Estão a ver o novo anúncio da Remax? O meu médico é assim mas em melhor

A Remax diz agora que os seus agentes são muito mais do agentes imobiliários; são construtores, decoradores de interiores, pedreiros, pintores. O tipo completo, multi facetado.
Não tenho grandes relações com a Remax mas a ideia de profissionais completos, em todos os ramos, encanta-me.

Alguns exemplos.

No sítio onde fazia manicure em Lisboa (por falar nisso, ainda não encontrei alternativa no Porto), sentia que havia uma atenção especial aos clientes. Se uma senhora ia pintar o cabelo exactamente na hora do almoço, as meninas tinham o cuidado de ir buscar ao restaurante do lado alguma coisa para ela ir comendo, se assim quisesse. Disponibilizavam essa simpatia, sem qualquer obrigação; só por atenção ao cliente. São cabeleireiras que também são cozinheiras (ou transportadoras de comida, mais exactamente).

Num outro sítio, onde fazia depilação, enquanto esperava a minha vez traziam sempre um café. Depiladoras cafeteiras.

No dentista onde ia quando era pequena, havia uma salinha de cinema. Dentistas cinéfilos.

E por aí fora.

São estes profissionais que fazem a diferença, que dão um toque de atenção, de dedicação, que nos fazem acreditar que nós, enquanto clientes, até temos alguma importância e eles estão preocupados. Naturalmente que estes detalhes não terão qualquer importância se o serviço em si for mal feito, mas estou já a dar isso de barato. Bons profissionais que atentam nos pormenores, enchem-me o coração.

De coração cheio - e alma lavada - é exactamente como me sinto quando vou ao meu médico. Custa-me por aqui uma especialidade porque ele é ginecologista, psicólogo, clínica geral, pediatra. E amigo. Estamos uma hora na consulta, em que quarenta e cinco minutos são para tratar de outras coisas que não a que me levou lá. E isto é assim há dez anos. Esta atenção, esta calma, os bons conselhos, a paciência, a importância que nos dá. Ouve o que temos a dizer, entende-nos. Acompanha. E saímos de lá seguramente mais calmos e tranquilos.

No geral há um grande caminho a percorrer quando o assunto é tratar bem os clientes - todos já passamos por casos em que fomos maltratados e em que parece que estamos mesmo a fazer um favor a quem nos atende. Mas depois cruzamo-nos às vezes com estas verdadeiras excepções e voltamos a ter fé na humanidade. 

Tatuagem, eis a questão

Tenho esta vontade bem presente na minha cabeça, ali arrumadinha mas activa, que me assalta muitas vezes: gostava de fazer uma tatuagem.

Obviamente não digo isto como quem "gostava de ir à Austrália" porque a tatuagem em si não tem importância nenhuma; o que importa é o significado. E por isso, talvez fizesse mais sentido eu dizer que gostava de tatuar a coisa x ou y ("amor de mãe", as patas do gato, a cruz de Cristo).

A questão fundamental é que eu, querendo fazer uma tatuagem com um determinado significado, não tenho a certeza o que deva tatuar para o significar (significar o significado, estão a ver?)

Têm-me ocorrido algumas ideias, já fiz um ou outro esboço, mas é um passo gigantesco, em grande parte talvez porque é a primeira, em segundo lugar porque é mesmo muito importante e não convém que me arrependa (tendo em conta desde logo o sítio onde a quero - parte de fora do pulso).

Como adoro palavras e frases e letras, será necessariamente por aí, embora não um nome, nem um texto. Iniciais manuscritas (mas não em escrita "antiga") é acho eu a hipótese mais provável.

Depois, há os contras a ponderar:
É higiénico?
Dói?
Arrependo-me?
E se não gostar?
E se quiser tirar?
E se contraio uma doença?
(Ou se morro?) 
Ou se adoro e quero encher o corpo todo de tatuagens?

Portanto, bastante com que me entreter mas sem dúvida um desejo enorme.


As leis são o quê?

Fiquei absolutamente chocada, indignada, transtornada quando ouvi de um taxista na manifestação de Lisboa que

"As leis são como as meninas virgens, são para ser violadas."

Oi? Como assim?
Mas ouviram todos o mesmo que eu? Este homem disse mesmo que as meninas virgens são para ser violadas?? Mas ninguém se indigna com isto?

Pessoalmente fiquei impressionada que ainda se digam este tipo de coisas, assim à viva voz, em público, no meio de uma manifestação cheia de audiências e que se considere isso normal. Que revolta!

Sendo que este ser iluminado veio posteriormente a retratar-se dizendo que o que queria mesmo, mesmo dizer era que as leis são como as meninas virgens e não devem ser violadas.

Outra vez, a sério? Está a gozar certo?

"Ai seu grande cab$*&, filho da p&%$#""
Esperem, o quê?
Não!
O que eu queria dizer era seu fofinho, muito querido.

