Ainda a propósito do trabalho, mas agora não do meu

Tive o prazer imenso de conhecer uma profissional absolutamente brilhante. Psicóloga de formação e consultora de profissão, numa área bastante interessante: recursos humanos / organizações.
Passamos já alguns dias fechados em sala com ela, sempre a falar e representa tudo aquilo que admiro em profissionais apaixonados: é motivadora, dinâmica, fala com paixão, é contagiante! Claramente adora o que faz (ou disfarça muito bem!) e isso faz com que seja positiva em relação a tudo.

Ao ouvi-la, sinto que como as almas gémeas, também há metades de laranjas profissionais para cada um de nós, é questão de as encontrarmos. Mas de certeza que cada um tem uma profissão escondida, na qual se revê totalmente e podia ser feliz. Como um marido, mas com menos beijos na boca.

Para mim, imagino o turismo e a papelaria, como é sabido. De certeza que podia falar durante horas sobre um ou outro tema, totalmente apaixonada tanto por canetas e cadernos, como por roteiros e programas. Claro que na prática, não tenho a certeza como seria.


Como não sei quem dizia em relação à dicotomia jogar no Euromilhões e ganhar o Euromilhões, este jogo de imaginar dá-me a sorte de poder sonhar com o dia em que ganhe. E isso já é qualquer coisa.

Fiz as pazes com o meu trabalho

Tenho andado envolvida em workshops que, não sendo motivacionais, acabam por transmitir mensagens positivas e princípios importantes a seguir em ambiente de trabalho e nesse contexto, temos discutido imenso a importância do feedback, do falar, do discutir ideias, de arriscar ter conversas difíceis, do ser transparente, de comunicar. São questões importantes e que se entendem dever estar presentes em toda a organização, mas com forte exemplo da hierarquia.

Por vários motivos – alguns seguramente que relacionados com isto – eu tinha um problema com o meu trabalho. Não vou dizer que ele desapareceu porque há algo de muito importante que não sinto: especial gosto, mas alguns pontos contra atenuaram.
Foi no entanto preciso dizer ao meu chefe que me ia embora. Duas vezes.


Começou porque recebi uma proposta para sair para outra empresa. E um ou dois meses mais tarde, surgiu a possibilidade de mudar de área. Visto a esta distância, percebo que foram dois abanões na nossa estrutura mas que mudaram alguma coisa. Há, apesar de tudo, mais foco, mais organização, mais objectivo (ainda com um grande caminho a percorrer, no entanto). E pelo meio, eu tomei uma decisão importante: estou em paz com este trabalho. Coisas melhores virão um dia mas para já, sinto que tenho de estar em paz com isto, que é essencial à minha sanidade e que de tudo faz parte alguma mentalização (repetir todos os dias!). Não vou dizer que gosto do que faço; ainda não gosto. Mas vou tolerar sem dizer mal. E ser positiva e relação a isto. Fizemos as pazes.

Intercontinental Porto - Brunch

Vou começar pelos pontos positivos.

O Intercontinental é um espaço absolutamente maravilhoso. Super bem decorado, um ambiente sofisticado, muito elegante. O chão é bonito, os tectos são bonitos, há arranjos de flores, peças de arte, quadros. Tudo perfeito, como um verdadeiro palácio.

A localização é também ela perfeita, mesmo no coração da Baixa, de braços abertos para os Aliados. Tem imenso movimento de turistas, bem cosmopolita e agitado mas de uma forma que não cansa.

Fomos bem recebidos e o serviço é simpático. A apresentação dos pratos é cuidada. A disposição das comidas também, com duas ou três zonas separadas.

As crianças (pelo menos de dois anos) não pagam.
Os adultos, por sua vez, pagam e pagam caro.

Começam aqui os pontos menos favoráveis.

Fomos experimentar o brunch, que é ao sábado, e foi até agora o mais caro da cidade. Pelo valor, esperávamos uma variedade de pratos diferente.

Na verdade, é composto por uma ilha de quentes, que confecionam na hora e que incluem: ovos mexidos ou omoletes.

