Não sei se bata, não sei se ofenda

Apaixonei-me por umas Havaianas e como não sou invejosa, vou partilhar o objecto do meu amor:

Não só eu sou uma sushi lover, como elas são lindas! com aquele detalhe do litle sushi em cima. Acho-as um must para o Verão!

Detalhe: custam vinte euros.

Vamos ser práticos;
Vinte euros não é uma fortuna e eu até trabalho e gosto de pensar que às vezes, de vez em quando, posso dar-me um mimo. Se relativizar, diria até que há por certo dezenas de coisas em que gasto esse valor sem pensar três vezes.
Mas, por outro, Tio Patinhas confesso, custa-me vinte euros por uns chinelos de praia, quando sei por experiência própria que não faltam lojas em que os há tão giros por meia dúzia de tostões.

Posto isto, acho que ofendo, e deixo-os para as bloggers que os têm recebido juntamente com o próprio do sushi, que isto está bom é para quem pode!

Uma noite no São João



Acho que foi há mais de dez anos que fomos pela última vez ao São João. À data, a coisa não foi assim espectacular e por isso não mais repetimos.
O ano passado, já residentes no Porto, o nosso São João (meu e da minha filha) foi passado em casa e o do pai, no estrangeiro, algures (não me lembro).

Este ano, encarnando o espírito (e com amigos vindos de fora), decidimos tentar novamente.

Tivemos um jantar na Baixa, em casa de amigos, com direito a assador na rua e música popular. Sardinhas, febras, pimentos e imensa gente à mesa, mesmo ao género, venham mais cinco que cabemos todos.

Saímos de casa já tarde, para acompanhar os amantes do fogo (eu, confesso, não aprecio) e paramos ali no fundo dos Aliados, dois minutos antes de começar. Mal de ouve o primeiro PUM!, a C. põe as mãos em cima dos ouvidos e desata a chorar "não gosto de foguetes!!, não gosto de foguetes!"
Dizer que na Páscoa, a dada altura começaram foguetes a sério e a criança odiou, portanto a experiência nesta área não tem sido a melhor.

Perante este cenário, siga que se faz tarde, dois pais Sá da Bandeira a cima, com quinze quilos de miúda encolhida no colo a tapar ouvidos e a mal dizer as festas. 

Para o ano?
Se calhar ficamos em casa a ver um filme!

Uma boa lei

Não sou apologista da produção legislativa em massa (bem Deus sabe o trabalho que isso dá) mas há leis espectaculares. 

A lei 37/2007 que, entre outras coisas, estabelece normas tendentes à prevenção do tabagismo, em particular no que se refere à protecção da exposição ao fumo ambiental do tabaco, é um bom exemplo de um bom diploma legal. 

Já está bastante perdida a memória dos centros comerciais cheios de fumo, dos restaurantes cheios de tabaco, dos bares e discotecas onde até a roupa interior ficava a cheirar mal, mas é uma sorte sentarmo-nos agora sem fumo na generalidade dos espaços. Claro que, digo eu que não fumo. Mas mesmo no campo do bom senso, acho que todos temos de admitir que faz todo o sentido não empestar quem está à volta, quando ainda por cima faz mal à saúde. Aplaudo de pé: palminhas! Ainda bem que se legislou assim. 

Claro que, tão feliz e agradada com esta lei, quando estou sentada em alguma esplanada / banco de jardim / semelhante e sinto o cheiro a tabaco, estranho e gostaria que se tivesse legislado mais longe. 

A propósito da proposta de lei que foi aprovada em Junho, poder-se-ia ter aproveitado para fazer mais. Esplanadas em geral, era coisa de país super desenvolvido e eu ia à Assembleia aplaudir em pessoa. Quem sabe numa próxima revisão...! 


Uma coisa mais leve

No fim de semana passado fizemos cinco anos de casados. Um número bonito e redondo.
De surpresa, o homem mandou-me fazer as malas porque íamos de fim-de-semana (só me disse onde já estávamos no carro). Destino: Curia!

Nos tempos em que estudávamos em Coimbra, a Curia era um sítio importante. Fomos lá várias vezes, almoçar ao mesmo café João que nos sabia sempre tão bem. Os cinco anos foram o pretexto para revisitar lugares dos primeiros anos de namoro. Desta vez com uma piolha atrás.