A boa notícia é que se veio a saber entretanto que a Procuradoria Geral da República abriu inquérito contra o ser em causa, que espero avance favoravelmente e resulte numa ida a julgamento, com direito a condenação.

Porque o Natal é isto mesmo

Há uma iniciativa que no Natal tentamos sempre apoiar - os Anjinhos de Natal.

Principalmente desde que fomos pais, este movimento toca-nos particularmente, porque tem como objectivo não só garantir que crianças que de outra forma não conseguiriam, tenham um presente no Natal, como ainda faz sair essa missão das mãos dos pais, que de outra forma, possivelmente não o podiam fazer. 

Quer critiquemos, quer não, é Natal, as crianças são crianças, os pais são os heróis delas e é importante ter um miminho. Se esta iniciativa se devia prolongar o ano todo e estes pais e estas crianças serem sempre ajudados naquilo que mais precisam? Absolutamente. Se poder ajudar pelo menos no Natal já é alguma coisa? Acho que sim. Sem dúvida, melhor do que não ajudar nem no Natal.

Por isso aqui fica, porque nunca é de mais lembrar.


Tenho esta dúvida

Estou zangada com os ctt mas mesmo assim às vezes sou obrigada a ir ter com os senhores para levantar encomendas que fazem o favor de não entregar em minha casa.
Aconteceu esta semana, uma prenda de aniversário atrasada - linda! - que fui buscar e fui assaltada por esta dúvida.

O horário de trabalho que consta no meu contrato (o horário escrito), tem a pausa da hora de almoço entre as 12:45 e as 13:45. Já os CTT encerram os serviços às 12:30 e retomam às 14:00. A minha pergunta é: a que horas posso ir lá? Ou melhor - e mais importante - a que horas é que o comum mortal consegue ir aos correios? 

Com uma pausa de uma hora e meia, precisamente à hora em que a maioria das pessoas tem um bocadinho livre, não percebo, honestamente, como é que ainda se enviam cartas, encomendas, postais. Dizendo já da minha justiça, tenho alguma flexibilidade, saio mais tarde e roubo à hora de almoço. Mas e quem não tem flexibilidade? 

No meio destes pensamentos, tive uma ideia absolutamente genial porque grandes problemas levam a grandes soluções.
Vou enviar o meu CV para os ctt e na carta de motivação escreverei que, como consumidor, por este e tantos motivos, considero que está a ser prestado um mau serviço ao cliente e que me candidato para a melhorar. Cisca, a salvadora. Não contratavam uma pessoa assim?

Adenda ao post anterior

Disse-me um grande médico que as criancas que adoram música são crianças felizes.
E isso fez o meu dia.

Aula de música

A C. adora música. Em nossa casa há música a tocar o dia todo e se não estiver a tocar, elas está de certeza a cantar. Sabe as letras de várias, os ritmos de todas, pede desde muito pequenina (acho que ainda nem falava) para ouvir esta ou aquela (tem gosto e personalidade esta minha filha). No carro vai sempre a ouvir qualquer coisa e a nossa coluna portátil (do tamanho da palma da mão) anda sempre connosco - vai ser de certeza daquelas miúdas de coluna ao ombro e calças a cair pelo rabo abaixo. Foi aliás uma prenda para o pai, de que a filha fez questão de se apropriar e a que dá muito uso. Pede para lhe cantarmos quando vai dormir. Ela própria canta quando está a brincar. Inventa letras ou segue à risca. Desde que fez anos que os "parabéns" andam sempre no ar. Estamos em Outubro e já começou há dias o "a todos um bom Natal". Podia continuar mas já deve ter dado para perceber a ideia.

Como isto é assim desde que ela é gente, há muito que a queríamos por na música.
Quando viemos para o Porto comecei logo a procurar escolas e opções, para descobrir que só ensinam instrumentos na maioria das escolas a partir dos quatro anos, e em algumas dos três. Mas há, ainda assim, música para bebés em dois ou três sítios - para além dos concertos da Casa da Música.

Nesta pesquisa fomos encontrar precisamente as "aulas" / sessões em que anda agora, um dia por semana.
Não ensinam instrumentos aos miúdos, que têm entre dois e três anos, mas há guitarra sempre a tocar e objectos que produzem sons para os pequeninos experimentarem. Há danças e saltos e palmas. Há partilha dos objectos entre todos. Há boas vindas personalizadas com os nomes de cada um. E muita música cantada ao vivo por uma professora que é muito, muito querida. Quando se canta a música da despedida - adeus até para a semana - temos a sensação de que passou tudo muito depressa e isto só pode ser uma coisa boa. 

Faço colecção de lápis..


Podiam ser cromos, ou postais ou borrachinhas de cheiro mas aquilo que colecciono mesmo são lápis de carvão - usa-se esta distinção, certo? lápis de carvão vs lápis de cor?

É um souvenir maravilhoso por vários motivos: é pequeno, cabendo sempre na mala de regresso; tem uma função porque escreve e eu escrevo muito; é super barato; fica bonito no meu copo de lápis em cima da secretária; dura uma vida.

