Lanches mais saudáveis

Não sou (e nem faço tenção de ser) uma fundamentalista da alimentação. A nossa filha não comeu açucares até aos dois anos e qualquer coisa; tem três anos e nunca comeu chocolate (provou há dias leite achocolatado); evitamos processados, doces, fritos são mesmo muito raros. Mas sim, fazemos douradinhos (no forno) às vezes, e sim ocasionalmente comemos fora e há batatas fritas, e sim, pode acontecer que já tenha comido algumas vezes bolo de iogurte. Nisto da alimentação, bom senso é regra.

Nesse espírito, tenho tentado conciliar a lancheira da C., entre lanches mais “típicos do meu tempo” com coisas mais saudáveis. Evito que todos os dias seja pão e iogurte ou pão e leite (era o que eu comia!) e procuro introduzir frutas, tostas ou outras opções mais saudáveis. Um lanche que é sempre um sucesso são as panquecas (sem açúcar) de laranja e cenoura. Mas já tem levado bico de pato com compota de morango.

Nesta tentativa de opções melhores, tenho procurado blogs/ sites com dicas e sugestões de receitas e é aqui que todos são chamados à recepção.

O meu site preferido e de onde faço (de longe!) mais receitas é o Na Cadeira da Papa. Os scones e as panquecas são frequentes lá em casa (já eram antes da escola) e adoro as lancheiras diárias.

Mais recentemente descobri A Pitada do PaiJo Cooking para alguma inspiração, pese embora ainda não tenha testado nenhuma receita.

E por aí? Que lanches fazem? Que dão aos miúdos? Que sites são os vossos melhores amigos nesta matéria? Qualquer ajuda é bem-vinda!

O dia em que pensei que tinha perdido dois anéis e me fartei de chora

Não sou uma pessoa materialista. Não gasto dinheiro em excesso em bens materiais. As marcas não me dizem nada. Mas há objectos que são muito especiais.

Não sou uma pessoa materialista mas houve um dia em que pensei que tinha perdido dois anéis e me fartei de chorar.

Há meia dúzia de objectos que fazem parte de mim. Alguns são cadernos. Há uma caneta. Uma peça de decoração. E os meus anéis. 
Os meus anéis especiais contam histórias, são parte da minha vida, são recordações maiores. Dizem-me muito. Dizem tudo. 
A minha aliança por exemplo é uma fotografia constante do meu casamento no meu dedo. É uma alegria constante, uma lembrança física sempre presente. Se a perdesse, nem sei.

Guardo todos os meus anéis queridos numa caixinha especial. Nunca me faltou nenhum, sei deles todos. Sei de quando são, por que foram. Uso-os sempre, entre uns e outros.

Um deles recebi-o no dia em que chegamos a casa do hospital depois de a C. nascer. Em cima da alcofa dela o P. colocou o embrulho com um bilhetinho que dizia “obrigada por me teres trazido ao mundo.” O nascimento da minha filha não precisa de nenhuma recordação para estar sempre presente mas aquele anel marcou aquele momento. E quando há dias abri a caixa para o usar, não estava lá.

Sei que é só um anel, embora para mim não seja só um anel, mas comecei a entrar em pânico. Primeiro porque eles estão sempre todos ali; depois porque não me lembrava de lhe ter mexido. Achei que o tinha perdido sem ter dado por isso, o que significava que jamais o conseguiria encontrar. Procurei em toda a caixa (como se fosse enorme) e em todas as caixinhas de anéis. Nada, nem sinal. Desespero.

Foi nesse dia mais tarde que me lembrei de uma outra caixa, de bijuterias, onde guardo em saquinhos de pano todos os colares e pulseiras e onde tinha alguma reminiscência de ter posto anéis para levar de férias. Dentro dessa caixa estava um saquinho preto com alguns colares e o meu anel da C. Respirar de alívio!

Em conversa com uma amiga disse-me que durante a gravidez tinha perdido a chave do carro e a aliança mas que ambas apareceram já depois do filho nascer. Uma numa gaveta da mesinha de cabeceira e outra no fundo de uma carteira. Vou atribuir este susto à gravidez e falta de memória mas ainda assim deixar passar algum tempo antes de voltar a usar anéis. Sinto-os mais seguros na caixa. E não ganhei para o susto.


