Plantar uma arvore

Risquei em Março da minha to do list um item particularmente especial: plantar uma árvore. Foi uma prenda de aniversário do meu homem (falei disso aqui) e uma actividade que fizemos em família, entre o cavar a terra, plantar, regar e cuidar dela a partir daí todos os dias. Devo dizer que a mais empenhada é a C., que rega todos os dias e diz entusiasmada que a nossa árvore vai dar maças pequeninas (é uma macieira bebé).

Tinha grande fé que crescesse em alguma coisa mas as minhas expectativas foram largamente ultrapassadas: em apenas um mês, a nossa árvore está a coisa mais maravilhosa que a natureza já viu! Cheia de flores e folhinhas, tão, tão bonita que me emociono sempre que a vejo - e ainda por cima está no jardim da entrada pelo que nos cruzamos diversas vezes ao longo do dia. Nem quero imaginar como estará daqui a alguns meses.

Não tenho infelizmente foto do antes, mas era simplesmente um pauzinho de madeira enterrado na relva (já assim, fofinho). Agora, transformou-se num cisne:


Arrume a sua casa. Arrume a sua vida

Há algum tempo que tinha curiosidade em ler este livro. 
Não ache que seja desarrumada por aí além mas reconheço que há coisas em que queria melhorar. Nunca tinha surgido a oportunidade até que aqui há dias um colega que promove um sistema de empréstimo de livros dentro da empresa, mo emprestou. Andou ainda algum tempo em cima da mesa da cozinha (desarrumado!) até que me decidi a pegar nele na última viagem de comboio Porto - Lisboa - Porto (e em seis horas, li-o todo).

O que reter?

Bom, primeiro não sinto total identificação com o livro; para ser sincera aliás, só a primeira parte me fez pensar um pouco na minha própria situação; 
Depois, é sempre necessário ler com algum grão de sal este tipo de publicações e admitir visões diferentes.

Posto isto, notas que me fizeram sentido:

- O processo de arrumar a casa como ela o vê, deverá demorar no máximo 6 meses.
- Devemos arrumar por categoria e não por divisão (isto é, roupa e não quarto ou livros e não sala);
- O primeiro momento do processo é: decidir o que deitar fora;
- Decidir o que deitar fora faz-se desta forma: todos os itens da categoria a arrumar são postos num mesmo sítio e para cada um deles de forma individual devemos perguntar "dás-me alegria?". Tudo aquilo em que a resposta seja - honestamente - sim, fica; tudo o que não, vai (ela fala várias vezes em deitar ao lixo, mas acho que podemos fazer a nossa interpretação e doar por exemplo);
-Terminada esta tarefa, entra a parte da arrumação propriamente dita, onde também dá algumas dicas com que não me identifico muito, salvo talvez a de arrumar as coisas da mesma categoria no mesmo sítio (exemplo: não ter livros espalhados por toda a casa mas concentrá-los todos no mesmo sítio) e da forma de organizar roupa.

De resto, tem algumas passagens que de facto não me disseram nada, como deitar livros fora, como de esvaziar todos os dias o conteúdo da carteira ou mesmo como agradecer a todas as coisas diariamente (obrigada carteira, obrigada sapatos, obrigada casaco).

A parte boa de ter lido este livro?
Estou com uma fúria de arrumar a roupa!
Já decidi o dia: será no feriado.E vou fazer uma coisa que nunca fiz antes: pegar em todas as peças de roupa que tenho em casa (de todos os armários, gavetas, sacos de arrumação, verão e inverno) e em todos os sapatos,botas, etc e pôr tudo no chão. Para cada uma destas peças terei de decidir se quero manter ou dar - talvez não exclusivamente com base no critério da alegria, mas numa óptica qualquer de que hei-de me lembrar. Espero reduzir drasticamente a quantidade de tralha.

Logo no início do livro pergunta-se qual o motivo de querermos arrumar. E eu estive a reflectir e acho que quero arrumar para ter mais coisas que usar. Parece um contra senso? Não é.
A verdade é que com os armários e gavetas todos apertados, acabo por usar sempre as mesma peças porque não vejo as outras. Variar está na forma como temos a organização e a que eu tenho actualmente (e nos últimos anos) não me permite ver a globalidade das coisas que tenho. Esvaziar os armários daquilo que não uso, vai dar-me espaço para ver o que gosto de usar. 