À minha frente tenho nada mais nada menos do que recordações pontiagudas de:  Bruxelas, Pavilhão do conhecimento de Lisboa, Livraria Lello no Porto, Sydney Tower, Amsterdão, Dinamarca, Irlanda, Praga, Sydney Opera House, Dubai, Philadelfia, Museum of Modern Art (Nova Iorque), Paço dos Duques de Guimarães e Zurique. 

Não há grande critério, como se pode ver, e tanto pode ser uma cidade, como um monumento, até um hotel. Estão todos em devido funcionamento, fofinhos que só eles, e se me quiserem fazer feliz é só mandar para aqui lápis, lápis e mais lápis.

Falta um bocadinho assim...

... Para uma semana com um feriado E um dia de férias! Yeah!
(pensavam que era para o Natal, digam lá!)

Não temos propriamente planos para quatro dias de boa vida, salvo um aniversário no sábado à noite mas de certeza que pensaremos em alguma coisa. Andamos a adiar uma ida a Coimbra, muito por causa da chuva, mas quem sabe S. Pedro não dá uma oportunidade. Também ando cheia de vontade de visitar Piódão e as aldeias de xisto (apesar do frio que lá deve estar!). Ou então ficamos simplesmente em casa, no quentinho do dolce fare niente. De certeza que nos vamos lembrar de alguma coisa, por isso querida semana que hoje se inicia, eras assim uma fofinha se passasses a correr.

Inventei outra receita

Já aqui disse que tenho alguma procupação com a alimentação da C. Não sou fundamentalista, e se for para provar um bolo seco ou comer meia bolacha, não cai o Carmo e. Trindade, mas procupo-me em lhe dar opções saudáveis.

Um dos meus maiores desafios é sem dúvida a variedade, não cair sempre no mesmo fruta, pão, iogurte (falo em especial dos lanches; nos almoços e jantares é mais fácil diversificar).

Numa das várias pesquisas que fui fazendo, eencontrei o blog Na cadeira da papa, que foi uma verdadeira inspiração. Daí até ter passado para o livro, "Mãe, quero mais!", foi um saltinho.
Já fiz várias receitas do capítulo lanches e pequenos-almoços, especialmente ao fim-de-semana e está tudo super aprovado. O próximo passo será testar as refeições e as gomas - tenho muita curiosidade. Tudo super saudável, sem açúcares.

Hoje ao lanche, no entanto, porque me faltavam ingredientes para o que queria, decidi inventar uma rceita alternativa das panquecas de cenoura e cocô. Fiz panquecas de flocos de aveia com raspa de laranja, cozinhadas muito lentamente na frigideira, dois minutos de cada lado. Ficaram super fofas e, modéstia à parte, maravilhosas. A C. comeu duas e foi porque não dei mais. Acompanhei com o batido de banana congelada e cacau em pó e é certamente uma experiência a repetir. 

Já me apetece Natal!

Algures esta semana as redes sociais publicaram uma imagem com o count down para o Natal – uns 70 dias, agora um bocadinho menos – e a minha vontade foi ir à cave buscar as caixas com a decoração toda para fazermos a casa-natal (sim, eu sei que ainda é cedo).

É verdade que ainda não há Natal nas ruas, nem decorações nem luzes, mas por mim podíamos avançar e ir directos para os primeiros dias de Dezembro, com direito a música por todo o lado e enfeites e cores. 

Este ano acho que vai ser ainda mais especial, porque temos uma pequena piolha que já vibra, já canta, já se entusiasma, já diz “mamã Maria, papá José e bebé Jesus” quando vê um presépio (e nós temos vários), já sabe a “Pinheirinho” de cor.

Aos poucos vamos começar a explicar-lhe a magia do Natal. A família, o cheiro, os sabores, a importância de dar, o porquê de receber. Isto é de certeza um desejo de todos os pais, mas queremos controlar o consumo desenfreado de brinquedos, o dar, comprar. Se calhar vamos fazer bolachas para deixar em cima da mesa para o Pai Natal comer. Talvez seja a C. a por a estrela no topo da árvore. Se calhar vamos ter um pinheiro do Panda e dos amigos. A música há-de estar sempre no play, a lareira (se já a tivermos) acesa. Vou fazer filhoses. E um bolo de frutos vermelhos coberto de neve que vamos enfeitar com o veado e o ursinho pulga. Vamos estar todos juntos e não tarda é Natal outra vez.

E agora para uma coisa mais ligeirinha


Vamos ver o Panda!

Isso mesmo, é oficial; somos pais, deixamos os concertos e seguimos directos para os festivais do Panda e os Caricas.
Pior do que isso (e se me confrontarem algum dia com esta afirmação, negarei até à morte!): dançamos a "taça" num casamento! (OH My God!!) - mas a culpa foi do - abre aspas - DJ - fecha aspas.

