Christmas time



No fim-de-semana passado fiz a lista do Natal 2015. No fundo a lista das pessoas mesmo, mesmo especiais da minha vida, a quem tenho o enorme gosto de oferecer um miminho.

Aqui está para mim grande parte da magia do Natal, pensar com um carinho enorme naqueles de quem mais gostamos, escolher com cuidado e atenção uma lembrancinha especial, só para os lembrarmos como gostamos deles. 

Sem que isto tenha alguma coisa a ver com consumismo, gastar, com gastar, implica obviamente algumas compras. Tivesse eu jeito para as artes manuais e a coisa cantava de outra forma. Não tendo, pus pés ao caminho e ontem dei um salto a duas lojas de comércio local (onde desde sempre preferimos fazer as nossas compras) para uns miminhos para três amigas. Pelo caminho trouxe a coisa mais fofa para o bebé D., que já fez dois meses, e mais uma vez, convém dizê-lo, adoro o Natal!

Ora o que sucede?

Eu e o homem estabelecemos que só se podia considerar que me estava a portar bem no campo do desporto se até ao final do ano fosse certinho. Até lá, estou em testes.

Ainda assim, não podendo embora encher a boca para praticante de desporto me assumir, gostava só de dizer que tenho mesmo ido certinho. A semana passada três vezes, esta duas (mas não por minha vontade - tive um congresso de dois dias que me impediu a assiduidade ao ginásio). Na próxima também, pelo menos dois treinos. Consegui ainda melhorar, muito ligeiramente, os tempos da corrida. Ainda são uma vergonha, mas mais pequena. Não posso lançar foguetes antes do fim do ano mas acho que está a correr razoavelmente.

Ora, o que sucede então?

Pus-me hoje em cima da balança e estou frustrada. Não, não é a gordura a transformar-se em massa muscular, é mesmo só gordura a ficar cada vez maior. E porquê? Porque por algum motivo que desconheço, mas que suspeito tenha largo a ver com a minha estupidez tamanha, continuo a comer porcarias todos os dias. Por pequenas que sejam, não consigo evitar (hoje por acaso evitei uma sobremesa na Padaria Portuguesa mas foi filho único). Apetecia-me chicotear-me, sem que isso tenha alguma coisa a ver com as cinquenta sombras de Grey. Só pela burrice, estupidez, totozice gigante. Isso ou que alguém me prenda as mãos (uma vez mais, nada a ver com o senhor) para não conseguir comer porcarias. Como é que se resolve isto?


Projecto fotografias do mês

Já falei várias vezes do projecto que levei a cabo no último ano, das fotografias do mês. Basicamente uma pessoa já tira mil fotos e já, mais vale fazer qualquer coisinha com elas.

E esta coisinha é mesmo boa.

Vamos recapitular.
Tirar todas as fotografias que se quiser, sem limites.
No último dia do mês, passar tudo para uma pastinha no computador e ter tudo tão organizadinho que dá gosto.
Escolher de entre todas as 15 a 20 (ou outro número qualquer) preferidas.
Passar para uma pen ou outro meio digital semelhante.
Imprimir no dia um do mês seguinte.
Pôr no álbum, acompanhado de breve descrição.

Para além da vantagem da organização, uma pessoa vê efectivamente os milhôes de fotografias que tira, limpa aquelas que não se aproveitam, fica com uma recordação física e passa um bocado entretida e feliz só a constatar como os miúdos crescem.

Posto isto, dez pontos para esta ideia. Adorei fazer este ano e estamos em modo going on para o segundo. São 14 fotografias da minha filha por mês, todos os meses, durante mais um ano. Adoro!

