Ainda a questão do infectário

A propósito da reflexão sobre os miúdos estarem sempre doentes quando andam na escola, dei comigo incrédula,

Como é que achamos "normal" que os nossos filhos estejam sempre doentes?

Toda a gente que tem filhos (ou primos, sobrinhos, amigos, netos) na escola já disse (ou irá dizer) a dada altura "ah o meu também estava sempre doente, isso é normal."

Parece que o mundo aceita com passividade a circunstância de as crianças estarem doentes, como se fosse normal estar uma semana na escola para adoecer e uma em casa para melhorar e na semana seguinte vira o disco e toca outra vez.

Normal?
Normal é que uma criança seja feliz e saudável. Que não esteja doente, salvo excepções. Que ande bem disposta e alegre na vidinha dela, que é o que é suposto quando se é pequeno. Que não tenha preocupações nem chatices e que não se incomode. Normal não é estar doente. 

Estar doente pode ser frequente, acontecer muitas vezes, ser vulgar. Agora normal?
Anormais estamos todos por lidar com isto com tanta frieza e descontração (mas não aquela boa). De repente, os nossos filhos estão sempre doentes e nós estamos todos bem com isso porque faz parte. 

Recuso-me a aceitar isto, recuso. Bem sei que não tenho experiência em filhos em escolas mas dane-se a experiência! Não acredito que seja socialmente aceitável uma coisa que a mim me parece quase imoral. Eles vão à escola ficar doentes e voltam para casa para se porem bons e quando ficam bons vão de novo para a escola para adoecerem novamente. E andamos nisto.

Pergunta: mas afinal para que serve a escola? 

O lado negro da escola

Reconheço que pelo meu último post sobre a escola a conclusão lógica a tirar é de que não existe nenhum lado que não seja negro e, nessa medida, o título não é o mais apropriado.

Ainda assim, vou manter, na convicção de que a escola terá um lado maravilhoso um dia, mas que há sempre um outro menos maravilhoso (ou para usar uma expressão mais realista, um francamente mau).

Estou a falar, obviamente, da condição de “infectário” que afecta todos os infantários. A propagação de bichos e a velocidade com que os miúdos ficam contaminados com porcarias várias. Ainda não me habituei a isto, duvido que alguma vez habitue e estou aliás bastante surpreendida pela negativa com esta pendência.

Se não, vejamos:

Ao fim de quatro dias na escola, tinha uma filha constipada.
Ao fim de duas semanas, tinha uma filha com gastroenterite, que ficou uma semana em casa a vomitar dia sim, dia não.
Após o regresso, ao fim de uma semana estava constipada outra vez.
Quatro semanas depois, um dia com febre e nova gastroenterite com mais dias em casa.

E ainda só estamos em Novembro por isso eu temo a onde isto vai parar.

Aquando da segunda vaga de gastros na escola, foi enviada uma informação aos pais pedindo, reforçando na verdade, que não deixem os meninos na escola quando estão com febres, diarreias ou afins por que isso determina contágios vários aos demais. 

Olha que caraças!
Assim naturalmente que não vamos a lado nenhum.

Eu estou solidária com os pais que não têm alternativas e, vendo a coisa pelo lado do bem, nem imagino o que deve custar deixar deliberadamente um filho doente na escola.

Mas, por outro lado, e a saúde dos outros?
Não há alguém que tome conta?
Não se falta ao trabalho?
Recordo que a segurança social paga as faltas para assistência a filho e que os pais com filhos pequenos têm direitos.

Posto isto, vamos todos ter mais um bocadinho de cuidado, pode ser?
A saúde agradece.

A escola

Ando a evitar falar do assunto. Bom, na verdade é mais do que isso; evito mesmo pensar. A minha filha tem 2 anos e 11 meses e vai pela primeira vez para a escola. Eu sinto que me vai faltar um braço.

Vou pôr de lado todas as considerações sobre “se ela tivesse cinco meses aí sim vias o que custava” porque isto não é um jogo a ver quem doí mais. O que é facto é que ela esteve em casa até agora e que por isso este momento é tão difícil como se estivesse a acabar a licença de maternidade, fosse agora trabalhar e ela ficasse. Não vou negar que há vantagens, desde logo ela falar e expressar-se. Mas o facto de falar e se expressar poderá também fazer com que diga que não gosta e não quer ir.