Tem uma outra área, que dizem ser dos “pratos principais” que tinha mini preguinhos em bolo de caco (muito bons!), mini hambúrgueres, salsichas e cogumelos. Nada mais.

E depois, pratos frios: mini croquetes, rissóis, bolinhas de alheira. Umas tartes / bolas. Saladas, julgo eu. Uns pratinhos de queijos com tomate e salada césar.

Por fim, as sobremesas. Iogurtes, frutas e miniaturas de éclairs, pastéis de nata, jesuítas e um ou dois bolos simples.

Não vou dizer que foi um mau brunch; não foi. As comidas eram boas, bem confecionadas. Mas a variedade deixa muito a desejar. E sobretudo para o preço, esperávamos sem dúvida mais.

Vale na verdade pela experiência Intercontinental mas para quem procura um bom brunch, os nossos eleitos continuam a ser


Crowne Plaza

Picnicando!

Ainda vos quero falar do brunch do Intercontinental, que já fomos experimentar (e, spoiler alert: não é nada de outro mundo) - mas antes disso, uma coisa bem mais simples e quem sabe uma dica para este fim-de-semana.

Fomos picnicar!
Sabem há quantos anos não fazíamos um picnic? Assim de repente... Fizemos um no Choupal, no último ano da faculdade. E mais recentemente, em Madrid. Ainda assim, há vários anos. Mas só estávamos à espera do bom tempo para ter uma desculpa.

Posto isto, acordamos num dia de sol e pensamos, olha!, é mesmo hoje!
Improvisamos umas comidinhas (à base dos salgados e frutas, confesso), duas toalhas grandes, uma bola, águas e bicicletas ao caminho.
Destino: Parque da Cidade!

Estava ligeiramente vento mas de resto foi maravilhoso! Aliás, eram várias as pessoas a fazer o mesmo (e havia até uma festa de anos picnic, cheia de gente, muito gira!)

Um programa tão simples, tão fácil, tão barato! A repetir, sem dúvida - para a próxima com alimentos melhores, talvez (embora a C. lhes tenha chamado um figo).

No caminho de volta, a mais pequena adormeceu na cadeirinha da bicicleta do pai (adoro!), de tão aterrada que estava.

Espero que o tempo se mantenha (e já agora, que melhore se possível) para fazermos isto mais vezes. Fica a dica!


Destralhar



Estou a passar uma fase da minha vida em que sinto uma vontade enorme de destralhar, isto é, de reduzir a quantidade de coisas que tenho a níveis mais baixos, ao essencial. Tenho dado imensas coisas e cada vez que o faço sinto-me mais leve. Tem-me acontecido várias vezes ao longo das últimas semanas (não sei se efeito retardado do livro que li) e é algo totalmente novo. Sempre fui mais acumuladora do que arrumadora. 

Começou há tempos com as carteiras e echarpes.
Um sábado à tarde coloquei todas as minhas carteiras e echarpes / cachecóis / mantas em cima da cama e enchi três sacos para dar. Senti-me aliviada.
Uns dias depois, foi o calçado. Pus todos os sapatos, botas, sapatilhas, sabrinas, sandálias no chão e enchi dois sacos para dar. Foi uma alegria.
Esta semana foi o meu armário: roupa e roupa de ginásio. Tirei tudo o que tinha pendurado e enchi dois sacos para dar. Ficou logo com outro aspecto!
Tenho uma vontade imensa de fazer isto com a casa toda, queria mesmo livrar-me de tralha e dar o que temos a mais. Acho que fui picada pelo bicho do destralhe e sinto mesmo uma vontade imensa de pôr tudo a mexer.

O meu conselho? Pelo sim, pelo não, não leiam aquele livro...!

Outra vez o Lidl

As maravilhosas campanhas do Lidl estão de volta - desta vez, amigos da quinta.

