Wellness, de Nathan Hill
Acho que foi dos livros mais densos que já li, com tantas camadas, com tanta complexidade mas simples. Desci e desci degraus que nunca mais acabavam e os temas são tão de hoje. É mesmo um livro incrível, gostei imenso!
Carta aberta. À minha filha que faz 8 anos
I.,
Ontem voltamos a contar-te a história do dia em que nasceste, em como o pai tinha saído para ir buscar um bolo de brigadeiro que hoje já nem existe e como estava à frente da senhora quando eu liguei e ficou sem saber se levava na mesma o bolo ou não. E como tivemos de pedir aos avós para virem buscar a mana porque íamos para o hospital. E como a enfermeira nos disse "vão para casa e fiquem muito quietinhos, pode ser que consigam passar o natal em casa." Mas como foi estranho entrarmos os dois na nossa casa vazia e nos sentarmos no sofá e por isso decidimos antes metermo-nos no carro e fazer 50 km para estar com a C. Claro que achaste a viagem incrível e dizemos sempre que começaste a bater com os punhos na barriga a dizer "quero sair, sair". Por isso estivemos 15 minutos com ela e voltamos a fazer os 50 km de volta para o hospital, de onde já só saímos dois dias depois, contigo. Foste a melhor prenda de natal que podíamos ter recebido. Hoje em dia, também.
Sinto que passamos todos os teus anos a dizer o quão malandra, fora da caixa e desafiadora és mas que isso está a ajeitar-se em si para seres uma menina tão, tão querida, preocupada com os outros, amorosa e cuidadora. Na carta que escreveste na escola para o Pai Natal, desejaste "sorte" para os outros e disseste que o que precisas mesmo é o carinho dos pais. Estás a crescer. E isto é maravilhoso e não maravilhoso ao mesmo tempo, porque vocês crescem e nós deixamos de ter bebés e vocês precisam cada vez menos de nós. O que é bom, claro, é assim que deve ser, mas...
Este ano estás no terceiro ano. Mudaste de professora, o que foi ótimo. Inscreveste-te no teatro musical e no curso de artes. Adoramos tudo o que possa aumentar a tua auto-confiança. Um mês depois do teatro começar, dizias que não ias ser capaz, que não ias decorar as falas, que era tudo muito difícil. Mas na semana passada foi a apresentação aos pais e ficamos simplesmente de boca aberta. Que incrível foi ver-te a chegar ao palco, a dizer as falas com expressão e atitude Com confiança. Que orgulho. Não fazes ideia como és gira, esperta, desenrascada, destemida, corajosa. Vamos trabalhar nisso!
Continuas a adorar ecrãs, de qualquer formato ou tipo e ainda é uma luta. Durante a semana mantemos a política zero ecrã mas se te deixar, podes passar 8 horas de seguidas de sábado a olhar para uma televisão, um telemóvel ou uma consola. Fico maluca!
Mas depois é giro porque, se for opção, o que queres mesmo é ter os amigos cá em casa ou ir para a casa dos amigos e és toda social e do mundo.
Tenho a certeza que estás destinada a grandes coisas na vida. Tens tanta piada e fartamo-nos de rir contigo e tens saídas geniais, ao mesmo tempo que és tão querida e tão preocupada com os outros, com as tuas irmãs e uma mini mãe para a I.. Temos um orgulho enorme, gigante em ti. Espero que saibas sempre isso (nós estamos sempre a repetir!). Gosto muito, muito de ti, meu bebé grande. Parabénsa nós!
Comprometida e destroçada, de Gina Azzi
Deixo-te para não te perder, de Taylor Jenkins Reid
Paixão proibida, de Penelope Douglas
Ahhh, tão mauzinho.
Mas desta vez até li os comentários e eram muito bons. Portanto devia ter sido melhor... mas pronto, venha o próximo!
Onde as garças voam, de Elisabete Martins Oliveira
Gosto muito de ler em português original porque a língua é mais nossa, se isto faz sentido. E portanto e sempre bom. Mas a história, achei-a com excesso de desgraça, como se todas as coisas más acontecessem sempre, sem tréguas. Por isso não me cativou como gostaria, porque senti que era um nadinha forçado. Mas é sempre um gosto ler em português. Tenho de o fazer mais vezes.
A lua e a maré, de Lyla Sage
Feita e Desfeita, de Lyla Sage
Porque não há um sem dois (ou três, ou neste caso, quatro), eis o segundo cowboys do ano. Mas esta não é a ordem correta, não se fiem.
Selvagem e domada, de Lyla Sage
Agora sim, já li de tudo. Faltam-me os paranormais, vá.
Mas esta história tem um detalhe que me conquista sempre nas histórias. Rapaz mais Rapariga que se conhecem em miúdos e se apaixonam perdidamente como se o amor entre adolescentes fosse o único do mundo. E depois afastam-se mas nunca se esquecem e - como não admira - acabam juntos em adultos. Não tenho como fugir disto. Um deles ser um cowboy é só um pequeno detalhe.
O Clube de leitura de Natal, de Sarah Morgan
Tinha imensa expetativa, tendo em conta o tema. E o livro tem paisagem quentinha com lareira, chocolate quente e livros. Mas não gostei das personagens, não me liguei a nenhuma das quatro em relação às quais roda a história e, como tal, não foi um livro incrível.
Amor livre, de Tessa Hadley
A crítica é muito boa e fiquei muito curiosa. Sinto que não desiludiu nada, foi mesmo uma leitura muito boa.
Quando as aves voam para sul. de Lisa Ridzén
Catch the sun, e Jennifer Hartmann
É um young adult muito, muito young. Achei que começava com eles crianças (7 anos) mas se prolongava pela vida adulta, mas não. As personagens não vão além dos 21 anos. Este "pequeno" detalhe complicou a experiência de leitura. Mas há uma coisa engraçada nos YA, que é a intensidade das personagens. Tudo é muito intenso e urgente e tem de ser agora. É engraçado isso nos miúdos, acho que já fomos todos assim. Por isso lê-se num instante, porque de alguma forma é preciso confirmar rapidamente o que já se sabe.
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