Coisas boas de ter casado com o meu homem

Já aqui tenho gabado o grande facto de ter um marido que é engenheiro informático de formação e todas as coisas boas que essa circunstância me tem trazido.

A mais recente revolucionou toda a minha logística familiar de planeamento de refeições e por isso vai daqui um abracinho de reconhecimento e gratidão a esse grande homem que é o meu!

O que se veio a lembrar ele?

Num voo de 23 horas criou uma aplicação que escolhe os menus semanais! Tchanan!

Eu abro a aplicação, digo para quantos dias quero refeições e ele gera para segunda x, para terça, y, quarta, z e assim sucessivamente (uma semana, duas, um mês, o que quiser). Posso ainda escolher qual o intervalo de dias que quero para que não se repitam pratos, para garantir que não enjoamos. E com esta informação, que tento gerar à sexta-feira, consigo comprar apenas o que é necessário para a semana sem desperdícios. Ganhamos todos!

Além disso, a grande vantagem desta aplicação quando comparada com outras que se encontram online, é que a base foi o meu homem que a fez, ou seja, as cinquenta ou sessenta refeições que lá estão foi ele que as pôs, com base naquilo que comemos geralmente ou que gostamos. Por isso não irá lá aparecer polvo à lagareiro nem língua de vaca, que são coisas que não comemos. Todos os pratos são coisas nossas, do dia-a-dia e isso faz com que em cada semana cozinhar não seja um bicho de sete cabeças. Sendo que podemos sempre acrescentar coisas novas (ou retirar antigas) para ir variando. A informática a melhorar a vida das pessoas, em particular a minha!  

Cisca também fala da Stickets

Na escola da minha filha pedem para etiquetar tudo, desde a roupa, à lancheira. O meu primeiro pensamento quando soube disto foi: “vou fazer etiquetas com o nome dela!”

Uma pequena pesquisa fez-me descobrir a Stickets (de que todos os blogs falam, na verdade) e o processo criativo de escolher cor, tipo de letra, boneco durou dez minutos.

Chegou passados três ou quatro dias o pack de etiquetas pequenas, grandes e roupa e são a coisa mais fofa de sempre! Apetece-me etiquetar a casa toda!

Escolhemos cor-de-rosa com o nome em branco e um pequeno Panda e até a C. se entusiasmou um bocadinho com a colagem. Claro que isto só durou até ter percebido que punha etiquetas no que ia para a escola, o que queria dizer que ela própria também ia para a escola por isso não demorou muito até não querer etiquetar nada que não fossem móveis ou coisas que, em princípio na cabeça dela, não saem de casa. Ainda assim, acho que valeu a pena.

O pack que escolhi é o básico (€ 19,95) e tem 142 etiquetas:

- 36 autocolantes mini
- 24 autocolantes pequenas
- 20 autocolantes médias
- 4 autocolantes grandes
- 8 autocolantes para sapatos
- 48 para roupa
- 2 tags


Se era mesmo necessário e algo que não podia fazer com outra alternativa? Não. Se é fofo e acho que vale o dinheiro? Definitivamente!

Continuo a etiquetar os iogurtes do lanche com uma branca básica (noventa cêntimos cem unidades ou coisa que o valha) mas estas dão toda uma pinta ao resto do material. Fica a dica!

E essas teias de aranha?

Sim, verdade que já vejo teias de aranha nas paredes deste blog, que se encontra ao abandono desde o regresso às aulas. A culpa é no entanto, precisamente, da escola.

Estamos a chegar ao fim da segunda semana e ainda não tenho vontade de falar sobre o processo de adaptação, mas não posso deixar de dizer que – em regra – cada dia tem sido melhor (deverei dizer “menos mau”?) que o anterior. Já teve as suas excepções também.

Outra coisa que para já se verifica, é que estamos muito contentes com a escolha que fizemos e a professora, a auxiliar e todas as pessoas que ali trabalham são superqueridas. Parece um lugar feliz e havemos de falar disso.

