Agora sim: I'm a thirty two year old woman with two daughters, two piercings and two tatoos

É oficial! Estou tatuada e tenho piercings! Ahahah! Adoro a polémica desta afirmação!
Principalmente porque são dois furos na orelha esquerda e duas mini, mini tatuagens nos pulsos.
Se isto das tatuagens fosse aliás uma saída à noite, as pessoas andavam a emborcar shots de absinto e eu estava a cházinho de limão com mel. Entendem a ideia? São - como disse o meu homem - duas moscas.

Mas - parte importante - as duas moscas mais bonitas do mundo!

Quatro ou cinco anos depois de ter começado a querer uma tatuagem e dois depois de ter tomado a decisão, eis que o sonho se realizou! Tenho uma tatuagem em cada pulso and i love it !

Fotos, a seu tempo, que diz que isto precisa de três semanas para cicatrizar.


(Nota: não é a minha!)

O ano de 2019 tem sido uma absoluta loucura. Nem me lembro de nada assim. Não só temos os fins-de-semana todos ocupados, como arranjamos coisas à hora de almoço e ainda depois de jantar assim numa lógica quase diária. Claro que estamos no campo das coisas boas - e sejam todos os dias assim! Mas são precisas três agendas e mesmo assim às vezes ainda damos connosco a pensar.. espera, este fim-de-semana é... entre escapadinhas, festas de anos, jantares e a casa nova, loucura total!

Para pensar só em Maio, já tivemos um aniversário, um dia da mãe, uma festa de anos de um amigo da C.
E ainda temos um jantar de anos, uma tatuagem, outra festa de anos, mais uma no fim-de-semana seguinte e tudo aquilo de que já não me lembro. Para depois...

Quatro dias na Irlanda!

Yeah!!
Um quatro vezes quatro, na verdade, já que vamos em pack de família feliz!

Vou-vos dizer o que ando a ler


Isto é a primeira casa de Lisboa, versão dois ponto zero

Quando fomos viver para Lisboa arrendamos um apartamento mobilado. Estávamos a começar a vida e não tínhamos nada nosso, a não ser um serviço de pratos, copos e talheres que nos tinham dado no casamento. Uma casa mobilada tinha a enorme vantagem de lá conseguirmos viver sem ter de gastar dinheiro em mobília ou decoração. A sala estava completa, o quarto também. Perfeito, pensamos nós.

Um belo dia começamos a achar que o sofá já não estava em condições. Era muito velho e desconfortável e o que nós sonhávamos mesmo nos tempos em que namorávamos e fazíamos planos para a vida a dois, era com um sofá grande com uma chaise longue.

Decidimos então comprar um sofá.
Foi A grande compra do ano. Era gigante, confortável, cabíamos nós e o mundo, estava novinho em folha, quase que brilhava. Mas de repente toda a restante mobília da sala ficou um enorme elefante. O sofá era tão perfeito e destoava tão enormemente do resto, que começamos aos poucos a comprar o resto. Compramos uma mesa de jantar com seis cadeiras. Compramos um aparador. Compramos um móvel de televisão e a nossa sala ficou, agora sim, a nossa sala. Dizer apenas entre parêntesis que toda essa mobília foi a que passou para a segunda casa de Lisboa, para a primeira do Porto e para a nossa actual, que já fez portanto quilómetros e que continuamos a gostar dela.

O sofá acabou por ser o princípio do fim das coisas que lá estavam naquela casa. Acabamos por mudar tudo (e ao fim de 12 meses mudamos de casa, levando tudo atrás).

Quando iniciamos o processo de obras este ano, encaixotamos todas as coisas que íamos manter, demos todas as coisas que não queríamos e guardamos os móveis: camas, mesa de jantar, cómodas, mesinhas de cabeceira - tudo mobília com mais de trinta anos (algumas das camas, têm cinquenta). Não tenho absolutamente nada contra as coisas antigas mas de repente tínhamos uma casa totalmente nova (e toda branquinha) e as coisas pareciam não bater certo. Era aquele "está tudo muito giro mas..."

Foi assim que fomos pondo algumas coisas de lado e que neste momento restam apenas os sofás, a mesa de jantar e o móvel da televisão. Sendo que o processo em si foi difícil e custou (sobretudo ao meu homem).

