Livros 2021

 Tempo de resumir as leituras deste ano.

Li 16 livros, que era o objectivo, por isso fico contente. A média não é maravilhosa mas é mais do que um por mês. Para 2022, nada menos do que vinte!

Depois, os tops, vamos lá:


Em primeiro e destacadíssimo lugar, um livro de que me lembro imensas vezes, que me marcou imensamente e que ADOREI, apesar de ser pesadíssimo, mas que achei tão, tão bom: Apneia, da Tânia Ganho.




Em segundo lugar no pódio, uma história muito marcante também, personagens maravilhosas e um livro abraço: Lá onde o vento chora, Delia Owens



Por último, terceiro lugar também merecido, uma história que gostei muito, que me fez chorar imensas vezes, muito emotivo, profundo, sobre amizade, muito bonito: As mensageiras da esperança, Jojo Moyes





Então, boa noite

Este é um livro de 2021 com um pé em 2022 mas vou contabilizá-lo ainda porque terminei-o dia 1 e quando o fiz faltavam apenas algumas páginas. Assim, fechou-me o ano.

Se o tivesse lido sem ter visto o autor, não havia dúvidas de que era um Zambujal, é exactamente o seu estilo, sem grandes surpresas, o género de humor, as personagens, os nomes, as peripécias. Sem tirar nem pôr. Houve uma altura que adorava Zambujal mas agora os livros já me parecem todos iguais, com dificuldade em distinguir uns dos outros. Ainda assim, pontos positivos, ler em português é sempre bom, melhor que qualquer tradução na verdade, e foi uma coisinha leve para o dia 31. Venham daí os livros de 2022!




Mundo belo, onde estás?

Esta é a história de cada um de nós e de todos, quando estamos na casa dos trinta e ainda não está tudo perfeitamente alinhado com o que a sociedade espera de nós. É mais ou menos um desabafo, como se tivesse sido escrito de um sopro, com um fim expetável, mas que pessoalmente gostei. Lê-se bem mas não vai para os preferidos do ano - lista que farei em breve, depois da contagem dos livros de 2021, em que o objectivo era 16. Vamos ver isso!




Querida Sra. Bird

A minha filha mais velha começou em Setembro aulas de natação, o que tem sido um boost óptimo no meu processo de leitura (que irá acalmar nos próximos meses, mas já lá vamos) e por isso em duas ou três aulas acabei este Senhora Bird, que é um livro fofinho e querido (apesar do pano de fundo ser a guerra e acho que vou no terceiro ou quarto dentro do tema e o seguinte segue a dança), que se lê bem mas não é um uau! que livraço. É um livrinho, acompanha bem, é divertido e emocional na medida certa, não vai para os piores do ano certamente, mas também não terá um lugar assim de destaque. Aliás, pensando nisso, não sei bem que livros estarão no pódio este ano mas é um tema para um post para Dezembro! Lá iremos, lá iremos...!




Tempo entre costuras

Tinha gostado muito do livro da Maria Duenas que li no Verão e como tinha boas referências da série, comprei este na Feira do Livro. É tudo óptimo, tirando o facto de ter 630 páginas. Atenção que não tenho nada contra 630 páginas (veja-se, aliás o Apneia que tem 700 e foi dos livros que mais adorei de sempre) mas quando as 630 nos prendem; quando as 630 se arrastam e percebes que podias ter o mesmo efeito escrevendo, digamos, 315, frusta-me ligeiramente. Daí que tenha andado com este livro muito tempo, com um outro (a fofinha da Nina) pelo meio e que tenha terminado mas um bocadinho a custo. Claro que tem momentos de movimento muito rápido e leitura compulsiva, mas depois aparecem capítulos que não avançam e que ficam só ali a rastejar ligeiramente. 

Em todo o caso, está feito, está lido, é um bom livro, fiquei com curiosidade para ver a série (quem sabe!) e continuo a achar que é uma escritora excelente, pelo que nem que seja por esse motivo, já vale o esforço das 630 páginas!

(e, por incrível que pareça, saudades do apneia!...)



