A deixar passar o aniversário mais uma vez

Uma recorrência dos últimos anos, aperceber-me que passou mais um ano pelo blog sem que tivesse assinalado devidamente. Fez precisamente dez anos que criei este espaço e por aqui continuamos, com altos e baixos, com volume e despidos, com público ou sala vazia. Um pouco de cada, no fundo e viva a diversidade!


Uma cidade por mês - Abril em Sintra

Janeiro em Chaves

Fevereiro na Serra da Estrela

Março nos Açores



E eis que chega Abril!
Tem sido uma actividade super gira, uma cidade por mês, tanto que ao vir embora de Abril, foi a C. a perguntar: então e em Maio, onde vamos? Que se mantenha o bichinho das viagens e do passeio e de conhecer coisas novas, tão bom que é!

Abril foi o mês de Sintra.
Na verdade foi aqui um misto entre pseudo férias de verão combinadas com visita a uma cidade. E em que fomos cinco dias em vez de um fim-de-semana. Mas há uma explicação.
Até à pandemia, fazíamos sempre uma semana fora no sul de Espanha, em regime dolce fare niente, com sol, praia, piscina e vida santa. Nos últimos dois anos não fizemos isso mas tínhamos decidido que seria em 2022 que voltaríamos - e o que elas adoram este destino!
Contudo, como vai nascer um bebé na nossa família, achamos que seria melhor adiar mais um ano, não querendo contudo deixar de proporcionar umas mini férias de piscina e boa vida antes do verão. 
Dos cinco dias, tivemos dois muito, muito bons, de sol até às 7 da tarde e piscina ao ar livre; e os restantes e piscina interna mas igualmente bons. E pelo meio, uma tarde em Sintra, centro e Palácio da Pena, com passeio de autocarro, shutle, etc. Uma animação! Voltamos todos mais felizes e mais descansados e que maravilhosos são passeios em família!

Não sei se haverá cidade do mês em Maio - para já não há planos - mas havemos de retomar depois do parto, da recuperação e de baby L. crescer um bocadinho, já na versão um pack de cinco!


Toda a gente nesta sala um dia há-de morrer

 Outros dos livros de Abril e com pontos positivos.

A personagem principal - a Gilda- sofre de ansiedade (muito) crónica e tem uma vida de inquietações e dúvidas que a assolam a propósito de tudo e de nada. E sofre muito com isso. Ao mesmo tempo tem piada e é ligeiro - uma forma ligeira de tratar a ansiedade. Gostava que tivesse explorado um bocadinho mais o processo de início da mudança mas ainda assim retrata bem os meandros da coisa. Não pude deixar de me rever em muitas das dúvidas e sobretudo na perspectiva global de estar sempre a questionar "e se...?" e como tal acho que tem o seu quê de wake up call. Gostei muito de ler. Foi a leitura das férias da Páscoa, onde queria algo leve, e ainda que o tema seja pesado, a forma como está escrito aligeira imenso. Uma boa entrada para 2022!




O regresso de Julie Blue

Já tinha lido dois livros da Iris Bravo e este parece-me uma sequência lógica. Com o adicional de fazer parte do bookgang deste mês - comprei a box de dois livros.

O que dizer?

Iris Bravo igual a si própria. Enquanto romântica, leio os livros em dois tempos mas reconheço que são aquelas histórias queridas, fofas mas que entretanto me vou esquecer. Mas tem uma vantagem que acho que os livros devem ter, fez-me companhia durante dois ou três dias e era bom voltar à história. Acho que já é um bom motivo para ter gostado de ler (e entretanto vou ganhando coragem para um livrão que tenho na fila mas que ainda não consegui encarar...!)




S. Miguel, Açores com duas crianças - dia 3

 Dia 1 - aqui

Dia 2 - aqui


Ficamos três dias em S. Miguel, como tal este foi o último dia. Como dica futura, mais dias tivéssemos, mais coisas tínhamos conseguido ver e sem dúvida que não teria sido de mais.

Ainda assim, se a ideia era aproveitar ao máximo os últimos cartuchos, falhamos ligeiramente. Por um lado porque estava a chover imenso (e foi o primeiro dia que choveu realmente); por outro, as crianças tinham muita vontade de piscina. Por isso passamos a manhã no hotel, em relax, em banhos e livros. Na lista de coisas a fazer estava o passeio de barco para observação de baleias mas não aconteceu - a viagem é bastante demorada e ficamos um bocadinho na dúvida, além disso chovia.

Quando saímos do hotel ao fim da manhã, foi em direção ao Centro. Almoçamos no Alcides, que nos recomendaram imensamente mas chegamos pelas 14.00 h. e a maioria das coisas já estavam esgotadas. Não comemos nada de especial, foi fraquinho até. Mas pode ter sido azar da hora.

Depois disso, a ideia era passear a pé pelo Centro e aproveitar as ruas e caminhos mas fomos a livraria e chovia tanto que desistimos do passeio. Optamos por ir de carro à Arruda - plantação de ananás. Ficamos um bocadinho desiludidos porque estamos por nossa conta a ver as estufas e o processo de crescimento do ananás mas ninguém explica ou guia nada. E devia haver provas de ananás no fim, era simpático. A visita durou 15 minutos e não valeu a pena. Daí saímos para comprar queijadas, que são deliciosas e voltamos ao hotel até meio da tarde, quando o tempo melhorou. 

