Aposto que a avó do Zé Manuel lê este blog

Aqui há dias partilhei o episódio da senhora que deixou a filha connosco para ir tomar um café. 
Ora, no sábado, foi a avó do Zé Manuel.
Chegamos à praia que estava deserta e as minhas (ricas) filhas viram um menino a brincar e quiseram ir para a beira dele. Montámos arraiais ao lado e os três estavam próximos. Nisto a avó diz que vai ao carro guardar os brinquedos, se ele pode ficar ali.
Ó minha senhora! Pois se então não pode! Com toda a certeza. Isto agora até é a nossa ocupação de fim-de-semana, tomar conta dos filhos dos outros.

Por acaso foi giro porque vi entretanto uns primos de terceiro ou quarto grau que não via há muito tempo e que ficaram "wtf" com o facto de já termos três filhos. 

Estou a considerar abrir uma barraquinha na praia: "toma-se conta de crianças alheias."
Somos boa gente? somos; gostamos de miúdos? pelo menos dos nossos; temos brinquedos? toda uma mochila cheia. Creio estarem verificados os requisitos. Fico só na dúvida se cobro à hora, se faço em nome do bem maior.
Decisões, decisões..!

Ao nível da gente séria, nós estamos no topo!

Este ano fomos dois dias à praia (ou "só" dois dias na verdade) e de uma das vezes estávamos sentados os quatro alegremente com o pára vento, toalhas e imensos brinquedos quando uma mãe, que até àquele momento nunca tínhamos visto na vida, se aproxima com a filha de três anos e nos diz:

- Posso deixar aqui a minha filha a brincar e vou ali só tomar um café?

Nós dissemos imediatamente que sim mas ficamos do género.. como assim? Como é que uma pessoas entrega assim a filha a dois completos estranhos?
Está bem que temos duas filhas connosco e que com grande probabilidade não somos monstros devoradores de crianças mas... se eu fazia isso? Nunca na vida! 

Bom, a senhora lá foi à sua vidinha. Nós ficamos ali a brincar aos pais e às mães de três. Entretanto as duas que são mesmo minhas quiseram ir brincar para outro sítio (porque estar sentadinha ao sol sem vento cheia de brinquedos giros é bom mas ir para a ventania é muitoooo melhor). E eu fiquei ali com a terceira criança à espera que a mãe voltasse, quase a negligenciar as minhas porque a responsabilidade de me desaparecer na praia uma miúda que não é minha é assim só a atirar para o gigantesco. Até que a mãe lá voltou do café. Palminhas para o voto de confiança, de que eu não era de todo capaz, e volte sempre!

Ainda a propósito da escola

Faltam meia dúzia de dias (como quem diz) para as férias da minha filha. Embora a escola feche apenas uma semana em Agosto, tenho a sorte sem medida de a poder trazer para casa durante um mês e meio. Por um lado este ano tenho três semanas e uns dias de férias seguidos; por outro temos o alto patrocínio da melhor avó do mundo.
De modos que no início de Julho, adeus até para o ano (e eu já a pensar no "regresso às aulas", ou seja, mochilas, cadernos, canetas, agendas, tanta coisa para eu namorar nas lojas!)

Nisto estava a pensar que uma escola que está aberta onze meses e três semanas num ano, tem de ser uma criatividade gigantesca para ir fazendo coisas diferentes. Mas depois na verdade, o ano ajuda.

Setembro - regresso às aulas
Outubro / Novembro - Outono, Halloween
Dezembro - Natal 
Janeiro - ano novo / Inverno
Fevereiro - dia dos "amigos"
Março - dia do pai / primavera
Abril - Liberdade / Páscoa
Maio - dia da mãe
Junho - festa de fim de ano
Julho / Agosto - praia / Verão

Mais todos os extras.
Aposto que os professores adoram todas as festividades (dia do livro, dia da árvore, dia de portugal, do trabalhador..) para ajudar na imaginação.

Uma ajuda podem também dar os pais. Na escola da C. já tiveram brigadeiros, pizzas, reciclagem, consultório dentário, música, tudo power by mums and dads.
Por isso, isto tudo para dizer no fundo que dentro em breve vão ter também gomas sem açúcar (espero eu! Mas depois conto)


(a babar muito..!)