A coisa é bastante simples: uma pessoa gasta dez euros em compras; recebe um selo; gasta mais 130 euros em compras para receber mais 13 selos e completar a caderneta; troca a caderneta e mais dois euros e noventa e nove cêntimos por um peluche e depois é só multiplicar todo o processo por oito para obter a colecção completa.

Algo como:

10 x 14 + 2,99 (x 8)

Que dá algo como mil cento e quarenta euros.


Era só isto; não tenho mais nada a acrescentar.




Ainda na senda do post anterior...

... Faltam exactamente dois meses para as férias !!
Viva !!





Mickey! Mickey!

Eurodisney! Ai, ai...! (Suspiro!)

Alimento há anos o sonhos de lá voltar mas tem sido uma alimentação à base de dieta, e nem é daquelas amigas que podemos comer tudo o que quisermos; é mesmo pão e água. Quer isto dizer que falamos, falamos, falamos mas ninguém nos vê a fazer nada porque de facto nada fizemos para pôr mãos à obra.

E porquê?

Porque primeiro éramos casados e não tínhamos filhos e mais valia esperar pelos filhos;
Depois porque temos filhos mas afinal são pequenos e vamos esperar mais um bocadinho;
Ou seja, nada feito.

Bom, este ano achei que a C. nesta fase em que está ia delirar em absoluto com a Disney. 
Por isso fui falar com o nosso T. - anjo da guarda das viagens e pessoa mais competente que conheço - que me disse que sim senhor tinha preços para me dar mas.. se já agora eu não queria ponderar melhor levar já a pimpolha (palavras dele) porque havia muita coisa em que ainda não podia andar.

Ora agora é que me tramaste...!
Posto isto, vamos adiar o sonho mais dois ou três anos e eu vou continuar a suspirar com o Mickey...!


Roma - dia 2

Acordamos antes das nove da manhã para aproveitar ao máximo o segundo - e último - dia em Roma. 

Começamos por descer da Piazza Barberini até à Fontana di Trevi, para o típico desejo. Toda a fonte é um mar de turistas, uma loucura mesmo. E é obviamente mais pequeno na realidade do que nos filmes. Mas é giro, vale a pena.

Circulamos por todas as ruas ali à volta, que são estreitas e cheias. Há cafés, lojas, restaurantes. Paramos na igreja de Santo Inácio de Loyola, de todas a que me parece mais apropriada ao culto e menos turística. Super simples mas muito bonita. Rezo por nós e por todos.

Vamos avançando pelas ruas com destino ao Panteão, que fica também numa praça e tem um estado de conservação muito duvidoso. Tenho a sensação de que a qualquer momento pode cair mas não é isso que impeça que esteja cheio de turistas. A entrada é gratuita. Se fosse paga, talvez o estado estivesse em melhores condições.

Na esquina na Praça há aquele que intitularam como o melhor café de Roma (Tazza D'oro) e que é servido em chávena por noventa cêntimos. Claro que está totalmente cheio de gente e nós não somos excepção. Em frente, há uma gelataria (Venchi) também bastante famosa mas àquela hora da manhã ainda não apetece gelado.

Do Panteão à Pizza Navona são cinco minutos a pé e ficamos por ali, sentados num dos bancos, durante algum tempo. Há imenso movimento, artistas de rua, cafés, lojas. E há também chuva que começa a cair. Ao fundo da Praça, mesmo em frente à Embaixada do Brasil, fica uma loja de brinquedos de aspecto e cheiro duvidoso mas com brinquedos absolutamente maravilhoso em madeira. Muito, muito difícil escolher um para trazer para a C., mas lá acabamos por decidir por uma guitarra de madeira perfeita (que ela adorou). Há casinhas de bonecos, comidinhas, bebés. Tudo muito giro, não deixem de visitar!

Fugimos da chuva em direcção ao Largo di Torri Argentina e é aí que almoçamos - nada de especial, na verdade. Há uma loja de roupa de homem com coisas giras chamada Doppelganger mesmo na esquina (e algumas espalhadas pela cidade). 

