Natal em casa ou Plano A

O ano passado no dia de Natal, declaramos abertamente a toda a nossa família que no ano seguinte o Natal seria em nossa casa. Tínhamos acabado de a comprar (mudámo-nos, aliás, no dia 23 de Dezembro) e tinha (tem) finalmente condições para receber as vinte e tal pessoas que somos. 

Escapou-nos no entanto um detalhe: desconhecimento de que no Natal seguinte eu estaria grávida de 38 semanas.

Começamos por isso a pensar que talvez fosse melhor adiar mais um ano receber toda a família num dia que adoramos mas que, reconhecemos todos, dá bastante trabalho, porque se calhar uma super grávida todo um dia de volta da cozinha, mesas, preparativos não seria assim o plano mais genial de sempre.

Até que no fim-de-semana discutimos finalmente o tema e concluímos que temos realmente muito gosto em ter cá toda  agente e que por isso - tchanananan! - o Natal vai mesmo ser em nossa casa!

Somos 23 pessoas e eu tenho planos de mesas maravilhosas, com toalhas lindas e centros perfeitos, mais mesa de sobremesas e lareira acesa, com música de fundo. 

Tenho também Plano B caso a cria mais pequena se decida a vir conhecer o mundo mais cedo ou eu já não esteja mesmo em condições. Mas enquanto puder (e a minha filha deixar!) vou sonhar com o dia! 


I wish..

Se pudesse escolher um poder, um só, seria o poder da saúde. Se alguém estivesse doente, eu teria o poder de o curar, como por magia. Era um super poder e eu um super herói.
Não sei como andei tantos anos a pensar no teletransporte quando na verdade não há nada mais importante que a saúde.

Era só isto.

Vé, só mais dois ou três posts sobre o Natal e depois sossego!

Na semana passada rumei às compras de Natal, essa bela actividade que nos enche o coração e esvazia a carteira mas que aprecio tanto. Levo uma lista de 34 pessoas para presentear e regresso a casa com mais de metade tratada. Yeah! Faltam ainda algumas coisas, que planeamos resolver na Baixa num sábado de sol e frio, como é nossa tradição e temos as prendas arrumadas. Mesmo a tempo do início dos jantares de Natal (estão já três marcados). Depois começa o processo de embrulhar e escrever cartões, que é outra festa e cheira - mesmo! - a Natal!


Feriados, a propósito da black friday

Nota de entrada, sim eu sei que a black friday não é um feriado (embora pela propaganda toda que à sua volta circula, quase se jura que é dia santo) mas serve o presente para reflectir na verdade sobre a importação do que não é nosso, de que os feriados (e as black fridays) são excelentes exemplos.

Apercebi-me este ano com conhecimento de causa de que as escolas comemoram o Haloween, dia a que nunca dei qualquer importância. Em Portugal comemora-se também o Dia dos Namorados, a black friday e - não faltará muito - qualquer dia o Thanks giving. Importamos dias de fora, que as escolas preparam semanas antes com desfiles ou eventos mas e os nossos feriados?

Vocês que são experientes nesta matéria, comemoram as escolas do nosso país a implantação da República? Há desfiles no 25 de Abril? Fazem-se desenhos pelo dia do trabalhador? Há música e um programa diferente no dia de Portugal? Como é que se assinalam afinal os nossos dias nacionais, quando comparados com a preparação dos internacionais?

Nesting

O Baby Center (essa app maravilhosa) define-o como,

The act of preparing your home for your baby's arrival, often fueled by big bursts of energy late in pregnancy. Birds and many other animals feel this biological urge. Like them, you may feel the urge to get your "nest" ready for your newborn.

Nesting typically involves making physical preparations for parenthood, such as deep cleaning the nursery (or even your entire house), setting up baby gear, and doing loads of laundry.

Sinto que é exactamente aqui que estou. Se não, vejamos.