Desmistifique-mos.
A escola não é um bicho de sete cabeças. Será em princípio um local feliz e um espaço de confiança, onde será bem tratada, fará amigos, descobrirá coisas novas e terá uma experiência em muitos aspectos enriquecedora. Se assim não for, não é também nenhuma pena de morte e se tivermos de repensar, pois com certeza que repensaremos. Não tenho dúvida sobre os factos desta equação. Racionalmente, está controlado. Mas depois há o outro lado, que é tão maior.

A minha filha (como possivelmente todos os filhos para todos os pais) é o meu bem mais preciso. Isto vem de imensos factores mas um deles será o facto de ela ser exactamente como é. Gostaria dela da mesma maneira em qualquer cenário (mesmo que tivesse mau feitio)  mas aquela maneira de ser, o feitio, o jeito dela é tudoÉ uma miúda querida, meiguinha, porta-se bem, está sempre bem disposta, concorda com tudo, alinha em todas as coisas, é exactamente igual a nós mas mais pequena. Tem um sentido de humor fora de série, é extrovertida, mete-se com toda a gente, tem uma imaginação maior que qualquer um de nós, inventa brincadeiras e jogos e histórias, é super activa, não bate, não se atira para o chão a chorar, percebe tudo o que lhe explicamos, explica-se igualmente bem. É companheira e esperta e está tão grande mas ainda é tão pequenina…

Tenho vários receios com a escola. O maior é que não esteja lá bem, que a magoem, que sofra. Outro, que é inevitável acontecer, é que perceba cedo de mais a maldade das pessoas. Mas tenho também um medo enorme que a estraguem. Que a escola a mude de tal maneira que a personalidade dela e a maneira de ser se convertam numa coisa totalmente diferente do que ela é. Por defesa ou instinto de sobrevivência. 

Bem sei que parece que estou a falar do purgatório e não da escola. Eu por exemplo adorei a escola, incluindo o pré-escolar mas tive anos que sei hoje me mudaram para sempre (e não sei se para melhor). Que me magoaram muitas vezes, que muitas vezes cheguei a casa a chorar. 

O meu elemento racional diz-me que ela não pode ficar numa bolha para sempre, que tem de se aprender a defender, que sofrer faz parte do processo, que ajuda a crescer. Mas honestamente não sei ainda como é que é expectável que os pais aceitem passivamente e estejam em paz com isso, sem algum desconforto. Eu estou desconfortável. Espero que tudo passe (“também isto acabará por passar”) mas para já o que queria era que Agosto durasse mais um ano.

A minha filha fez um desenho e eu...

Ainda não contamos oficialmente à C. que vai ter uma irmã. 
A minha barriga está a crescer e algumas pessoas perguntam, admito que ela já possa ter ouvido alguma coisa aqui e ali mas não sabe de forma oficial e nunca disse nada a esse respeito.

Exactamente por isso, o desenho que ela fez a giz no quadro de ardósia, parou-me ligeiramente o coração.

Desenhou cinco bonecos de diferentes tamanhos (bola na cabeça, linha para o corpo, linhas para braços e pernas) e disse, apontando do maior para o mais pequeno:

- Este é o Papá;
- Esta é a Mamã;
- Esta é a C.
- Esta é a minha irmãzinha;
- Este é o meu irmãozinho.

What?!

Nós ficamos totalmente surpreendidos com esta revelação, não só de uma irmã como de um irmão, sendo que ela ainda acrescentou que a irmã se ia chamar I. e o irmão J. – sendo certo que I. é exactamente o nome que esta bebé vai ter e que J. é nem mais nem menos o primeiro nome que gostava para um rapaz. Ela tem poderes! Ou ouve atrás das portas. Mas em todo o caso, eu congelei.