No fim do almoço continuamos o turismo em direcção à Piazza Venezia, onde fica o Palácio que é absolutamente espetacular. Os soldados americanos chamaram-lhe o bolo de noiva. Na parte da frente tem a estátua do rei Vittorio Emanuel II, sentado num cavalo cujo interior albergava alegadamente vinte e duas pessoas. Diz a história que concluída a obra, vinte e duas pessoas se sentaram a almoçar numa mesa colocada no interior do cavalo. Tudo é de proporções gigantes. O Palácio é utilizado para exposições de bandeiras e artigos bélicos e a entrada é gratuita. Subindo a escadaria, a vista sobre a Praça é muito bonita.

O Palácio é ladeado pela via dei Fori Imperiali que nos leva ao Forúm, Palatino e ao Coliseu - sem dúvida o monumento mais impressionante. Há milhares de guias a oferecerem os seus serviços e bilhetes para entrar - confesso que não sei se são ou não de confiança. Compramos os bilhetes (que permitem a entrada nos três sítios) na bilheteira do Coliseu (a fila demorou cerca de 10 minutos). Uma entrada por pessoa custa nove euros. O áudio-guia que pode ser adquirido adicionalmente, parece-me uma boa ideia.

Estamos perto do final da tarde e regressamos perto da Piazza Venezia para apanhar um autocarro hop on hop off e fazer uma última ronda pela cidade. Optamos pela Grey Line (dezassete euros por pessoa) mas todas as empresas são semelhantes e passam nos mesmos sítios.

Saímos algumas paragens depois junto à Estação de metro de Termini e lanchamos com vista para a Piazza Della Republica e terminamos o percurso junto ao Hotel. Queremos sopas e descanso mas jantamos ainda na Piazza Barberini e comemos um gelado numa das gelatarias - agora cinco quilos mais gordos do que quando chegamos. No dia seguinte temos voo de manhã por isso a escapadinha em Roma termina exactamente aqui.

Fica definitivamente por ver a Capela Sistina, que lamentamos. E com mais tempo teríamos visitado também Ville Borghese, o maior jardim / parque da cidade, ideal para uma tarde na relva ou um picnic. Ficam como desculpa para voltar uma segunda vez.





Ainda dizem que a Uber não sei quê...!

A última vez que fomos a Lisboa apanhamos um táxi em Benfica com direcção ao Parque das Nações.
Não escolhemos; foi o táxi que nos calhou na nossa vez na fila.

O carro tinha pelo menos 155 anos. O ponteiro do combustível abanava sozinho. Um carro tão velho, tão podre, em tão más condições que não sei se quer como é que ainda anda e ainda por cima é usado para transporte de passageiros.

O condutor é um senhor de 90 anos, tão magro e com um aspecto tão desleixado, cabelo sujo colado à cabeça, roupa muito velha, que até se confunde com o estofo totalmente gasto do carro. Ouve muito mal e tivemos de repetir o destino sete vezes. Depois, explicar em detalhe.

A data altura começou a lamentar a vida dele. Tive alguma pena pela história, não vou dizer que não; mas se olhar de forma fria, pagamos dez euros por um serviço que foi prestado por um carro a cair aos pedaços e acompanhado de todo um lamento. Parece que o cliente é que está a fazer um favor ao prestador.

Quando parou para nos deixar e estávamos a pagar, um casal chinês aproximou-se. A senhora trazia o telemóvel na mão e preparava-se para o mostrar ao taxista - imagino que no ecrã tivesse a morada para onde queriam ir.
Estamos vinte minutos atrasadas para uma reunião e não temos tempo para ajudar; despachamo-nos o mais rapidamente possível mas ao longo olho para trás e vejo a senhora a abeirar-se do carro e a mostrar o telefone. Continuamos a andar e a última vez que olho, o táxi arrancou e o casal ficou plantado na rua.

Pode ter sido por vários motivos, claro, mas eu fico a pensar que não se entenderam e o transporte não foi possível. 