Entretanto, comecei os preparativos para a festa dos 3 anos (suspiro..!) e, sobre protesto da mãe (eu), vamos em modo Patrulha Pata. Uma patrulha pata mais clean e reduzida às duas cadelas, em tons claros de rosa, verde, branco e roxo, mas ainda assim uma Patrulha Pata (eu que queria a Abelha Maia). São os anos dela, nada a fazer.

A lista de convidados conta com cinquenta alminhas e se eu dou graças a Deus por toda esta família e amigos (a lista só tem mesmo as pessoas que nos são mais queridas), reconheço por outro lado que é uma logística gigantesca! Ainda não temos confirmações e admito que possa baixar ligeiramente mas mesmo que sejam quarenta, será imensa gente. Valha-nos o dia de férias na véspera, para conseguir pôr tudo de pé (e bonito! E já agora bom, que vamos fazer em casa). 

Sinto que há uma nova rotina a estabelecer-se em nossa casa e que “organização” é sem dúvida a palavra mais importante de todas. Temos novos horários, novas tarefas, uma realidade bastante diferente da que conhecíamos até aqui e se não estiver organizada, é o caos. Isto passa por planear, planear, planear. A nossa cozinha tem um planeador semanal que é em rigor a minha bíblia. É lá que escrevo o que vamos jantar e o que leva a C. de lanche, o que temos para fazer, apontamentos, marcações, festas, jantares. Tudo o que é planeável. E isto dá-me bastante conforto, confesso.

Quero acreditar que todos os começos são novas oportunidades e que também este assim será.

E quem salva uma mãe?

Para não fugir à regra, esta semana por aqui também foi de regresso às aulas com a particularidade de não ser um regresso na medida em que foi a primeira vez.

Já aqui tinha antecipado que a minha filha, que faz três anos em Outubro e que esteve em casa até aqui, foi este ano para a escolinha. Admito que possa vir a falar da experiência com mais detalhe na próxima semana mas neste momento não consigo. O único pensamento que me ocorre é que me faz sentir má mãe expô-la a ambientes onde (ainda) não se sente feliz. Não importa se vai mudar. Hoje ainda não mudou e é como me sinto. Espero que melhore.

Quem salva o fim das férias? Obrigada Continente!

Não obstante o fim das férias já estar lá longe, ficamos o mês de Agosto todo fora. Isto porque os meus pais têm uma casa na praia e por esta altura do ano mudamo-nos para lá para a C. poder aproveitar mais um bocadinho, enquanto os pais trabalham. Este ano, estivemos por lá três semanas e regressamos precisamente no fim de Agosto.

Ora, como já estava a trabalhar e calhou num dia em que o pai se tinha emigrado para o outro lado do mundo temporariamente, fiquei naquela sítio simpático em que tenho malas para arrumar, tralhas para arrumar, coisas para organizar e compras para fazer. Ao mesmo tempo que concilio com o trabalho. Boa!

Entre sair num dia para ir buscar a C. e chegar a casa com duas malas e trinta sacos, sem que tenha um único bem alimentar na despensa, há uma logística a planear. Quem me salvou?

Continente, meu amigo.
Há vários anos que sou fiel seguidora mas a tua versão online melhorou a minha vida em quinhentos por cento. Claro que há falhas. Não se pode encomendar coisas a quilo porque o preço final da factura a pagar é diferente do esperado. Também não compro frescos e ovos é melhor ter cuidado porque já se partiram uma vez. Mas de resto? App do continente para que te quero!

Em dez minutos da hora de almoço fiz as compras todas (que demorariam uma hora e meia entre ir, estacionar, comprar, pagar, carregar carro etc.) e os senhores foram-me entregar no dia seguinte a uma hora em que eu manifestamente não podia ir lá. Há lá algo mais cómodo?

Assim, dobro a minha língua das vezes que disse mal do serviço - e sim, também não gosto de pagar a taxa mas é um mal necessário - e obrigada Continente porque me facilitaste muito a vida no regresso a casa.

Nota para que não residam dúvidas: (infelizmente) o Continente não me patrocina (mas eu gosto de falar de coisas de que gosto).

Foi a desgraça na nova coleção

Juntou-se a fome à vontade de comer: a minha filha não tinha uma única peça de roupa que não estivesse pequena e eu gosto bastante de compras. 