Posto isto, lá estaremos sim senhora, com a Pipa e a Clarinha e o Pedro e o Matias (hey! - esta parte só os pais vão perceber), num belo dia de Dezembro, pela manhã, esperando que a nossa criança (não aquelas que todos temos dentro de nos, não; a que está cá fora mesmo) delire ao vivo da mesma forma que delira quando vê na televisão.

Depois disto, seguir-se-ão certamente o Ruca e o Noddy e a Porquinha Peppa mas o que é que a gente há-se fazer se tudo o quer é vê-los felizes?

Achamos que controlamos tudo mas afinal..

Estive na dúvida sobre a publicação deste texto. Há coisas na vida que mais vale nem pensar, quanto mais falar. Mas acabei por decidir que pode funcionar como um alerta e que bem vistas as coisas, não custa lembrar que não mandamos assim tanto na nossa vida.

Já expressei publicamente por diversas vezes o meu desejo de ter quatro filhos. Pode não chegar a acontecer mas no futuro, quando for muito velhinha, poderei variar o meu discurso entre "ter tido exactamente os filhos que sempre quis" ou "se pudesse tinha tido mais x filhos (a saber, 1, 2 ou 3)." Aos 30 anos, vou manter em aberto o sonho dos quatro - que se mais nada for, terá de ser bem negociado com o senhor pai dos meus filhos.

Uma pessoa que quer ter quatro filhos tem de trabalhar bem - não só bem para ter muito dinheiro e dar de comer a uma cambada, como bem no sentido de gerar crianças depressinha. Ora, a minha filha tem dois anos (eu queria dizer "ainda" tem dois anos, mas para este efeito será mais apropriado "já" tem dois anos) e eu ainda não produzi mais crianças. 

E porquê?

Estive convencida durante bastante tempo que por esta altura da minha vida já estaria grávida; aliás, em bom rigor, eu achava que quando fizesse 30 já ia ter dois filhos (fisicamente já não é possível, a menos que fosse um coelho ou um rato). Por esta altura na verdade já percebi que tal não vai acontecer. O que é assustador é que não vai acontecer, mas não por vontade minha. E a vidinha que eu achava que tinha toda controlada, afinal aconteceu de outra maneira. No fundo era este o alerta.

É tão fácil cairmos no erro de pensarmos que vamos onde queremos ir, fazemos o que queremos fazer e controlamos tudo, que os imprevistos são afinal enormes surpresas.

Em Abril deste ano recebi um diagnostico de uma coisa parva na cara (é este o nome técnico: coisa parva; mas também é conhecido por bactéria) e estou a antibiótico desde então. 

Devia ter estranhado quando numa consulta de dermatologia o médico me perguntou se tinha filhos e se queria ter mais - levei com um "nada de filhos enquanto está a tomar antibiótico" pelo que estamos à espera. Estou exactamente há 7 meses à espera, o que quer dizer que já quase tinha o bebé cá fora e ainda aqui ando e andarei, já que depois do tratamento ainda há o período de "limpeza". Qual o nível de controlo que tenho na minha vida? Muito pouco.

(Mas se Deus quiser, vai correr tudo bem)

As coisas não têm de ser como são

O pediatra da minha filha alertou-nos na consulta dos dois anos para algum peso a mais - nada de muito preocupante para já mas uma nota para termos especial atenção e revermos as quantidades.

Tenho absoluto pânico que a minha filha seja "gorda" - palavra que absolutamente, sob nenhuma circunstância utilizo no meu vocabulário mas que chamo aqui por necessidade.

Fui uma criança gorda. 
Gorda aqui é ser amiga, porque ainda não se falava muito em obesidade infantil, mas com dez anos pesava mais quinze quilos do que peso agora, com trinta.
Não vou falar das implicações que isso tem na saúde - felizmente consegui perder grande parte desse excesso de peso - mas o meu medo, o meu absoluto pânico é que a minha filha passe por algumas das coisas pelas quais eu passei.

Qualquer pessoa que me conheça bem sabe que a minha memória funciona de forma estranha. Há coisas (mesmo as boas) que vivi e das quais não retenho nem uma fracção; há outras em que tenho todos os detalhes de cor. E isto não tem a ver - acho eu, nunca perguntei - com os anos que passaram entretanto, com memórias mais ou menos distantes no tempo. Funciona só de forma não muito coerente.

A minha memória é estranha - dizia eu - mas há três episódios de que não me consigo esquecer, de que me recordo mais vezes do que gostaria e que me voltaram a assaltar na consulta dos dois anos.