Com 34 semanas:

- Fiz a minha mala, que já está fechada e pronta;
- Selecionei e separei todas as coisas necessárias à mala da bebé (ainda não fechada e pronta para a roupa não ficar amarrotada), que coloquei em cima da cómoda;
- Montamos e instalamos o berço no nosso quarto (esta foi mais o meu homem);
- Pusemos a cómoda / muda fraldas no nosso quarto (homem também);
- O ovo está pronto, com a forra lavada e colocada (e uma manta a tapá-lo para não apanhar pó);
- A alcofa está pronta e lavada, com o “saco cama” dentro.
- Já comprei tudo o que preciso (há sempre fraldas a serem precisas, mas vamos comprando);
- Está tudo lavado e arrumado (e um OBRIGADA à avó, minha mãe, que suportou toda essa parte do processo).


Embora ainda falte bastante tempo (espero eu!), sinto que me estou a comportar como grávida de termo. Isto não quer no entanto dizer que já podes nascer, ouviste MI?; Temos todos muito tempo para esperar por ti (mas quando chegares, vai estar tudo pronto).


Outra vez a fotografia



Já perdi a conta às vezes em que falei de fotografia por aqui, seja na óptica do utilizador, seja na do sonhador. A verdade é que tenho uma máquina fotográfica topo mundial (cortesia do meu homem) mas não sou uma fotógrafa à altura. Mais grave ainda, a minha máquina dá-me a falsa sensação de fotografar bem porque a qualidade das imagens é gigante o que faz com que me sente um pouco à sombra da necessidade de aprender e praticar efectivamente para ser boa.

Posto isto, tenho uma missão para a minha licença de maternidade: tornar-me a melhor fotógrafa que puder ser. Não me faltará inspiração (ou não fosse a fotografia de pessoas o meu maior gosto) e tempo espero encontra-lo, não só para praticar, praticar, praticar (tirar milhares de fotografias para acertar em algumas) como também para ler e melhorar a formação no assunto.


Portanto, e em resumo, vou fazer de conta que não sei que os projectos da licença ficam perdidos na licença e apostar as minhas fichas neste, tirando milhares de fotografias a esta família maravilhosa que é a nossa. 

Quem está em modo Natal ponha a mão no ar!


Eu, eu, eu !!


É oficial! O modo Natal instalou-se completamente cá por casa.
Já fiz a lista das pessoas a quem vou dedicar uma lembrancinha; já adicionamos algumas conquistas às nossas decorações de Natal; já comemos Ferrero Roché's e já cheira oficialmente à época mais bonita do ano! Mais uma semana e começamos a tocar as músicas em casa e dia 1 de Dezembro teremos a nossa Casa-Natal prontinha, bela e amarela! Há-de haver filhoses e bolachinhas e chás quentinhos, mantas e a lareira acesa e até para o frio estou pronta. Vai haver também uma tarde de compras (ou mais do que uma que muitas horas a andar já me deixam ko), serão de embrulhos, escrita de postais, idas aos correios, lanches ou jantares de amigos. ADORO tudo! Olá Natal!



Um dia no Mercado

Alerta, alerta!

Próximo domingo, 26 Novembro, se não tinham planos passaram a ter.

Um dia no Mercado está de regresso ao Sheraton Porto, desta vez com a edição de Natal e quem não for é um ovo podre.

Espaço cheio de marcas giras, muitas com preços simpáticos, e por aqui uma Cisca de olhos em várias coisas para as lembranças de Natal.

Das 10:30 às 19:00 horas no Sheraton!
Vemo-nos lá!

Sítios giros só porque sou amiga: Food edition - Cruel

Se forem jovens, solteiros e bons rapazes, desprendidos e sem filhos, este post é para vocês.
Se forem casados, com filhos ou grávidas também, mas menos que o andamento já não é o que era
(Brincadeirinha, cada um sabe de si!).

Adiante!

Casada, com filhos e grávida, tive um jantar de colegas numa sexta-feira às dez da noite, num restaurante que não é bem um restaurante mas mais uma experiência gastronómica. Vem a ser o


Imaginem o cenário: Baixa do Porto numa sexta-feira à noite, mil milhões de pessoas, um ambiente super festivo e turístico, estrangeiros por todo o lado, uma cidade que está cada vez com mais pinta.
Somos um grupinho de cinco e aterramos para jantar no Cruel, que tem três menus diferentes, cada um mais estranho e por ordem de esquisitice.