Mistura explosiva para deixar meio ordenado numa superfície comercial. Zippy e Zara, vocês serão as responsáveis oficiais pela minha insolvência pessoal – mas nem faz mal porque é tudo LIN-DO!






















Este blog gosta de carne ou Sítios giros só porque sou amiga - Food edition: Da Terra

Que título horrível, estou de acordo!
Principalmente porque “carne” soa a bifões vermelhos e semi-crus e por aqui só gostamos de um peru, um franguinho ou pato. Levem os bifes para outro lado que vaca não é coisa que nos assista.
Não obstante, gostamos de carne no sentido de que não somos vegetarianos. Tentamos ainda assim que a alimentação seja o mais variada possível.

Nesse espírito de variar para ter saúde, almocei há dias num restaurante vegetariano, uma coisa bem simples no Mercado do Bom Sucesso (que é um sítio que gosto imenso, já lá foram?)

O restaurante em questão chama-se Da Terra


E tem menus diários a sete euros (seriam oito?) com buffet all you can eat – sendo certo que como estamos a falar de vegetariano aquilo que you can eat não é lá muita coisa (ahahah! - brincadeirinha!)
Bom, dizia eu, menu buffet, sirvam-se as vezes que quiserem e escolham entre sopa, saladas, sojas, tofus, arroz, legumes salteados, amigos e companhia.

Assim, à partida, mesmo à partida diria que não é o sítio mais pregnant friendly da história dos restaurantes amigos das grávidas, pelo menos para aquelas que como eu não comem saladas ou legumes crus, mas tenho de confessar (eu adepta da carne) que fiquei bastante cheia com a refeição e comi muito bem.

Claro que há sempre aquele detalhe (vegetarianos deste mundo não me batam por favor), que é a pessoa não fazer a mais pequena ideia do que está a comer. Onde dizem que é soja bem podia ser esferovite, que me dava igual. Para mim é tudo esponja. Mas era pelo menos uma esponja bem confeccionada e saborosa. 

Não vão lá de propósito a um sábado (aproveitem antes para um sítio mais agradável onde saiba bem passar mais tempo – é agora que para escolherem um seleccionam ali em baixo todos os posts da categoria Food edition, estão a ver? Que amiga!) mas se andarem pelas redondezas a um dia de semana, achei uma boa opção. De caminho, não esquecer que a Leitaria da Quinta do Paço fica mesmo em frente e que um café e um éclair miniatura sabem bem a qualquer altura do dia.

Atendimento prioritário

Há já alguns anos que leis, decretos-lei, portarias, regulamentos, directivas, despachos, and so on fazem parte da minha vida. Coisas do direito.

Assim, foi com normalidade que vi ser publicado o ano passado o Decreto-lei que instituiu a obrigatoriedade de prestar atendimento prioritário às pessoas com deficiência ou incapacidade, pessoas idosas, grávidas e pessoas acompanhadas de crianças de colo, para todas as entidades públicas e privadas (já agora, é o Decreto-Lei n.º 58/2016de 29 de Agosto).

De forma muito resumida, caso alguém se encontre numa das situações acima indicadas, deve ser atendida com prioridade por toda e qualquer entidade pública ou privada. Ou seja, nas finanças ou numa loja. Basta que exista “atendimento presencial ao público.” De referir que a grande mudança desta legislação centra-se exactamente na extensão ao sector privado daquilo que já era uma obrigação para o público.

Ora, aplaudo estas iniciativas legislativas e como grávida devo dizer que às vezes dá mesmo muito jeito (não nos primeiros meses, mas no final em que já não podemos com o nosso peso) mas devo confessar que acho que fomos longe de mais.

Parece-me que a prioridade em situações em que a presença da grávida, idoso, pessoa com deficiência ou incapacidade ou acompanhada de criança de colo é uma necessidade, sim senhor faz sentido; em sítios em que não tenho necessariamente de estar, se calhar já é abuso.

Isto para vos dizer que um destes sábados fui almoçar a um restaurante onde estava uma fila de espera de pelo menos uma meia hora a correr bem e que, como qualquer outra pessoa, dei o nome para ser chamada na minha vez. Dez minutos depois, mandaram-me sentar. O restaurante em causa é muito grande e algumas das pessoas que estavam à espera vinham em grupos maiores que nós mas ainda assim, houve ali qualquer coisa estranha. Ora, eis se não quando depois do almoço, vi à saída afixada a informação da prioridade naquele estabelecimento (do que naturalmente não me tinha lembrado).

Ora bem, não estou totalmente de acordo.
Uma coisa é eu precisar de pagar impostos ou fazer o cartão de cidadão e não ter alternativa se não dirigir-me a um determinado sítio (único) para o fazer. E ter de estar uma hora em pé à espera não ser realmente muito agradável. Outra coisa bem diferente é ter fome e querer comer quando há milhares de restaurantes abertos e se um está cheio, eu vou ao próximo. Trata-se de ter ou não escolha, de haver ou não alternativa. Num sítio privado em que há opção de não ir lá, parece-me simplesmente abuso. Por acaso terei mais direito de comer mais cedo? Só porque estou grávida ou tenho uma criança pequena ao colo? Qual a justificação?

Bom, as várias notícias que foram falando deste tema apresentam algumas explicações, algumas mesmo dadas pelo Governo mas ainda assim não estou convencida. E nem eu tenho mau feitio nem isto é dizer mal por dizer mal. Acho só que coloca os destinatários da lei numa situação privilegiada, sem que exista justificação plausível. E isso não é bonito.

Sítios giros só porque sou amiga: Food edition – 1858 bbgourmet

Cedofeita é daquelas zonas (a par de Miguel Bombarda, de resto) que acho super engraçadas mas que mal conheço. Sempre que vamos à Baixa acabamos sempre noutro sítio qualquer e por isso há muito trabalho a fazer aqui.
Começamos assim as sessões pela comida (whatelse?) e fomos parar justamente ao


Já conhecíamos os irmãos Maiorca e Bolhão, bons respectivamente para um lanche e o brunch de fim-de-semana mas este era um desconhecido.

Ficamos sentados na esplanada, que é bem simpática e almoçamos o menu do dia: eu cordon blue, o homem perca. Bebemos água e sangria e de entrada colocaram também na mesa pães e azeite. Para sobremesa há várias tartelets e bolos com óptimo aspecto mas desta vez ficamos na versão mais light. Café e a conta (preço médio por pessoa aí uns doze euros – não é barato).

A vantagem do sítio é que podemos sair e dar uma pequena volta pela rua, para a digestão. Há turistas aos molhos e o ambiente é giro.

Ainda assim, continuo a preferir o BB Gourmet do Bolhão, que além de ser no coração da Baixa, tem uma pinta engraçada, quer dentro, quer na esplanada. E nem por acaso, acho que vou marcar para amanhã!

A escola

Ando a evitar falar do assunto. Bom, na verdade é mais do que isso; evito mesmo pensar. A minha filha tem 2 anos e 11 meses e vai pela primeira vez para a escola. Eu sinto que me vai faltar um braço.

Vou pôr de lado todas as considerações sobre “se ela tivesse cinco meses aí sim vias o que custava” porque isto não é um jogo a ver quem doí mais. O que é facto é que ela esteve em casa até agora e que por isso este momento é tão difícil como se estivesse a acabar a licença de maternidade, fosse agora trabalhar e ela ficasse. Não vou negar que há vantagens, desde logo ela falar e expressar-se. Mas o facto de falar e se expressar poderá também fazer com que diga que não gosta e não quer ir.

Desmistifique-mos.
A escola não é um bicho de sete cabeças. Será em princípio um local feliz e um espaço de confiança, onde será bem tratada, fará amigos, descobrirá coisas novas e terá uma experiência em muitos aspectos enriquecedora. Se assim não for, não é também nenhuma pena de morte e se tivermos de repensar, pois com certeza que repensaremos. Não tenho dúvida sobre os factos desta equação. Racionalmente, está controlado. Mas depois há o outro lado, que é tão maior.