Logo que Outubro venha, procura lenha

Voltei ao ginásio. O P. voltou a casa. Voltámos ao ninho. A C. fez um ano. Fizemos uma festa tal e qual como imaginei. O meu irmão veio da Dinamarca. Os amigos vieram todos. Fomos ao Jardim Zoológico. A C. Este doente e eu uma semana em casa em teletrabalho. Troquei a roupa de verão pela de inverno. Fui à garagem buscar as botas. Fui aumentada. O P. voltou para os EUA e foi a Las Vegas. A empr Sá promet-lhe no entanto que para o ano fica na Europa. Comprei um chapéu de lã que me sai da cabeça quando ando de bicicleta. Comprei livros on-line. Fomos lanchar ao Starbucks. Fiz um bolo de aniversário. Marcamos um fim-de-semana a dois. Tive uma festa de primeiro aniversário que não correu como eu esperava. Mas uma despedida de solteira que melhorou o dia.

Tenho dois calções e um objectivo

Ainda o ginásio.
Preparo a mochila do ginásio na véspera do treino, de resto como a "roupa de vestir" e às vezes dá-se o caso de experimentar o que vou usar no dia seguinte. Para ver se combina ou só porque sim.

Foi num nestes dias que experimentei e arrumei de volta na gaveta, dois pares de calções. Giros, giros mas que me ficam mal, mal.

Sinto-me muitas vezes desconfortável com a roupa que visto. Não é um lamento mas a constatação de um facto. Os calções foram só mais um exemplo, ainda que exponenciado porque me senti ali a roçar o ridícula. Optei por calças nesse dia e nos dias a seguir. Vou optar sempre por calças enquanto me sentir assim.

Mas, e aqui está o objectivo, um dia vou sentir-me bem com os calções. Talvez "bem" seja demasiado forte e não chegue a acontecer, mas pelo menos conforfável, pelo menos não envergonhada.

Com esta idade já percebi que nunca me vou sentir maravilhosa comigo. Se pelo menos não tiver vergonha de usar uns calções para treinar, já vou ter uma vitória.

Posto isto, vou treinar por mim e pelos calções. E que não me chame Cisca se um dia esse treino não vai ser feito justamente nestes calções!

Ah e tal trabalho tanto

O meu homem está em Las Vegas. 
Isso mesmo.
Ah e tal que trabalho tanto e estou tão longe, coitadinho, desgracadinho.

Not!

Las Vegas uma semana, o filho da mãe. E eu aqui a vergar a mola.
Bem sei que foi a trabalho. Mas vamos ser honestos, ninguém trabalha realmente em Las Vegas pois não? As pessoas vão lá apostar tudo no vermelho e malhar uns copos. End of story.

Por isso, tenho direito de revolta sim senhor.
Em vez de me estar a aquecer os pés nas noites frias de Outono, está a curtir à grande e nem se quer, nem se quer!, vamos aproveitar para casar com o padre Elvis. 

Zero pontos para ele. O homem, não o Elvis, paz à sua alma.

Fazer do desporto uma parte da vida

Dia 1 de Outubro estava no ginásio, como uma menina bonita, para cumprir a minha promessa. Nesse dia decidi-me pelas duas vezes por semana, que em boas semanas podem ser três, assim assuma o exercício a qualidade de vício bom.

Mas depois o P. chegou no dia 3, a C. passou duas semanas doentinha e nunca mais lá fui. Não queria bem que isto soasse a desculpa, mas não consegui mesmo ir, nem me lembrei, confesso.

Graças a Deus a pequenina está quase a 100%, já não tem antibiótico às oito da manhã e por isso lá fui.

Foi fácil encaixar o exercício numa slot do dia. Mais fácil do que esperava. Perdeu no entanto contra o sono - implica dormir menos cinquenta minutos. Mas compensa. São trinta de exercício e vinte de banhos + chegar ao trabalho. Portanto, completamente deitado por terra o argumento que tinha há uns tempos atrás quando dizia que não havia espaço no meu dia. Fica a nota - há sempre espaço e há sempre tempo.

Volto a ginásio e vou a pensar no caminho que isto não me custa nada, é um gosto até. A perspectiva de perder algum peso, de tonificar o tanto que tenho para ser tonificado, é um desafio. Não estou contrariada e não há absolutamente razào alguma para não fazer isto mais vezes. Só a minha própria preguiça (e às vezes o sono).