Pedimos três ou quatro entradas e pratos principais que dividimos entre todos (e sobra, muito!), tudo acompanhado por uma sangria de espumante assim maravilhosa (que só provei, naturalmente). Os pratos são uns mais estranhos outros mais normais (o bacalhau por exemplo é óptimo mas básico) mas há um totalmente diferente do resto: risoto de cogumelos em alucinação. A alucinação, explicam-nos, é visual (não há estupefacientes nem psicotrópicos na comida, garantem). O que é certo é que nos chega à mesa um prato de risoto, com coisas a mexer. Não vou contar tudo para não estragar a surpresa, mas é muito, muito giro (e bom, já agora!).

As sobremesas são igualmente diferentes. Eu fui num crumbre de ruibarbo com algodão doce (e as saudades que tinha de algodão doce!) mas havia mousse de lima em coma alcoólico e outros do género (todos diferentes, todos muito bons). Fechamos com vinte e sete euros por pessoa (entrada, prato, sobremesa, café e bebidas, tudo em bastante quantidade) e gostamos da experiência. Um sítio totalmente out of the box, para um jantar também diferente.


Vida social agitada

A minha filha recebeu o primeiro convite oficial para uma festa de anos (não vou contar aqueles a que vai por termos sido nós, os pais, os convidados). Desta vez, o convite foi mesmo para ela – uma coisa querida, por acaso, ao género “Olá C., queria pedir aos teus pais que te levem a minha casa para a minha festa de anos.” Muito fofinho.

A festa é um destes próximos sábados e eu dei comigo a cancelar um evento que tinha na minha própria agenda, para que pudesse ir ao dela. Sim, eu transformei-me nessa mãe.

Claro que o meu não era nada de importante mas coincidia exactamente dia e hora e parece-me importante nesta fase que ela possa conviver com amigos da escola fora da escola.


Não sei se será o início de uma vida social agitada (como ouço algumas mães comentarem que são a dos filhos) mas para já achei uma graça, a minha filha tão crescida a ir às festinhas dos amigos. O tempo voa!


Sítios especiais: Porto D'Aromas

A loja não passa despercebida, com uma monta super querida e, com grande probabilidade, a gata Mia a apanhar sol atrás do vidro.

A Porto D’Aromas, em plena Baixa, se não é a loja mais querida do Porto anda lá perto.

Um espaço querido, querido, onde apetece comprar tudo e onde de nunca saí sem alguma coisa. Há peças de decoração, velas, brinquedos, bolsinhas, acessórios e tantos detalhes maravilhosos, que apetece por lá ficar a namorar tudo. Além do cheirinho, que é óptimo e da dona, que é mesmo uma simpatia. Os miúdos adoram por causa do gato e os adultos perdem-se.

Este mês inauguraram já a versão Natal, que infelizmente ainda não consegui ir visitar, mas tenho a certeza que encontrarei lá uma boa parte das lembrancinhas que quero comprar este ano (sempre a preços muito simpáticos).


Como é habitual, não recebo absolutamente nada com estas sugestões (recorde-se aliás o anonimato deste espaço) mas há coisas que valem mesmo ser partilhadas por isso vão, corram como o vento!

Sítios giros só porque sou amiga – Food edition: A Taberna do Doutor

Eis um sítio despretensioso, simples, em conta e simpático.



Fica em plena Baixa, com todas as vantagens que isso tem e é uma sugestão de um sítio para ir fazer uma boa refeição a um preço simpático. Não é fancy nem chic, embora tenha um espaço agradável, mas tem a vantagem de ter comida de casa, muito boa, que sabe sempre bem.


Foi a nossa escolha num desses sábados, em que tomamos um café demorado em Santa Catarina e em que fomos almoçar quando tivemos fome. Uma tarde boa de Outono. Fomos sem reserva e não esperamos, não obstante todos os turistas, por isso nada de menos positivo a apontar. Fica a sugestão.

Ainda as velas

Ando numa fase, que acho que acontece quase todos os Outonos / Invernos, de acender velas a meio da tarde. Temos pelo menos três na sala e nesta altura do ano adoro vê-las queimar e a espalhar magia pela casa.
Posto isto já anunciei que o meu pedido ao Pai Natal este ano é exactamente velas de cheirinho. Preferência é baunilha mas qualquer uma é bem vinda.  Obrigada!






