O post que já devia ter sido escrito

Quando, grávida de sete meses, percebemos que daí a dois o P. ia ter de ir viver para os Estados Unidos pelo menos um ano, percebi também que tinha um problema para resolver. Se uma licença de maternidade dura cinco meses e um ano tem doze, eu tinha um gap de sete em que estava totalmente sozinha.
Quem resolveu o meu problema foi a minha mãe.

A C. nasceu em Outubro e duas semanas depois o pai fez as malas e atravessou o Oceano. Eu fiz as malas e voltei a casa dos meus pais, que viviam a 400 km de nós e tornaram a nossa vida um bocadinho mais fácil.

Quando a licença de maternidade acabou e eu precisei de estar todos os dias sem excepção em Lisboa, foi a minha mãe que me valeu: mudou-se comigo e com um bebé de cinco meses e fomos viver as três.

Quando no ano seguinte nos mudamos para o Porto, e passamos a estar a 40 km dos meus pais, a minha mãe continua a ser a pessoa que mais nos ajuda em todos os sentidos.

No dia do nosso casamento, recebi da minha mãe um colar com um coração e um postal onde me dizia que eu ia voar mas que ela ia ser sempre a minha rede de segurança.

Cinco anos depois, a minha mãe é muito mais do que uma rede. É um braço que nos leva ao colo, uma ajuda que não tem medida.

Jamais conseguiremos agradecer o suficiente pelo apoio e ajuda incondicionais com a nossa filha mas estamos profundamente gratos e jamais nos esquecemos disso.

2 Coisas dos outros

  1. Quem me dera sentir o mesmo em relação à minha mãe. Infelizmente pouca rede de segurança sinto em relação a ela.

    Post muito bonito e acima de tudo, muito sentido.

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