A vida livresca de Nina Hill

Ora aqui está uma boa pausa no deserto, uma água fresquinha e deliciosa, que se bebe em dois tempos, leia-se, que se lê em dois dias. Super leve, divertido e envolvente, muito a lembrar a Eleonor Oliphant - que adorei (embora não tão maravilhoso). Especialmente considerando que estou a ler outro um bocadinho mais pesadinho, este soube pela vida! Recomendo muito (mas se ainda não leram a Eleonor, comecem por esse que é mandatório!)




As mensageiras da esperança

Nunca tinha lido nada da Jojo Moyes, nem visto a série, que diz que está na Netflix mas acabei com este livro porque me interessou imenso a sinopse e tinha visto algumas recomendações. Gostei mesmo muito dele. É um livro super franco, que me fez chorar duas ou três vezes antes de ter chegado ao fim, traduz as lutas e as preocupações de forma genial. E é uma história muito bonita, de amizade entre mulheres (que ainda é uma coisa que nem sempre acontece, muitas vezes mandamo-nos umas às outras ao chão..!) Fiquei com curiosidade de ler mais da autora mas mudei o rumo depois disso (algo totalmente diferente, lá iremos!) e tenho de voltar. Ainda assim, este entra para lugares de cima, gostei muito!




Antes que o café arrefeça

Acontece-me com mais frequência do que gosto de admitir, comprar livros por impulso, depois de ler alguma crítica ou opinião. Este não foi diferente. Para além de vir com a nota "livro-fenómeno", li a crítica e era muito boa, o que me fez embarcar.

Que dizer sobre ele?

Tive muita dificuldade com as personagens porque os nomes são pouco comuns (não fosse japonês) e andei várias páginas sem saber quem era quem.

Depois a história, embora tenha uma premissa curiosa (passa-se num café onde é possível sob determinadas regras voltar ao passado pelo período de tempo correspondente ao tempo que demora o café a arrefecer), não está particularmente bem escrita. É muito simples e pouco cuidada, não adorei. 

Mas depois tem uma coisa boa. O livro conta a história de quatro pessoas que querem voltar ao passado e no fundo, queremos todos o mesmo. Voltam todas para a mesma coisa e isso é bonito, vê-se o que é importante.

Um livro pequenino, que se lê em meia dúzia de horas (como quem diz...), levezinho para a praia (já disse que estou de férias?!) e mais um em 2021.




O tango da velha guarda

Dos vários livros que trouxe para as férias, três foram Pérez-Reverte. Foi um movimento arriscado, considerando que ainda não tinha lido nada dele e comecei pel' O Tango da Velha Guarda porque me piscou o olho. É um livro bastante grande, quatrocentas e poucas páginas, e foi em três dias. Que livraço! A escrita é fabulosa e a história está tão bem contada. Uau, mesmo! Não vou seguir com outro do mesmo autor, porque entretanto a wook esteve com 20% de desconto e encomendei quatro amigos novos, mas será o seguinte, por certo. E depois disso tenho de estudar tudo o que está disponível. Gostei mesmo muito da história, prende imenso, as personagens são super ricas e cativantes e vai com selo de qualidade!




Recomeçar

 Talvez tenha prometido cinco posts sem livros, mas que se há-de fazer?

Trouxe para o Verão um grupo de quatro ou cinco e este foi o primeiro.

Não conhecia nada da autora, embora penso que tenha ganho importância com o livro O tempo entre costuras, que se tornou numa série (creio; não vi) por isso não tinha grandes referências e li por sugestão.

A escrita é imensamente madura e segura. Não sei se vinha de livros menos maduros, mas achei a escrita absolutamente sem falhas, muito trabalhada e sobretudo madura. Uma pessoa que sabe exactamente o que está a fazer. Isso foi óptimo!

Até mais de metade da história, não estava exactamente a perceber como tudo se ligaria, o que acho que também é positivo, porque estamos a ler duas ou três histórias paralelas, que naturalmente terão todas de casar porque é um livro, mas ainda não sabemos bem como. Só já muito perto do fim o casamento ocorre, portanto é sempre surpreendente. Uso aqui a palavra "casamento" e não é à toa porque na verdade, eu sendo eu, fiquei toda a história à espera de um casamento verdadeiro (dos que juntam duas pessoas por amor) e, sem querer ser too spoiler, não aconteceu exactamente conforme as minhas expectativas. Mas eu sou uma romântica, já se sabe, e só há um beijo a história toda e é no fim. Ainda assim, o tema principal não é exactamente um romance entre as personagens principais, mas toda a história das que parecem secundárias. Em todo o caso, gostei bastante do livro, sobretudo pela escrita que está amadurecida no ponto certo (tenho de investigar a experiência profissional da autora) - que por outro lado me faz pensar que nunca escreverei profissionalmente na vida mas, ora bem, cada um é para o que nasce!