Perante isto, não sei bem que dizer. Apenas que desejo todo o sucesso à Uber porque parece que todos se esqueceram que o que está aqui em casa é um serviço, pelo qual o Cliente paga, e que como tal espera que corresponda às expectativas. Não é caridade aos taxistas. Por favor, não nos transportem de qualquer maneira.




Roma - Dia 1

O meu homem chegou a casa na segunda ou terça feira da semana passada a dizer que íamos a Roma passar o fim-de-semana.
Há bastante tempo que queríamos ir a Itália mas andávamos a adiar por achar que deveríamos ir com o tempo suficiente para conhecer várias cidade. Foi sendo adiado. Desta vez, aproveitamos uma reunião de trabalho e pusemos pés ao caminho.

Pôr pés ao caminho é obviamente uma maneira de falar.

Apanhamos o voo em Lisboa (por acaso estávamos os dois em Lisboa nesse dia) com destino a Roma - Fiumicino. Uma viagem de duas horas e meia, powered by TAP. Aterramos já depois das onze e foi um táxi que nos levou ao hotel, perto da Piazza Barberini. Os táxis têm os preços regulamentados (pelo menos para os aeroportos), indicados inclusivamente na portas e foi o que pagamos (cerca de € 50,00 - duas pessoas e malas).

Tivemos em todos os dias uma grande sorte com o tempo, com sol e calor (à excepção de uma pequena chuvinha sábado à hora de almoço) por isso deu para andar sempre a pé e aproveitar algumas esplanadas.
Compramos o guia de Roma que chegou um dia antes e como tal não tínhamos tido oportunidade de o ver em condições. Assim, passei uma grande parte da minha manhã (ao mesmo tempo que fazia horas para o homem terminar a reunião) dedicada à nobre tarefa de namorar o guia, assinalar, dobrar cantos de páginas, fazer rodinhas e cruzes e perceber enfim todos os aspectos a não perder.

Estava precisamente sentada numa esplanada com um cappuccino há uma boa meia hora, quando leio no guia que o Gran Caffe Roma é excelente para tal bebida. Exactamente onde estou - e o sangue de turismo a correr-me nas veias.

O homem chegou à hora de almoço. Almoçamos pizza e ravioli num restaurante chamado La Scala, na via Veneto. Entradas, vinho e sobremesa para ambos e um preço total de € 56,00.

Daí seguimos a pé para a Via Sistina em direcção à Piaza di Spagna e à escadaria da Trinità dei Monti. Estão ambas cheias de turistas e de um sol maravilhoso, que convida a sentar nos degraus. Seguimos através da Via de Croce, onde há uma papelaria linda de morrer, e entramos na Via del Corso, a avenida mais comercial. As lojas são, como sempre, as mesmas que temos em Portugal mas perco-me, também como sempre, na GAP kids (que tinha ainda por cima 30% de desconto em tudo). 

A via del Corso tem cerca de um quilómetro e meio e une a Pizza del Popolo e a Pizza Venezia. É para a primeira que nos dirigimos, como passagem para a cidade do Vaticano. Há uma manifestação na Praça e não chegamos a entrar na Igreja de Santa Maria del Popolo. Atravessamos em direcção à Via Cola di Rienzo, também com bastante comércio, lojas e restaurantes e estacionamos na Piazza del Rissorgmento para um sumo natural e um gelado. A ideia pré-concebida com que cheguei ali, de que em todas as gelatarias os gelados são bons (e em todas as pizzarias, as pizzas boas) é posta aqui em causa. Provo dois sabores e ficam ambos no copo. Como é a nossa vida, Roma?

Daí ao Vaticano são cinco minutos a pé e começamos pela Basílica de S. Pedro. Em retrospectiva, teria sido mais inteligente começar pela Capela Sistina, porque vimos a saber depois que está fechada à hora que saímos. A culpa é em parte da fila de quarenta ou cinquenta minutos que temos na Basílica. Há várias empresas e pessoas a vender entradas skip the line - a que vimos custava 150,00 € por pessoa (eles são malucos, sim!) mas a entrada é efectivamente gratuita - e não confirmei que pagar este valor permitia de facto entrada sem filas. Esperamos como gente grande.

