada, ancas pequenas, gorduras ausentes. Olha um vestido em cima disto! Não tem como correr mal! Claro que não se pode despir nenhuma peça de roupa à frente de quem seja com esta coisa vestida; calha de termos de ir ao hospital e somos motivo de piada para todo o sempre. Mas tragédias à parte, acho que deve resultar bem. Cometemos esta loucura?
Em boa verdade, a este propósito já ouvi aquela boca foleira "vai antes para o ginásio ou faz dieta." Mas fiz ouvidos moucos! Exercício demora muito tempo! Num momento de urgência, vestiu isto e já ficou linda e maravilhosa, pronta para qualquer roupa mais justa. Que me dizem? É de perder a cabeça ou ter juízo?

Querido Setembro,

Há por aí muito boa gente que deseja furisomente que demores a chegar, que leves o teu tempo e venhas caminhando nas calmas; há verão, praia e férias ainda para muitos; eu confesso que não sou excepção. Deixa-te estar por aí, a semanas de distância, que cá nos aguentamos felizes e contentes com o Agosto.

No entanto, querido Setembro, assim que chegues, sê por favor um mês amigo. Sabes aquelas coisas todas por que lutei todo um Abril, Maio, Março, Junho e Julho? Aquelas cujos frutos são colhidos no teu tempo? Pronto; que sejam bons frutos, sim? Maduros e docinhos. Que sejam como os plantei. Ou então, sabes aqueles gigantes que fui enfrentar em Agosto? O seu contra-ataque está também marcado para ti, Setembro, por isso vê se tratas de o fazer dos bons. Conto contigo!

Aqui te espero em ânsias; um bocadinho nervosa, tu sabes; é tudo tão grande e tão importante, foi tudo tão sofrido, que agora que já está tão perto parece que não se aguenta. Mas eu sou forte, Setembro. Aceitarei tudo o que me trouxeres. E sei que será como tiver de ser.

Devaneios de dias à noite (8)

Pego no lápis com que começo a escrever e tudo pára. O tempo, o som. Quando escrevo só sou eu e o papel. Este lápis velho traz-me à memória as recordações da infância, quando cada viagem era um novo presente. Este lápis veio de Paris romanceado pela Primavera. Ainda frio mas já tão aconchegante e em flor. Entraste na pequena loja da ilha e pediste o lápis mais bonito que tivessem. Entregaram-te a tão tradicional torre Eiffel e fizeste a tua cara de pai. Não podia ser certamente o mais bonito que vendiam. "Este lápis vai contar o mundo e a vida. Tem de ser o mais bonito." Um senhor mais velho, sentado ao fundo, levantou-se para tirar de uma prateleira este lápis dourado, comprido e fino, de bico afiado e entregou-mo a mim. Saímos da loja de braço dado e pude ouvir-te dizer que com ele talvez escrevesse "a primeira palavra do teu livro."



E não digam que vão daqui!


Modéstia à parte, tive uma ideia genial.
Senhores do blogger e da google, ouçam-me com atenção (listen very carefully, i shall say this only once)

Se nos mais diversos sites são instalados cookies para que se conheçam com mais facilidade os gostos e tendências dos utilizadores de modo a possibilitar uma oferta mais direccionada, porque é que o blogger não instala uns desses nos blogs mais visitados por cada pessoa e, com base nisso, apresenta uma lista de outros que possam agradar? Hã? Génio, não é? Ora bem, se tu lês os blogs A, B, C e D com uma frequência regular é porque gostas de blogs do tipo Z; assim sendo, sugiro-te que visites os blogs E, F e G, que vais adorar. 

Isto tudo para dizer que me faltam blogs daqueles que correspondem exactamente ao meu gosto; volta e meia lá encontro um, e que bem me sabe, mas é mais raro do que aquilo que gostaria. Assim sendo, blogger e google, estejam por favor atentos ao meu perfil blogueiro e apresentem-me sugestões. Muita agradecida!

Aviso à tripulação

Não é desta que se inventa o teletransporte.
Com pena minha.

Milhões de euros!


Acho que não é possível deixar passar este dia sem pensar umas quantas vezes no grande valor que anda aí a prémio. É de loucos, em sentido literal, pois havendo alguém que consiga o primeiro prémio sem concorrência, terá de começar no mesmo instante a procura pela cura da loucura. Não deve ser fácil. Não querendo com isto dizer que não pretendo ganhar; claro que era muito bem vindo e por essa razão esta semana joguei. Coisa rara. Se ao longo de um ano jogar três ou quatro vezes, já será muito. Na grande maioria dos casos, estou absolutamente convencida que não vou ganhar o euromilhões. Tenho tanta sorte em tantos campos da vida, que essa sorte não me sai em rifa. É que na verdade, não se pode ter tudo e eu, tendo muito, não vou ter nada nesta área e pronto. Vivemos bem com isso.
Não obstante, quando aparecem assim uns prémios gigantes, os cifrões inundam-me os olhos (que eu sou como o Tio Patinhas, já se sabe) e lá dou à causa dois euros, por uma causa maior: a minha vitória, naturalmente. Depois de ter jogado, e antes de sair o prémio, continuo sem ter qualquer esperança ou fé de que vá ganhar alguma coisa, e sei que só joguei porque houve ali aquele pequeno instante de "nunca se sabe."

De qualquer forma, e não vá a coisa dar-se, quero só avançar o plano para a vitória. 
Caso ganhe, vou investir todo o dinheiro em

     Inventar o teletransporte!