Saímos a pé e percebemos - no último dia - que estávamos pertíssimo do Centro, por isso conseguimos passear pelas ruas, embora já com tudo fechado. Nota a ter em conta no futuro!

Jantamos - muito bem! - no restaurante do hotel e deitamos cedo porque íamos acordar às 6.30 h. para um voo madrugador.

Foi o dia que menos aproveitamos os Açores mas em que descansados e aproveitamos mais o hotel, o que ao fim de dias a caminhar, até soube bem.

No global, adoramos, adoramos, adoramos S. Miguel! A voltar, sem dúvida!


DICAS:

- Alugar carro pareceu-nos essencial e deu mesmo muito, muito jeito! Alugamos e deixamos no aeroporto, o que foi super prático e rápido.

- Não deixar para amanhã o que se pode fazer hoje! - Os planos do dia 2 iam ser feitos no dia 3 e ainda bem que não adiamos porque choveu. Dar prioridade ao que se quer ver e ir logo.

- Casaco quente e impermeável - O tempo é bastante incerto e embora tenhamos tido muita sorte, há sempre vento, é frescote (Fim Fevereiro / início Março) e chove com frequência. Um agasalho para chuva é um must have.

- Bagagem - Levamos malas a mais (embora no regresso tenham dado jeito porque compramos algumas coisas) mas uma de porão tinha sido suficiente.

- Compras: nós fomos nas queijadas e no chá mas esquecemo-nos totalmente do queijo, que é óptimo em todo o lado mas ficou por comprar!

S. Miguel, Açores com duas crianças - dia 2

 Dia 1 - aqui.


O segundo dia em S. Miguel arrancou pelas dez da manhã, depois de um pequeno almoço delicioso no hotel e de energias super carregadas.

Partimos com destino à Ribeira Grande mas com paragens pelo meio.

A primeira de todas - Praia de Santa Bárbara.

Não choveu mas estava cinzento, o que fez um efeito incrível em cima das rochas e no baloiço e tiramos fotografias espetaculares. Passeamos por ali e dirigimo-nos depois a um dos sítios de que mais gostei,

Caldeira Velha

Não deixem mesmo, de todo, em caso algum, de visitar!

Estacionamos o carro num parque de estacionamento, sem qualquer problema. A entrada tinha alguma fila e um custo associado. É possível tomar banho mas precisava de marcação prévia que na altura tinha de ser feito com pelo menos três dias porque estava tudo hiper cheio. Ainda assim, mesmo sem mergulhar nas águas quentes, é uma visita inesquecível. Só o pôr a mão na água, ver aquela natureza toda ali posta, uau! Adoramos! Vale imenso, imenso! Fizemos um lanchinho num dos bancos e daí íamos dirigir-nos à Caldeira do Fogo. No entanto, um casal que passou por nós e tinha acabado de descer de lá, disse-nos que estava um nevoeiro enorme e não se via nada, por isso abortamos o plano.

Optamos então pela Fábrica de Chá da Gorreana.

Gostei bastante de ter visitado mas reconheço que aquilo tem um potencial por explorar que é enorme.A entrada é gratuita, o passeio pela fábrica também e no fim podemos fazer uma prova de chá numa sala em que há uma televisão onde explica a visita. Assim, durante a visita propriamente dita estamos a ver coisas que não sabemos o que são e é pena. Tem imensa margem para se fazer ali um marco de conhecimento e ponto turístico e parece só uma coisa a quem já ninguém liga nada. Tem uma pequena loja, um pouco escura, onde se vende chá, queijadas e alguns recuerdos e uma vista linda das plantações (e estava sol!). Compramos chá e comemos queijadas (óptimas!) mas gostava que tivesse mais para ver.

Com isto, seguimos o plano de ir às Furnas mas chegamos já depois das 14.00 h., de modos que o cozido se foi. Mas fica para a próxima.

Assim sendo, almoçamos no The Gardener, no Parque Terra Nostra, que é maravilhoso e foi uma pausa tranquila e calmante.

De seguida, a visita ao Parque é mesmo absolutamente imperdível. Não tomei banho na piscina porque não recomendavam a grávidas mas as miúdas adoraram! A água quentinha e numa cor tão surpreendente! Foi o delírio!

Daí seguimos para a Poça da Dona Beija, que de todas as coisas que não conseguimos ver, foi seguramente a que tive mais pena. Estava uma fila gigantesca e já era final do dia. AInda achamos que voltaríamos à noite - está aberto até às 23.00 - mas jantamos imenso e foi impossível. Ainda assim, encabeça a lista das coisas a ver num regresso. Fiquei mesmo com pena.

Já em direção ao Hotel, fizemos uma visita à Caloura - que foi uma surpresa no meio do mar,já com duas crianças a dormir no carro, mas valeu imenso a visita. Toda a paisagem é de resto imperdível e em cada recanto ficávamos de boca aberta.