Ficamos no Curia Palace, que tem anos de existência (é de 1926) e é um sítio cheio de história. Foi recentemente remodelado e embora profundamente, alguns pontos ficaram por tratar. A piscina, por exemplo. De resto, os salões são lindos, o ambiente super simpático e as pessoas as mais queridas de sempre!




Na sexta-feira (o dia!) fomos jantar a um sítio que também recomendo: Quinta do Encontro

Espaço super giro mesmo, comida óptima e preços muito simpáticos.
Fomos recebidos à entrada com um espumante rosé delicioso e de sobremesa vou só dizxer que comi torta de laranja, com redução de creme de caramelo salgado e gelado de nata. Perfetc!



Um tema díficil

Na literatura e cinema (só para dar dois exemplos), a madrasta vem sempre tratada com uma carga negativa brutal. Representa tudo de mal e pior, uma força negra, manipuladora, má. Acho que nem só porque em detrimento da mãe, se uniu ao pai e não gosta dos enteados. Mas geralmente, precisa de se impor, de impor autoridade que não tem naturalmente pela ausência de laços familiares ou porque aparece em momentos de alguma tensão. Certamente, a psicologia explica e eu não sou psicóloga.

Na nossa vida há uma madrasta que representa o estereótipo das madrastas (só não tem cabelos e roupas pretas). Mas é uma pessoa que se impõe (não no bom sentido), intrometida, abusada, sem limites. Faz comentários e observações e tem comportamentos que mais ninguém tem e não me é nada. Não há qualquer laço familiar ou de afinidade. Podia ser uma estranha.

Tenho assumidamente (em casa; não publicamente) um problema com ela. Que vem do dia em que a minha filha nasceu (já lá vamos). Tem o dom de me fazer sentir má mãe mas de me oprimir totalmente. No fundo eu tenho consciência de que a culpa é minha; não estabeleci os limites quando devia. Mas o dia em que devia ter estabelecido limites, estava demasiado ocupada em pós-parto e totalmente invadida por hormonas. Não tinha discernimento, nem presença de espírito e isso foi o meu problema.

Dia de saída do hospital. Estamos felizes porque vamos finalmente para casa com o nosso bebé, sonhamos com aquele dia, temos uma roupa especial preparada, é tudo maravilhoso. Mas há hormonas, inseguranças, uma boa camada de nervos. Passamos uma manhã tranquila os três (finalmente sozinhos!) naquele quarto de hospital. E no fim de almoço tivemos alta. Estava a dar de mamar para sairmos e a madrasta entrou pelo quarto. Não tinha sido convidada. Nem a minha mãe lá foi nesse dia! Mas entrou como se fosse a pessoa mais próxima de nós na história das pessoas próximas e arrancou-me a C. do colo (que estava a mamar). Porquê?
A seguir eu fui enfiar umas calças e uma t-shirt na casa de banho, porque o quarto estava ocupado, e quando regressei ela tinha decidido que roupa ia vestir à MINHA filha e estava no processo de acabar de o fazer. Aquilo atingiu-me como um estalo na cara.
Pode parecer estupido, pode parecer um exagero. Queria ter sido eu a decidir a roupa com que a minha filha ia sair do hospital e íamos para casa. Não era só uma roupa. Ficou-me marcado esse momento mas na altura não tive reação. Não disse absolutamente nada e foi aqui que me perdi.

Desde esse dia que ela se sente no direito de opinar sobre tudo e sobre nada e de me criticar em todas as decisões. Que devia dar de mamar assim e não assado (ela que não teve filhos e nunca amamentou), que devia pegar assim e não assado. Que visto casacos, que dispo casacos, que dou de comer isto, que não dou aquilo. Dá para perceber o género?

Além disso, sente-se no direito em relação a tudo. Se a minha mãe e a minha sogra quando na presença dos pais, perguntam sempre o que queremos antes de fazer (se ela pode comer uma bolacha, por exemplo, se pode repetir a dose, se podem dar uma fruta, se será altura de ir dormir), esta senhora acha que manda mais do que nós. E decide pela cabeça dela. Cose e prega. E eu viro bicho, juro que viro, mas tenho uma força limitadora que vem não sei de onde que me impede de a pôr no lugar dela. 

Obviamente que isto dificulta bastante a nossa convivência. Fico em estado de alerta e com nervos à flor da pele quando sei que vamos estar juntas. E depois os comentários dela conseguem-me sempre surpreender.