Uma vela com história

Corria o belo ano de 2013, vivíamos nós em Lisboa, e um grande amigo juntou-se a nós na condição de habitante da capital. A dada altura desse ano, esse amigo (solteiro, a viver sozinho) fez 30 anos e fizemos-lhe uma festa em nossa casa. Para esse evento comprei duas velas, um 3 e um 0, daquelas com o formato do número, brancas e amarelas às pintas.

Cantamos os parabéns aos trinta anos do Z. em Agosto de 2013.

Cerca de um mês mais tarde, o meu homem fez também ele 30 anos e organizei na altura uma festa surpresa num dos nossos restaurantes preferidos de Lisboa, que fechamos só para nós. O bolo com que cantamos os parabéns levou em cima as mesmas velas que tinham servido os anos do Z. um mês antes.

Três anos depois mudamo-nos de Lisboa para o Porto, primeiro para uma casa, oito meses depois para outra. De ambas fizemos grandes mudanças (toda uma casa atrás). 

No ano seguinte eu fiz 30 anos e as velas que pusemos em cima do bolo eram as mesmas do Z. e do P. Amarelas e brancas às bolinhas, com as cores já gastas de história.

Nesse mesmo ano (que por acaso é o presente) a minha filha fez 3 anos e a vela que apagou no bolo que levamos para a escola era o 3 dos anos do pai, da mãe e do “tio”. Vela essa que guardamos, quem sabe se não para os três anos (ou meses!) da MI.  


Outra vez as papas de aveia

Houve uma altura da minha vida em que achei que aderir às papas de aveia era uma boa ideia, como opção mais saudável no modo de vida. Cheguei a pedir informações sobre workshops que se iam realizar (na altura ainda em Lisboa) e quando comentei isto com o meu homem, fui altamente gozada. Desisti dos workshops.

Como o universo é uma coisa maravilhosa e a justiça tarda mas não falha, foi o meu querido marido quem começou a dada altura a consumir papas como um menino crescido. Um dia lá experimentou e ficou fã – e eu sei por conhecimento que ele mal disse o dia em que se riu da minha intenção de workshop frustrada, que lhe teria valido umas receitas bem boas.

Ora, enquanto ele se foi mantendo consumidor fiel da iguaria, eu encostei as botas (pronto, se calhar ele conhece-me melhor que eu e sabia que a coisa não ia durar muito). Quando comia papas sentia-me mal disposta e enfartada e honestamente enjoei das combinações muito rapidamente. Por causa disso, acho que talvez há um ano que não me dedicava à causa.

Até há umas semanas atrás.
Num final de tarde mais frio de repente apeteceu-me imenso voltar às papas de aveia (que têm mesmo aquele clima de “confort food” sem serem altamente calóricas).
Experimentei uma receita básica, de aveia com leite, mel, cocô ralado (tudo cozinhado) e polvilhei com pedacinhos de granola, noz e canela. E alegria, alegria! A combinação resultou na perfeição e toda a tigela ter-me-ia sabido às mil maravilhas não fosse a minha filha ter aparecido para apreciar o prato, ir buscar uma colher para ela e rapar o tacho.

Depois desse dia tenho feito várias vezes como lanche (curiosamente sabe-me melhor ao final do dia do que de manhã e tolero bem a digestão) e acho que as papas de aveia vieram mesmo para ficar.

A receita que tenho para uma destas próximas tardes foi inspirada numa imagem que vi no Instagram, de uma taça linda e super apetitosa de papas de aveia com banana caramelizada e nozes, que juro que cheira a Natal. 

Basta cozinhar a aveia com leite e fazer à parte a banana caramelizada: banana às rodelas salteada com uma colher de açúcar amarelo (vou testar de cocô) e umas gotinhas de baunilha; depois juntar tudo, polvilhar com noz (ou outro fruto seco) e canela e ser feliz! Bom apetite! (E ainda é cedo para dizer “Feliz Natal”, certo?)