Agora a moda é a abelha Maia

A minha filha descobriu os clássicos! Cruzamo-nos há dias com a Abelha Maia, num mero acaso (estávamos à procura do Pinguim Poróró) e desde aí não quer outra coisa. Decorou na íntegra a música do genérico, que curiosamente não é a “todos lhe chamam a pequena abelha Maia, fresca, bela doce abelha Maia” mas sim algo como (a C. sabe melhor que eu) “lá por onde brilha o sol, na floresta e por entre as flores, paraíso para nós, não sei o resto”.

As personagens são a Maia e os amigos (o Willy que tem medo de sombras e só come e dorme, o Flip que salta, o Max, o pirilampo Flip, as abelhas grandes, o pássaro azul, a menina Kassandra, entre outros) e a C. está em delírio total. Todos os dias pede para ver “um tivisão”, que é a abreviatura para “um bocadinho de televisão” e Ruca foi totalmente posto de parte. Claro que não vê todos os dias, mas vê às vezes, nunca mais de vinte minutos e sempre acompanhada.

Posto isto, eu que já estou a pensar no aniversário dela (sim, é só em Outubro..!) equaciono a abelha Maia, talvez não para tema central, mas para apoiante sem dúvida. Prova provada de que os clássicos não passam de moda (e neste caso, em Portugal, desde 1978).


“Eu não sou pequenina, eu sou linda”

O Hugo Daniel Sousa escreveu por estes dias uma crónica absolutamente maravilhosa no Público. Vale a pena ler. Deixo o link aqui.

Vou guardar para repetir muitas vezes, esta grande expressão (e de que nos esquecemos tantas vezes): 

"os pais são o brinquedo mais valioso que eles têm."

Apaixonei-me por um saco de maternidade de que não preciso...!

A minha filha mais velha é team Mustela mas com a mais nova estou tentada a seguir o caminho Uriage e tudo por causa de uma mala de maternidade LINDA by Lavandiska.
Sei que não preciso dela mas estou apaixonada.
Pior do que isso, sei que não a vou usar e por isso não há nenhuma razão para a comprar. 
Mas, mas, mas..!! É TÃO gira!
Ora "botem" lá o olho.


Já percebi que com o primeiro podemos perder a cabeça porque tudo pode ser preciso mas agora já tenho informação suficiente para saber o que é inútil. E esta claramente é uma delas.

O meu coração pode amar pelos dois

Ainda não tenho este assunto completamente resolvido na minha cabeça mas vou adiantar-me com aquilo que me parece ser a realidade dos factos a esta data. É pelo menos aquilo que sinto agora, sem prejuízo de vir a mudar de ideias.

Houve um tempo na minha vida em que eu achava que nunca se amaria um segundo filho como o primeiro. Não podia conceber que num coração só, que não estica, coubesse duas vezes um amor tão enorme e avassalador. Faltava-me o ar, simplesmente não podia ser. Racionalmente eu sabia que deveria ser possível para algumas mães já que não faltam famílias com dois, três ou mais filhos mas em mim esse amor não podia ser igual. Não havia espaço.

Houve um tempo também na minha vida em que eu achava que jamais conseguiria dormir longe da C. Passar um dia fora ou um fim-de-semana estava fora de questão, jamais. O tempo mostrou-me que eu estava enganada. Mostrou-me sobretudo que com os filhos há um tempo para tudo e isto é uma verdade universal para todas as coisas. Com o tempo (mais de um ano e meio é certo), eu percebi que podia dormir uma noite sem ela sem nenhum mal vir ao mundo (antes pelo contrário, na verdade). Hoje em dia não o fazemos todos os meses mas já temos ido alguns fins-de-semana a dois, o que eu achava que seria impossível. O tempo cedeu.

A falta de espaço para amar um segundo filho está também a ceder. Onde eu achava que não cabia mais ninguém, parece agora que começa a haver lugar. E o que me mais me surpreende na verdade é que esse espaço novo não é feito à custa do anterior porque nada em mim mudou no amor incondicional pela minha filha. Parece só que o coração vai esticando, talvez estique sempre até ao dia em que o segundo nasce e o amor explode como se fosse a primeira vez e cabem então estes dois amores maiores.