Talvez possa existir um outro motivo, que tem a ver com o arrumar a vida depois de arrumar a casa, mas a isso só poderei chegar depois de arrumar efectivamente - portanto falamos mais tarde sobre isto. Até lá, wish me luck!


Post Modern Jukebox

Dia 12 de Abril. Coliseu do Porto. Nove e meia.

Saímos de casa ao final da tarde para um copo no Base, essa esplanada aos pés dos Clérigos, cheia de gente na relva a aproveitar o fim do dia - e que dia esteve! 

Jantar - se é para a desgraça é para a desgraça - uma francesinha cheia de quilos que vão directos para as ancas e barriga mas que estava maravilhosa. E perdoe-se o mal que faz pelo bem que sabe.

Entramos no Coliseu precisamente às 21:30 h. e dez minutos depois temos o PMJ ao vivo e a cores, fabulosos como sempre!

Um concerto espetacular, curiosamente o último da tour. Ovação em pé de uma casa praticamente cheia (o que não deixa de ser engraçado porque de todas as pessoas a quem disse que ia ver PMJ, recebi uma cara de ponto de interrogação). Muito, muito bom.

Destaque em especial para a Halo (exibição perfeita!) e para o momento a solo do pianista, que tocou Rui Veloso - fica sempre bem.

E obrigada ao meu homem pela prenda de aniversário de efeito retardado (e por ter descoberto esta banda).

Decisions, decisions...!

Andamos às voltas com o quarto da C.
Queria passá-la para uma cama "normal" (isto é, tirá-la da cama de grades) e com isso aproveitar para fazer um remake ao quarto. Mas tenho as ideias a pairar na minha cabeça, sem chegar a conclusão nenhuma.

Posto isto, numa espécie de organização, tenho o seguinte:


Cores:

Adoro o verde água mas não vou fugir aos brancos, rosas e beiges. Talvez possa ter um ou outro apontamento com cores pastel - e espero com isto não transformar o quarto da míuda numa mixórdia cromática.


Cama:

Não fechamos totalmente a decisão mas temos a cama quase escolhida. Será branca, básica, para não cansar. Embora adore aquelas camas-casinha em madeira, baixas, tenho algumas reticências quanto à proximidade ao chão, facilidade de a fazer e fartar-me dela ao fim de um ano ou dois.


Tamanho:

Tirei as medidas todas para aproveitar o espaço ao máximo, sem contudo o encher demasiado. Para nós, o quarto é o espaço de dormir e tem de ser calmo e confortável. Uma cama, um cadeirão e uma cómoda são os móveis base, acompanhados depois por alguns:


Detalhes:

Os detalhes fazem toda a diferença em qualquer espaço e quero que no quarto da C. também. Poderá ser um cantinho mais especial, algumas peças de decoração, um tapete, não sei ainda. Pormenores que fazem a diferença.


Originalidade:

Aqui reside o meu maior problema. Adoro os quartos do pinterest mas acho-os absolutamente todos iguais. Vejo as mesmas peças centenas e centenas de vezes e gostava que o quarto da minha filha fosse mais original. Sei que também aqui são os detalhes que fazem a diferença mas queria algo único.


Alguma inspiração (disto tudo e de nada disto)










Já agora, outra coisa boa do bom tempo

Bicicletar !

No fim-de-semana passado voltamos aos nossos passeios de bicicleta. Sinal claro de que voltou o bom tempo (vamos ver..!)

Com isto, lembro-me de que podia muito bem adoptar este meio de transporte diariamente no percurso casa-trabalho-casa e deixar de ser preguiçosa. Pena que o caminho é a subir...!

Outra coisa de que me lembro é que em ano de eleições, todos os presidentes de Câmara teriam a ganhar se melhor servissem as suas cidades de infraestruturas para quem anda de bicicleta. Nomeadamente, vias próprias para o efeito. Deixo a dica e prometo um voto!

Lisbon, baby

Malas e bagagens para três durante dois dias: Lisboa, aqui vamos nós outra vez.

Motivos:
- Aniversário de uma amiga;
- Visitar bebé que nasceu de outra amiga;
- Visitar outro bebé que nasceu de uns amigos

Só em orçamento para prendas (bebés mais irmãos mais velhos dos bebés) e deslocação vai uma renda de casa. Mas quem corre por gosto não cansa, por isso, siga!


Sábado, 09.00 h.

Estive a pensar e decidi que a hora perfeita para acordar ao sábado é às 09:00 horas.