Sou uma criança feliz que tem pela primeira vez uma festa de crescidos, de uma amiga do irmão mais velho (que eu conhecia de aulas de dança). Vou com a minha mãe comprar a roupa para usar no dia - um sábado à tarde - escolho umas calças cinzentas e um camisolão largo amarelo mostarda com um astronauta. Apaixonei-me totalmente por essa camisola, ainda hoje me lembro dela. Vestia-a tão feliz e orgulhosa, aquele sentimento bom de quando usamos roupa nova pela primeira vez e nos sentimos bem. Quando entrei na sala, onde estavam à minha espera dois ou três amigos do meu irmão para irmos juntos, uma dessas amigas, a J., desatou a rir à gargalhada. A rir de troça, de fazer pouco, a rir descaradamente de mim, da minha figura, do meu amarelo mostarda num corpo demasiado grande para a idade.

Sou outra vez uma criança feliz a numas férias da Páscoa achei boa ideia seguir a sugestão das minhas vizinhas de passar uma semana num campo de férias. Vão várias pessoas conhecidas, algumas amigas, o meu irmão também vai, os nossos pais deixam e eu vou.
No primeiro dia, ainda mal chegamos, os dois primos das minhas vizinhas (que são as minhas grandes amigas naquela época) criam um mote para mim, uma frase com a qual me perseguiram toda aquela semana, que repetiram até à exaustão, dez, quinze, vinte vezes de cada vez que me vêem - e estou sempre a vê-los, afinal é um campo de férias, uma semana, e não temos para onde ir. Olham para mim e perguntam: "quantos barcos já afundaste hoje?" E riem. Sou gorda e aparentemente o meu peso afunda barcos. Ouço isto em repeat ainda hoje.

Há um outro dia em que duas amigas estão a andar de patins no espaço atrás de casa. Vejo-as da janela, queria que me convidassem para ir andar com elas. Secretamente vou calçar os meus patins e deixo-me estar na janela, flectindo os joelhos para não parecer tão alta (os patins dão alguma altura) e não descobrirem que eu já estou ali prontinha, só à espera que me chamem. Digo-lhes se calhar adeus, tento chamar a atenção. Quero muito, muito ser amiga delas, como elas são entre elas. Ao fim de algum tempo chamam-me. Vou feliz, radiante. Mudei de escola nesse ano, não tenho ainda muitos amigos, depois de a escola primária ter sido um tempo particularmente bom. Quero integrar-me, fazer parte. E elas chamaram-me, vamos ser amigas. Desci para descobrir que as crianças se sentem melhor se tiverem um alvo comum de gozo e que eu era exactamente esse alvo. "Achas que nós queremos ser amigas de uma gorda?"

A minha filha tem dois anos, tem a ingenuidade e a doçura de uma criança pequena. Não há maldade nenhuma no mundo, só há pessoas que gostam dela. Sei que irão tratar de mudar isso, que a vida à cruel por vezes, que não a vou poder proteger para sempre (eu gostava) e que apenas poderei fazer o que está ao meu alcance. No resto, não posso nada. Mas posso - e vou - evitar que tenha peso a mais e que um dia, lá mais para a frente, guarde memórias semelhantes a estas.

(Mais um) post em tempo real

O wi-fi do Alfa com destino a Lisboa não está a funcionar tâo bem mas valha-nos o plano de internet no telemóvel. E sim, mais uma voltinha, mais uma viagem e menina bonita não paga mas também nâo anda.

Publicidade a... Medicamentos?

A publicidade a medicamentos banalizou-se de tal forma nos últimos anos que hoje em dia é quase tão bem estar constipado como usar a última tendência em moda. Há para todos os gostos e feitios, desde narizes entupidos, a dores de costas, cabeça, menstruais, micoses, amigdalites, pernas cansadas and so on.

Pessoalmente acho um abuso que devia ser revisto.
Mesmo aquela parte final em que se diz em speed que não-dispensa-a-leitura-atenta-do-folheto-informativo e em-caso-de-persistência-dos-sintomas-consulte-o-seu-médico-ou-farmacêutico, na verdade não muda nada pois já ninguém ouve, como as letras pequeninas dos contratos.

Claro que há legislação que regula a publicidade a medicamentos e a coisa deve em teoria ser controlada mas ainda assim, acho exagerado. 

Esta opinião sai ainda reforçada se pensar num desses últimos anúncios a um medicamento para "transtornos emocionais e ansiedade, que retrata situações NORMALÍSSIMAS da vida - nada de especial mesmo! - mas sugere o uso destes amiguinhos para "ajudar".

Que situações são essas?
A mulher fala em "cuidar das crianças, a casa e o trabalho" como sendo "muita coisa";
O homem em "dia cheio de reuniões importantes"
Por último, a criança - pasme-se! - está malzinho com "o regresso às aulas"
Todos eles com muito menos stress desde que tomam este medicamento.

Em primeiro lugar, acho inacreditável crianças em publicidade a medicamentos anti-stress, calmantes ou anti-ansiedade". O exemplo é péssimo e todos sabemos como o marketing funciona bem nesta faixa etária.
Depois, acredito que realmente várias pessoas necessitem de medicamentos para combater situações mais complicadas, mas por favor!; casa? filhos? E respirar? Almoçar? Jantar? "Hoje tenho de tomar o pequeno-almoço mas estou calma; tomo um comprimido e já me sint capaz"

Acho uma banalização. Preocupa-me, confesso, preocupa-me que desde tão cedo e com coisas aparentemente tão normais e costumeiras, se procure ajuda em medicamentos, como se fossem resposta para tudo. Serão certamente para situações difíceis, mas para a vida em geral? A sério, assusta-me..!