Não deixo no entanto de me surpreender com o efeito que a passagem do tempo tem na nossa vida. Onde eu achava que tanta coisa nunca aconteceria, tenho vindo a perceber que não é bem assim. Achava que para recém nascido só conseguia imaginar a C. mas agora já começo a imaginar como será viver tudo outra vez, aquele cheirinho maravilhoso que eles têm, o caberem inteirinhos no nosso colo, a tranquilidade que dão. Já me apetece outra vez e o meu coração pode amar pelas duas.

Mudar (esse verbo difícil)

Não tenho especial gosto pelo fim de Agosto (excepção feita às agendas) mas este ano evito especialmente pensar no fim do mês.
Grandes mudanças se aproximam e eu tão aversa à mudança.

A verdade é que nos três (ou quatro) meses que se seguem, a minha filha vai pela primeira vez para a escola e vamos ter um bebé. Bem sei que são acontecimentos separados por algum tempo (o início da escola é em Setembro e o nascimento - em correndo tudo bem - em Janeiro) mas faz tudo parte do último trimestre do ano (a previsão de Janeiro é para o início, que é quase Dezembro).

Claro que estamos a falar de coisas boas; caramba! Sempre quís ter muitos filhos e sei que eles têm de ir para a escola. Mas o aproximar das coisas torna-as totalmente reais e obriga-me a pensar nelas.

Tenho medo que a C. não se adapte à escola. Pior, tenho medo que sofra com as maldades dos outros, ela que não tem um pingo de maldade, que é a menina mais querida e doce que existe, que compreende tudo mas que não faz ideia o que é lutar, bater, apanhar. Tenho medo que a magoem. Não consigo deixar de pensar no meu quinto ano e em que como sofri com a nova escola e os novos colegas (bem sei que tinha dez anos e ela três mas as crianças são más em todas as idades). A ideia da minha filha a sofrer parte-me o coração em mil bocados. Faz parte da vida, de crescer, será necessário, formará carácter. Mas ela é o meu bebé e nenhum ensinamento do mundo justificará o sofrimento dela. O facto de ela falar perfeitamente e se explicar na perfeição, faz-me acreditar que nos contará o dia e como as coisas correram e que isso nos vai ajudar a perceber a adaptação. Mas mesmo assim, faltam três (três?!) semanas e estou de alma apertada. Não quero que chegue o fim do mês. Podemos ir devagar por favor?

E a gravidez?

Com pouco mais de quatro meses, continua tudo a correr bem. Os enjoos que tinha no início chegaram finalmente ao fim, o cabelo já não cai aos molhos, sinto-me bem, não ando ainda cansada e a barriga não pesa (embora já tenha crescido um pouco). Engordei mais do que me orgulho e faço zero exercício. Não tenho mais fome e já não tenho tanto sono. No fundo, segundo trimestre, gostamos muito de ti!

O médico confirmou entretanto que se trata de facto de uma menina e a grande novidade é que já tem nome. Viva !! A C. continua sem saber e acho que estamos à espera de uma barriga maior para lhe contar. 

Continuo a fazer a vida toda normal, incluindo pegar nela ao colo, dar-lhe banho, tratar das coisas. Se abusar nos colos, sinto a barriga a pesar um bocadinho e sei que isso mais cedo ou mais tarde terá de deixar de acontecer. Não queria nada que ela sentisse que a irmã, ainda na barriga, já lhe está a tirar colo mas arranjaremos uma explicação que ela entenderá. 

Grávida outra vez no Verão, vejo que algumas coisas estão na mesma:

- Tenho calor e a água gelada do mar sabe-me a ginjas;
- Lamento todos as sangrias que não posso beber;
- Arranjei uma bebida substituta - desta vez, ginger ale.
- Cada vez que tomo banho de mar ou piscina penso que se me arrebentarem as águas, não vou saber (mais alguém  tem esta paranóia? - da C. era igual!)
- Estou desejosa que a barriga cresça imenso para não parecer gorda mas grávida e poder exibir com orgulho - e só nesta altura - uma barriga grande.

Continuo também a usar o gel fresco das pernas, sendo que ao da Mustela 9 meses, acrescentei um da Boticário, maravilhoso! E todos os dias sem excepção, há momento Velastisa (qualquer dia falamos dos produtos da gravidez com mais detalhe).