Nota final só para actualizar os rankings de 2021, com oito livros so far, o que significa que vamos a meio do objectivo anual de 16. Porquê, perguntam vocês? Por absolutamente razão nenhuma; 16 só porque sim! Ou, porque não? Siga o próximo (um autor espanhol, agora)




A nova índia

 Como já tinha partilhado, acabei o primeiro volume desta história de madrugada e precisava de saber como terminava. Foi assim que encomendei este livro à uma da manhã, sendo que a Wook é a melhor do mundo e mo entregou no dia seguinte. Demorei vinte e quatro horas a ler.

Para começar, como livro gostei mais do primeiro. Mas foi necessário ler este para ter sossego outra vez e saber como acabava.

Já tinha criado laços com as personagens e foi bom vê-los novamente e no fim... no fim acabou precisamente como eu queria, que é algo que me deixa sempre feliz a ler livros. Estava até com algum receio que a coisa fosse dar para o torto e nas últimas páginas andava a espreitar o fim, para garantir que não morria o macho alfa, caso em que me teria de obrigar a parar antes de chegar ao fim. Mas pronto, tudo está bem quando acaba bem e este acabou bem!

Mais dois para a lista e venha o próximo!




A terceira índia

O que aconteceu com este livro foi um claro "não julgues os livros pela capa" - neste caso, não julgues pelas primeiras páginas.

Comecei a ler e não gostei nada do livro; fiz pior, disse logo mal dele. Tinha-o oferecido à pessoa que depois mo emprestou e sentia-me tentada a pedir-lhe desculpa!

Mas depois...!

A pessoa não resiste a um bom romance e a fórmula mágica do triângulo (ela / ele / ele) não falha. Comigo foi aliás, tiro e queda! De tal forma que quando o terminei, e ele termina com "E agora?" - como é que a pessoa aguenta um "e agora??" - tive de encomendar imediatamente o segundo volume para saber como acabava a história! Portanto à uma da manhã, estava nas encomendas online, por acaso para o receber no dia seguinte - tendo-o despachado em vinte e quatro horas, mas sobre isso já falamos!

Fiquei mesmo muito curiosa com o fim da história, acho que a curiosidade típica feminina, por isso se também não resistem a uma história de amor modelo clássico, deixo a sugestão! (E já vos falo do segundo volume!)




História do novo nome

Ora então, Ferrante outra vez.

Maio e Junho estiveram um pouco empenados na leitura e a culpa foi do suspeito do costume. Curiosamente este segundo volume é ligeiramente maior do que o primeiro mas lê-se melhor, contudo, e ainda assim, demorou-me mais do que gostaria.

Pontos positivos:

Consegui ler com mais entusiasmo que o primeiro, que não tinha adorado e acho que no global a dinâmica está melhor conseguida. Tem mais trama e é mais mexido.

Contudo, pontos negativos:

Continua a ser Ferrante. A pessoa lê, lê, lê e no fim não chega a lado nenhum. Pessoalmente acho isso incrivelmente frustrante num livro. Apesar de obviamente muito bem escrito, não é, para mim, uma obra prima da literatura, lê-se bem mas não é divinal; por isso ler 400 páginas e chegar ao fim como se podia chegar a meio, frustra-me. Sim, também não sei bem porque o leio... Claro que se fica com alguma curiosidade de saber o que vem a seguir, porque é que o Nino apareceu na apresentação do livro e o que irá acontecer, mas não é aquele desespero, ai meu Deus se não leio JÁ o terceiro volume tenho uma coisinha; não, é só sem sal - mas sabem que eu não sou a maior fã desta tetralogia (embora talvez venha a ler o terceiro, não poso garantir que não o faça, apesar de tudo..!)