Primeiro tínhamos as cinco camas montadas nos quartos.
Depois desmontamos uma (que decidimos logo trocar)
E montamos a que a substituiu.
Depois desmontamos mais duas camas, que o P. carregou às costas para fora de casa.
Para no dia seguinte pensarmos que se calhar era melhor ficar com elas.
Depois o P. voltou a carregar de volta as camas, que tornou a montar num quarto.
E ao fim de uma semana percebemos que não conseguíamos arranjar colchões para elas (demasiado pequenas e colchões demasiado caros), logo o meu homem voltou a desmontar tudo.
E a carregar tudo para fora de casa.
E a carregar para dentro três camas, que montou sozinho num sábado de imenso sol em que eu e as miúdas estivemos no parque
(mais valia cancelar o ginásio nesta fase).

Ficamos assim com os quartos todos renovados no que às camas diz respeito.
Ficamos assim também a olhar de canto para as mesinhas de cabeceira que, coiso e tal, são belos elefantes no meio da sala.

Então decidimos comprar uma (pseudo) mesa de cabeceira para o nosso quarto. E depois uma para o quarto das meninas. E agora resta apenas a do último quarto, cujo destino não se avizinha assim tão feliz. Primeira casa de Lisboa versão dois ponto zero.

Resumindo tudo, sinto que temos mesmo uma casa nova. Vou deixar apontamentos que são a cara daquela casa, que existem desde sempre e me cheiram ao cheiro de lá: os espelhos da entrada, as fotografias, o porta-chaves do meu avô e mais meia dúzia de coisas. Vejo a casa toda pronta na minha cabeça, com todos os pormenores de decoração, com tudo o que faz das casas lares, mas ainda há muito fazer (e temos ido lá todos os dias!). O passo seguinte será o evento de inauguração! E sim, esta cabeça não pára. 

Com muito atraso!!

Uma amiga falou-nos do Coco como sendo o melhor filme de animação que já tinha visto e eu, que já tinha lido algumas críticas muito positivas, achei que não podíamos esperar mais.

Não achei o melhor filme de animação de sempre, mas gostei muito. E sobretudo, era maravilhoso se a vida depois da vida fosse exactamente assim. Incluindo a parte da música. Houve lágrimas no fim - acho que até da C. sinceramente - e toda a mensagem é genuinamente muito bonita. Fica a dica para uma tarde de domingo!


Bati no fundo do caos mental

Depois de,

- Já ter tentado abrir a porta da cozinha com o comando do carro;
- De ficar à espera do som final da Bimby quando a máquina de café estava a tirar um café;
- E de ter feito um almoço para não sei quantas pessoas e me ter esquecido de as convidar (do que só me apercebi porque liguei a perguntar porque estavam a demorar tanto),

Eis que bati no fundo.

Na segunda-feira de manhã decidi que ia ao ginásio, pelo que - procedimento normal - abri a gaveta com as roupas de ginástica, peguei nas calças cinzentas e na t-shirt, meti tudo na mochila e fui trabalhar. 
À hora de almoço, cheguei ao ginásio, abri a mochila, peguei na roupa e - procedimento anormal - as calças cinzentas eram afinal... as calças de pijama do meu marido (com as quais fiz aula de spining).

Sim, é isso, fui ao ginásio com as calças de pijama do meu homem. Não há mais fundo que isto.

Devia escrever um diário de asneiras

A minha filha I. é, dizendo isto de forma simpática, o terror da freguesia. Toda a sua vida é centrada em pensar em asneiras, fazer asneiras, ver qual será a próxima asneira. Ás vezes ainda nem acabou bem de fazer um disparate, já está a iniciar outro - por exemplo, vai deitar roupa ao balde do lixo mas quando lá chega vê uma côdea de pão, então deixa a roupa no chão e o pão, come-o.

Umas das últimas que fez teve efeitos a longo prazo que ainda estamos a sentir.
Acabei de lhe dar banho e - burra - não esvaziei logo a banheira. Num segundo ela estava na sala e no segundo a seguir fui dar com ela junto à banheira, braços molhados até aos ossos, a ver nadar os brinquedos do banho e a nova aquisição que lhes juntou, chamada comando da box.