Porquê 09:00 horas?

- São mais duas horas do que à semana e duas horas a mais é espetacular!;
- Já não é madrugada;
- Depois de tomar banho, vestir, tomar pequeno-almoço, etc. são perto das 10:00 que é perfeito para sair de casa,
- A manhã rende imenso e
- Tenho a sensação de que consigo aproveitar mais o dia.

Na realidade, o que acaba por acontecer é que acordamos às oito e tal (no último sábado, 08:30) mas  a sensação de que ainda é cedo faz com que nos andemos a arrastar e só estejamos prontos para fazer alguma coisa da vida já depois das onze e meia. Shame on us. Mas se alguém perguntar, acordamos às 09:00.



Confesso que a Páscoa não é a minha festividade preferida na história das festividades, mas há amêndoas de chocolate (Pai, estás a ouvir?*) e por isso nem tudo é mau.

Posto isto, uma boa Páscoa! Haja saúde e paz.


* Mentira, que o meu Pai não lê o blog - mas prometeu-me uma caixinha das melhores amêndoas de chocolate do mundo e eu conto fazer cumprir a promessa!

Mas com sol tudo melhora

Sabem aquela altura do ano em que já não temos paciência para nada?  Em que a cada e-mail recebido no escritório temos vontade de atirar com o computador contra a parede? É sinal de que estamos mesmo a precisar de férias; pelo menos por aqui é assim. Se começo a ouvir o homem falar em sair da empresa dele, está na hora de marcar uns dias de descanso, para aguentar até às férias grandes.

Por estes dias que tem estado um tempo maravilhoso (que pagaremos com juros em Agosto, não tenham dúvidas), tudo parece no entanto mais fácil. Temos imenso trabalho, montes de coisas para fazer, queremos mandar na mesma o computador contra alguma coisa mas.. está sol, céu azul, os pássaros cantam, os dias são enormes. Tudo se aguenta melhor com bom tempo. Viva a vitamina D!

O próximo passa será trocar as roupas de inverno pelas de verão - adeus botas, casacões, cachecóis, gostei imenso de vocês este ano mas agora só em outubro volto a ter saudades vossas. Venham os amarelos, os rosas, os turquesas, os verdes água e sobretudo o branco. Venha muito branco à nossa vida para ficar tudo mais leve e fresco. Juro que se fechar os olhos um bocadinho já ouço o barulho do mar e do gelo a bater no copo de Somersby! Querido tempo, aguenta-te! Não há nada que chegue ao verão.

Estou honestamente preocupada com isto

No dia do Pai fomos almoçar a um sítio espectacular - já falei disso.
O tempo estava óptimo, um verdadeiro dia de Verão e imensas famílias tiveram a mesma ideia que nós. Todas as mesas, dentro e fora, estavam cheias de mães, pais, tios e filhos. Crianças pequenas, bebés de colo, outros maiores. Não os contei mas eram bastantes.

A meio do almoço fiz este exercício (que faço quase sempre): contei quantas crianças não estavam agarradas a um telemóvel ou tablet e o número a que cheguei foi 1 - a minha.

Cresci numa casa onde à hora das refeições não havia televisão ligada e onde, mais tarde, os telemóveis e telefones sempre foram proibidos. 
Não vou dizer que isto é a educação modelo para todas as pessoas mas foi a que escolhemos quando criamos a nossa família. A televisão está sempre desligada às refeições (a todas) e nenhum de nós leva o telemóvel para a mesa.
Como consequência, a minha filha não mexe em telemóveis ou tablets às refeições (e praticamente também não o faz fora delas, mas não era sobre isso que ia falar).
Claro que ela ainda é pequena e embora tentemos promover a conversa, perguntar-lhe como foi o dia, o que fez, onde foi etc (ela fala muito bem já), muitas vezes temos brinquedos e livros em cima da mesa para ela ir brincando. A grande diferença entre isto e os objectos de tecnologia, é que com os brinquedos estamos todos envolvidos. Ou estou a contar uma história, ou estamos a fazer brincadeiras com os bonecos. Se há uma televisão à mistura, é certo que ela desliga do mundo e liga na televisão.

Este modelo de educação não é o melhor nem o pior, é simplesmente o que para nós faz mais sentido.

Posto isto, é com uma preocupação enorme no futuro da humanidade que vejo crianças desde os três meses até aos 16 anos agarradas a telemóveis à mesa, sem falar, sem conversar, sem fazer parte do mundo. Totalmente alheados. Faz-me sobretudo muita confusão que os pais alinhem nisto e promovam até que os seus filhos bebés comecem desde cedo com isto.