Estou empenhada, dedicada e quero mesmo isto. E oxalá me possa lembrar destas palavras pelo menos duas vezes na próxima semana, para fazer do ginásio uma parte da vida.

O meu homem vai-nos levar a passear



A minha filha fez um ano e desde esse dia dormi duas vezes fora de casa.

A primeira, tinha ela pouco mais de uma semana, para levar o P. ao aeroporto, quando foi trabalhar para os Estados Unidos. Foi uma exigência da vida, que não nos deu gozo nenhum.
A segunda, com dez meses, para um aniversário longe, que honestamente também não valeu a pena.

Já podíamos ter feito isto há mais tempo mas agora é que vai ser - vamos os dois em fim-de-semana de namoro!

Desconsiderando agora o deixar a piolha duas noites - duas!! - sem a rica mãezinha dela, estou assim em pulgas! Vamos não sei para onde, o homem não disse, mas algures em meados de Novembro. Implica voo de cerca de três horas e deverá estar frio, é o que sei. Excitex máximo!

(E proibido pensar na pequenina e nas saudades e na falta que me vai fazer! Ai!).


Sim, ainda cá estou

Para muitos foi a maratona de Lisboa que os afastou dos blogues. A mim nem se quer o ginásio, mas quisera eu dizer que não escrevo porque uso o tempo a correr. 

Também não foi bem o facto de o P. ter estado em casa. Verdade que nessas alturas sou cem por cento famíllia mas cabe ainda a escrita.

Acho que aconteceu um bocadinho de várias coisas e nisto há quinze dias que não ponho aqui os pés.

Mas o P. chegou num sábado. Fomos a eleições no domingo. Pediatra na segunda. E na terça a C. começou a ficar constipada. E o que era um nariz entupido evoluiu para febre, de vários dias, com três idas ao hoapital  nessa semana e uma otite no domingo seguinte.

E pelo meio, exactamente pelo meio, a minha pequenina fez um ano. E o tempo que temos e é tão pouco parece ainda menor. Como é que já passou um ano? Temos mesmo de falar sobre isto.

Setembro, andando e comendo

O P. voltou aos Estados Unidos, desta vez por cinco semanas. Estive um dia em teletrabalho, quis o destino que fosse no mesmo em que saiu a alteração ao código do trabalho que permite este regime aos pais de filhos menores de três anos. A nossa casa virou Pensão Estrela. Organizamos a festa da C. A nossa filha fez onze meses. Recebemos, até Janeiro, uma nova hóspede cá em casa. Jantei sushi com uma amiga e voltamos mais tarde para almoçar. O D. nasceu e eu acreditei em milagres, logo depois de ter passado duas manhãs a chorar por causa dele. Inscrevi-me no ginásio. Voltei ao Frutalmeidas. Fez quase sempre sol. Passei um fim-de-semana sozinha com a minha filha e desejei passar mais. Tirei 179 fotografias e cumpri o projecto das fotos. Faltaram três meses para o Natal e depois um bocadinho meses. E a parte importante, é que no último dia, só faltavam três para o P. chegar.

Um sítio bom, bom

Quando viemos morar para Lisboa fomos para uma zona má.
Não conhecíamos bem e nos contactos que fizemos pareceu razoável. Revelou-se uma má opção, as coisas sào mesmo assim.

Só lá ficamos o tempo necessário até eu arranjar trabalho e encontrar-mos um sítio melhor (mais caro também, verdade, but "location, location, location"). Mudámo-nos ao fim de sensivelmente seis meses para a nossa zona preferida e cá estamos desde então.

A coisa boa de ter morado num sítio mau, ou de que não gostávamos, é que erámos quase forçados a sair. A casa em si era óptima (e de resto foi a nossa primeira casa) mas a zona não, por isso qualquer passeio que quiséssemos fazer era necessariamente fora dali.

Foi assim que conhecemos muita Lisboa. Não toda, nem metade, mas seguramente mais do que se tivéssemos vindo directos para onde estamos agora. 

Foi precisamente nessa altura que descobrimos o Frutalmeidas, que é assim uma pequena maravilha na Av. de Roma.