Já fui buscar ao armário as calças de grávida porque, pese embora a barriga ainda não encha o espaço, a verdade é que as minhas calças já não apertam. Salvam-se as de elástico, bem como os vestidos; o resto arrumei até Fevereiro pelo menos (para minha própria nota, recordo-me que uma semana depois de a C. nascer, já usava todas as minhas calças de ganga sem qualquer problema - o que espero que se repita).

Ainda não sinto a bebé mexer (mas sinto que está para muito breve) e mais uma vez adoro estar grávida. Espero que para futuro inventem gravidezes sushi friendly (eu sei que há quem coma mas eu não tenho coragem) mas quanto ao resto, está óptimo assim!

Férias com uma criança de dois anos e dez meses

Este anos fomos de férias exactamente para o mesmo destino do ano passado. Não só gostamos imenso, como correu tudo bem e quisemos repetir. Curiosamente, ficamos até no mesmo quarto!

O hotel é um resort bastante grande, com meia dúzia de piscinas e a praia mesmo em frente. Tem quatro restaurantes, vários bares e imenso espaço. Para os miúdos há parques infantis, insufláveis, kids clube (não deixei lá a C. ainda), relva e imensas crianças.

Geralmente acordávamos pelas nove e meia / dez, tomávamos o pequeno almoço e íamos para a praia. Regressávamos para almoçar, dormíamos a sesta e de tarde, piscina. O tempo deixou-nos piscinar todos os dias até às sete e meia / oito da noite, para só aí nos irmos arranjar e depois, jantar. A decisão a tomar diariamente era apenas "praia ou piscina?" - o resto, rolava.

Sobre rodas andou também a nossa filha. Bom, na verdade dizer isto é pouco. A C. é exactamente como nós mas em ponto mais pequeno. Alinha em tudo, come quando comemos, dorme quando dormimos, brinca onde estamos. Não quis levar nenhum brinquedo (à excepção da mochila da praia) e quaisquer duas palhinhas, três pedras ou uma garrafa de água são brinquedos perfeitos. Não se chateou uma única fez, não fez birras, não chorou; andou cinco horas e meia de carro para cada lado numa boa (dormiu cerca de metade do tempo em cada viagem), sempre a cantar, a dançar, super feliz. A sorte que temos com esta miúda não se explica. E, com pena minha, ilustra-se mal. Está sempre tudo bem, se é para comer, come, se é para dormir, dorme, se é para ir, vai, se é para voltar, voltar. Põe o protector sem reclamar, usa chapéu sem se queixar, vai para o banho, vem do banho, tudo numa boa. Tem saídas geniais, um sentido de humor fora de série, é super companheira; uma mini pessoa. Sempre bem comportada, bem disposta, espetacular!

Com dois anos (e dez meses), adoramos as férias com ela! Não sinto nada que "antes de ter filhos, as férias é que eram..!" porque honestamente acho que foram perfeitas. Conseguimos dormir, descansar, apanhar imenso sol. Claro que não dá para dormir na areia porque estamos sempre atentos mas não acho que isso prejudique em nada (aliás, eu dormia na praia muitas vezes entre o meio dia e as duas da tarde, por isso nessa parte melhorei bastante e a minha pele agradece). Não faço ideia como serão as férias para o ano (além de uma filha com três anos e dez meses, teremos uma de sete meses) mas este ano foram simplesmente maravilhosas! 

A sorte da minha filha não tem tamanho

Ou melhor; na verdade tem 1,97 cm e chama-se pai.
O pai da minha filha, que vem a ser o meu marido, é uma sorte gigante e ela, que ainda é pequena, não sabe a sorte que tem por isso. Na verdade, ela ainda não percebe que ter um pai em cima do qual vê o mundo, é um privilégio. Que chega ao cimo de todos os escorregas só por esticar a mão, que a deixa tocar nas árvores quando está às cavalitas e que consegue chegar ao tecto sem qualquer esforço.  Ela ainda não sabe mas ter um pai alto é espetacular! E este em particular, que alinha em todas as brincadeiras (e é pior que ela!) é a melhor coisa que ela podia ter. Uma sorte que tem altura mas não tem tamanho.

