Em teoria ainda falta mas...

A minha filha mais nova faz cinco meses dentro de dias (como assim?!)
Quer isto dizer que em condições “normais” eu regressaria ao trabalho dentro de dias também.

Ponto um:
Bem dita a hora em que decidi fazer nove meses de licença!

Ponto dois:
O tempo está a andar tâo depressa que nâo tarda estamos em Setembro. Que medo!

Desde que estou de licença já passei pela fase em que ia ver o e-mail de trabalho todos os dias e estava sempre a ligar o computador. Foi ali por volta do primeiro e segundo mês e acho que se deve ao facto de não ter desligado antes do parto. Trabalhei até sexta e na segunda fui para o hospital com ela a nascer.

Neste momento estou numa fase em que nem quero ouvir falar no nome da minha empresa. Estou totalmente desligada e distante, com tudo o que isso tem de mau para a minha carreira. Só pensar em regressar dá-me nervoso miudinho.  E na verdade metade do tempo já passou e eu nem dei conta, o que significa que a próxima metade será igual ou mais rápida (porque vamos de férias, praia, etc.)

Posto isto, onde apresento requerimento para passar tudo mais devagar?

3 Coisas dos outros

  1. Eu tirei 6 meses, mas também achei que foi a correr...

    Portugal não é um pais com leis amigas da família...

    Beijinhos
    https://titicadeia.blogspot.pt/

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  2. Não sei, mas se entretanto descobrires avisa. :)

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  3. Desta vez, nesta segunda viagem de mãe, estou a tentar fazer as coisas diferentes em comparação à minha primeira viagem como mãe.
    Acho que já o disse aqui que da primeira vez, tirei apenas 2 meses e meio de licença. E foi das coisas que mais lamento na vida. Lembro-me bem da sensação de que "agora que estou a sentir_me mais confortável no meu papel de mãe, pumba, vou trabalhar e ela vai para a avó".

    Desta vez e sabendo o que tinha sofrido por ter tomado essa decisão, decidi tirar os 4 meses que me são de direito. A diretora do centro de estudos onde trabalho, numa reunião estava eu ainda grávida, disse-me "ora bem, o bebé nasce em finais de março, portanto posso esperá-la no dia 1 de junho, certo?"
    Disse-lhe que não. E foi o melhor que fiz. Disse-lhe que ia ficar os 4 meses em casa como qualquer mãe. Ela não protestou mas vi na cara dela o "Olha-me esta, que agora vai ficar 4 meses de papo para o ar!"

    O problema é que (algumas) chefias acham que a licença de maternidade é tempo de ficar de papo para o ar e nós sabemos bem que não.
    Entretanto, começo a ponderar seriamente não voltar ao meu local de trabalho, onde estou há 8 anos a recibos verdes, onde trabalho 55 horas semanais, onde sou professora, explicadora, animadora de festas de aniversário, motorista, empregada de limpeza e, às vezes, até cozinheira. Para trazer ao final do mês o equivalente ao salário mínimo nacional.
    Mais do que nunca, sinto-me explorada. E cabe-me a mim terminar com esta situação. Estou a ponderar seguir outros rumos na minha vida profissional, já meti pés ao caminho e quero acreditar no lema "Quem muda, Deus ajuda."

    No início, quando vim para casa, a minha cabeça também pensava no trabalho: Será que os meus miúdos estão a aguentar-se nos testes de avaliação? Será que quem ficou no meu lugar, lhes consegue explicar e preparar as coisas direitinho?
    Entretanto, isso passou-me. E ainda bem. Hoje não sinto necessidade de pensar no trabalho, quer dizer, penso no trabalho com a certeza de que a bem da minha família e da minha sanidade mental, não devo para lá voltar.

    E é isto. O tempo passa e nós, mães, não percebemos bem para onde vai o tempo e o que fazemos com ele. Como dizes, não tarda nada chegamos a Setembro! Se arranjares uma máquina do tempo que o faça andar mais devagar, avisa :)

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