Nem todas as árvores morrem de pé, de Luísa Sobral

 Li críticas muito positivas e fui ver que tal. É muito bonito. Uma bonita história de vida.



Pequena coreografia do adeus, de Aline Bei

 Tinha amado de amor O peso do pássaro morto e este acho que não e tão bom, embora seja maravilhoso. O Pássaro é que era realmente uma obra prima. Mas Aline escreve magistralmente e nunca desilude.



O cheiro dele depois da chuva, de Cédric Sapin-Defour

 Nunca tive cães, embora me peçam muito cá em casa, por isso talvez só perceba em parte este amor. Mas é bonito. Bonito e triste, em igual medida. Para donos de cães, deve ser um tratado de literatura. Para mim, foi um bom livro.



O sol e as suas flores, de Rupi Kaur

 Tenho sentido vontade de ler poesia e tenho-o feito todos os dias um bocadinho. Leio algumas páginas, às vezes sublinho partes que gosto, e depois leio outra coisa antes de dormir. A poesia tem coisas que a prosa não tem, nomeadamente o ritmo. É tudo mais calmo, mais devagar, como uma aula de ioga versus uma aula de cycling. Ambos têm coisas boas mas globalmente o ioga faz-nos muito bem e tenho gostado de descobrir os poemas. Este foi o primeiro que terminei.



Para sempre teu, de Abby Jimenez

 É o terceiro livro desta autora que leio e foi o que gostei mais. É um romance fofinho mas traz muitos temas de saúde mental (fá-lo em todos os livros) mas não de uma forma uto imposta. É leve. E a história, o romance, este encontro entre estas duas pessoas é uma coisa em que conseguimos acreditar, com esta nota super importante de que o personagem masculino é um homem como os homens devem ser. Nada - absolutamente nada! - a ver com Catharina Maura, que só tem relações abusivas. Gostei mesmo de ler este livro, foi assim uma coisa ligeira e amorosa, que me acompanhou duas noites e tive imensa pena quando acabou.



Não há pássaros aqui, de Victor Vidal

A comprovação de que os autores brasileiros são fortíssimos.

Esta história é dura, dura, dura. Má a todos os níveis. Mas incrível, como os grandes livros são!



Querida tia, de Valérie Perrin

 Valérie Perrin dificilmente desilude. Digo dificilmente porque não amei o Três. Mas todos os outros são mesmo muito bons, sobretudo a A breve vida das flores, que foi dos meus livros preferidos de sempre.

A Querida tia é um universo intrincado e complexo, de imensas personagens mas lê-lo é realmente mudar de mundo, entrar noutra família, noutros amigos, noutras terras. Mergulhar completamente para conhecer estas histórias que se cruzam e cruzaram a vida inteira. Gostei mesmo muito desta viagem e a Valérie escreve maravilhosamente.



Prazer proibido, de Catharin Maura

 Vou-me abster de comentar.



Desejo secreto, de Catharina Maura

Pronto, fechei o loop.

Às vezes é preciso..



Não fossem as sílabas do sábado, de Mariana Salomão Carrera

 Leio bastantes livros. Livros bons, às vezes livros muito bons (ocasionalmente, muito maus também - mas certo está quem diz que devemos é ler muito, bons livros, maus livros e descobrir a diferença entre eles). Já me cruzei com livros inacreditáveis, de que nunca mais me vou esquecer.

Mas depois chegou Mariana Salomão Carrara com estas sílabas de sábado.

E damos como adquirido o ato de sabermos ler. Mas este livro lembrou-me o privilégio que é saber ler. Que privilégio enorme. Isto é uma obra prima como já não me lembrava de ver. Obrigada, Mariana, por esta dádiva.



O último voo do flamingo, de Mia Couto

 Recebi uma recomendação sobre Mia Couto, que é vergonhoso nunca ter lido. Variei imenso entre adorar e não gostar nada. Tem partes lindíssimas e outras nem tanto. Mas achei sobretudo um autor completíssimo. E isso já vale por si.



A noiva errada, de Catharina Maura

 Desculpem, estava errada. De longe que este foi o pior livro dos últimos cinco anos.



O meu nome é Lucy Barton, de Elizabeth Strout

 Elizabeth Strout foi uma autora com quem embirrei no primeiro livro que li mas ainda bem que lhe dei uma segunda oportunidade. OAmy e Isabelle, que li o ano passado, é maravilhoso e a saga Lucy Barton promete ser igual. 

A Elizabeth Strout tem um talento enorme em descrever as peculiaridades das relações humanas e aqui está uma mãe e uma filha que não se viam há anos e que depois disso não se vão ver durante anos, cinco dias num hospital. Vou seguramente para o próximo da saga.



Votos eternos, de Catharina Maura

Ora bem...

Nunca ia ler este livro mas depois aconteceu isto: está no top 10 da note, está no top 10 da wook, está no top 10 da Kobo. E sim, top ten não quer dizer nada mas de repente estava a vê-lo em todo o lado e pensei, ok, porque não?

Coisas boas e más.

A coisa boa é que está selecionado o pior livro do ano, ainda em fevereiro. Pronto, fica despachado. A parte má, é que o livro tem 2400 páginas no kobo (430 em papel) e foi um total desperdício de tempo. Vamos depressa para o próximo para nos esquecermos deste!



Mrs. Dalloway, de Virginia Woolf

 Um clássico é sempre um clássico e este segue a regra. É sempre bom de ler, de aprender, de descobrir. Estava em falta porque já o comecei o ano passado e fui deixando ficar de lado. Mas sem razão. Que saudades da Clarissa!