Bem sei que a família e a saúde são as coisas mais importantes que temos e estou grata. Imensamente grata. Mas não sou inteira se não sou sincera. Não foi assim que imaginei a minha vida e embora não me falte o mais importante, a verdade é que falta uma grande parte, tão grande que é um vazio. Quanto a isto não se pode dizer que "não se pode ser tudo" porque pode; eu também posso, que não sou tão pior assim. Não sei explicar isto. Doem-me os olhos de tanto pensar mas não consigo responder.
Tenho vergonha.
A verdade é exactamente esta: tenho vergonha daquilo em que me tornei. Vergonha de não ter respostas, vergonha de responder sempre o mesmo às pessoas que perguntam, vergonha de me ter convencido que comigo ia ser diferente, de ter acreditado e de agora estar num vazio absoluto. Tenho vergonha deste lado de mim. Mesmo que até julguem que posso estar a exagerar, ninguém pode compreender. Claro que também tenho receio, um receio enorme que esta situação não mude tão cedo, que se mantenha assim por mais tempo do que aquele que eu consigo suportar. Se calhar os nossos limites são maiores do que imagino mas neste momento o que sinto é que ultrapassei os meus.
Estou perdida e não sei o que faça. Desistir não sou eu e não é opção mas preciso de um plano. Preciso urgentemente de um plano, eu que não aguento andar sem rumo. Não faço ideia o que vem a seguir e mesmo não sendo o fim do mundo, parece-me como se estivesse perto.
Acabarei por levantar a cabeça e seguir em frente.
Acabarei por seguir viagem para um dia chegar a bom porto. Só preciso de ventos favoráveis, uma boa bússola e acreditar que poderei ser bom marinheiro. Mas por agora, e antes do sol, parece apenas um enorme naufrágio.

E hoje vamos assim

Último casamento de 2012, ano profícuo em casamentos, sendo este o terceiro. Nem vou dizer que preferia ir vestida de noiva, assunto já gasto cá na casa (mas sim! Como eu queria o meu vestido outra vez!) ou que o nosso foi o mais bonito, maravilhoso, perfeito, fofinho e bebé de todos.. porque isso já todo o mundo sabe. De tal forma que, vá, sossegada me vou, com este pequeno amigo beige (que está torto só na fotografia, juro).


       


O que mais gosto lá em casa...

... É que a outra "casa" é assunto, programa, tema, visão, absolutamente proibida! Nem em revistas, nem em zapping, zero. Não entra aqui lixo desse tipo.

Será que é hoje?


Aproveitando a hora do almoço (e o pequeno ânimo que senhora balança me deu esta manhã - mas sobre isto falamos mais tarde) dei um saltinho ao ginásio para a última aula desta semana, que acabou sendo duas, na verdade. Body Pump bem pesado e Dance para descontrair. Se a primeira queima tudo o que é gordura e é um treino para pernas, rabo, peito, braços e muito abdominal, tipo LET'S VAMOS!, na Dance faz-se desporto em modo diversão. Parece que fomos sair à noite, se bem que em traje mais apropriado para o efeito e que dançamos até de manhã. É super animado e na volta do ginásio ainda vou em modo NIGHT OUT! Agora é mais um bocadinho até ao fim-de-semana, este com casamento à mistura (S. Pedro, veja lá a sua vida e porte-se como deve ser!). Até lá, torço todos os dedos em figas, convoco todos os deuses e peço a todos os santos que o nó que acta a minha vida neste momento se resolva por fim. Se desate e forme um belo de um laço, para enfeitar o que espero com muita força venha a ser um grande sucesso. Corrente de boa energia, por favor.


Apesar de silêncio, a semana vai andando. Quanto ao exercício, fui ontem à terceira aula, esperando não ficar ainda por aqui. A alimentação, embora já tenha visto melhores dias, desorientou-se um bocadito ali para os lados dos cookies, mas sexta-feira já ficamos a saber se foi um acidente grave ou um pequeno choque.
Quanto ao resto, nada de novo, mas não vamos falar sobre isso.