Tenho sempre mixed feelings em relação ao turismo em igrejas e locais de culto porque há o interesse turístico do espaço, misturado com centenas de pessoas que lá estão com o mesmo fim por um lado, mas o sentimento de respeito e silêncio que devia imperar, por outro. Nunca sei bem se devo visitar com fim turístico estes locais - mas em todo o caso, não ir ver a Basílica e a Praça, é como ir a Roma e não ver o papa (era uma piada, deu para perceber, certo?)

A Capela Sistina era um grande objectivo nosso mas quando saímos da Basílica e pedimos indicações para lá, fomos informados que já tinha fechado. Será motivo para regressar a Roma, numa próxima ida a Itália - digo eu.

Avançamos daí pela rua Borgo Pio, que tem imensos restaurantes e bares. Cometemos o erro de parar logo num dos primeiros (pior casa de banho da história) mas ao longo da via há opções muito melhores. Fica a dica.

Percorrendo a rua, acabamos por ir ter ao Castel Sant'Angelo, com jardins a toda a volta e percorremos a marginal toda ao lado do rio, onde há barraquinhas de souveniers e livros antigos. Atravessamos para o outro lado na Ponte Cavour e num instante estamos outra vez na Pizza di Spagna e logo depois no hotel (ficava junto à Pizza Berberini).

Jantamos - o melhor jantar do fim-de-semana - num restaurante chamado Ciau Bella na Via Veneto. Spagheti bolognese e lasagna mas antes disso um vinho doce divinal e uma entrada de queijo grelhado com presunto. Fechamos sem sobremesa porque temos planos e é a pé, para digestão do jantar, que vamos à Giolitti que tem, segundo dizem, os melhores gelados de Roma. À confiança, podem experimentar chocolate branco, chocolate foundant, banana e morango (obviamente se percebe que eu sou a pessoa dos chocolates e o meu homem a das frutas!)

Engordei pelo menos 3 quilos mas foi só pelo interesse gastronómico de experimentar os pratos típicos da região. Afinal, isso também é turismo! 





Oh new hair cut..!

Pensem num peixe, com a memória de um peixe, a dar voltas ao aquário redondo e a ver sempre pela primeira vez a coisa que já viu cem vezes mas que com a volta se esqueceu.

Eu sou esse peixe. Cíclica como a história e a moda mas a espaços mais curtos de tempo.

De cinco em cinco anos (ou de dez em dez), acho boa ideia cortar o cabelo. Os cinco ou dez anos para trás já o fizeram crescer consideravelmente e sobretudo permitiram-me esquecer este princípio que devia guiar a minha vida: não cortar o cabelo curto. Como me esqueço, volta e meia, corto-o.

A entrada nos trinta pareceu-me o momento perfeito parar o cortar e lá fui.
Resultado: detesto!

Olho agora para as fotografias mais antigas e desejo-o nunca o ter feito. Ele cresce, eu sei, mas demora. Blé..!


Dos planos

A nossa vida ensinou-nos uma lição muito importante; aliás, neste campo, duas na verdade. A primeira é que não devemos fazer planos e a segunda é que o lema tem de ser: zero stress.