Abraço

Tenho dado no final do ano e Natal (até parece que há muito tempo, mas não) uma lembrancinha às professoras da minha filha. Nada de valor substancial (e confesso que nem entendo bem quem dê relógios ou jóias), mas sempre alguma coisa pensada com imenso carinho e que transmite - espero eu - o nosso agradecimento por um ano de trabalho.

Este ano após vasculhar metade da internet, voltei ao básico e vamos dar um abraço.



A peça é da Rosa Malva, uma marca que adoramos, tem dez centímetros de altura mas uma mensagem gigante. No fundo é isso que quero que as professoras sintam: um abraço gigante, um obrigada enorme, um gosto de vocês daqui até à lua. Porque no fundo tudo se resume à sorte imensa que tivemos de as encontrar, de encontrar esta escola, estas pessoas, que nos dão quentinho no coração e uma calma boa. Muito e muito obrigada (e sintam-se abraçadas!)

As férias que duram o ano inteiro

Há três anos que vamos uma semana para o sul de Espanha, para um sítio que A-DO-RA-MOS. A C. tem já imensas memórias de lá e desde que regressamos a casa até à altura de voltar novamente (um ano portanto), fala vezes sem fim de Espanha. Sempre que as férias terminam temos aquela sensação de "falta um ano inteiro para voltar" mas fechamos e abrimos os olhos e, sem sabermos como, passou realmente um ano. Como é possível? Estou bastante assustada com esta velocidade astronómica (e eu juro que a minha vida nem é tão a correr assim). Mas a verdade é que ainda ontem viemos e é já amanhã que vamos. E durante este tempo (que parece tanto mas é tão pouco), não há mês nenhum que não se fale das últimas férias que tivemos e das que vamos ter, da piscina, da praia, dos cachorros ao lanche, da música. Coisas boas. Família. Nada mais importante (e falta um mês!)

Veto às aguarelas

Bom, a minha maravilhosa ideia de criar habituação às aguarelas que pintei para de seguida as colocar nas paredes não correu pelo melhor. Olhando com atenção estão de facto terríveis e por isso desisti, sob o agradecimento profundo do meu marido.

Depois disso estivemos três horas de volta da internet inteira e creio que chegamos a um ponto de consenso. Eis o que a nossa sala poderá vir a ser ao nível da parede:




Era uma vez um carrinho de bebé

Quando a minha filha mais velha tinha um ano compramos um carrinho bengala, que foi das melhores compras de sempre. O que tínhamos - normal - é absolutamente gigantesco quando fechado, ao ponto de ocupar toda a mala do carro (e nós temos uma senhora mala), que ter de repente um pequeno guarda-chuva num cantinho, foi uma bênção. Quando passou a I. a usá-lo, verificamos que continua a ser imensamente útil e prático, não só em viagens maiores, como para todos os dias. Tem por isso muito uso e é um essencial de todos os dias.

Até ao dia.

No voo de regresso, a companhia aérea em que viajamos fez questão de dar totalmente cabo do carrinho, ao ponto de não o conseguirmos usar. Pela explicação que deram, os carrinhos são colocados no porão juntamente com todas as malas de vinte quilos ou mais e quando o avião levanta todo o peso das dezenas ou malas cai em cima dos pobres carrinhos, que não se aguentam. Foi o que aconteceu com o nosso (felizmente no regresso). Uma das peças partiu-se e o carro ficou meio aberto, meio fechado, não sendo possível abrir completamente nem fechar. 

Apresentei uma reclamação ainda no aeroporto, que foi preciso depois confirmar no site, apresentando uma série de documentos.

De forma resumida,

- o carrinho que tinha e os senhores estragaram tinha custado 129 euros.
- na loja disseram que não tinha reparação e que já não fabricavam esse modelo.
- o carrinho de modelo semelhante custa 189 euros
(factos todos de que apresentei o devido comprovativo)

- a companhia aérea propôs-me uma valor de 28 euros.
Case closed.

Ora, nem sei por onde comece!
Não só não transportam a bagagem em condições, como me destroem por completo um carrinho perfeitamente funcional, como me sugerem um valor ofensivo que não paga nem a roda. De onde, terei eu própria de gastar cento e muitos euros para comprar o carrinho de que preciso, tudo graças a um péssimo serviço - tendo sido a responsabilidade aceite.