Primeiro, é do género de estar a fazer qualquer coisa que sabe perfeitamente que eu não gosto e de dizer à C. (comigo ao lado) que “a tua mãe vai-nos bater”. Se sabe que eu não gosto / não deixo, porque é que o faz e, para além disso, porque ainda diz por cima que eu me vou chatear ou bater quando a) a minha filha percebe perfeitamente o significado de ficar chateado com e b) nunca na vida lhe encostamos um dedo?

Depois é a crítica à educação, em geral.
A C. adora livros. Tem uma colecção enorme e é uma coisa de que gosta imenso, ler, folhear livros, ouvir histórias. A senhora deu-lhe outro dia um livro e disse – cito – “para ver se a menina começa a ler alguma coisa de jeito.”
É o tom, a superioridade, o desprezo. Gostava de estar em paz com isto mas se calhar é uma coisa animal; não estou. Tem até piorado, estou em crer. Ou a minha tolerância está a diminuir com a idade. 
O ano passado comecei a ter pesadelos de que ela ficava sozinha com a C. (nunca aconteceu!) e que quando eu regressava ela lhe tinha furado as orelhas. Não pode ser bom sinal.


Nos livros e no cinema, as madrastas são postas em caldeirões ou no forno ou alvo de outro destino qualquer. Na vida real, não sei como se faz. A minha amiga A. diz que tem de cá vir para a pôr no sítio dela (porque claramente eu não estou a conseguir) e isso seria melhor que um final feliz de um filme. Infelizmente, não vai acontecer. Sei que lhe devia explicar que não admito que se meta na educação da minha filha e que se tem de por no seu lugar mas também sei que não o vou fazer. A única ideia que tive – e talvez venha a pôr em prática – é comprar esta peça de roupa e vesti-la à C. sempre que estejamos com ela:


Como fazer uma criança feliz em dois actos?

Sobre a cozinha que compramos, dizer apenas isto:


DELÍRIO TOTAL !!



Tem sido O brinquedo preferido desde que a recebeu. Acorda e deita-se a pensar na cozinha e passa o dia a fazer comidas. Um sucesso!

Never judge a book by its cover

Quando visitamos pela primeira vez a casa que acabamos por comprar, fomos recebidos por um casal espectacular. Tinha quatro filhos a correr pela casa e havia todo um ambiente mágico de felicidade a quadruplicar por ali.

No dia em que assinamos a escritura, estavam felizes da vida porque iam no dia seguinte para um destino paradisíaco qualquer (uma ilha algures, não me lembro) para celebrar - disseram-nos eles - vinte e cinco anos de casados. Venderam a casa porque tinham recebido uma herança de um tio de uma casa-palacete, que iam restaurar porque o tio teria feito muito gosto que lá vivessem. Tudo encaixava. No ano em que a casa demoraria a restaurar, ficaram a morar no mesmo prédio onde compramos a nossa casa, mas no andar de cima. Solução provisória durante as obras mas que acabou por ser bastante prática porque só subiram um andar com tralhas e quatro miúdos. 

Quer isto dizer que temos vivido "paredes meias" com os vendedores, com quem convivemos diariamente. A C. brinca com os filhos deles e tudo está bem quando acaba bem.

Só que não.

Há algum tempo atrás disseram-nos que se iam divorciar porque já não se podiam ver.

E que afinal...

Os quatro filhos são de três pais diferentes;
Ele só é pai da mais nova (tem sete anos);
Ele tem mais duas filhas de vinte e três e vinte e um anos

E ou eu não sei fazer contas ou não sei como estão casados há vinte e cinco anos.

Perante isto, a ideia da família perfeita que tivemos quando visitamos a casa pela primeira vez, caiu um pouco por terra. E eu fico triste porque acredito em histórias de amor e esta não correu assim tão bem. Mas sem dúvida que me recordou que as coisas na aparência são muitas vezes totalmente diferentes da essência.

Mini kinder bueno

A kinder bueno teve uma ideia de génio (quase tão de génio como os senhores da marca de pasta de dentes que se lembraram que se aumentasse o buraquinho por onde sai a pasta, aumentava o desperdício e vendiam mais): fizeram-se em mini.



Ora o que sucede?
Uma pessoa tem gravado no cérebro a ferro quente a sensação de comer um kinder bueno tamanho normal e a coisa inclui quatro quadraditos de uma barra mais quatro quadraditos de outra e a pessoa sente-se composta.

