Verdade que é uma bocadinho "decoração à Ikea"

Mas achei tão gira que não resisti. 



E trouxe Londres para o quarto de vestir, que era amadeirado e triste,


E ficou feliz!



(A - má - qualidade das fotografias deve-se à minha pessoa, como de costume. Mas a ideia era boa, sim?)

Um cheirinho a coisas novas (5)


Pouf, El Corte Inglés

O artesanato que aqui veio habitar


Presépio, babusQa


Galo Pessoa, Amatudo

Uma casa é um projecto sem fim


Depois de ter saído da Faculdade, voltei para casa, de onde só saí recentemente. Neste período, quase esqueci o que fui aprendendo sobre gestão de casas naqueles cinco anos. Sendo certo que a vida de estudante foi altamente patrocinada pelos pais (e põe mãe nisso!), já que aos fins de semana, comigo ia roupinha suja e voltava, além da lavada, comidinha da boa. Claro que, apesar disso, foi também nestes anos que aprendi a fazer tudo e a tratar da "minha" casa. Se bem que fomos sempre três a viver e por isso o projecto era compartilhado por todas: nem sempre me cabia a mim cozinhar, limpar ou arrumar as áreas comuns e podia não me apetecer ter roupa passada. Foi um primeiro contacto com a vida real, mas muito apoiado, com ajudas. Sendo que, em casa, a posição de ajudante cabia-me a mim, por isso nunca me vi aos comandos de coisa nenhuma.

Vejo-me agora, portanto, como sócia gerente desta empresa-casa. E apercebo-me que a um gerente não é dada a opção de ir fazendo. É fazer e rapidinho, se não perdes o controlo, e Deus sabe que eu gosto de tudo arranjadinho, organizado e sem falhas. Assim sendo, quando penso que já aspirei a casa, eis que há migalhas por todo o lado; quando acho que acabei de limpar o pó, eis que já está tudo empoeirado outra vez; quando já passei a esfregona no chão, ali estão umas manchas; quando acabo o cesto da roupa, já ali está mais para passar; quando regressamos das compras, falta sempre qualquer coisa; não há um dia sem roupa para lavar, sujidade para limpar ou coisas para fazer. Não há um momento em que esteja tudo como deve estar: limpo, arrumado, roupa passada, armários cheios. Não há um momento em que seja possível sentar e apreciar, por instantes que seja, o resultado do trabalho tido, porque à espreita já está mais trabalho. Como sócia-gerente, gostava de despedir estes trabalhadores que cá tenho, cuja função é desfazer o que faço. Assim, minha gente, não dá! 

(Um pequeno parêntesis para dizer que, embora fale na primeira pessoa, as tarefas são partilhadas).

Por estes lados há portanto um projecto a acontecer, que não tem fim. E as exigências são diárias. Hoje, por exemplo, a dupla de amigos cesto da roupa e ferro de passar já me assaltou os pensamentos meia dúzia de vezes. Tenho-lhes dito que há mais vida para além da casa, mas não parecem muito convencidos. E respeito à hierarquia, não há?

Um cheirinho a coisas novas (4)



Caixa das bijuterias 

Estão a ver? Jardim!


Em época de santos populares, veio a habitar esta casa mais um ser planta, contribuindo para o desenvolvimento do jardim. Fofinho que só ele!

Um cheirinho a coisas novas (3)


Conforme prometido aqui,


Cadeirão, Casa

A minha casa é um jardim e ai de quem diga o contrário!


Esta é a Alzira.
Na verdade, não sei bem que lhe faça nem quanto come esta criatura. Dou-lhe água dia sim, dia não. E borrifo-a. Mas se calhar devia ser todos os dias ou uma vez por semana. E sol? Queres sol, não queres? Fala comigo, Alzira!


Estas três marias não têm nome, mas já me deram mais alegrias que a nominada ali de cima. A esquerda fez nascer umas mini mini folhinhas verdes (diz que é uma erva aromática, vamos a ver), mais pequenas que pequenos piolhos, mas fofinhas que só elas. Foi como ver o primeiro dente num filho, juro! O sistema de regas funciona nos mesmos termos que o anterior. Quando come uma criança, comem todas, pois que aqui não há filhos e enteados.  


Aguardo pacientemente o dia em que isto se transforme numa selva!

Um cheirinho a coisas novas (2)


                                                                                   Prato Alma do Porto (Vista Alegre)

Um cheirinho a coisas novas (1)


Jarra em pedra com hortênsias (El Corte Inglés)                                                     Doseador Geisha (A loja do gato preto)
Cesto com toalhas em bordado dos namorados