Que faço?
Bato? Ofendo? 
Sugestões?

Viagens com crianças

Quando a C. tinha sete meses, meti-me num avião com ela e atravessamos o oceano para ir ver o pai a Nova Iorque. Mais tarde, tinha ela um ano e meio ou pouco mais, fomos à Irlanda. Desde essa altura - portanto há três anos - que não andávamos de avião com ela. A explicação reside no pequeno detalhe de ela ter tido uma otite no regresso (que desconhecíamos porque não tinha queixas) e de ter chorado com dores na aterragem. My poor baby. Não voltamos a ter coragem, sempre com receio (sendo que ela já esteve na calha para ser operada por ter feito algumas otites, não quisemos arriscar). Entretanto nasceu a I. e a isto somou-se um bebé. Pelo que somos um pelo pack de quatro com os pés na terra.

Até ao fim-de-semana passado.
No fim-de-semana passado viajamos a quatro de avião, com destino à Irlanda (irmão emigrado) e eis as dicas ou

Considerações sobre viagens de avião com crianças


Ponto primeiro, levamos 3 malas de cabine (e nenhuma de porão), uma mochila, um carrinho de bebé e a C. levava uma mochila de brinquedos (que nós acabamos a carregar, como está bom de ver). Levamos as três malas apenas e só porque estava a contar com compras lá, porque caso assim não fosse, duas teriam chegado. Foram daqui a meio gás (voltaram cheias, claro!) A este respeito dizer por isso que quatro dias para quatro pessoas em roupa cabem totalmente em duas malas de cabine, visto que economizei bastante nessa parte: apenas e só o essencial.

E o que é o essencial?
Para nós levamos apenas um calçado nos pés e nenhum de reserva.
Para mim levei uma calças vestidas, duas saias e três partes de cima (as calças com que fui, voltei). Casaco vestido porque lá faz frio. Roupa interior contada com uma muda extra e um pijama.
Para o P. igual, substituindo saias por calças, naturalmente.
Para as miúdas, uma muda de roupa por dia e mais uma de reserva. Vinte fraldas (que sobraram), um pijama para a C. e dois para a I. e casaco mais quente (além do que foi vestido). Para cada uma levei também um calçado extra (que não usaram mas eu tinha receio da chuva). Toda a roupa foi mais do que suficiente para todos.
Levei ainda quatro bolsas com os produtos de higiene e uma bolsa com medicação / farmácia básica (ben-u-ron, brufene, termómetro, you know). Nota importante: estes sacos foram no bolso de fora da mala o que ajudou imenso na segurança, que passarem quatro pessoas, sendo duas crianças, é uma pequenina confusão. Tudo o que facilitar, bem-vindo.

A mochila que eu levava tinha o básico para a viagem: água, comida (bolachas, iogurtes), duas ou três fraldas e toalhitas, alguns brinquedos, lenços de papel e uma muda de roupa para a I. À saída de casa o P. achou que devíamos levar o portátil, onde colocou alguns desenhos, e confesso que foi uma ajuda enorme. Na viagem de ida a I. não ficou parada um único segundo, pelo que andávamos, ora eu, ora o homem, a passear pelo avião, enquanto que a C. viu alguns desenhos animados. No regresso, a I. veio entretida no nosso colo (fizemos a viagem toda sentados, foi algo nunca visto) e a C. foi quem aproveitou novamente o portátil. Diria no entanto que foi uma boa decisão (eu achava que não seria necessário).

A mochila de brinquedos da C. acabou por ser a peça que podia bem ter ficado em casa, visto que praticamente não a abriu nos voos. Lá brincou bastante, mas foi desnecessário acrescentar este volume quando o conteúdo cabia nas malas. De futuro fica em casa e reduzimos uma coisa a transportar (quanto menos tralha, melhor).

O carrinho é bengala, bastante prático, já com alguns anos mas não chegou porque a C. é o ser mais preguiçoso ao cimo da terra e queria sempre, sempre, sempre colo. Conclusão, empurrávamos um carrinho e carregávamos uma criança a maior parte do tempo. De futuro não sei bem resolver isto porque não estou a considerar comprar um de gémeos e nem consigo, acho eu, levar o patim (plataforma que prendo no carrinho e onde a C. vai em pé), que nos salva cá. A alternativa será, creio, levar o marsúpio para a I. e manter o carrinho. Sendo que várias vezes pensei que devia de facto ter levado o marsúpio (em especial quando estava há mais de três minutos com a C. - 19 quilos de gente - ao colo). Dica a ter em conta, não esquecer.

Outra coisa que achei importante ter pensado, foi ter as coisas o mais à mão possível, quer fossem os cartões de cidadão, bilhetes, água, lenços, chupeta. Para isso usei uma mochila e uma mala que têm bolsos mais pequenos à frente. Isto ajuda imensamente no momento de mostrar documentos, passar segurança, dar-lhes alguma coisa que peçam. A segurança por exemplo implica despir casacos, cintos, tirar mochila, tirar I. do carrinho, desmontar carrinho, pôr malas nos tabuleiros. Há ali uma logística considerável, que se tivermos tudo à mão, ajuda. No regresso trazia sopa e um boião de fruta para dar à I. e foi sujeita a inspeção, o que nos fez ali perder algum tempo. Ter a mochila organizada e arrumada para depois colocar tudo novamente sem perder tempo a arranjar espaço para caber, foi também bastante útil. 

Nota final, descomplicar. Se é uma da tarde e elas ainda não almoçaram, não há problema. Comem uma fruta, ou umas bolachas e fazem tempo até ao almoço (sábado por exemplo, almoçamos às três da tarde). Confesso que esta parte das refeições é aquilo que ainda me mete alguma confusão, em especial porque a I. ainda é pequena e eu gosto de respeitar as horas dela. No entanto, tendo sido só quatro dias, não veio mal ao mundo. No geral correu aliás tudo muito, muito bem.

Tudo somado foram quatro dias mesmo, mesmo bons. Uma coisa totalmente nova na vida delas e uma experiência de que com certeza vão guardar boas memórias (mesmo que não se lembrem com rigor). Espero que com isto tenhamos ultrapassado o temor-otite e possamos fazer isto mais vezes, qual pack de quatro feliz.

Aguarelas, essa tendência

Em Outubro de 2018, a minha filha, que ia fazer quatro anos, escreveu em casa pela primeira vez o nome dela. Eu fiquei parva de orgulho, num misto de baba e ranho - como é que ela cresceu tão rápido - e desde aquelas letras gigantes e desalinhadas (mas tão perfeitas!) até hoje em que escreve já imensa coisa (vai fazer cinco), foi um pequenino salto.

Nesse dia estávamos a pintar com aguarelas e além do nome ela pintou imensas, imensas folhas, com riscos e traços e combinações inventadas por ela. As pinturas ficaram longas semanas coladas na parede da cozinha (onde colámos precisamente porque estávamos próximo da festa e era assim uma homenagem vá) mas ao fim de algum tempo acabamos por as tirar. Guardei-as todas na mala onde guarda os desenhos e recentemente fui pescá-las.

Claro que eu sou altamente suspeita mas havia um conjunto de duas ou três que estava realmente uma combinação maravilhosa e decidimos logo ali que haviam de ir parar às paredes.

Foi assim que inauguramos a primeira parede da praia, com duas pinturas da minha filha e uma letra de uma canção emoldurada, num trio que ficou mesmo perfeito. É um quentinho no coração entrar em casa e ver o corredor.

Depois disso fomos colocando outros detalhes de decoração, que é uma parte que eu adoro mas que é às vezes ingrata porque o que imagino nem sempre consigo alcançar. Coloquei imensas fotografias da família por todo o lado. Coloquei vários espelhos reciclados da versão anterior da casa (e que são dourados, vintage, lindos!) Coloquei uma moldura com três palavras na entrada - que não sendo o meu hastag porque eu não sou uma hastag person, são a minha frase (que pensei tatuar a dada altura em vez das iniciais das minhas filhas, mas são três palavras e é inglês - desisti).

E chegamos assim à sala.
Uma das paredes da sala grita quadros por todos os centímetros. É a maior parede das quatro e está branca, pura, imaculada. Precisa de três molduras grandes em cima do sofá e irá precisar de mais alguma coisa na parte junto à sala de jantar. Então esta mãe que vos escreve pensou: vou pôr a minha filha a trabalhar num projecto que combine com o do corredor (casa com obras de autor, estão a ver) e temos o bolo que podemos comer. Detalhe disto: passaram oito meses e tudo aquilo que eram riscos (arte abstracta) passou a ser bonecada. Agora já consegue fazer pessoas e casas e por isso quando lhe passei os pincéis e aguarelas, o resultado foi uma família com uma casa, um jardim, o sol e o céu. 

Ora, por muito que eu aprecie os desenhos da minha filha, não acho - numa vertente de decoradora de interiores - que tais criações conjuguem bem com uma sala (há no entanto um desenho dela - o boneco mais amoroso de todo o sempre - que vai para o quarto delas). Posto o que, obrigada filha, vamos pôr os desenhos noutra parede de casa. De onde, fiquei sem quadros para a sala.

Resultado para qualquer pessoa normal: ok, vamos tratar de arranjar uma alternativa, no mercado normal de quadros, molduras ou posters (e by the way, o desenio.pt tem coisas maravilhosas).
Resultado desta alminha: se Maomé não vai à montanha, vai a montanha a Maomé, que é como quem diz em linguagem bíblica: pinto eu!

Em cima da mesa de jantar estão três folhas A3, com três "belas" composições criadas por mim, que fizeram o meu homem rebolar no chão a rir. Estratégia, deixá-las uma semana para criar o efeito hábito e posteriormente emoldurar e pendurar. Quem sabe se não encosto as botas e me dedico à pintura?



Do Caim

Para dizer a verdade estava a ler e a pensar

a) confessar-me;
b) ler a bíblia de imediato;
c) as duas anteriores.

É duro e pesado, embora com o humor do Saramago, que aligeira ligeiramente (passo a redundância). Mas não está de longe nos meus preferidos.

Venha por isso o próximo!

(Três livros em cinco meses, será?!)

Agora sim: I'm a thirty two year old woman with two daughters, two piercings and two tatoos

É oficial! Estou tatuada e tenho piercings! Ahahah! Adoro a polémica desta afirmação!
Principalmente porque são dois furos na orelha esquerda e duas mini, mini tatuagens nos pulsos.
Se isto das tatuagens fosse aliás uma saída à noite, as pessoas andavam a emborcar shots de absinto e eu estava a cházinho de limão com mel. Entendem a ideia? São - como disse o meu homem - duas moscas.

Mas - parte importante - as duas moscas mais bonitas do mundo!

Quatro ou cinco anos depois de ter começado a querer uma tatuagem e dois depois de ter tomado a decisão, eis que o sonho se realizou! Tenho uma tatuagem em cada pulso and i love it !

Fotos, a seu tempo, que diz que isto precisa de três semanas para cicatrizar.


(Nota: não é a minha!)

O ano de 2019 tem sido uma absoluta loucura. Nem me lembro de nada assim. Não só temos os fins-de-semana todos ocupados, como arranjamos coisas à hora de almoço e ainda depois de jantar assim numa lógica quase diária. Claro que estamos no campo das coisas boas - e sejam todos os dias assim! Mas são precisas três agendas e mesmo assim às vezes ainda damos connosco a pensar.. espera, este fim-de-semana é... entre escapadinhas, festas de anos, jantares e a casa nova, loucura total!

Para pensar só em Maio, já tivemos um aniversário, um dia da mãe, uma festa de anos de um amigo da C.
E ainda temos um jantar de anos, uma tatuagem, outra festa de anos, mais uma no fim-de-semana seguinte e tudo aquilo de que já não me lembro. Para depois...

Quatro dias na Irlanda!

Yeah!!
Um quatro vezes quatro, na verdade, já que vamos em pack de família feliz!

Vou-vos dizer o que ando a ler


Isto é a primeira casa de Lisboa, versão dois ponto zero

Quando fomos viver para Lisboa arrendamos um apartamento mobilado. Estávamos a começar a vida e não tínhamos nada nosso, a não ser um serviço de pratos, copos e talheres que nos tinham dado no casamento. Uma casa mobilada tinha a enorme vantagem de lá conseguirmos viver sem ter de gastar dinheiro em mobília ou decoração. A sala estava completa, o quarto também. Perfeito, pensamos nós.

Um belo dia começamos a achar que o sofá já não estava em condições. Era muito velho e desconfortável e o que nós sonhávamos mesmo nos tempos em que namorávamos e fazíamos planos para a vida a dois, era com um sofá grande com uma chaise longue.

Decidimos então comprar um sofá.
Foi A grande compra do ano. Era gigante, confortável, cabíamos nós e o mundo, estava novinho em folha, quase que brilhava. Mas de repente toda a restante mobília da sala ficou um enorme elefante. O sofá era tão perfeito e destoava tão enormemente do resto, que começamos aos poucos a comprar o resto. Compramos uma mesa de jantar com seis cadeiras. Compramos um aparador. Compramos um móvel de televisão e a nossa sala ficou, agora sim, a nossa sala. Dizer apenas entre parêntesis que toda essa mobília foi a que passou para a segunda casa de Lisboa, para a primeira do Porto e para a nossa actual, que já fez portanto quilómetros e que continuamos a gostar dela.

O sofá acabou por ser o princípio do fim das coisas que lá estavam naquela casa. Acabamos por mudar tudo (e ao fim de 12 meses mudamos de casa, levando tudo atrás).

Quando iniciamos o processo de obras este ano, encaixotamos todas as coisas que íamos manter, demos todas as coisas que não queríamos e guardamos os móveis: camas, mesa de jantar, cómodas, mesinhas de cabeceira - tudo mobília com mais de trinta anos (algumas das camas, têm cinquenta). Não tenho absolutamente nada contra as coisas antigas mas de repente tínhamos uma casa totalmente nova (e toda branquinha) e as coisas pareciam não bater certo. Era aquele "está tudo muito giro mas..."

Foi assim que fomos pondo algumas coisas de lado e que neste momento restam apenas os sofás, a mesa de jantar e o móvel da televisão. Sendo que o processo em si foi difícil e custou (sobretudo ao meu homem).

Primeiro tínhamos as cinco camas montadas nos quartos.
Depois desmontamos uma (que decidimos logo trocar)
E montamos a que a substituiu.
Depois desmontamos mais duas camas, que o P. carregou às costas para fora de casa.
Para no dia seguinte pensarmos que se calhar era melhor ficar com elas.
Depois o P. voltou a carregar de volta as camas, que tornou a montar num quarto.
E ao fim de uma semana percebemos que não conseguíamos arranjar colchões para elas (demasiado pequenas e colchões demasiado caros), logo o meu homem voltou a desmontar tudo.
E a carregar tudo para fora de casa.
E a carregar para dentro três camas, que montou sozinho num sábado de imenso sol em que eu e as miúdas estivemos no parque
(mais valia cancelar o ginásio nesta fase).

Ficamos assim com os quartos todos renovados no que às camas diz respeito.
Ficamos assim também a olhar de canto para as mesinhas de cabeceira que, coiso e tal, são belos elefantes no meio da sala.

Então decidimos comprar uma (pseudo) mesa de cabeceira para o nosso quarto. E depois uma para o quarto das meninas. E agora resta apenas a do último quarto, cujo destino não se avizinha assim tão feliz. Primeira casa de Lisboa versão dois ponto zero.

Resumindo tudo, sinto que temos mesmo uma casa nova. Vou deixar apontamentos que são a cara daquela casa, que existem desde sempre e me cheiram ao cheiro de lá: os espelhos da entrada, as fotografias, o porta-chaves do meu avô e mais meia dúzia de coisas. Vejo a casa toda pronta na minha cabeça, com todos os pormenores de decoração, com tudo o que faz das casas lares, mas ainda há muito fazer (e temos ido lá todos os dias!). O passo seguinte será o evento de inauguração! E sim, esta cabeça não pára. 

Com muito atraso!!

Uma amiga falou-nos do Coco como sendo o melhor filme de animação que já tinha visto e eu, que já tinha lido algumas críticas muito positivas, achei que não podíamos esperar mais.

Não achei o melhor filme de animação de sempre, mas gostei muito. E sobretudo, era maravilhoso se a vida depois da vida fosse exactamente assim. Incluindo a parte da música. Houve lágrimas no fim - acho que até da C. sinceramente - e toda a mensagem é genuinamente muito bonita. Fica a dica para uma tarde de domingo!