Com os mini, come um. Come outro. Tem de comer mais um e mais outro e não pára mais até consumir um pacote inteiro de um chocolate que é muito mais caro em versão miniatura. Porque é que eu não nasci a não gostar disto?

Viver devagar


Juro que só de o ter na mão me senti com mais tempo. Mais calma. E ainda só li três ou quatro folhas.
Já encontrei no entanto uma receita de pão que queria muito experimentar. E juro que o ano não acaba sem fazer a agenda que sugere (e é perfeita!).
Obrigada Maria!

Status..!

Tenho andando adoentada.
Começou a C. com tosse e depois eu encarnei de vez o espírito da tosse aguda. Faz-me lembrar as contracções e fico a contar quantas vezes tusso por minuto. São muitas e ando nisto há uma semana.

De resto este tempo não lembra a ninguém!

A parte boa é que agora que entramos em Junho, falta um mês e meio para as férias e isso sim são óptimas notícias. Daqui lá espero já me ter curado da tosse (mas confirma-se que não há remédio que faça alguma coisa pela nossa saúde).

Outras coisas boas de Junho?

Foi dia da criança!
Fazemos cinco anos de casados.
(Roubaram-nos dois feriados)
Vamos ao S. João

E pronto, para já é tudo!
(Mas eu volto, prometo).

Livros para crianças

O meu irmão, que é o Padrinho da minha filha, iniciou uma tradição deliciosa na Páscoa.
Como vive no estrangeiro e nunca está cá nessa altura, arranjou uma forma de chegar até à C., pela via mais querida de todas: livros.

No primeiro ano, tinha ela meia dúzia de meses, deu-lhe um livro com abas para levantar e animais escondidos, maravilhoso.

No segundo ano, um clássico: A lagartinha comilona (que é lindo!)

Este ano, acho que superou todas as (minhas) expectativas e ofereceu-lhe:


O dia em que o Senhor Bonifácio ficou em casa doente




É um livro sobre a amizade, mas é muito mais do que isso. É sobre a importância dos rituais e das coisas simples da vida, é sobre ajudar o próximo, dar e receber.
Estou totalmente rendida!

Já adorava em absoluto a Lagartinha Comilona mas este encheu-me o coração. Recomendo imensamente: ofereçam-no a todas as crianças (e já agora porque não aos adultos?). Porque sou fã da Wook (de quem não recebo nada pela publicidade), está à venda aqui.

2.7 km 2 x dia

Agora que o bom tempo voltou (e põe bom tempo nisso, que tem estado verão!), retomei as minhas deslocações a pé para o trabalho. Levo os saltos na carteira, calço uns sapatos rasos, ponho música nos phones e siga. São uns 20 / 25 minutos e 2,7 Km para cada lado.

Não sinto nenhum resultado nem perda de peso mas sinto-me bem com isto. Dá-me a sensação de fazer algum desporto e de não ser 100% sedentária e preguiçosa. Pode ser uma pequena ilusão mas tem um reflexo positivo e sempre evito trânsito e filas. Assim o tempo permita, continuaremos as caminhadas bi-diárias.

Tenho um bocado de vergonha em admitir mas…

Zanguei-me com a rádio Comercial. Pronto, já disse.
Era a rádio residente no meu carro e troquei-a pela Smooth FM (que por acaso é perfeita! Fiquei a ganhar)

Zanguei-me por uma infantilidade: não ganhei um passatempo (estou a rebolar no chão a rir da minha estupidez!) mas foi o suficiente para cortarmos relações. Agora, há jazz quatro vezes por dia (ir e voltar do trabalho de manha e à hora de almoço), salvo os dias em que ando a pé (que têm sido mais, havemos de falar disso) e zero Comercial. Caso para dizer, há males que vêm por bem.

Perdemos a cabeça!


Compramos nada mais nada menos do que uma cozinha à C., que vamos dar de surpresa. Nisto, somos umas crianças e nem podemos esperar pela reacção. Ela adora fazer “papinhas” e agora tem meios à séria.


É ou não é adorável?


Sal

Ir ou não ir a um concerto do Salvador Sobral?

Diz que o rapaz vem à Casa da Música e andamos a ponderar. Tanto ponderaremos que os bilhetes vão obviamente esgotar mas no plano teórico das infinitas possibilidades, será que o queremos ir ver?

Deixo – para além do clássico que o fez vencedor – uma das nossas preferidas, que toca em repeat cá em casa: