A casa de Pineapple Street

 Uma história sobre ser rico e como é tão chato ser rico e ter problemas de rico e só se dar com ricos. Não foi bem a minha cena. É pena..!



O Pintor debaixo do lava loiças

 Fui dormir com o Afonso Cruz todas as noites durante mais de 15 dias. Embora tenha adorado as frases, a escrita, não sei se foi o ritmo, se a forma, adormecia-me todos, todos os dias. Por isso demorou séculos a ser acabado. Mas estou contente por finalmente ter estreado este autor (embora não tenha sido assim uma leitura que me fascinou por aí além..)



Carta aberta. À minha filha que faz 9 anos

 C.,

Estou constantemente a achar que o tempo passa demasiado depressa e fazeres 9 anos hoje dá-me mais uma vez a prova de que é verdade. Principalmente porque nos lembramos tão perfeitamente do dia em que nasceste, que foi quase há uma década, mas é tão presente como se tivesse sido ontem. Mudou tanta coisa deste então. A nossa família está o triplo em crianças, mudámos de cidade, de casa..

Também estás a mudar. Antevejo uma pré-adolescência com tudo o que isso tem de bom e de menos simpático. Já tens momentos de nos revirares os olhos, de nos dizeres "poupa-me..." e de revoltares profundamente em modo zangada. Isto é tudo novo para nós.

Mas por outro lado, continuas a ser imensamente sensível, no que sentes, no que escreves, como te comportas. Tens uma preocupação enorme com os outros, às vezes à frente de ti própria, és querida, preocupada, atenta, amorosa. Isso está tudo igual.

Fazes ginástica, rodas, pinos, cambalhotas. Adoras mar e piscina, desenhas, escreves. Fizeste um cartão ao pai nos anos dele que nos surpreendeu a todos. As tuas composições na escola são incríveis. És uma excelente aluna. Já falas bem inglês. Preferes letras a números (tal e qual a sua mãe...!). Gostas muito de ler (neste momento, banda desenhada principalmente). E claro, continua a paixão da televisão, ainda que mais moderada. Dizes que quando fores grande queres ser cozinheira (ou professora, ou pintora às vezes) mas na verdade ainda nem decidimos a próxima escola. Lá iremos - mas tu pedes o Clara quase todos os dias.

Detestas andar de carro mas adoras avião e podíamos estar sempre a viajar. 

Não pediste prenda este ano mas pediste um voo para irmos ver o tio Diogo à Irlanda. E andas a sonhar com o Japão. 

Quando vamos às compras queres roupa e calçado. Já não há bonecos nas tuas camisolas, só tops curtos! És super confiante, adoras experimentar roupa e estás manifestamente a ficar uma vaidosa! Venha a Zara em vez do Toy's'r'us. Fruto da idade, nós percebemos. 

Gostas de "passar tempo com a  família" e o natal "não é sobre prendas, mas estarmos juntos". É o tamanho do teu coração. És a mais querida com as manas, super protetora da I. (ai de quem lhe faça alguma coisa!) e uma mini-mãe da L., que dizes que é a bebé mais fofa e inteligente do mundo!

Sou tua fã incondicional. Mesmo quando te zangas toda comigo, até quando me viras os olhos. Porque na verdade eu sei que és a minha C. para sempre. Gosto de ti! Parabéns a nós

Leme

 Vim parar ao Leme (que se chama leme, mas quando olho para a capa, não sei porquê, leio sempre lê-me..) por mero acaso.. tinha apenas a referência de que tratava violência doméstica e que era um livro curtinho por isso decidi experimentar.

Mas foi uma desilusão. enquanto leitura, sem prejuízo de todo o mérito da narrativa. Não é bem uma história, é um desabafo de alguém que viveu na primeira pessoa tudo aquilo. Confesso que não adorei (mas toda a minha solidariedade para a autora...!)



Pessoas que conhecemos nas férias

 Emily Henry, nunca desilude; neste em particular agradou até imenso. Acho que entra para meu segundo favorito, mas quase ao mesmo nível do romance de verão. Uma autora absolutamente brilhante em diálogo - mas quem sabe eu não digo isto porque sou péssima em diálogos e fascina-me quem escreva conversas que façam sentido e sejam aliás coisas que uma pessoa diria realmente. O único problema deste livro foi que não dormi duas noites para o acabar, mas há males que vêm por bem! 



O segredo do meu marido

 Moriarty não desilude e é incrível na arte das relações humanas e dos seus complexos meandros. Tinha gostado imenso do Quem sai aos seus mas este ainda foi um twist maior. Uau! 



Uma educação

Noutras vidas, tive uma vez um julgamento do Ministério Público contra uns pais que proibiam a filha de 12 anos de ir à escola. Proibiam simplesmente, embora ela até quisesse. Aquela história acompanhou-me durante muito tempo, por ser absolutamente incrível para mim que alguém tivesse uma visão tão imensamente oposta ao que é mais comum. Este livro lembrou-me disso e é essa sensação da primeira à última página. Li-o na sequência de uma recomendação chamada "leia menos: menos tops, menos famosos, menos conhecidos" - e foi uma leitura incrível!



Mrs. March

Foi livro de Agosto do bookgang e embora não ache propriamente um livro de verão, foi uma excelente leitura. É uma espiral de loucura e caos e o fim.. uau!



Limpa

Li em dois dias, nem dei conta. Sentei-me a ouvir falar a Estela, ela falou, falou, contou a história e no fim calou-se, assim, acabou o livro. Muito bom - e já o tinha há imenso tempo, nem sei porque me demorou tanto.



O Sétimo Véu

 A pessoa lê vários livros. Lê livros bons, livros óptimos, livros maravilhosos, fascinantes, incríveis, inesquecíveis.. Mas depois lê O Sétimo Véu e parece que nunca leu nada bom na vida. Terceiro livro da Rosa Lobato de Faria este ano e terceira vez arrebatada pela escrita, pela história (este ainda mais do que os outros dois). Amei de amor.



A História de Roma

Achei que seria Roma, cidade, mas é Roma, Pessoa e aqui reside a maravilhosa diferença desta história. Li num sopro e adorei cada palavra. Uau!



As Mães

As Mães veio bem recomendado mas não me arrebatou. Fiquei sempre à espera de mais, embora a história seja muito forte e muito intensa sobre as nossas decisões de adolescência que pesam o resto da vida. Ainda assim, não foi aquela coisa que estava à espera. Venha por isso o próximo!



Odeio-te e amo-te

 jh

Não deixa de ser uma passagem curiosa vir do Dor Fantasma para aqui, quase como quando o dj põe a música do pingo doce no fim da noite. Mas são desígnios da vida! Andava a vaguear pela lista de livros do kobo e bati os olhos neste (a preto e branco, note-se) e pronto, sabe sempre bem um romance comédia amorosa nesta altura do ano. Por isso marchou em dois dias, um dos quais era uma e meia da manhã quando o fechei. E é um fofinho de verão, pronto.



Dor fantasma

 De vez em quando, é raro mas acontece, de vez em quando temos a sorte imensa de nos cruzarmos com uma obra prima. 



Alegrias e tristezas de Martha Friel

 Adoro quando isto acontece, quando encontro um livro por acaso e, também por acaso, o decido ler. Sem recomendações, sem referências, sem contexto. Só porque sim, porque me pareceu bem. Adorei a Martha e o livro e a história e a forma como retrata questões de saúde mental, a dor, o aperto mas não deixando de ser leve e divertido e.. olhem, adorei!