It's a...


Vou começar por dizer a frase que digo sempre que se fala de ter meninos ou meninas: só interessa até sabermos. A partir do momento em que sabermos o que a natureza nos dá - e falo por mim - é impossível imaginar as coisas de outra maneira.

Antes de sabermos que a C. era uma menina, queríamos um rapaz. Do lado do pai, acho que pelos motivos óbvios. DOo meu, por aquela coisa de ter um primeiro filho rapaz, pelo simbolismo, peso da história, não sei ao certo.

Quando soubemos que era uma menina, e ao longo dos meses de gravidez, eu não imaginava de forma alguma que pudesse ser de outra maneira. Menina era o que fazia sentido. Já o pai, andou ao até ao momento do parto (inclusive) a perguntar ao médico se não tinha visto mal.

O que se passou a seguir foi absolutamente demonstrativo de que as coisas são como devem ser. Quando soubemos que estava grávida outra vez, o pai, sim, o próprio do pai que no dia do parto ainda tinha esperança de ver nascer um filho, disse que se fosse outra menina não se importava.

Eu do meu lado era agora absolutamente indiferente, embora deva confessar que estava algo inquieta com os seis caixotes de roupa maioritariamente cor-de-rosa, incluindo lençóis de berço, mantas, lençóis de banho e com o seu destino caso fosse um rapaz. Em todo o caso, a verdade é que adoramos ser pais de uma menina mas um rapaz seria igualmente maravilhoso.

Na ecografia do primeiro trimestre, exactamente como com a C. o médico perguntou se queríamos saber e quisemos (talvez ao décimo filho eu possa viver sem saber até ao nascimento, mas para já não conseguia; sendo que décimo filho é obviamente maneira de falar).

Foi assim que ficamos a saber que vem aí,
UMA MENINA !

Apesar de as pessoas torcerem um pouco o nariz quando eu digo isto, porque "um casal é que é", confesso que no momento em que soube a minha reacção foi um honesto: "que maravilha!!" Fiquei genuinamente feliz e os meus caixotes de roupa também).

Acho LINDO meninas! Adoro a ideia de duas irmãs amigas, companheiras (ou então a azucrinarem-se mutuamente a toda a hora), a partilharem roupa e quarto e a serem uma dupla maravilha a vida toda. Ou então não, que a gente com as miúdas nunca sabe com o que contar.

O pai também ficou feliz mas já anunciou que iremos ao terceiro (o meu plano de ter quatro a dar frutos; yeah!) e a C. anda não sabe que vai ter um bebé. Mais à frente e com mais barriga, contamos.

O nome é a problemática do costume mas também chegaremos a consenso.

Curiosamente, perguntei à C. há dias,

- Qual o teu nome preferido de menina?

E ela, sem mais nem porquê, nem sem conhecer ninguém com um nome igual, respondeu:

- I.

Por isso, é bastante provável que a caminho esteja uma M.I



Isto, Aquilo e um Bebé #2

"Em tempos achei que conseguia manter dois blogs em simultâneo (que ilusão..!) e criei o irmão Isto Aquilo e um Bebé. Durou seis meses e cinquenta posts. Depois faleceu, paz à sua alma.

Como o título indica, o tema central eram bebés. Começou quando ainda estava grávida e na última publicação a C. tinha sensivelmente quatro meses. Hoje lembrei-me dele e tiro do baú precisamente:"



Primeiro Trimestre
(Post publicado em Setembro de 2014)


O primeiro trimestre é por definição o de maiores preopações. Para além de ser tudo uma grande novidade, é um periodo em que tudo pode acontecer. É nesta altura que tendemos a ler sobre percentagens de sobrevivência em gravidezes tão no início e em que os resultados não são nada promissores. Além disso, é também nestes três meses que temos de ter cuidados extra para que tudo corra bem, sem nos sentirmos ainda completamente grávidas.

No meu caso, e como não via a barriga a crescer, preocupava-me essencialmente o estar mesmo grávida. Perguntava-me várias vezes se seria mesmo real, se estava realmente à espera de um bebé, como podia ter a certeza que estava tudo bem se não havia sinais externos. 

No fundo, esta é possivelmente a maior marca do meu primeiro trismestre. Não enjoei uma única vez, não tive qualquer indisposição, tudo se passou como se não estivesse grávida. O único sintoma que identifico à gravidez é apenas o sono. Em geral tenho já bastante sono. Nesses três meses, piorou ligeiramente. Quando chegava do trabalho às sete e meia ou oito, estava prontinha para dormir. Ficar acordada foi o maior desafio. À parte disso, tudo absolutamente tranquilo.

Nesta data, desafio é também reconhecer que, embora lá para o final da semana onze ou doze, eu achasse que já tinha uma barriga imensa, na verdade, não tinha mesmo qualquer ponta de barriga. A comprovar, as primeiras fotos dos primeiros três meses.





A segunda fotografia foi tirada num fim-de-semana com as amigas, quando lhes contei. Chegamos todos numa sexta-feira à noite, vindos de diferentes pontos do país. Uns levaram bolo para o reencontro, outros umas miniaturas de uma bebida da terra, outros ainda ofereceram uma foto do grupo tirada no ano anterior, num casamento. Nós?

Nós não trouxemos nada. Ou melhor, trazemos um bebé na barriga.

Foi assim que, sem mais avisos, contámos às tias, estávamos de dez semanas.

Quinze dias mais tarde fomos fazer a primeira ecografia morfológica e a 3D.
É uma coisa fenomenal ver tudo, tal e qual se passa dentro da barriga, com direito a bebé a nadar e a mexer por todo o lado. Neste dia o médico perguntou se, estando praticamente certo do sexo, queríamos saber. Quisemos.

Foi a 3 de Abril que com cerca de doze semanas soubemos que vinha aí uma menina.

Throwback - Primeiro trimestre

À data em que escrevo estou perto do final do primeiro trimestre. Falta uma semana para as doze semanas. 

Acho que não tinha pensado nisto na primeira gravidez, mas agora verifico que (pelo menos) um terço do tempo em que estamos grávidas, não nos sentimos realmente grávidas. O meu médico diz que não podemos dizer que "não sentimos nada" mas neste momento eu estou exactamente nesse sítio. Não tenho barriga nenhuma. Ainda não engordei. Não sinto o bebé a mexer. A última consulta foi há tanto tempo que começo a entrar naquela espiral de "se calhar alguma coisa não está bem." Não sou a maior fã do primeiro trimestre. Porque é incerto e estou insegura. Tenho dúvidas (e nem se quer é o primeiro filho). Esta é na verdade a principal surpresa até aqui; na minha cabeça, estava convencida de que já sabia tudo, não haveria questões. No fundo, eu estava totalmente errada.

Começa por ainda não termos contado praticamente a ninguém, quando da C. a esta altura já toda a gente sabia. A esta data sabem os nossos pais e familiares muito próximos; e sabe uma amiga com quem partilho gabinete (porque era impossível esconder de alguém com quem passo tantas horas como o meu marido). Os nossos amigos não sabem. As minhas Amigas também não.
Se me perguntarem porque é que eu - pessoalmente - não quis contar, a resposta só pode ser uma: tive medo. Tenho ainda, hoje que ainda não acabou o primeiro trimestre. Acho que do primeiro filho não sabemos bem o que temos a perder; é isto que sinto. Sinto que podia contar a toda a gente, que ia correr tudo bem, mas na verdade eu não fazia ideia o que tinha a perder se não corresse. Não quer obviamente dizer que pouco me importava com o que pudesse acontecer; claro que importava! Simplesmente, eu não sabia a dimensão. Só depois de termos um filho é que sabemos o que é ter um filho e neste momento, eu consigo imaginar o tamanho de algum problema que pudesse surgir. Por isso quis restringir ao máximo os envolvidos, acho que para minha protecção. Isto tem no entanto o efeito reverso (e perverso) de fazer parecer com que não esteja a viver em pleno esta gravidez. Quando é público e notório, é mais real. Neste momento, nem me lembro às vezes que estou grávida e isto já se tem revelado em uma ou outra coisa prática, como a S. me dizer que a grávida tem prioridade e eu ficar a olhar para ela sem perceber, acabando por dizer que a filha dela já nasceu e ela já perdeu o estatuto (quando afinal estava a falar de mim).