Ainda assim, não vai para os tops do ano, mas este ano não é fácil, depois de um Apneia e um Lá onde o vento chora, por isso entrei directo no seguinte (que estou a terminar) e volto em breve!




Durante a queda aprendi a voar

 Ora bem...

Sabem quando lemos "livro mais vendido" e ficamos com curiosidade perante tamanho sucesso?

Era mais ou menos o que estava a acontecer com o Raul Minh'Alma. Confesso que o vi algures na televisão e não me pareceu inspirador mas, ainda assim, tinha alguma curiosidade. Acho que não compraria o livro (mas por preconceito) mas recebi-o de prenda e tinha obviamente de o ler.

O que dizer?

A escrita é muito fraquinha, fiquei muito desiludida. Gosto imenso de ler autores portugueses porque escrever e ler a língua no original é sempre mais fiel mas, bolas!, que desilusão. Nem se quer consigo entender como é que é o autor do livro mais vendido em 2019. Acho que isto diz muito de nós, enquanto leitores. A escrita é básica, próxima da escrita de adolescente. Falta maturidade, falta elegância, falta gosto. É mesmo como ler uma composição do sétimo ano mas que vem em modo livro.

Para além da escrita, a história em si não me fascinou por aí além. Tinha tanto espaço para o tema da saúde mental e ficou muito aquém do que podia ter sido. Além disso, o twist final, embora ainda bem que aconteceu já que caso contrário, então seria mesmo um livro péssimo, colocou a classe médica num sítio de descrença, como se algum médico fosse mesmo aceitar aquilo e poder continuar a chamar-se médico depois disso (não vou revelar detalhes porque não gosto de spoilers!).

Resumindo, repito a ideia de que devemos ler tudo, bons livros, maus livros, livros médios e este honestamente foi um livro fraquito, de praia, que não maravilhou pela história e que sobretudo desiludiu bastante pela escrita (mas, bem sei, veio depois do Apneia e esse lugar era muito difícil para se estar, verdade seja dita!).

Seguimos para um segundo volume de uma história que comecei o ano passado (e não adorei!), que curiosamente está a surpreender bem mais do que o número um da coleção. Já cá voltamos com novidades!




Apneia




Ainda estou a digerir.
Que livraço!! Palmas à Tânia Ganho, bravo!
Tenho para mim que se chama apneia porque se lê sem respirar, ficamos em suspenso, nas 700 páginas (que li em dois dias!), completamente vidrada no que vem a seguir - mas com muita necessidade de pausas de vez em quando. É muito, muito forte. Muito pesado. Um livrão, mesmo! Tão violento. Tão invasivo. Nem coragem tive de o levar para o quarto, deixei-o sempre pela sala, não fosse assaltar-me os sonhos, intrometer-se durante a noite. Tenho a certeza que nunca mais me vou esquecer deste livro. Magistralmente escrito. U-A-U!


Lá. onde o vento chora

 Vamos ouvir boas notícias?

Bora lá!

Parar tudo o que se estiver a fazer e ler URGENTE o Lá, onde o vento chora! Como assim, ainda não tinha ouvido falar dele?? Que falha grave!

Comecei a ouvir burburinho na internet sobre o livro e não resisti à crítica. E agora nunca mais vou esquecer a Kya e o pantanal, o Tate e o Santos. Comecei a ler domingo à noite e terminei terça, deitando-me pelo meio às duas e três da manhã, sem conseguir parar de ler. 

Só há duas palavras para este livro: U-AU !



Baunilha e Chocolate

Voltei à adolescência, foi a sensação que tive. Não me lembro de ler um livro deste género, romance de novela, com um triângulo amoroso, ela, eles, ciúmes, facas e alguidares! A grande vantagem é que é uma leitura super leve, super fácil, despreocupada, mas que ao mesmo tempo prende pela curiosidade do que vem a seguir (a cusquice, portanto!). Não é um livro "uau!", é uma historinha que se lê e se passa, mas que pela simplicidade me deu coragem para passar a seguir para um duelo mais sério. Como se tivesse a ouvir uma balada e a música seguinte fosse heavy metal do mais feio! Já cá volto com novidades!