Falemos antes da coisa curiosa que aconteceu ontem à noite.
Sempre vivi na mesma cidade, até ao dia em que fui para a faculdade, altura em que passei a viver noutra, durante cinco anos. Quer num sítio, quer noutro, fiz amigos, naturalmente. Também o P. viveu na mesma cidade, até ter ido para a faculdade, onde esteve alguns anos, antes de mudar para outra, onde esteve outros tantos. Em resumo, quatro cidades diferentes, onde vivemos vários anos, onde fizemos amigos, onde conhecemos pessoas de todo o lado. Ontem à noite fomos tomar café. Éramos cinco. Vimos de sítios diferentes, estudamos longe uns dos outros e agora estamos todos cá. Nunca pensamos chegar o dia em que estivéssemos todos em Lisboa. Os nossos amigos, os que estudaram connosco, pessoas do Norte, do Centro, do Sul, vieram todos cá ter. Outros ainda vêm, até ao fim do ano. E não tarda muito, chegarão mais e assim são as coisas, uma concentração populacional que não se entende. Isto é particularmente estranho porque precisamente ontem chegou o último bastião do Porto. Nortenho à força toda, da Ribeira e do Bulhão, com imensas raízes na Invicta e que sempre soube seria o último a abandonar. A verdade é que chegou ontem e veio para ficar. Somos mais um agora. Somos muitos e dos bons. Mas não somos de cá, não pertencemos a esta cidade, que é tão diferente dos nossos sítios. Não vemos a tal da Luz. Achamos que voltamos ao ninho. Voltaremos, sim. Diz-se disto o síndrome do emigrante, que o sentimos quase todos e agora com mais força, porque chegou um novo membro que, mais do que os demais, não é de todo de Lisboa. Habituamo-nos a tudo mas as raízes... essas são a coisa mais forte que temos.


Quarta-feira é dia de Time Out

Workshop de joalharia, na Galeria Reverso - Começou ontem, na verdade, mas tinha potencial.

Workshop de Feng Shui for home, no Museu do Oriente - Conquistou-me pelos exemplos: "quem dorme mal, deve orientar a cabeceira da cama para norte, a energia mais tranquila"; "se apontar para nordeste, pode ter pesadelos"; "a harmonia familiar consegue-se tendo peças aos pares"; "o oeste da casa é o espaço que rege o romance e estados depressivos", etc. Não é maravilhoso? 22 e 29 de Setembro e 6 de Outubro, das 10.00 às 13.00 e das 14.30 às 17.30 h.

Workshop de escrita criativa no Miradouro de S. Pedro - A ideia é que a vista da cidade tenha efeitos positivos na inspiração e criatividade e permita criar personagens a partir das pessoas que se observam, imaginar diálogos e construir narrativas. 30 de Setembro, das 10.00 às 13.00 h.

Workshop de microexpressões faciais, no Hotel Olissippo Marquês de Sá - 20 de Outubro, das 09.00 às 18.00 h. Faz-me lembrar o Mentalista, pronto.

Workshop de reciclagem de roupa, no 31 d'Atalaia - 25 de Setembro, 9 de Outubro, 6 e 20 de Novembro e 4 de Dezembro, das 19.00 às 21.00 h. Costureira por um dia. Parece-me bem.

Feira da Luz, no Largo da Luz - Todos os dias de Setembro, das 11.00 às 24.00 h. Não sei bem o que isto é, mas se vende produtos alimentares, roupas, artesanato, olaria, etc., não tem como enganar.

Bootcamp, em vários pontos da cidade - Isto é mais loucura do que outra coisa, que aquilo é muito pesado. Mas custa € 1,00 (e eu sou toda pró-promoções) e queima tudo o que é gordura. Por isso, é um caso a pensar. 1 e 3 de Outubro no Estádio Universitário e Parque Expo, respectivamente, às 19.30 h. 

"Os homens são de Marte e é para lá que eu vou", no Tivoli - A partir de 26 de Setembro, quartas e sábados às 21.30 h. e domingos às 21.00 h.

"Caveman", no Teatro Bairro - Terças-feiras, às 22.00 h. 

Lisboa Restaurant Week - De 20 a 30 de Setembro, em vários restaurantes da cidade.


Verdade que é uma bocadinho "decoração à Ikea"

Mas achei tão gira que não resisti. 



E trouxe Londres para o quarto de vestir, que era amadeirado e triste,


E ficou feliz!



(A - má - qualidade das fotografias deve-se à minha pessoa, como de costume. Mas a ideia era boa, sim?)

Estou vazia. 
Daí o silêncio. 


São onze horas


Mais coisas, menos coisa...

Mantras

Enquanto há vida, há esperança
Quem espera sempre alcança
Mais vale um sim tardio do que um não vazio
Roma e Pavia não se fizeram num dia
A esperança é a ultima a morrer



De maneira que andamos nisto.
Se bem que o pior é pensar que, em sentido contrário, existem tantos ou mais princípios. Mas eu penso positivo. Sou para cima e acredito. Até ver, pelo menos. Se voltar com ideias contrárias, saberei que tudo correu mal mas até lá (se ou quando, mas torcemos pelo se, naturalmente) tudo seguirá pelo melhor caminho, até bom porto. Da semana passada disse o mesmo, mas desta é que é: tudo isto tem de se decidir já. Tem de ser para ontem e já vem tarde, que é como quem diz, tenho a firme convicção que até à próxima sexta-feira chegará a resposta. É que não sei se já disse isto, mas já não aguento mais. 

Breakfast + Lunch


Sábado por volta do meio dia fomos experimentar uma coisa diferente, num sítio bem lisboeta. A paisagem incluía a Assembleia da República (é precisamente em frente à escadaria), o que só foi possível por ser ainda "na manhã", antes da manifestação.



Quanto ao espaço, muito giro. E a comida, óptima. A refeição seguinte foi mesmo o jantar porque ficamos bem para todo o dia, que se passou a carregar tralha e a montar móveis. Apesar de ser no centro, é um pequeno sossego com esplanada.




Quanto à oferta,
- salada de frutas com iogurte natural
- pães com nozes e passas
- queijos e compotas
- profiteroles
- panquecas com banana (feitas na hora e quentinhas. Tão boas!)
- tarte de maça
- tarte de tomate cereja
- tortilha caseira
- bagel com queijo creme e salmão fumado
- gelado de cenoura
... entre outras coisas.

Fiquei fã. O sítio é super simples e despretensioso mas tem tudo o que se quer. E vamos querer certamente repetir. 

Semana 2: check!


Cumprida à risca, apenas com duas visitas ao ginásio, para uma aula de Dance na sexta-feira e exercícios nas máquinas na terça e ficamos por aí. Não foi uma grande coisa (e queria mesmo ter ido mais vezes) mas melhor não foi possível.
Entretanto, na sexta-feira à noite, e por sugestão da Time Out, fomos experimentar uma aula de danças de salão, no Dance Spot. Não sei bem se isto conta como exercício, mas na dúvida vamos dizer que sim, até porque é mais mexido do que parece.
Começa agora uma nova semana, que culmina com casamento (sempre mau para estas coisas da alimentação), por isso ginasticar diariamente é preciso! Vamos embora!

Se Maomé não vai à montanha, vai a montanha a Maomé


Amanhã há tia, tio, primo e prima em Lisboa mas há também e principalmente, mãe! Vêm de malas e bagagens para instalar a filha / irmã / sobrinha (minha prima, portanto) e ficam todo o fim-de-semana!
Vamos passar os dias a carregar móveis, descarregar móveis, montar uma ou outra coisa e decorar a nova casa, mas antes disso ainda há tempo para um brunch (este a dois, ainda). Mas sobre isso falamos mais tarde.
Bom fim-de-semana!

Expliquem-me como se eu fosse muito burra


Nisto das dietas, regimes, restrições, há coisas que por mais anos que viva não percebo. Não tem explicação, pronto.
Já aqui tinha falado das desgraças na alimentação que se verificaram esta semana e do receio de enfrentar a balança pois por certo me daria algo em que não estou interessada.
Por mais estranho que isto seja, disse-me afinal que perdi quase um quilo. E eu não percebo. Estou contentinha, mas não faço ideia de onde isto veio.

Entretanto, as boas notícias deram o ânimo para uma aulinha na hora do almoço. Dance, uma vez mais, que se faz quase a brincar, mas que cansa como gente grande. Adoro! Excelente para entrar no fim-de-semana cheia de boa disposição e energia positiva.

A nossa VFNO


O lado "negro" de receber pessoas em casa, ainda que sob a prévia combinação de "depois do bolo, vamos para as ruas", é que acabamos todos por aqui ficar, em amena cavaqueira, entre copos e petiscos e ninguém vai a lado nenhum. De tal forma que a nossa VFNO começou e acabou em casa e prolongou-se para lá da hora oficial, com toda a gente a ir embora mais tarde do que planearam, porque "amanhã é dia de trabalho."
De tal forma que não vi as tais das pessoas giras, animação, música, dança, lojas e party mas estive entre amigos, gente igualmente gira, já agora.
Assim sendo, estarei atenta a toda uma blogosfera que foi e adorou e é bom e recomenda-se e para o ano, dando-se o caso de ainda estar em Lisboa e de não ser no dia 13 de Setembro (se calhar a data é sempre a mesma, mas vá..), lá estarei, sim senhora.