Desafio: um mês sem compras

Decidi impor a mim própria um desafio de estar um mês sem comprar absolutamente nada - à excepção claro está de bens de primeira necessidade, medicamentos ou café (ninguém vive mesmo sem cafeína, pois não?)

Todas aquelas outras coisas onde vamos largando euros, uns pequenos, outros maiores, como roupa, acessórios, maquilhagem, cadernos e canetas, jornais e revistas, coisas em geral, para mim, minha filha, marido, amigos ou resto da família está tudo - absolutamente tudo - suspenso por trinta dias.

E porquê?
Primeiro porque tenho tentado sem sucesso fazer um registo mensal das minhas despesas (há várias aplicações para isso que tentei usar e fracassei) mas como não consigo manter a pendência, acabo por perder o controlo;
Depois, porque tenho uma sensação incómoda de que gasto mais dinheiro do que devia.

Atenção - isto é importante - há sempre poupança na nossa vida, sempre sem excepção e jamais em tempo algum gasto acima do que posso.
Mas confesso que às vezes compro coisas só porque sim; não preciso propriamente delas, mas gosto de fazer compras (guilty!).

Qual é o senão deste desafio?
Como está bom de ver, é impossível implementá-lo a um mês (um mês! Yeah!!) do Natal. Já comprei algumas lembrancinhas mas a lista ainda é longa e há ainda vários presentes a comprar.
Além disso, estaremos em processo de mudança de casa não tarda muito e já temos várias coisas que precisamos efectivamente de comprar (do género, frigorífico, máquina de lavar).

Posto isto, pensei em começar em Janeiro - mas não ao estilo de "começo a dieta na segunda-feira." Começar em Janeiro à séria e até lá mentalizar-me para isso e ir gerindo com cuidado todas as compras. Tentar focar-me apenas no Natal e mudanças e não embandeirar em arco com a coleção de criança da Zara, que é assim de perder a cabeça - Note to self: a C. não precisa de mais roupa (neste momento)!

Não sou nenhuma maluquinha das compras, e sobretudo procuro sempre preços mais baixos, mas acho que ter presente esta limitação vai ser uma dificuldade. Uma coisa é gastar pouco dinheiro, outra é saber que não se pode gastar dinheiro algum. 

Há um processo de mentalização que aqui é importante, sobretudo se, findo o primeiro mês, sobreviver para seguir com o próximo; assim, um mês de cada vez.

Para tornar tudo mais fácil, vou optar por transferir o meu ordenado todo - na íntegra, até ao último cêntimo - para uma conta de que não tenha cartão multibanco. Não só não poderei gastar por princípio e desafio imposto, como não será, de todo, possível. 

Voltamos a este tema em finais de Dezembro - já está na agenda!
Wish me luck.

2 Coisas dos outros

  1. Estou contigo nisto. Começo em Janeiro também.
    Mas devo informar que já é muito difícil comprar alguma coisa e mesmo assim, há sempre qualquer coisa.
    Estranhamente (ou não) gasto muito dinheiro em coisas que não se veem: psicólogo, aulas de qualquer coisa, jantar fora (muito poucas vezes), viagens e coisas assim. Material é quase nada. :P

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  2. Não sou de gastar dinheiro comigo. O que não sei se é totalmente bom. Dou por mim, às vezes, a comprar para os outros o que gostava de ter. Onde gasto uma fatia considerável do orçamento é em roupa para a filha. Felizmente, ela está agora com 2 anos e meio e a roupa já não deixa de servir assim tão facilmente. Mas no primeiro ano de vida, foi coisa para deitar abaixo qualquer orçamento.
    Por isso, em compras de roupa, acessórios e afins sou bastante contida. Onde acho que cá em casa nos andamos a esticar é nos gastos com o hipermercado. Temo que compremos coisas que não nos são fundamentais. Será o desafio para o ano que vem: poupar mais e priorizar o que efetivamente faz falta.

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