Obviamente que eu não sou inocente ao ponto de não perceber porque é que isto acontece.
Ter filhos dé trabalho. Criar filhos também. Se o ipad ou o iphone fizer isso por nós, perfeito, menos trabalho.

Infelizmente vejo cada vez mais mais crianças educadas à lei dos tabelts, sobretudo à hora das refeições. Talvez os pais queiram uma refeição descansada e sem trabalho. O meu conselho é: deixem os filhos em casa. Se os filhos não podem ficar em casa, prestem-se ao esforço de interagir com eles - vão ver que vale a pena. Porque uma ida a um restaurante para uma criança também pode ser um momento especial, como para os pais. Uma coisa diferente. Irrita-me, honestamente (se calhar não devia).

Por outro lado, aplaudo de pé iniciativas como a deste café que oferece um desconto a quem deixar os telefones no cestinho. Devíamos ter cá ideias como esta. Ainda há dias uma tia minha se levantou da mesa do café onde estava com o marido e os dois filhos (12 e 17 anos) porque estavam sentados os quatro à meia hora e eles ainda não tinham levantado a cabeça dos respectivos telefones - e consequentemente ela estava ali a sentir-se ridícula. 

Quando tiver um café / restaurante / espaço público, prometo que adopto esta iniciativa. Palminhas!



As coisas mais simples

Por esta altura da vida, já percebi que comprar (brinquedos, coisas, etc) não significa de maneira nenhuma fazer uma criança mais feliz. As coisas mais simples são de longe as melhores - e perdoem-me o cliché.

Fizemos em família uma actividade que consistia em recriar uma cena de um filme da Disney. Sem grande produção ou adereços. Uma coisa bastante amadora, na verdade.

Foi todo um processo de ir mostrando cenas do filme original à C., para se habituar às personagens e de lhe explicar o que íamos fazer. Ela tinha duas falas e um papel na cena toda - que adiante-se, desempenhou na perfeição (estou tão orgulhosa!) Todos os dias dizia que queria gravar o vídeo. Andamos quatro dias com isto e foi mesmo muito giro, uma actividade em família que ainda por cima deixa uma memória física.

Notas sobre isto:
Continuo maravilhada com a memória e capacidade de decorar coisas da minha filha, que tem dois anos e é um bebé. É impressionante!
Um projecto ou actividade em que estamos os três é sempre melhor do que um projecto ou actividade em que só está um ou dois. Somos um pack e adoro.
Já terminamos as gravações mas a C. continua a falar disso e foi realmente uma coisa de que gostou. As fotografias que fomos tirando mostram uma criança super feliz.
Continuo convencida de que os filhos são a melhor coisa que temos e estou totalmente apaixonada pela nossa família. 

O mês em que escrevi duas histórias


Não acredito muito na máxima "não interessa ganhar, o que interessa é participar" mas neste caso concreto acho que tem alguma aplicação.

Tenho seguido o concurso literário com alguma atenção nos últimos dois anos e o ano passado tinha pensado concorrer. Foram várias as vezes em que abri o word e fiquei a olhar para uma folha em branco, vazia, sem fazer a mínima ideia por onde começar (nem sempre adoro o "era uma vez" como princípio de história, confesso). Não fui capaz de escrever se quer uma vírgula porque não sabia por onde começar, o que dizer, para onde ir. Era um muro e eu não podia passar.

Este ano quando o concurso foi lançado, decidi novamente que queria participar mas tinha uma história alinhavada na cabeça. Surgiu de uma coisa que o meu marido disse um dia à C. quando lhe estava a vestir o pijama.
Escrevi a história toda e tive dois problemas. Primeiro, achei-a demasiado infantil para o público alvo (6 a 12 anos); segundo, o fim não tinha grande nexo com o meio. Decidi adaptá-a para que ficasse simplesmente uma história de dormir e conto-a à minha filha praticamente todos os dias. Está em papel, guardada, quem sabe um dia não faço qualquer coisa mais com ela.

Depois disto, precisei de uma segunda história, se queria concorrer. E a ideia veio uma vez mais de uma coisa que disse à C. quando ela me fez uma daquelas perguntas que os miúdos fazem e nós não sabemos bem responder. Inventei uma resposta e isso foi a base para a minha segunda história. 