Chegamos ao Hotel já perto das 19.00 h., para pequena pausa antes do jantar.

Jantamos na Associação Agrícola, que foi de resto o sítio onde mais gostamos de comer e onde deram livros de pintar e lápis de cor às crianças, o que para mim é sempre um ultra mega bónus num restaurante - para nós que não deixamos telemóveis ou tablets à mesa. 


S. Miguel, Açores com duas crianças - dia 1

 Açores era um destino que queria visitar há muito tempo mas que fomos adiando. Até recentemente!

Viajamos nos últimos dias de Fevereiro, durante três dias. Aqui ficam ideias do dia um.


Saímos do aeroporto do Porto, no sábado às 13.00 h.

Antes mesmo do voo almoçamos no aeroporto - mas foi desnecessário, porque o voo serviu uma refeição ligeira (bolachas, pão misto, uma bebida e um chocolate para as crianças; e igual apara os adultos, trocando o chocolate por frutos secos) e que nos teria aguentado até ao destino.

Fomos dois adultos e duas crianças (7 e 4 anos) com uma mala de 23 kg de porão e uma mala de 10 de cabine - sendo que esta ia vazia mas levamos porque estava incluída e assumimos que íamos querer trazer coisas. Connosco a bordo seguiram também duas mochilas com cadernos de actividades, livros, bolachas, água, toalhitas e outros essenciais, onde foram também parar casacos, brinquedos e outros não essenciais! De notar que passou tudo na segurança, incluindo garrafas de água, um sumo e bolsas de fruta.

A mala de 23kg (que só tinha 18) levava:

- para as miúdas, 

    um par de calçado extra

    quatro mudas de roupa (foi de mais)

    pijama

    roupa de piscina (incluindo chinelos, touca, óculos..)

    bolsa com produtos de higiene

- para os adultos,

    três mudas de roupa (foi suficiente)

    pijama

    bolsa com produtos de higiene

    roupa de piscina (incluindo chinelos)


A viagem durou cerca de 2 horas e tínhamos um carro alugado no aeroporto - que é algo essencial para a estadia. Em 5 minutos estávamos no hotel - que era espetacular! Super recomendo - Azoris Royal Garden

Depois de check in, pousar malas, descansar 10 minutos (nem tanto!) iniciamos a parte turística!

De notar que dias antes tinha tomado nota de todas as coisas que queríamos visitar, porque o tempo não era imenso e o objetivo foi organizar um pouco os roteiros para evitar andar às voltas e conseguir seguir uma lógica.

Assim no primeiro dia saímos do hotel com destino às 7 Cidades - que é a coisa mais bonita que algum dia vão ver!

Pelo caminho, paragens:

- Miradouro da Vista do Rei

- Cumeeiras

- Cerrado das Freiras

E descemos até às 7 Cidades para molhar a mão na lagoa. Maravilhoso!

Lanchamos num sítio absolutamente incrível - Green Love - mesmo na relva em cima da lagoa e ficamos por ali a brincar, as miúdas a jogar à bola. Mesmo, mesmo a não perder!

Daí saímos em direção a Mosteiros, passando pelo Miradouro de vigia das baleia que tem praia de areia preta (que foi o delírio!) e piscinas naturais. Muito giro!

Fizemos o caminho de volta ao hotel sempre com vista para o mar - e duas crianças adormecidas no banco de trás do carro!


Nesse dia jantamos num sítio perfeito para adultos, mas que para crianças não recomendo de todo. Se forem em modo solteiro, não deixem no entanto de ir  - Louvre Michaelense.

Para os próximos dias

 Tenho o guia dos Açores para publicar - ainda não me esqueci,

E um post sobre a gravidez.

Mas...

Entreguei o primeiro draft do meu livro, o que me fez imprimi-lo e revê-lo e tem sido esse o foco do tempo em que tenho tempo. Reacendeu a paixão é preciso aproveitar! Mas voltaremos, fica prometido!

Talvez devesses falar com alguém

Recebi a recomendação para esta leitura num clube do livro de 2019. Na altura o livro apenas estava publicado em inglês. como tal a um preço muito alto e fui adiando a compra. Mas recentemente descobri que tinha acabado de sair em português, a um valor muito mais simpático e foi assim que finalmente matei a curiosidade desta recomendação já tão antiga.

O que dizer?

O livro foi escrito por uma terapeuta, que a dada altura consulta um terapeuta, e relata os episódios quer das suas sessões enquanto profissional, quer enquanto paciente. Algumas histórias bem duras, difíceis, outras mais leves, sempre com muita transparência e frontalidade. O caminho e a evolução de todos é evidente, conseguimos ver os avanços (por vezes os recuos), demonstrando as enormes vantagens da terapia e o local onde nos podem levar.

Tinha uma expectativa muito alta, difícil de corresponder, talvez por essa razão não tenha ficado deslumbrada. Achei interessante, curioso, com algumas passagens que sublinhei - o que é sempre bom - mas não me arrebatou assim profundamente. A dada altura até o arrastei ligeiramente e demorou-me umas semanas. Não é caso de não ter gostado mas não foi aquela paixão. Assim sendo, venha o próximo!