Mães

Temos a tendência a falar de mais, opinar de mais e sobretudo julgar de mais no contexto da maternidade. O princípio que penso que deveríamos ter todos por base é o de que cada um sabe de si. Nem sempre somos assim (eu também não sou, embora tente disciplinar-me).

Nisto de cada um ser como é, estou feliz por não sermos todos iguais. Viva a diferença. Talvez já tenha caído no erro de julgar quem não tem uma visão semelhante quanto a ser mãe (de certeza que já apontei o dedo a quem faz diferente, mesmo que só dentro da minha cabeça) mas fez-me bem sentar-me à mesa com uma amiga que pensa de forma exactamente oposta.

Quando / se tiver um segundo filho, tenho dito que gostava de fazer uma licença de nove meses. Talvez na altura não seja possível, talvez não possa, talvez não me deixem, não faço ideia. Mas em teoria, se eu pudesse decidir (em família), ou se fosse confrontada com a situação neste preciso momento, decidia fazer licença alargada.

Estava sentada à mesa com uma amiga com quem comentei isto. E a resposta dela fez-me ver que somos todas diferentes e o que realmente importa é termos escolha. Poder escolher. A minha amiga vai fazer três meses de licença de maternidade e nem imagina o que seria fazer mais. Escolheu fazer três meses. Não é menos mãe nem pior.

O mesmo se diga das licenças prolongadas de um ou dois anos.
Não quer dizer que todas as mães o fossem fazer.

Gostava só que tivéssemos escolha, para que as mães (ou pais, naturalmente) tivessem essa liberdade.

1 Coisas dos outros

  1. Cada cabeça, sua sentença.
    E ainda bem que o mundo não é todo igual. Senão fazíamos todos as mesmas coisas e gostamos todos do mesmo.
    O importante nestas conversas é saber aceitar a opinião do outro, sendo diferente da nossa.
    Há uns tempos atrás, acabei por me afastar de uma amiga porque tínhamos pontos de vista diferentes sobre algumas coisas. E ela fazia-me sentir a pior pessoa do mundo por pensar isto ou aquilo, pois na opinião dela, o que ela achava era o que fazia todo o sentido. Aquilo começou-se a inquietar. Aquela atitude do que "o que eu penso é que está correto", a expressão dela quando escutava o meu ponto de vista começou a cansar-me. E vai daí, comecei a achar que ela me fazia mal. Eu sou como sou. Ela é como é. E se ela aceitasse opiniões diferentes das dela sem aquele desdém, a coisa teria-se composto, mas não foi isso que aconteceu.

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