Confesso a minha frustração

Criei este blog em Março de 2012, ano que para este efeito teve apenas nove meses. Tenho 447 posts publicados.
O ano seguinte - de doze meses: Janeiro a Dezembro - teve a módica quantia de 212, menos de metade.
Ano 2014, 166 (a sério, o que é que eu ando a fazer?)
Em 2015, 156; ok, mantivemos o (mau) ritmo.
E este ano - o drama, o horror, menos de 70. 

Estou frustrada. Tenho a sensação de estar sempre a escrever mas certamente estarei a fazer alguma coisa muito mal porque não não reflexos práticos.

A boa notícia é que ainda estamos em Outubro e já tenho resoluções de ano novo - apontemos aos 500 posts em 2017 (só porque sim). Siga!

Essa coisa dos banhos nos hotéis.. Ou sou só eu que sou esquisita?

Como já tinha dito num post de queixas - este - estive fora em trabalho uma semana. Não me apetece muito falar da experiência - pese embora, verdade se diga, não ter sido tão má quanto eu augurava - por isso vou ficar-me pelos banhos.

O plano do dia passava por iniciar os trabalhos às 08:45 h. terminar pelas 17:30 h. e re-iniciar o segundo turno por volta das 18:30 h. até às 22.00 / 23:00 h. No meio deste calendário, dei por mim frequentemente a tomar três banhos por dia.

What?

Num desses banhos tive esta revelação: só nos hotéis é que isto acontece; em casa jamais tenho 3 sessões de água com gel de banho e shampô.

Não sei bem porque é que isto acontece mas tenho algumas ideias.
1. Há menos preocupação com o gasto de água (não é bonito, eu sei)?;
2. Há uma sensação de maior relaxe e uma coisa leva a outra?;
3. Não há nada melhor para fazer?;
4. Estar fora de casa dá uma sensação de menor higiene e temos de nos lavar mais?;
5. Poluição, transpiração?
6. Sou só eu que sou uma extraterrestre?

Há uma forte probabilidade de ganho na aposta na última hipótese, portanto lamento hotéis desta vida mas eu saio cara, pronto. Nem é pelo uso do gel manhoso que deixam na banheira; é mesmo pela água. E notem que estou a falar de banhos enquanto duches, coisas rápidas de 10 minutos e não aqueles de banheira cheia - isso sim um atentado. Ainda assim, fico carota!


P.S. Esta imagem é priceless


wedding mood

Passamos 2016 sem ir a nenhum casamento, depois de em 2014 terem sido quatro e em 2015 um. Ou seja, estávamos sensivelmente há doze meses sem uma desculpa para usarmos um vestido wedding mood, penteados, make up, sapatos lindos de morrer e sem vestir todo o espírito casamenteiro, que eu pessoalmente adoro.

Até Outubro, esse grande mês.
Fizemos 350 Km. para ir casar a A. e o A. mas valeu todos os metros. 
A noiva estava linda, o noivo de laço, coisa que adoro, a quinta era maravilhosa, a decoração pensada em pormenor, todos os detalhes um encanto. Levei uns saltos agulha de 15 centímetros e no fim da cerimónia da igreja achei que não durava nem mais dois minutos; mas há realmente toda uma verdade naquela máxima de que quem corre por gosto não cansa e juro que dancei a noite inteira sem uma ponta de dor (do dia seguinte não vale a pena falar!)

Para além de toda a festa, que foi muito, muito gira, reunir as meninas outra vez é ouro sobre azul. Tiramos dezenas de fotografias, rimos como nos bons velhos tempos, até houve direito a um "e para os noivos não vai nada, nada, nada? Tudo!", igual à universidade, só com mais dez anos em cima!


Agora a festa

Estive a semana toda fora, daí a ausência prolongada, mas cheguei mesmo, mesmo a tempo da festa de anos da minha filha - depois de algum receio de chegar já depois dos parabéns (perdi o voo de ligação em Lisboa e tive de ficar sentada à espera para o próximo). Na manhã do dia de anos já estava em casa e isso é que importa.

Passando à festa.

Como tivemos um casamento no sábado (lá iremos, espero), optamos por uma coisa mais pequenina em casa no próprio dia 7. Um jantar para pais, avós, bisavós e padrinhos e um "depois de jantar" para a restante família.

A C. passou literalmente o dia todo a pedir para lhe cantarmos os parabéns, o que fizemos vezes sem conta. Depois de apagar a vela, o invariável "outra vez, outra vez!" Quando cantamos a versão "oficial", com o bolo (perfeito!) do Panda, ela estava tão feliz. Foi um momento muito bonito. Cantamos duas vezes e ela delirou. Toda a festa aliás, com as pessoas, a música. E a atenção toda, claro. Mas foi a anfitriã perfeita: falou com toda a gente, agradeceu todas as prendas, deu beijinhos a todos e no fim entregou pequenas lembranças a todos dizendo "obrigada por teres vindo à minha festa". A minha boneca!

O tema Panda foi uma escolha acertada também. O bolo, as bolachinhas, os chapéus, dois balões enormes. Ficou muito, muito giro, melhor até do que as minhas expectativas confesso. Pequena piolha quis obviamente pegar em todos os bonecos e três dias depois ainda pede para cantar os parabéns no bolo do Panda e do Jubas e do Riscas e da Pintas. Score!


Em tempo real

O wi-fi do Alfa pendular procedente de Braga e com destino a Lisboa Santa Apolónia, està em funcionamento. Atençâo à distância entre a porta e a plataforma

Carta aberta

C.,

Podia assinalar os teus dois anos com uma descrição de tudo o que me fazes sentir, deste amor enorme, de um coração que bate fora do peito desde aquele segundo em que o médico te pôs no meu abraço. Deste amor maior.

Mas depois, se pensar bem, quando quiser recordar estes dois anos, não vai ser disso que não me vou lembrar. Este amor é para sempre. A minha memória não. Aquilo que agora tenho de cor, vai ficar desfocado com o tempo e por isso o que nunca mais quero esquecer é que..

Com dois anos dizes tudo.
Falas como um papagaio, repetes o que ouves, crias frases compridas ("Qual é o outro brilha brilha que dá no telefone do L. em G."), tens sempre resposta ("C., porque é que falaste pouquinho na casa do ZD?" - "Porque tenho a boca muito pequenina"), explicas-te lindamente. Falas ao telefone como gente grande. És muito expressiva e descreves tudo o que vês, geralmente começando a frase com "Olha.." Nunca estás calada e se não souberes o que dizer, inventas.

Com dois anos já não usas fralda.
Deixaste as fraldas com pouco mais de um ano e meio e depois de algumas semanas de incidentes, o desfralde de dia foi um sucesso. Pedes para fazer e se não quiseres dizes que "não quer xixi, já fez"

Com dois anos continuas a só querer chupeta para dormir.
Mal acordas já "não quer pepé" e fazes logo o favor de a entregar a quem estiver mais próximo.

Com dois anos comes sozinha
Adoras comer de tudo e já só te damos a sopa; a comida tratas tu dela. Pedes mais ou dizes que "não quer mais, está cheia". Adoras esparregado e podia ser esparregado todos os dias.

Com dois anos continuas a não ser a maior fã de andar de carro mas já é mais pacífico. Se queres ir embora de algum sítio, és bem capaz de pedir para ir "dormir no popó do pai"

Com dois anos adoras sair de casa. 
Passas o dia a pedir para ir à rua e geralmente queres levar meia dúzia de brinquedos que depois alguém que não tu carrega.

Com dois anos perguntas se podes fazer asneiras.
Se há alguma coisa que te parece que provavelmente não podes fazer, perguntas antes "Posso..?", embora a faças independentemente da resposta. És muito malandra mas as asneiras não são tantas assim. Às vezes o desafio é contermos o riso.

Com dois anos contas até dez e reconheces alguns números quando os vês (o cinco da nossa casa, o um..)

Com dois anos sabes algumas cores, especialmente o azul e cor-de-rosa que identificas bem

Com dois anos sabes o nome de todos os teus bonecos, dos livros, das histórias, dos animais (até o cavalo marinho e o caranguejo).

Com dois anos cantas imenso. Adoras as músicas do Panda que estás sempre a pedir para ouvir e acompanhas partes das letras. As mais cantadas têm de ser "o rockstar do Panda", a "Olá, olá" (música dos 20 anos do canal Panda) e a "Brilha, brilha", que cantas lindamente

Com dois anos reconheces toda a nossa família e amigos em fotografias (e ao vivo obviamente) e associas perfeitamente as ligações entre eles (os irmãos, os pais). Sabes quem te deu todas as coisas que tens. Chamas os avós pelo nome em vez de por avó ou avô (à excepção da "vóvó N.") e a mãe por "mamã A."

Com dois anos continuas a adorar o Panda, mas há amigos que te acompanham para todo o lado: o Dói-Dói, João, Zé-Zé, Riscas, Pintas, Crocas, Pópotamo, Ruca, Tó.

Com dois anos adoras ler livros e ver as revistas do Panda, Ruca, "ron ron" Peppa. Fazer comidas, Fazer chá e café. Mexer em água seja sob que forma for. Jogar à bola. Gostas de tomar banho mas não de lavar ou secar o cabelo. Adoras a praia, andar de baloiço e escorrega. Brincas com todos os brinquedos, imitas vozes dos bonecos a responder às perguntas que fazes, lês-lhes histórias e deita-los a dormir.