Que não haja dúvida que os nossos filhos são a nossa maior fonte de inspiração.

(Num destes últimos fins-de-semana perguntou-me outra coisa sobre as moscas e tenho um rascunho de um terceiro conto para escrever.)

Na verdade, não interessa muito se participarei ou não no concurso, porque isso já não é importante. Consegui escrever duas histórias e fazer de uma delas um original para a minha filha (que talvez possa ilustrar com a ajuda de uma amiga e imprimir para a posteridade). Quando penso na folha em branco do ano passado e nas várias folhas que consegui escrever este ano, percebo que o mais importante foi feito. Porque já não me lembrava que produzir é maravilhoso.

um sítio para ser feliz no Porto

Já fez um ano que nos mudamos para o Porto - como assim um ano?! (curiosamente foi exactamente na véspera da Páscoa).

Não posso dizer que tenhamos conhecido muito da cidade neste ano mas pelo menos já sabemos onde é a Rua das Flores, Miguel Bombarda, Baixa (pronto, a Baixa já sabíamos). Fomos literalmente a meia dúzia de restaurantes e temos a sensação de que ainda há tudo para conhecer. Sendo sincera, o que mais vimos foram casas (42 em 2016) mas o lado positivo é que há mesmo muito para conhecer. Nunca tinha vivido no Porto, conhecia de cá vir praticamente todas as semanas há dez anos atrás. Está tudo mudado, mais bonito, mais arranjado. A Baixa é linda de morrer, a Ribeira e, claro, a minha querida Foz do coração (que continua a ser a minha zona de eleição).

Ao fazer um ano, o meu reconhecimento vai contudo para um dos sítios mais bonitos da cidade: the one and only, Palácio de Cristal.

Foi dos primeiros parques que aproveitamos, é o jardim onde mais vamos ao fim-de-semana. Tem o tamanho certo, tem relva, tem um lago, tem pavões e gaivotas e tem um parque infantil. Tem também um café, uma biblioteca, uma feira do livro em certa altura do ano, aulas de ioga e semelhantes gratuitas ao sábado de manhã e uma vista deslumbrante. Agora que o bom tempo voltou, voltará a fazer parte das rotinas porque é perfeito! Para quem não conhece, shame on you !


Depois desta sossego, juro!

Ando a falar insistentemente em férias, sopas e descanso mas há uma razão. Considerando que a semana de férias do Natal foi exclusivamente para mudanças (mudamos de casa dia 23 Dezembro), não temos dias de descanso desde Agosto do ano passado! Uma ponte aqui ou um feriado ali, não contam. Queremos férias à séria!

Este ano, pela primeira vez desde que saí da faculdade e trabalho, marquei três semanas seguidas! Só me resta torcer para que não seja necessário desmarcar - bate na madeira!

Isto tudo para dizer que faltam, contas redondas, três meses para as férias! Três meses e meio, pronto. Mas menos de meio ano e estaremos alegremente de biquíni a apanhar sol sem fazer absolutamente nada (que é para o que trabalhamos o ano inteiro!) Viva!!

Yeah!

Tenho normalmente por hábito marcar hotéis ou estadias através de contacto directo. Uso em regra o Booking para ver opções com mais facilidade mas depois acabo sempre a enviar e-mail directamente ao Hotel para reservar.

Esta semana escolhemos finalmente um sítio para fazermos um fim-de-semana prolongado (Deus sabe como precisamos de férias!) e entrei em contacto para agendar.

O que aconteceu foi maravilhoso.

Primeiro a pessoa foi simpátiquíssima e super prestável.
Depois,pedi preço para regime pequeno-almoço e regime meia pensão para três pessoas e recebi o preço acompanhado de:

"Ofereci a estadia, o pequeno almoço e a refeição da criança e fiz uma atenção dado o número de noites e o contacto direto"

Conclusão: ficou mais barato cerca de 90 euros. 

Adoro pessoas!!

O patinho feio

Estive a reflectir sobre a história do Patinho Feio, na versão que a minha filha tem (que não sei se é a oficial, isto dos clássicos tem muito que se lhe diga) e cheguei à conclusão de que é possivelmente o maior atentado à luta contra a discriminação - já para não falar na maldade indescritível de chamar feio a uma criatura que acabou de nascer.

No livro que a minha filha tem, a moral da história é que os patos aprenderam com o irmão "patinho feio" que ser diferente não é mau de todo.