Tem-nos acontecido com uma grande frequência planearmos coisas que não chegam a acontecer, sejam jantares, fins-de-semana, dias em geral. Acontece não porque somos instáveis mas porque a nossa vida é feita de bastante imprevisibilidade. Quer isto dizer que não temos total controlo sobre o que fazemos com o nosso tempo nem com os nossos dias e podemos estar convencidos de que hoje estamos por aqui e até podemos decidir ir a algum lado, fazer diligências nesse sentido, marcar nos calendários e depois por algum motivo, na véspera ou no dia, não acontecer. Acho que internamente estamos em paz com isto. Internamente significa nós os três. Os outros, não sei bem. Sinto que com mais frequência do que gostaria, acabo por dizer aos outros que "afinal...", "bem vistas as coisas..", "sabes que.." e isto não me deixa tão confortável assim. Porquê? Porque em geral estou convencida de que os outros têm pouca tolerância à mudança de planos. Ou então estou a ser injusta e simplesmente os outros não gostam que lhes falhe (eu também não gosto). Vou usar um exemplo muito concreto: fomos convidados para um jantar de anos com alguma antecedência. Por nos conhecerem, disseram-nos que deveríamos desde logo marcar na agenda; foi o que fizemos. "Afinal" não vamos poder estar presente porque apareceu outra coisa que não estava nos planos. Sinto que o destinatário da minha mensagem não a aceitou da melhor forma. Contudo, não há nada que possa fazer.
O meu ponto no meio disto é que apesar de sabermos sempre o que queremos, nem sempre o podemos fazer e por isso, ainda que possa parecer que mudamos de ideias como quem muda de roupa interior, a verdade é que nos vemos forçados a fazê-lo. Não gostava que fossemos dessas pessoas com quem não se pode contar porque não são certas Nós somos certos, mas nem sempre o conseguimos mostrar.
Tentamos em geral não fazer muitos planos para evitar ter de os mudar. Mas mesmo quando o fazemos, o princípio que nos orienta é de zero stress. Quer isto dizer que não nos devemos chatear com aquilo que não podemos controlar e que devemos aceitar as coisas como elas são. É isso que fazemos. Aceitamos. E estamos em paz.

Isto tudo para dizer no fundo que fomos três dias a Roma, um plano que estava totalmente fora dos planos até ao dia de irmos. E que falaremos da viagem durante os próximos dias.

Look at these photographs



Estou cada vez mais encantada com a fotografia. 

Só as pastas da C. têm em média 350 fotografias por mês e continuo, orgulhosamente, a seleccionar e imprimir umas vinte ou trinta a cada último dia do mês, que ponho em álbuns.

Para além disso, estamos a criar paredes de fotografias em casa, o que me tem feito vasculhar álbuns digitais antigos. Graças a Deus pelo dia em que o P. comprou um disco externo, que me permitiu organizar, desde 2006 ou 2007 até à data de hoje, todo o nosso arquivo. Tudo identificado pela data e assunto. Um orgulho, portanto.

Neste processo, cheguei no entanto a uma triste conclusão, que se pode classificar como fotografia AM e fotografia DM - antes da máquina e depois da máquina.
Estou agora muito mais exigente do que alguma vez estive e todas as fotografias que temos anteriores a Dezembro de 2015 me parecem, em termos de qualidade, más fotografias. Obviamente que isto não invalida a sua importância, história, recordações. Mas olhar para uma fotografia tirada com um telemóvel em 2010 ou tirada agora com a Olympus, é quase ver duas realidades diferentes. 

Acho que por esse motivo a escolha das fotografias que irão parar às paredes da nossa casa vai ser mais difícil do que eu pensava. Sendo certo que temos dois projectos em paralelo (pelo menos estou a tentar convencer o meu homem disso): fotografias de pessoas (nós!) e fotografias de viagens (nossas mas sem pessoas) para dois sítios estratégicos de casa: a parede do corredor dos quartos e uma parede da sala - respectivamente. Mais um bocadinho e troco o meu trabalho por decoração de interiores!

Lembram-se disto?

O post até tinha um título exemplificativo da minha alegria: Yeah!
Falava-se basicamente - a ideia a reter era esta - que já tínhamos agendado o nosso fim-de-semana prolongado, entre tanto que este belo ano da graça de 2017 nos presenteou.

Pois bem,
Teria sido yeah, com certeza, se tívessemos ido.
Uns dias antes o meu rico homem viu-se obrigado a uma viagem ao outro lado do Oceano e portanto fiquemos em águas de bacalhau até próxima oportunidade.

Dizer no entanto que os senhores do sítio escolhido foram impecáveis e devolveram o dinheiro. Ainda bem que ainda há gente decente no mundo!

Posto isto, é com algum pesar que não venho fazer uma review do destino - mas não faltarão oportunidades!