Não ia lá há séculos, acho que desde que mudamos de casa.
Mas no sábado passado fui. Aliás, fomos, eu e a piolha, que gostou tanto do sumo de melancia como a mãezinha  dela. 
Ficou a faltar a tarte de maçã, mas fica para a próxima, que será certamente para breve. Nhami!


Entre o "yeah!" e o "oh God!"

Inscrevi-me no ginásio, com efeitos a 1 de Outubro, e a poucos dias do início estou num misto de excitex com o que é que eu fui fazer à minha vida?

Apetecia-me imenso retomar os velhos hábitos mas tenho uma preguiça, que socorro! Vou repetindo que é só até ganhar o bichinho que a coisa custa mas está difícil de acreditar. Principalmente porque vou ter acordar às sete da manhã e a juntar à preguiça há todo um sono que me assalta a essa hora da madrugada.

Posto isto, estou cautelosamente expectante com o próximo dia 1 e tudo pode acontecer - ir e adorar ou ser absolutamente estupida.

Fim-de-semana só para as duas, mãe e filha, e mimos de manhã à noite.
Sol e bom tempo, de passear, brincar na relva, ver o rio.

Almoço sushi com uma amiga
Estendo-me só um bocadinho no sofá.

E a melhor parte - falta menos de uma semana para ele chegar.

Entretanto o Lidl tem uma coleção de peluches que custa € 1.475

Já tinha ouvido falar nessa coisa do gang dos frescos algures o ano passado mas na altura não só não tinha filhos com idade para pensarem nisso como sobretudo não tinha uma filha que se perdeu de amores por um tomate.

A sério que eles espalham caixotes gigantes a abarrotar de frutas e legumes peluche por toda a loja, desde a entrada até à saída e depois para uma pessoa os comprar tem de gastar 123 euros? E que a coleção tem doze diferentes? A sério, mil e quatrocentos euros em nabos, ervilhas e limões?

Posto isto, tão depressa o amor da minha filha pelo tomate começou como acabou. Tinha de lá ter deixado mais de cem euros e só deixei vinte. O que me concedeu o maravilhoso direito a dois pontos para colar não sei onde à espera dos dez que faltam e, depois de pagar mais qualquer coisinha, poder finalmente levar o tomate para casa. 

Loja má.

À espera de um milagre

O D. nasceu na segunda-feira, 14 de setembro, às 18.00 h. 39 semanas e seis dias depois.

O D. é filho da minha D., minha amiga, minha madrinha de casamento, minha pessoa. Vivi com ela à distância, mas o mais próximo possível, esta gravidez. Falamos todos os dias, trocamos ideias, fotografias, vi a barriga crescer. Estava imensamente feliz desde o dia em que me disse que estava grávida, partilhamos esta felicidade, fizemos planos. O D. pode muito bem vir a ser namorado da C.

O D. nasceu e teve um problema respiratório, que o levou para a neo, que o afastou da mãe. Teve complicações durante a noite e foi transferido para um hospital de topo no dia seguinte. O D. está em boas mãos mas tem um quadro complicado, demasiado complicado para um recém-nascido, para uns pais, que têm o coração feito em água e a alma sabe-se lá onde.

Têm sido dias horríveis.
Estou ao lado deles mas não consigo imaginar a dor que sentem. Não sei como é que isto foi acontecer. Queria um botão de passar para trás e começar de novo. Como é que foi acontecer? Como é que se passa de estar grávida e ter uma felicidade imensa, de viver num sonho a tempo inteiro para se entrar neste pesadelo?

Os resultados dos vários exames que fez vão chegando e as coisas são complicadas, o quadro é grave. Não acredito bem nisto, não parece real. Esta história não é dela, não é deles. Por favor que alguém venha dizer que se enganou..!

Não posso dizer isto à D. mas a verdade é que acredito que vai acontecer um milagre. Estou à espera que aconteça, tem de acontecer. O pequenino acordar, espreguiçar-se e voltarem os três para casa, como tem de ser. Por favor, por favor, por favor, tem de acontecer este milagre.