Com dois anos já não choras no pediatra mas ficas com beicinho. As duas últimas constipações curaste sozinha. Já sabes assoar o nariz. Quando entramos num parque de estacionamento subterrâneo dizes que "não quer tum-tum" (médico. Explica-se pelo barulho que faz a ouvir o coração)

Com dois anos continuas a não ver praticamente televisão, salvo uma vez por semana um ou outro episódio do Noddy que canta "o quê, quando, onde" na "tisião" e adoras.

Com dois anos sabes o teu nome, quantos anos tens e que vives no "Porto"

Com dois anos queres adormecer todos os dias no "có mamã" à noite. Queres fazer quase tudo sozinha e só dizes "não consigo" em último recurso. Em geral, "a C. consegue."

Com dois anos, agarras-te às nossas pernas e dizes que "é muito amiga da mãe" ou "gosta muito do pai" e nós derretemos um bocadinho. Às vezes dizes que a "mãe é muito linda" e se te disser que a C, é que é linda, dizes que são "as duas!"

Com dois anos já percebes que quem faz anos hoje és tu e que mais logo vamos cantar os "Parabéns" com "todos os amigos".

O projecto das fotografias do mês - ano três

Já perdi a conta às vezes que falei deste projecto aqui mas pelo menos, além de noutras ocasiões, em todos os meses de 2015.

Para os menos atentos, vou recapitular:

- Tirar todas as fotografias desejadas aos nossos rebentos;
- Organizar as referidas fotografias em pastas chamadas "Mês-ano"
- No dia 30, 31 ou 28/29 de cada mês (consoante o caso) à noite, já depois de os rebentos estarem a dormir e não haver mais fotos, seleccionar entre doze a quinze preferidas;
- Guardar numa pen ou outro formato semelhante;
- Levar a uma loja e imprimir;
- Colocar num álbum de fotografias querido acompanhado de alguns comentários;
- Ser feliz com o resultado.

Por aqui os álbuns usados:

Em 2014 - 2015:

 Em 2015 - 2016

E agora 2016 - 2017

Todos da Tuc Tuc e lindos de morrer!
(Mais uma dica para o Natal - quem é amiga, quem é?)


Perderam-se os CTT

Gosto muito de enviar e receber encomendas, cartas, postais. O abrir a caixa de correio e ter uma surpresa à espera (contando que não sejam contas) ou mesmo abrir a porta ao carteiro para receber em mãos, são boas excepções à regra do digital.

No entanto, devo dizer que os CCT estão a matar a magia.

No espaço de dois ou três meses já tive mais problemas com estes senhores do que em toda uma vida de serviço público. E só se explicam apenas pela sua incompetência, falta de profissionalismo e mesmo irresponsabilidade, do que reclamei aliás em sede própria mas sem qualquer sucesso.

Passo a explicar.
Vejo a caixa de correio todos os dias. Não só porque tenho esse vício, como a caixa fica literalmente à passagem dos meus olhos quando entro em casa, de tal forma que seria mais difícil evitá-la do que a ver.
Vejo a caixa todos os dias e nessa medida é impossível que uma carta seja lá depositada sem que eu veja no próprio dia.

Ainda assim, os CTT depositaram na minha caixa três cartas, duas delas com dois meses de atraso. A primeira correspondia a um aviso para pagamento, a segunda a uma ameaça de recurso à via judicial em caso de falta de pagamento (acrescido de juros) e a terceira, única entregue em tempo nesta saga, à via judicial propriamente dita, com juros e custas. Valores que tive de pagar integralmente porque a primeira comunicação, de aviso, foi entregue junto com as outras.

Reclamei para os CTT, para o Provedor, para o livro. O correio era registado mas sem aviso de recepção e os senhores fizeram constar dos resultados da consulta ao número de registo que todas as cartas tinham sido entregues na data suposta e não com dois meses de atraso. Pelo que, em todas as vias de reclamação a resposta foi a mesma. Irresponsável e incompetente, E que me podia ter custado uma penhora (mas nem vamos por aí).

Já estava quase a esquecer-me deste episódio quando fiz uma encomenda que sabia ia ser entregue na segunda-feira. Estive em casa o dia todo - a entrega era em mãos. À noite tive o cuidado de ver a caixa e não estava qualquer comunicação, aviso ou carta,

No dia seguinte à hora de almoço vejo a caixa e qual não é o meu espanto quando lá encontro um aviso de entrega não conseguida porque ninguém tinha atendido no dia anterior! Ora não só eu estive em casa, como nesse dia não foi tentada nenhuma entrega nem deixado nenhum aviso. 

Claro que eles têm a face, o queijo, o fiambre e a mortadela na mão e fazem aquilo que muito bem entendem mas, caramba!, não é de uma pessoa ficar revoltada? Que serviço mal prestado, benz'a Deus..!