Isto posto, comando não sabe nadar (yo!) e não mais voltou a funcionar. De modo que temos televisão, temos, mas não fazemos nadinha com ela ao nível da programação. Uma fofa a minha filha!

Li um livro e agora?

Há dias aplaudia-me porque tinha terminado de ler um livro.
Agora estou naquele ponto morto outra vez em que não faço ideia o que ler.
Alguma sugestão? 

Qual foi o livro mais espectacular que leram?

Zoo de Santo Inácio

Viemos morar para o Porto há exactamente três anos e exactamente há três anos que andamos a falar do Zoo de Santo Inácio. Por algum motivo, nunca lá tínhamos ido. Mas um destes fins-de-semana, daqueles em que o dia esteve de praia, lá decidimos por fim ir.

Que posso eu dizer?
Para dar uma ideia chegamos pelas duas da tarde e saímos já perto das sete. Adoramos! Estava imenso calor e por isso começamos logo por aproveitar as zonas relvadas e de sombra para comer um gelado.
Depois passeámos por todo o parque e em vários sítios há cafezinhos onde descansar, bancos, sombras. Demos toda a volta ao parque, tiramos imensas fotografias, vimos os animais todas (até as aranhas medonhas), lanchamos (e tinha cadeiras de bebé!) e acabamos o dia a fazer festinhas aos cães da pradaria (que a C. queria trazer para casa!) Ficamos mesmo muito bem impressionados com a organização, a forma como as coisas estão, os locais para ir descansando. Nada, nada, mesmo nada a ver com o zoo de Lisboa (de que não gostamos por aí além). Até os animais parecem mais felizes. Será de certeza um sítio a voltar!


3,2, 1 e... casa nova !!

Soem os foguetes, toquem as campainhas, atirem os confetis, cantem e dancem!

As obras acabaram !!!

Yeaahh!!

Foi duas semanas antes da data prevista e.. está LINDA !!

É na verdade uma casa nova, nem se quer se pode dizer que é a mesma remodelada. Não há semelhanças. E agora, totalmente ansiosos para ir arranjar tudo, decorar tudo e passar lá metade da vida!

E estas prioridades?

Na segunda-feira estive três horas numa reunião, onde a dada altura se estava a marcar o segundo round.

Pessoa 1: Vamos marcar para quinta?
Pessoa 2: Não, quinta-feira é feriado
Pessoa 1: Ah pois, é verdade, já nem me lembrava
Pessoa 3: E na próxima semana temos outro.
Pessoa 1: O quê? Outro feriado? Isso não dá jeito nenhum, desestabiliza o trabalho todo.

Pessoa Cisca (em mute): Desesta.. quê? Mas está tudo doido? O trabalho é que desestabiliza a vida.
Orientem-se pessoas, orientem-se..!

Um depósito de crianças

Disclaimer: deixo a minha filha na escola em média às dez da manhã e vou buscá-la nunca depois das cinco e dez (cinco e quinze foi o máximo e só aconteceu uma ou duas vezes). Percebo por isso que nada tem a ver com a generalidade dos casos em que os miúdos entram às nove e só saem às seis e meia, quando não entram mais cedo e saem mais tarde (e a minha solidariedade para com todos os pais que não têm opção).

Disclaimer número dois: eu adoro - mesmo, mesmo, mesmo - a escola da minha filha. É um sítio feliz, onde fazem as coisas mais giras, onde lhes ensinam tudo, onde ela adora andar.

Isto posto.

Não consigo deixar de pensar às vezes que, pese embora os nossos filhos tenham de aprender coisas novas e avançar, as creches são depósitos de crianças. Nesta fase em que a minha filha tem quatro anos eu estou absolutamente convencida que é melhor para ela estar na escola do que estar em casa, porque tem pessoas competentes e com formação para lhe ensinar o que deve aprender, faz imensas coisas diferentes, estimula a criatividade, imaginação, aprende outras línguas, tem outros interesses. Não acho - mesmo - que neste momento estivesse melhor em casa do que na escola porque por muito que não haja ninguém no mundo que goste tanto dela como nós, a verdade é que não somos formados em educação de infância e não temos as mesmas ferramentas para lhe proporcionar aquilo que ela aos quatro anos precisa.