Citando:

Este pato nosso irmão
Serviu para nós aprendermos
Que ser diferente é bom
Sem às vezes o sabermos.

Mas no fundo a história é esta:

Nasceram cinco patos, lindos e maravilhosos.
Nasceu o sexto filho da pata, que era feio.
Toda a gente o insultava, ela nem podia andar na rua.
Até que ele decidiu fugir e foi viver para a floresta
E um dia descobriu que era cisne e foi acolhido pela família de cisnes
Ficou feliz por encontrar bichos iguais a ele
Nunca mais viu os irmãos
Fim

Portanto, que raio de mundo é este em que patos só podem viver com patos e cisnes com cisnes? E o princípio da não discriminação? É mesmo isto que queremos ensinar aos nossos filhos?

Este livro faz parte de uma colecção de livros pela qual a C. está totalmente apaixonada. São 52 e ela decorou o título de todos só de olhar para a capa (tem dois anos e meio e uma mãe assustada!) 
Cada livro traz um cd (com a história e umas músicas) e os18 cd's que ela já tem estão divididos entre o carro da mãe e o do pai e vão tocando à vez nas viagens. 

Ora, como já deve ter dado para perceber, no meu carro anda a tocar há muitos dias o patinho feio, daí o nível da minha revolta. Cada vez que ouço aquilo a minha vontade é atirar com ele pela janela e a seguir reclamar ao provedor do Leitor (existe?). 

O pior disto tudo é que a minha filha teve o azar de ter nascido com a mesma característica que eu e decora todas as músicas e palavras das histórias à segunda vez que as lê / ouve. De maneira que tenho uma criança que durante todo o dia canta e re-canta esta coisa bonita de discriminar cisnes só porque não são patos. E ela até canta bem. Só que a mim chateia-me a questão de fundo.



Soundwich

Partilho hoje mais uma maravilhosa descoberta no Porto - o Soundwich




Fica mesmo, mesmo ao ladinho do Parque da Cidade, tendo aliás ligação um ao outro através da jardim. Para quem conhece o Parque, vai dar ao lago.

O sítio é perfeito - mesmo!
Fomos experimentar o Brunch, precisamente no dis do pai, e entrou directo para um dos nossos preferidos.
Fazem na hora a pedido alguns pratos quentes, como ovos mexidos, carbonara e panquecas. Também têm sopa para quem quiser (a C. não adorou mas ela é a esquisitinha das sopas fora de casa. Adorou no entanto a massa). Além disso, funciona em regime buffet, com várias opções doces e salgadas. Champagne, sumos, limonada, café, vários chás. Tinha batatinhas com legumes, muito boas. Enchidos. Empadinhas. Rissois, criquetes. Tostas, saladas frias. Bem como pães, croissants, scones, etc. 
A sala onde está o brunch é pequenina mas muito simpática e o espaço tem uma segunda sala com mesas e uma esplanada grande. Muito campo, clean, acolhedor. Recomendo vivamente! 

O preço por pessoa é 19 € e a C. pagou 5 € mas é justo porque ela come como gente grande. Cuidado com os croquetes, que foram quase todos para ela. Sem dúvida a repetir.









Quando escreves "fim" mas afinal voltas ao princípio

Ando há umas três semanas de volta do meu conto infantil. Não escrevo todos os dias mas acho que terei uma média diária de uma ou duas horas. É pouco, manifestamente. Mas serviu para fazer um primeiro draft . Aquilo que foi mais difícil de pôr cá fora foi o fim. Fui andando, andando mas cheguei a certo ponto e bloqueei. Um muro feito de uma página em branco. Dei alguns dias e quando retomei, fui directa ao final, para concluir.
Como o nosso subconsciente funciona de forma gira, a ideia que sempre tive em pano de fundo para o que queria que isto fosse, revelou-se integralmente no fim mas - e isto é a parte não gira - sem qualquer conexão ao texto. Vamos dizer que eu sub conscientemente sempre quis falar de vacas e quando fui fazer o fim foi de vacas que falei mas ao reler todo o texto verifico que tenho toda uma história sobre abelhas e um final de vacas. Ora, não bate a bota com a perdigota e por isso depois de fazer um fim, vou na verdade voltar ao início e escrever do zero.

A parte boa é que já sei onde quero ir.
A parte má é que não faço ideia de como lá vou chegar.
De que é que não me posso esquecer? De que não importa o destino mas sim a viagem!