Um sítio chamado verão

A minha professora da espanhol dizia que nós, as pessoas que vivem na cidade, entre prédios arranha céus, no meio urbano, fora do campo, nós, estas pessoas do mundo, temos horizontes visuais limitados. Os nossos olhos batem nas paredes e não vão lá longe, onde a vista não alcança, onde o fim se perde, onde não se chega. Vivemos entre portas. Visualmente falando.

Não vou dizer que é preciso atravessar o oceano atlântico para ver o mar. Mas ajuda. É de perder a vista, é fora dos horizontes, é para além do que se alcança. E é azul, sobretudo de um azul turquesa com brilho de sol. E lindo de morrer!

Achei o México em tudo diferente do que estava à espera e nada do que me disseram. Encontrei praia, mar, sol e água. Nada de confusão e caos e gente, apesar das muitas pessoas. Sossego, na verdade e calma e descanso. Uma viagem à medida das nossas necessidades, que eram azuis e não sabíamos.





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