Ainda assim, uma das últimas vezes que a fui buscar, que foi na semana da Páscoa em que muitos meninos estavam de férias, quando cheguei à sala só estavam umas seis crianças. Parecia mesmo o depósito dos que não têm onde ficar. Aquilo mexeu imenso comigo. E, note-se, eu tenho a imensa sorte de só a deixar na escola entre as dez e as cinco. Mas vê-la assim só com meus dúzia de pessoas, a escola mais vazia que o habitual foi mesmo a prova do depósito.

E por isso, para reforçar uma ideia que tinha tido dias antes, mesmo que venha a acontecer que a minha filha fique numa escola privada durante a primária, eu vou garantir que nas férias, ela estará de férias. A escola vai estar aberta em actividades não lectivas (é o que acontece com o primeiro ciclo, em que distinguem o período escolar, do período em que há férias mas eles continuam a ir à escola - diferença esta que não acontece na creche, naturalmente) mas ela vai ficar em casa, a desligar. Havemos de arranjar maneira. 

(E depois lembro-me que eu na primária só tinha escola de manhã e que à uma da tarde estava em casa e  nas férias nem havia se quer questão - viva o ensino público. Os tempos mudam).

Isto a Páscoa está quase como o Natal

Na nossa família temos a tradição do domingo de ramos, em que os afilhados dão um ramo de oliveira ao padrinho e à madrinha. E depois no domingo de Páscoa o padrinho e a madrinha dão uma prendinha aos afilhados.

Ao longo dos tempos os ramos de oliveira, embora se fossem mantendo, foram sendo complementados com qualquer coisa mais querida. E no entretanto, comecei também a achar bem dar qualquer coisinha às madrinhas (aos padrinhos não, não sei porquê) na Páscoa.

Neste momento, o cenário é o seguinte:

Domingo de ramos, dei:

- à madrinha da minha filha mais velha, um vasinho com flores (e os ramos de oliveira);
- à madrinha da minha filha mais nova, um cone gigante de gomas (e os ramos de oliveira);
- ao padrinho da minha filha mais nova, dois patos de chocolate (o batman e o homem aranha);
(ao padrinho da minha filha mais velha, nada, que está emigrado infelizmente)
- à minha madrinha, uma caixa de amêndoas (e os ramos de oliveira);
- ao meu padrinho, uma caixa de amêndoas (e os ramos de oliveira).

Domingo de Páscoa, vamos dar:

- à madrinha da minha filha mais velha, uma pulseira;
- à madrinha da minha filha mais nova, um colar;
- à minha madrinha, um colar;
- ao meu afilhado, dinheiro.


E é isto. Feliz Natal a todos!


Li um livro, aleluia, aleluia !

Adoro, adoro, adoro ler mas esqueço-me disto quase todos os dias. Este ano de 2019 li a bíblia dos óleos essenciais e absolutamente nada mais.
Até Março.

Em Março estive três dias fora e no regresso, sabendo que não tinha absolutamente nada que fazer nas duas viagens de avião que me separavam de casa, porque já tinha visto todo o meu telemóvel (imagens, fotos, sons) na ida, decidi comprar um livro no aeroporto. Melhor decisão de sempre.

O livro - um romance - é absolutamente delicioso e a Eleonor é aquela pessoa que queríamos ter conhecido. E o twist no fim? Muito, muito recomendado. E eu feliz de ter conseguido ler outra vez!



Isto é uma camisola a picar

Acontece às vezes cortar mal uma etiqueta, vestir a camisola e ao fim de algum tempo começar a sentir um desconforto que, com o passar do dia vai ficando insuportável, ao ponto de se estar mesmo desconfortável, tipo "há qualquer coisa aqui que não está bem, não está no sítio"

É esta a analogia que tenho para traduzir as semanas que o meu homem está fora. Primeiro é assim uma impressão, mas com o passar dos dias vai ficando terrível e nas vésperas de voltar já estou a suar em bica com o desconforto. Fica tudo desequilibrado e esquisito. Falta qualquer coisa, há coisas fora do sítio, alguma coisa não está bem. Toda uma falta. Não gosto. Onde é que se assina para pedir o homem sempre em casa?