Bom, de resto está tudo a correr bem. Tive alguns enjoos mas que honestamente não atribuí à gravidez e sono em geral. Preciso de comer mais vezes, agora até antes de me deitar, mas de resto não há mudanças significativas. Salvo claro, o meu sushi, que aboli. E as saladas. E a mousse de chocolate. E aquele fino ao final do dia. Arranjarei alternativas!

Estou desejosa em primeiro lugar que chegue a próxima ecografia, para me tranquilizar. E que a barriga comece a crescer! Adorei estar grávida da C.! Espero que desta vez seja igual. 

Não fazemos ideia do sexo - que agora me é completamente indiferente - mas tenho um feeling de que será um rapaz. A minha mãe acha que é menina e eu espero que da próxima vez que fale deste tema, já possa desempatar este jogo.

A coisa mais importante no entanto, e que é maior que qualquer consideração que possa fazer sobre o estado, sentimentos, pensamentos, banalidades, é que venha com saúde. Não há nada, absolutamente nada, que importe mais.

Baby #2

Pois é, novidades a Norte;

Temos um bebé a caminho! 


E se tudo correr bem, um início de Janeiro mais especial.
Para já, tudo calmo e tranquilo, boa gravidez e pedir a Deus saúde, que o resto a gente arranja!



O que levamos para a praia!

Se este fosse um blog que dita tendência, o título seria "o que levar para a praia"; como não é, deixo uma sugestão muito pessoal para os dias de praia de dois adultos e uma criança de dois anos e troca o passo.


Saco de praia


Um saco de praia XXL é a solução para todos os nossos problemas de tralha.
O que uso há alguns anos tem o defeito de não ter fecho (mas já podia ter resolvido isso) mas quanto ao resto é ideal: gigante e com um fundo bem largo.
Dentro do saco da praia cabem todos os itens abaixo, à excepção da bolsa dos brinquedos da C., que é pequenina e ela própria a carrega.


Toalhas de praia



Levamos três toalhas de praia enroladas, sendo que a C. é mais pequena que as outras e praticamente não ocupa espaço. Além destas, levo um poncho de praia, que acho a peça mais útil de sempre para crianças e que salva os finais de tarde de vento.



Bolsa dos cremes


Esta mini pérola (exactamente igual à minha por acaso) leva em si todos os protectores solares e afins. Em rigor, um creme para a C., um para nós, uma água termal, um pente e um spray de cabelo e um batom de cieiro. É estreita mas cabe lá tudo e ajuda muito na hora de procurar os creme estar tudo num mesmo sítio.


Uma mini lancheira


Aqui vai a água e a fruta ou iogurtes; o lanche. È uma mini lancheira por isso não ocupa muito espaço e vai geralmente em cima do resto da tralha.


Roupa para a C.


Nesta categoria cabem os dois ou três fatos de banho e uma t-shirt e uns calções para se mudar. A sorte é a roupa de criança ser pequena e caber em todo o lado.

E pronto, com isto fecho o saco, que obviamente fica bastante pesado mas resume-se a um único volume e isso, parecendo que não, faz toda a diferença.

De resto, dá para perceber que estou desesperadinha pelas férias, certo?
Update na informação: faltam QUATRO semanas !!

Como fazer uma criança feliz em dois actos?

Sobre a cozinha que compramos, dizer apenas isto:


DELÍRIO TOTAL !!



Tem sido O brinquedo preferido desde que a recebeu. Acorda e deita-se a pensar na cozinha e passa o dia a fazer comidas. Um sucesso!

Perdemos a cabeça!


Compramos nada mais nada menos do que uma cozinha à C., que vamos dar de surpresa. Nisto, somos umas crianças e nem podemos esperar pela reacção. Ela adora fazer “papinhas” e agora tem meios à séria.


É ou não é adorável?