A minha filha (como possivelmente todos os filhos para todos os pais) é o meu bem mais preciso. Isto vem de imensos factores mas um deles será o facto de ela ser exactamente como é. Gostaria dela da mesma maneira em qualquer cenário (mesmo que tivesse mau feitio)  mas aquela maneira de ser, o feitio, o jeito dela é tudoÉ uma miúda querida, meiguinha, porta-se bem, está sempre bem disposta, concorda com tudo, alinha em todas as coisas, é exactamente igual a nós mas mais pequena. Tem um sentido de humor fora de série, é extrovertida, mete-se com toda a gente, tem uma imaginação maior que qualquer um de nós, inventa brincadeiras e jogos e histórias, é super activa, não bate, não se atira para o chão a chorar, percebe tudo o que lhe explicamos, explica-se igualmente bem. É companheira e esperta e está tão grande mas ainda é tão pequenina…

Tenho vários receios com a escola. O maior é que não esteja lá bem, que a magoem, que sofra. Outro, que é inevitável acontecer, é que perceba cedo de mais a maldade das pessoas. Mas tenho também um medo enorme que a estraguem. Que a escola a mude de tal maneira que a personalidade dela e a maneira de ser se convertam numa coisa totalmente diferente do que ela é. Por defesa ou instinto de sobrevivência. 

Bem sei que parece que estou a falar do purgatório e não da escola. Eu por exemplo adorei a escola, incluindo o pré-escolar mas tive anos que sei hoje me mudaram para sempre (e não sei se para melhor). Que me magoaram muitas vezes, que muitas vezes cheguei a casa a chorar. 

O meu elemento racional diz-me que ela não pode ficar numa bolha para sempre, que tem de se aprender a defender, que sofrer faz parte do processo, que ajuda a crescer. Mas honestamente não sei ainda como é que é expectável que os pais aceitem passivamente e estejam em paz com isso, sem algum desconforto. Eu estou desconfortável. Espero que tudo passe (“também isto acabará por passar”) mas para já o que queria era que Agosto durasse mais um ano.

Agosto? Oi?

Não sei bem o que aconteceu ao Verão mas se tivesse que apostar diria que foi vender camarão para o México. Nem sinal dele. Chove todos os dias, está frio, vento, nevoeiro. Não é que eu faça questão de trabalhar quando estão condições perfeitas para praia mas honestamente estamos em Agosto e há gente que marcou férias e merece. Além disso, teremos sempre os fins-de-semana. Será que dá para retomar o sol?
Agradecida.

É tudo tão estúpido

Partilho gabinete com uma amiga que é uma inspiração. É a pessoa mais positiva que conheço, que nunca se queixa, que vê sempre – sempre! – o copo meio cheio. Tenho vindo a perceber que é a pessoa ideal para se partilhar o trabalho porque o positivismo é contagiante. Para além disso é imensamente calma e tranquila. Não só no trabalho como na vida, com os filhos, com ela própria, com tudo na verdade. Há paz e calma e tranquilidade e é tudo mais devagar, no bom sentido. Várias vezes se estou preocupada com alguma coisa que não tem interesse nenhum, me tem chamado à realidade. Muitas vezes me diz que estamos todos vivos e com saúde, incluindo mental. Não há nada mais importante e eu sei que ela tem razão. Devíamos ser todos mais como ela.

Na semana passada estávamos a trabalhar, mais um dia normal e o telefone dela tocou para que visse o mundo desabar. As notícias foram as piores possíveis e foi assim que viu partir o pai. 

A nossa vida é estúpida, não há outra maneira de olhar para ela.
Preocupamo-nos com coisas que não são importantes, damos prioridades a coisas não prioritárias. E o pior de tudo é que muitas vezes é só com estes acontecimentos trágicos que acordamos um pouco da apatia. É tudo estúpido, sem sentido e frágil. A fragilidade da vida é imensamente assustadora. Valerá a pena fazermos planos? É certo que não podemos viver atormentados com a certeza de que é tudo efémero mas se calhar a vida não é nossa, foi só emprestada. E ter isso presente talvez possa ajudar a focar no que é realmente importante, a aproveitar. E sobretudo a agradecer.

A agenda


Já há uns dois ou três anos que não voltava à Mr. Wonderful mas este ano esbarramo-nos outra vez. Já cá canta a agenda 2017-2018!

Este ano optei por um modelo mais pequeno que o habitual, para conseguir andar com ela sem peso. É semanal, tem uns compartimentos e é a coisa fofa da sua mãe.

Para Coisas igualmente fofinhas: https://www.mrwonderfulshop.com/pt/agenda.html